EU TENTO
Eu tento embora não mais acredite
Que a gente possa um dia ser assim,
Vou dando vez em quando algum palpite
Na grande maioria, é bem ruim.
A vida quer impor o seu limite,
Porém a fantasia não tem fim,
Postando alguma coisa que me incite
A demonstrar o que há dentro de mim,
Amiga; não percebo ser possível
Qualquer mudança feita por quem sonha,
Imagem realista é tão medonha
E a felicidade sendo incrível,
Não vejo outra saída senão esta,
A festa preparada, então: funesta...
MARCOS LOURES
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Sunday, October 28, 2012
NO MEU AMOR
NO MEU AMOR
No meu amor, bengala que me leva
Pelas esquinas, curvas, montes, ruas...
O peito apaixonado sempre neva
As bocas que beijamos sempre cruas.
Escapo da tortura, fuga e treva,
Não busco meus prazeres nessas luas.
O resto do que fomos não me ceva,
O tempo que passamos, noites nuas...
Colhendo as margaridas que plantaste,
Nos medos que me trazem desolado...
Nos ventos que tempestas já fui haste.
As víboras se posam de vestais,
Coroas por viver apaixonado.
Os cernes dos amores canibais...
No meu amor, bengala que me leva
Pelas esquinas, curvas, montes, ruas...
O peito apaixonado sempre neva
As bocas que beijamos sempre cruas.
Escapo da tortura, fuga e treva,
Não busco meus prazeres nessas luas.
O resto do que fomos não me ceva,
O tempo que passamos, noites nuas...
Colhendo as margaridas que plantaste,
Nos medos que me trazem desolado...
Nos ventos que tempestas já fui haste.
As víboras se posam de vestais,
Coroas por viver apaixonado.
Os cernes dos amores canibais...
MEUS QUINTAIS
MEUS QUINTAIS
Revejo os meus quintais na primavera,
Ilhado neste quarto, apartamento,
O verso que compus, traduz espera,
A salvação virá, qualquer momento.
Resisto bravamente, sorte mera,
E mesmo ser feliz, ainda tento,
Naufrago no teu mar, minha galera,
E busco, vez em quando, um novo invento.
Mas vendo estas paredes no horizonte,
Queria com a vida última ponte
Perdi os velhos elos da corrente
Trancafiado aqui, neste lugar,
Revejo o meu quintal e vou buscar
Algum retrato fusco em minha mente...
Revejo os meus quintais na primavera,
Ilhado neste quarto, apartamento,
O verso que compus, traduz espera,
A salvação virá, qualquer momento.
Resisto bravamente, sorte mera,
E mesmo ser feliz, ainda tento,
Naufrago no teu mar, minha galera,
E busco, vez em quando, um novo invento.
Mas vendo estas paredes no horizonte,
Queria com a vida última ponte
Perdi os velhos elos da corrente
Trancafiado aqui, neste lugar,
Revejo o meu quintal e vou buscar
Algum retrato fusco em minha mente...
MINHA ALMA
MINHA ALMA
Minha alma, velha pária sem repouso,
Esgueira-se entre as pedras das calçadas.
Um sonho mais audaz; por vezes, ouso,
Porém as minhas pernas, tão cansadas.
O pensamento vaga entre ladeiras,
Estúpido poeta; quis amores,
As dores tão comuns e costumeiras
Enquanto os sonhos são frágeis atores...
Procuro na sarjeta algum recanto,
Aonde repousar minha alma inerme,
Até as ratazanas, desencanto,
Expulsam tal espectro, amaro verme...
Só me restam as águas poluídas
E as velhas ilusões apodrecidas...
Minha alma, velha pária sem repouso,
Esgueira-se entre as pedras das calçadas.
Um sonho mais audaz; por vezes, ouso,
Porém as minhas pernas, tão cansadas.
O pensamento vaga entre ladeiras,
Estúpido poeta; quis amores,
As dores tão comuns e costumeiras
Enquanto os sonhos são frágeis atores...
Procuro na sarjeta algum recanto,
Aonde repousar minha alma inerme,
Até as ratazanas, desencanto,
Expulsam tal espectro, amaro verme...
Só me restam as águas poluídas
E as velhas ilusões apodrecidas...
