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Sunday, May 21, 2006

MATÉRIA DE AMOR E DE SAUDADE

“Mas matéria de amor

Eu conheço da palma da mão

Sei também que essa tal de saudade

Machuca de mais um pobre coração”

Trago bem dentro do peito

Toda a vida bem guardada

O encanto da namorada

No beijo mais satisfeito

Trago do medo o consolo

Das lembranças do passado

Esse canto enamorado

Das festas e desse bolo

Que nunca tive pensado

O quanto esse amor penado

Custa-me para esquecer

O trem da vida rasgando

Pelos campos devorando

Todo e qualquer sentimento

Que foi da vida o fermento

Que me trouxe até você

Num momento mais feliz

De tudo que pude saber

Nem de tudo a vida diz

Nem conta como segredo

No final se tive medo

Isso me ajudou a andar

Colhendo cedo o pomar

Onde tive mais lembrança

Dos meus tempos de criança

Do paladar dessa dança

Que na garganta ficou,

Saudades do meu amor

Que sempre modificou

O que da vida restou

Para quem sempre sonhou

Com a curva dessa estrada

Partindo, vindo do nada.

A procura d’outra escada

Para atingir esse espaço

Deitando só, no regaço.

Pra descansar meu cansaço

Deitando num doce abraço,

Bem junto dessa morena

Por quem a vida me acena

Trazendo no coração

Amor, misto de perdão.

Com essa alucinação

Que me tira a terra, o chão.

E me deixa assim sedento,

Voando pleno no vento

Buscando, com sentimento.

Todo o desenvolvimento

Do que mais fora paixão

Eu lhe amo, tanto lhe quero,

Mentir não pode nem tento

Tendo tudo que eu espero

Nesse claro, sem tormento,

Amor que carrega meu chão,

Não posso, arrependimento,

Nem devo saber onde vou

Por que caminhos rumou.

Por que mundos ele errou

Esse meu canto lamento

É filho do esquecimento

É procura por seus braços

Pelo canto dos regaços

Onde possam meus encantos,

Abraçando os outros tantos

Que me levam a você

Onde possa me perder

No mar de sua saudade

Buscando essa claridade

Que é rumo da eternidade

Que é ninho onde vou viver

Onde aninho o bem querer.

Por tanto que já sofri

Pelo tanto que passei

Por demais que já penei

Peço-lhe, deixa eu pedir.

Seja minha companheira

Vou lhe dar a vida inteira

Mesmo que viva tão pouco

Mesmo que esse grito rouco

Você não possa entender.

Seja muito paciente

Pois esse peito sofrido

Por muito que já perdido

Agora quer se encontrar

No seu colo, de menina.

Que se logo me alucina

Pode mudar minha sina

Pode me fazer feliz

Então minha camarada

Por você, apaixonada.

Resto da vida que resta

Por favor, não feche a fresta.

Deixa aberta essa janela

Meu amor passa por ela

Para poder encontrar

No seu leito, delicado.

O meu muito mais amado

O meu mundo renascendo,

Por onde for, vou vivendo.

A procura de você

Que me fez melhor saber

Onde esconder minha sorte

Onde não querer a morte

E não só sobreviver.

Portanto tenha clemência

Senão me leva à demência

Eu já tenho experiência

To cansado da vivência

De sofrer por tanto amar.

Essa matéria de amor

Já sei na palma da mão

Por favor, vem sem maldade.

Que essa tal dessa saudade

Fere sem necessidade

Esse pobre coração...

E A CPI DO CIRCO CHEGA AO SEU FINAL... A PLATÉIA MERECIA COISA MELHOR

Se não fosse o problema de tempo, nós convocaríamos o Dantas”..... Sei.

Entrevista a Paulo Henrique Amorim que desistiu de convocar Daniel Dantas para prestar depoimento em razão de o banqueiro ter enviado uma carta à Justiça de Nova York em que afirmava ter sido achacado pelo PT.

Quando depôs à CPI no ano passado, Dantas havia negado que o suposto achaque tivesse ocorrido. O argumento do senador para não convocar Dantas agora é que não há mais tempo para esse depoimento. Mas a CPI vai ouvir na próxima terça-feira o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares. Ele é quem responderá se o PT pediu dinheiro ao controlador do Opportunity.

Garibaldi Alves já havia manifestado o interesse em convocar Dantas e sua irmã Verônica, quando a cópia da carta que foi enviada à Justiça de Nova York se tornou pública no Congresso. A cópia foi distribuída pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM). Na ocasião, Virgílio afirmou à reportagem do Conversa Afiada que também queria convocar Dantas para esclarecer o assunto.

Quando Paulo Henrique Amorim perguntou a Garibaldi Alves se essa decisão de convocar Delúbio e não Dantas confirma as críticas do Governo de que a CPI só ouve pessoas que incriminam o PT, o senador respondeu que não acredita nessa possibilidade. Segundo ele, Delúbio já estava convocado há muito tempo. “Se não fosse o problema de tempo, nós convocaríamos o Dantas”, afirmou.

Garibaldi Alves disse também que não há tempo para atender à solicitação do senador Romeu Tuma de convocar uma acareação entre Daniel Dantas e o jornalista Marcio Aith, da revista Veja. Segundo Garibaldi Alves a CPI precisa encerrar os trabalhos para apresentar o relatório para a sociedade.

Conversa afiada - Paulo Henrique Amorim

Final melancólico de uma CPI feita para investigar os bingos e que se formou para investigar denúncias ligadas a esses.