ME ALUCINAS
ME ALUCINAS
As noites quando estão enluaradas
Distantes destas brumas costumeiras
Dos sonhos e delírios mensageiras
Promessas de divinas alvoradas,
Anseios e desejos noites raras,
Momentos inconstantes, mas felizes
Palavras que me dizes mais suaves
Depois ao mesmo tempo tanto agraves
Assim quando os desejos contradizes
Mudando totalmente a nossa história
A noite se tornando merencória
E a lua se escondendo nas neblinas
Amor em tempestade e calmaria
Enquanto me deslumbra e me sacia
Em outro instante vens e me alucinas.
MARCOS LORUES
As noites quando estão enluaradas
Distantes destas brumas costumeiras
Dos sonhos e delírios mensageiras
Promessas de divinas alvoradas,
Anseios e desejos noites raras,
Momentos inconstantes, mas felizes
Palavras que me dizes mais suaves
Depois ao mesmo tempo tanto agraves
Assim quando os desejos contradizes
Mudando totalmente a nossa história
A noite se tornando merencória
E a lua se escondendo nas neblinas
Amor em tempestade e calmaria
Enquanto me deslumbra e me sacia
Em outro instante vens e me alucinas.
MARCOS LORUES
TREVAS
TREVAS
Amigo, tantas vezes quis o sol,
As trevas dominaram o cenário
E sem a claridade em arrebol,
O dia transcorrendo temerário...
Apenas os tropeços corriqueiros,
As velhas cicatrizes; a aguardente
Os risos que julgara verdadeiros,
Minha alma sem remédio, finge, mente
Meu mundo foi errado do começo,
Não pude conhecer outra verdade,
Agora, recolhendo o que mereço
Não resta nem sequer a liberdade...
Pereço nos esgotos e sarjetas
Sorrisos e alegrias? Vãos cometas...
MARCOS LOURES
Amigo, tantas vezes quis o sol,
As trevas dominaram o cenário
E sem a claridade em arrebol,
O dia transcorrendo temerário...
Apenas os tropeços corriqueiros,
As velhas cicatrizes; a aguardente
Os risos que julgara verdadeiros,
Minha alma sem remédio, finge, mente
Meu mundo foi errado do começo,
Não pude conhecer outra verdade,
Agora, recolhendo o que mereço
Não resta nem sequer a liberdade...
Pereço nos esgotos e sarjetas
Sorrisos e alegrias? Vãos cometas...
MARCOS LOURES
MATAR A POESIA
MATAR A POESIA
Entardece, o Sol beija o véu da Lua que espia, o poeta freme na dor
da delícia, na concepção do verso que sempre sabe, que sempre será.O
interior verte, das garatujas, os olhos se convencem, a beleza da alma
fecunda, dói.
KARINNA
Uma alma tão sensível? Não mais quero.
Prefiro ser um gélido granito...
Esquecer da ilusão, terrível rito,
Mantendo o coração, voraz e fero...
E quando em poesia me tempero,
Rasgando assim meu peito; imenso grito,
Alçando num momento este infinito,
Distante do que vejo; mas venero...
Não quero ter a dor que me inebria,
Nem mesmo ver as cores de uma aurora,
Calando o frio algoz, a poesia
O homem atrás dos óculos, sensato...
Aborto o sentimento que se aflora,
E o verso que me doma; esqueço e mato...
MARCOS LOURES
Entardece, o Sol beija o véu da Lua que espia, o poeta freme na dor
da delícia, na concepção do verso que sempre sabe, que sempre será.O
interior verte, das garatujas, os olhos se convencem, a beleza da alma
fecunda, dói.
KARINNA
Uma alma tão sensível? Não mais quero.
Prefiro ser um gélido granito...
Esquecer da ilusão, terrível rito,
Mantendo o coração, voraz e fero...
E quando em poesia me tempero,
Rasgando assim meu peito; imenso grito,
Alçando num momento este infinito,
Distante do que vejo; mas venero...
Não quero ter a dor que me inebria,
Nem mesmo ver as cores de uma aurora,
Calando o frio algoz, a poesia
O homem atrás dos óculos, sensato...
Aborto o sentimento que se aflora,
E o verso que me doma; esqueço e mato...
MARCOS LOURES
SEDUTORA IMAGEM
SEDUTORA IMAGEM
A sedutora imagem feminina
Que adentrando o meu quarto tanto excita,
Mulher maravilhosa e tão bonita,
Desnuda-se e decerto me fascina...
E sabe; sensual quanto domina,
Minha alma sem defesas, já se agita,
E tresloucadamente esta pepita
Raiando sobre mim, doma e ilumina...
Beijando mansamente os belos seios,
Levando-me ao delírio, línguas dentes,
E os corpos nestas fúrias, mais ardentes
Esquecem seus pudores e receios,
Embarco neste mar feito em prazer,
Vontade de te achar e me perder...
MARCOS LOURES
A sedutora imagem feminina
Que adentrando o meu quarto tanto excita,
Mulher maravilhosa e tão bonita,
Desnuda-se e decerto me fascina...
E sabe; sensual quanto domina,
Minha alma sem defesas, já se agita,
E tresloucadamente esta pepita
Raiando sobre mim, doma e ilumina...
Beijando mansamente os belos seios,
Levando-me ao delírio, línguas dentes,
E os corpos nestas fúrias, mais ardentes
Esquecem seus pudores e receios,
Embarco neste mar feito em prazer,
Vontade de te achar e me perder...
MARCOS LOURES
MEU AMOR!
MEU AMOR!
Meu amor!
Todas as manhãs,
Tenho um grande motivo para abrir os olhos,
E enfrentar mais um dia,
Saber que você me faz existir,
Saber que você caminha, sobre o mesmo chão
que eu e faz desejar e continuar,
A esperança de ter você é razão que eu encontro
para sorrir, mas também para chorar,
Te sinto tão perto,
Por onde quer que eu vá, no ar que me rodeia,
Fico feliz por saber, que o sol que aquece minha
pele, tem e mesma chama dos raios que aquecem
a tua,
A chuva que molha meus cabelos, molha os teus,
Que o amor que eu tenho no coração,
bate mais forte por você,
Te amo...Cada dia mais... Simplesmente eu te amo...
CIDA F.A
Se acaso tu chegares à janela
Verás um farto brilho, feito um sol,
Tomando em claridades o arrebol
O amor que te dedico já revela.
Dos astros deslumbrantes, tal estrela,
Que faz do meu olhar seu girassol,
Trazendo a formosura que, de escol,
Permite a primazia de vivê-la
Sem farsas nem disfarces, peito aberto,
O passo bem mais firme, agora certo,
Encaminhado à glória de saber
Que existes e que estás sempre comigo,
E enquanto nos teus braços eu me abrigo
Concebo a plenitude do prazer...
Meu amor!
Todas as manhãs,
Tenho um grande motivo para abrir os olhos,
E enfrentar mais um dia,
Saber que você me faz existir,
Saber que você caminha, sobre o mesmo chão
que eu e faz desejar e continuar,
A esperança de ter você é razão que eu encontro
para sorrir, mas também para chorar,
Te sinto tão perto,
Por onde quer que eu vá, no ar que me rodeia,
Fico feliz por saber, que o sol que aquece minha
pele, tem e mesma chama dos raios que aquecem
a tua,
A chuva que molha meus cabelos, molha os teus,
Que o amor que eu tenho no coração,
bate mais forte por você,
Te amo...Cada dia mais... Simplesmente eu te amo...
CIDA F.A
Se acaso tu chegares à janela
Verás um farto brilho, feito um sol,
Tomando em claridades o arrebol
O amor que te dedico já revela.
Dos astros deslumbrantes, tal estrela,
Que faz do meu olhar seu girassol,
Trazendo a formosura que, de escol,
Permite a primazia de vivê-la
Sem farsas nem disfarces, peito aberto,
O passo bem mais firme, agora certo,
Encaminhado à glória de saber
Que existes e que estás sempre comigo,
E enquanto nos teus braços eu me abrigo
Concebo a plenitude do prazer...
LABIRINTO
LABIRINTO
Há tempos programei uma saída
Que possa me livrar do labirinto
No qual já transformada a minha vida,
Com cores tão diversas das que eu pinto.
Quisera como fuga, alguma ermida,
Aonde desnudasse o que ora sinto,
Porém preparo a minha despedida,
Num gole de aguardente ou num absinto.
Se às vezes, da batalha eu já me abstenho,
Temendo novamente outro fracasso,
É que ando ultimamente amargo e lasso,
Somente antigas dores, eu retenho.
E vejo que não tendo solução,
Mergulho sem defesas no alçapão...
Há tempos programei uma saída
Que possa me livrar do labirinto
No qual já transformada a minha vida,
Com cores tão diversas das que eu pinto.
Quisera como fuga, alguma ermida,
Aonde desnudasse o que ora sinto,
Porém preparo a minha despedida,
Num gole de aguardente ou num absinto.
Se às vezes, da batalha eu já me abstenho,
Temendo novamente outro fracasso,
É que ando ultimamente amargo e lasso,
Somente antigas dores, eu retenho.
E vejo que não tendo solução,
Mergulho sem defesas no alçapão...
IRMÃOS
IRMÃOS
Falaste do amor com maestria
e eu sinto que é o segredo da vitória!
Consegues perceber toda essa glória
que banha todo o amante da poesia?
É ela que me leva a noite e dia
sorver cada momento dessa história
que em versos escrevemos e a memória
há de ficar marcada em alegria!
É com amor que temos derramado
os nossos corações para os leitores
nesse minimizar de dissabores
com nosso versejar que é de bom grado
a fim de ter também colaborado
com o renovar da vida em lindas cores!
Ronaldo Rhusso
A poesia é nossa mola; mestre
Que faz com que possamos ter nas mãos
Sementes do futuro, fartos grãos;
Tomara que este amor, o povo adestre,
Aragem em que vivo hoje, campestre,
Não deixa que eu conceba serem vãos,
Lutemos companheiro, pois irmãos
Não deixam que o vazio já fenestre
E invada sobre nós desesperança,
Nos versos com carinho esta aliança
Permite que se creia no amanhã.
E temos o poder da poesia
Que é feita de magia e fantasia,
Divino, com certeza, nosso afã...
Falaste do amor com maestria
e eu sinto que é o segredo da vitória!
Consegues perceber toda essa glória
que banha todo o amante da poesia?
É ela que me leva a noite e dia
sorver cada momento dessa história
que em versos escrevemos e a memória
há de ficar marcada em alegria!
É com amor que temos derramado
os nossos corações para os leitores
nesse minimizar de dissabores
com nosso versejar que é de bom grado
a fim de ter também colaborado
com o renovar da vida em lindas cores!
Ronaldo Rhusso
A poesia é nossa mola; mestre
Que faz com que possamos ter nas mãos
Sementes do futuro, fartos grãos;
Tomara que este amor, o povo adestre,
Aragem em que vivo hoje, campestre,
Não deixa que eu conceba serem vãos,
Lutemos companheiro, pois irmãos
Não deixam que o vazio já fenestre
E invada sobre nós desesperança,
Nos versos com carinho esta aliança
Permite que se creia no amanhã.
E temos o poder da poesia
Que é feita de magia e fantasia,
Divino, com certeza, nosso afã...
ILUSÕES DE ÓTICA
ILUSÕES DE ÓTICA
Jamais eu jogarei palavra fora,
Senão aquelas mesmas que eu repito,
Se o amor que nunca tive é infinito,
Melhor ficar calado: vou embora...
Quem sabe depois disso, ela me implora...
A consciência logo dá um pito,
Se ainda fosse, pelo menos mais bonito,
Porém a minha cara já apavora...
Tomando qualquer drinque num boteco,
Quem sabe uma cerveja bem gelada,
Espero que isso tenha repeteco,
Ou mesmo algum chamego, de repente...
Porém passou o tempo, deu em nada,
Ela mandou fazer a nova lente...
MARCOS LOURES
Jamais eu jogarei palavra fora,
Senão aquelas mesmas que eu repito,
Se o amor que nunca tive é infinito,
Melhor ficar calado: vou embora...
Quem sabe depois disso, ela me implora...
A consciência logo dá um pito,
Se ainda fosse, pelo menos mais bonito,
Porém a minha cara já apavora...
Tomando qualquer drinque num boteco,
Quem sabe uma cerveja bem gelada,
Espero que isso tenha repeteco,
Ou mesmo algum chamego, de repente...
Porém passou o tempo, deu em nada,
Ela mandou fazer a nova lente...
MARCOS LOURES
GOSTO DE VOCÊ
GOSTO DE VOCÊ
A vida passando
e eu gostando
mais e mais
de ti ...
(ivi)
Gostando do querer que tanto quis
Querência sem igual, amor sem par
Vibrando tão somente por sonhar
Eterna sensação de ser feliz.
O verso que deveras eu te fiz
Pudesse este caminho desbravar
Tocado pelos raios do luar
O amor já não suporta um aprendiz.
Aprendo a cada dia com o sol
Tomando em claridade este arrebol
Tramando um novo tempo em clara luz.
Viver sem esperar a recompensa,
Fazendo a nossa vida mais intensa
Tornando bem mais leve nossa cruz...
MARCOS LOURES
A vida passando
e eu gostando
mais e mais
de ti ...
(ivi)
Gostando do querer que tanto quis
Querência sem igual, amor sem par
Vibrando tão somente por sonhar
Eterna sensação de ser feliz.
O verso que deveras eu te fiz
Pudesse este caminho desbravar
Tocado pelos raios do luar
O amor já não suporta um aprendiz.
Aprendo a cada dia com o sol
Tomando em claridade este arrebol
Tramando um novo tempo em clara luz.
Viver sem esperar a recompensa,
Fazendo a nossa vida mais intensa
Tornando bem mais leve nossa cruz...
MARCOS LOURES
FANTASIA
FANTASIA
Calcando uma existência em fantasia
Eu caio vez em quando e me levanto,
Não deixo que me enxugues dor e pranto,
Depois vem o sorriso, nova alegria.
O tempo é necessário e a picardia
Só serve pra causar o desencanto,
Por isso é que na dor eu me agiganto,
Não posso suportar tal agonia.
E o vento me levando sem saber
Se um dia há de parar nem mesmo aonde,
O sol que as nuvens já se esconde;
Parece que começa a compreender
E deixa todo o céu assim nublado,
Mortalha de um amor abandonado...
MARCOS LOURES
Calcando uma existência em fantasia
Eu caio vez em quando e me levanto,
Não deixo que me enxugues dor e pranto,
Depois vem o sorriso, nova alegria.
O tempo é necessário e a picardia
Só serve pra causar o desencanto,
Por isso é que na dor eu me agiganto,
Não posso suportar tal agonia.
E o vento me levando sem saber
Se um dia há de parar nem mesmo aonde,
O sol que as nuvens já se esconde;
Parece que começa a compreender
E deixa todo o céu assim nublado,
Mortalha de um amor abandonado...
MARCOS LOURES
Friday, October 26, 2012
FIM DE SONHO
FIM DE SONHO
Por vezes imagino outro país;
Nas gélidas manhãs, tórrido anseio.
Desejos incontidos, sem receio,
Um corpo saciado, outro feliz.
Vontade de voar mesmo em céu gris
Percorro delirante cada seio,
Descubro outras paragens, singro o veio,
Qual fora eternamente um aprendiz...
Mas nada; nem a sombra do passado,
Apenas o vazio em minha cama,
A morte sorrateira, vem e chama,
Deitando sorridente aqui do lado.
E quando imaginava outra saída
Escorre em minhas mãos, a frágil vida...
MARCOS LOURES
Por vezes imagino outro país;
Nas gélidas manhãs, tórrido anseio.
Desejos incontidos, sem receio,
Um corpo saciado, outro feliz.
Vontade de voar mesmo em céu gris
Percorro delirante cada seio,
Descubro outras paragens, singro o veio,
Qual fora eternamente um aprendiz...
Mas nada; nem a sombra do passado,
Apenas o vazio em minha cama,
A morte sorrateira, vem e chama,
Deitando sorridente aqui do lado.
E quando imaginava outra saída
Escorre em minhas mãos, a frágil vida...
MARCOS LOURES
FIM DE CASO
FIM DE CASO
Eu não serei funesto, nem pretendo
Falar do amor que tive e se perdeu,
O quanto da ternura se mantendo,
Reflete este caminho, meu e teu.
Mistérios envolvendo a nossa vida,
Momentos que se vão pra nunca mais.
E quando nossa história está perdida,
Procuro ancoradouro noutro cais.
Poeta mata o sonho e se alimenta
Dos restos da ilusão que um dia quis,
Pensando na borrasca violenta,
Não quero e nem consigo ser feliz...
Matei os meus resquícios de alegria,
Rasgando eternamente a fantasia...
MARCOS LOURES
Eu não serei funesto, nem pretendo
Falar do amor que tive e se perdeu,
O quanto da ternura se mantendo,
Reflete este caminho, meu e teu.
Mistérios envolvendo a nossa vida,
Momentos que se vão pra nunca mais.
E quando nossa história está perdida,
Procuro ancoradouro noutro cais.
Poeta mata o sonho e se alimenta
Dos restos da ilusão que um dia quis,
Pensando na borrasca violenta,
Não quero e nem consigo ser feliz...
Matei os meus resquícios de alegria,
Rasgando eternamente a fantasia...
MARCOS LOURES
UM AMOR IMAGINÁRIO
UM AMOR IMAGINÁRIO
Pensando em fazer outra poesia
Que fale de um amor imaginário,
Não tendo mais conversa ou alegria,
Apenas tão somente sou otário.
Fazer de meus lamentos fantasia,
Tornando meu amigo um adversário,
E cada vez que tento a mão vadia
Buscando no teclado outro fadário...
Fertilizando a mente com prazeres,
Domando meus instintos, o que fazer?
As letras vão pulando à minha frente
E faltam para a festa estes talheres,
Sem ter sequer idéia pude ver
O olhar que me lançaste, diferente...
MARCOS LOURES
Pensando em fazer outra poesia
Que fale de um amor imaginário,
Não tendo mais conversa ou alegria,
Apenas tão somente sou otário.
Fazer de meus lamentos fantasia,
Tornando meu amigo um adversário,
E cada vez que tento a mão vadia
Buscando no teclado outro fadário...
Fertilizando a mente com prazeres,
Domando meus instintos, o que fazer?
As letras vão pulando à minha frente
E faltam para a festa estes talheres,
Sem ter sequer idéia pude ver
O olhar que me lançaste, diferente...
MARCOS LOURES
FALANDO EM SOLIDÃO
FALANDO EM SOLIDÃO
Nesses meus versos, tento te dizer,
Da boca que não beijo e tanto quero...
Celebro meu desejo, mordaz, fero.
Em tal fogueira, sonho, enfim, m’arder...
Porém, ao mesmo tempo, sem querer,
Por temer teu silêncio, nada espero.
Então me silencio. Nada gero
Somente esses meus versos posso ter...
Na mansidão volúpias atormentam,
Minhas angústias mudas, só aumentam...
Mas sou feliz fazendo esse poema...
Sonhar é doloroso, mas acalma,
A vida transtornada cede calma,
Embora a solidão seja meu tema...
MARCOS LOURES
Nesses meus versos, tento te dizer,
Da boca que não beijo e tanto quero...
Celebro meu desejo, mordaz, fero.
Em tal fogueira, sonho, enfim, m’arder...
Porém, ao mesmo tempo, sem querer,
Por temer teu silêncio, nada espero.
Então me silencio. Nada gero
Somente esses meus versos posso ter...
Na mansidão volúpias atormentam,
Minhas angústias mudas, só aumentam...
Mas sou feliz fazendo esse poema...
Sonhar é doloroso, mas acalma,
A vida transtornada cede calma,
Embora a solidão seja meu tema...
MARCOS LOURES
DIA A DIA
DIA A DIA
O amor se conquistando dia a dia
Adia as decisões ou precipita,
E quando encontro a mais bela pepita
Se precipita toda a fantasia,
Só posso te dizer que a fantasia
Mais rica; mais possante e mais bonita
Aquela que no peito forte grita
Conforme tanto tempo eu perseguia.
Guiando cada passo, o grande amor,
Compondo com total fascinação
Um mundo muito além do que sonhara,
Demonstra quanto vale ao sonhador
Um gole de razão, farta emoção
Tornando a nossa vida bem mais rara..
MARCOS LOURES
O amor se conquistando dia a dia
Adia as decisões ou precipita,
E quando encontro a mais bela pepita
Se precipita toda a fantasia,
Só posso te dizer que a fantasia
Mais rica; mais possante e mais bonita
Aquela que no peito forte grita
Conforme tanto tempo eu perseguia.
Guiando cada passo, o grande amor,
Compondo com total fascinação
Um mundo muito além do que sonhara,
Demonstra quanto vale ao sonhador
Um gole de razão, farta emoção
Tornando a nossa vida bem mais rara..
MARCOS LOURES
OURIVES DA ESPERANÇA
OURIVES DA ESPERANÇA
Ourives da esperança, a poesia,
Entorna-se deveras sobre nós,
Não serei o que virá depois, após,
A noite que se fez amarga e fria.
Só sei que na verdade eu te queria,
O amor foi companheiro, mas algoz,
A dor da solidão se faz atroz,
E impede que ressurja um novo dia.
Na aurora da existência, perco o rumo,
Os erros que cometo, bebo o sumo,
E foge entre os meus dedos, mocidade...
Quem dera ouvir a voz melodiosa
Da deusa que se fez tão majestosa
E reina nos confins de uma saudade...
MARCOS LOURES
Ourives da esperança, a poesia,
Entorna-se deveras sobre nós,
Não serei o que virá depois, após,
A noite que se fez amarga e fria.
Só sei que na verdade eu te queria,
O amor foi companheiro, mas algoz,
A dor da solidão se faz atroz,
E impede que ressurja um novo dia.
Na aurora da existência, perco o rumo,
Os erros que cometo, bebo o sumo,
E foge entre os meus dedos, mocidade...
Quem dera ouvir a voz melodiosa
Da deusa que se fez tão majestosa
E reina nos confins de uma saudade...
MARCOS LOURES
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