Essa CPI, por tantas e tantas ingerências em tudo quanto denúncia que aparecesse, acabou se transformando na CPI do Fim do Mundo, como poderia também ser chamada de CPI do circo, devido ao fato de ter tido inúmeras atrações “circenses” e desconexas, formando um caldeirão de misturas várias e sem sentido.

Por grande parte do tempo se transformou numa tentativa a qualquer custo de incrimino PT e o Governo federal em todo e qualquer episódio, mesmo os mais inauditos e sem sentido ou nexo com os motivos para os quais foi criada.

Vamos tentar entender essa “orgia” do non-sense:

No início tivemos a busca da investigação sobre o caso Valdomiro, e pelo fato de ter havido ligações com um ex-assessor de Palocci demitido por esse, e acusado de crimes como desvio de dinheiro, lavagem de dinheiro; portanto um sujeito acima de qualquer suspeita (de ser honesto), e pelo “canto da sereia” da delação premiada fez acusações devidamente sem provas contra a administração de Palocci à frente da prefeitura de Ribeirão Preto.

Depois disso, por ilação tentou-se de todas as formas, associar esse pretenso esquema de corrupção ao assassinato do companheiro Celso Daniel, se utilizando da fragilidade da família desse que, mesmo sem provas ajudou a criar uma imagem de “queima de arquivo”. que, ao contrário do provável assassinato feito sob o comando do “Sombra”, provável lobista que agia à revelia de Celso Daniel, até ser descoberto por esse e elimina-lo por esse não concordar com os métodos usados POR SOMBRA, e não pelo PT, obviamente alheio a isso.

Depois desse fato, evoluiu para a busca incessante de tentar a qualquer preço “criar” uma rede de intrigas que iria desde a entrada de dólares cubanos, até a ajuda de bingos na campanha eleitoral de Lula, que por coincidência e ato de ingratidão mandou fechá-los e investigar a lavagem de dinheiro que pode e deve estar associada a alguns deles.

Ah devo dizer que, a única vez que temos referência a bingos nessa história toda é nessa acusação sem pé nem cabeça de Rogério Buratti.

Terminando essa história toda tivemos as denúncias contra Palocci, também improváveis e sem comprovação, acontecendo na infeliz idéia desse quebrar o sigilo do caseiro fofoqueiro e pior, de alguém divulga-lo como se fosse um troféu o que, na verdade era a prova do crime.

Quiseram também investigar coisas realmente ligadas a um bingo, as contas pessoais do amigo de Lula e do seu filho.

Como se, o empréstimo de dinheiro ou o fato de ser sócio de uma empresa e essa ter tido investimento de capital privado sejam proibidos a família de um presidente da república, sendo permitida a todos nós, pobres mortais.

A tentativa, sem sucesso de envolver assessores de Lula e pessoas de seu círculo de amizades, totalmente sem sentido e direcionada, claramente a tentar criar factóides para incriminar o presidente, deságua nessa aberração:

Terminando pelo início da outra CPI, deve tomar depoimento de DELÚBIO SOARES, isso mesmo, DELÚBIO, mas espera aí; que que Delúbio tem a ver com os bingos?

E pensar que o nosso dinheiro foi gasto neste Circo sem graça e sem nexo.

QUERO MEU DINHEIRO DE VOLTA, SÓ TEVE MARMELADA E O PALHAÇO DISSO TUDO ACABOU SENDO A PLATÉIA.

A VINGANÇA DO GUERRILHEIRO CAPÍTULO FINAL

O que quer Itamar
De Eduardo Kattah em O Estado de S.Paulo, hoje:
"Numa reunião com as bancadas federal e estadual do PMDB mineiro, prevista para amanhã, o ex-presidente Itamar Franco deverá anunciar que desistiu de vez da pré-candidatura à Presidência e retomará a investida para disputar uma vaga ao Senado pelo partido. "Me parece que ele vai realmente abandonar e voltar à postulação inicial para o Senado. Abandonar porque o partido não quer ter candidato. Ele não vai ficar brigando", comentou o deputado Marcello Siqueira (PMDB-MG), um dos principais interlocutores de Itamar.
Em convenção realizada no dia 13, o PMDB decidiu que não terá candidato próprio a presidente. Uma liminar suspendeu os efeitos do encontro, mas quase ninguém mais aposta que o PMDB disputará a Presidência.
A decisão teria levado em conta uma eventual candidatura própria à Presidência encabeçada pelo senador Pedro Simon (RS), como última tentativa de desbancar a ala governista."




Tudo correndo da forma planejada. Devidamente coroada de êxito a intervenção de Itamar no PMDB, com sua candidatura-fantoche, conseguindo o que queria e desejava, conforme acerto com José Dirceu, com escrevi no artigo “A vingança do Guerrilheiro” postada em 24 de abril de 2006.
Dirceu e Itamar, como bons mineiros e, principalmente, como dois bons políticos mineiros, ao agirem desta forma, deram xeque-mate tanto nas pretensões de Garotinho e de Alckmin á Presidência da República.
A candidatura do velho Topete, de gênio ácido, mas de caráter e probidade morais intocáveis e indeléveis, trouxe um capítulo novo na Guerra Sucessória.
A relação de Lula com FHC e com ACM, principalmente pela forma cordata com que Lula aprendeu a conviver com os antagonistas, raramente levando ao campo pessoal as diferenças políticas, é muito mais pacífica do que, se compararmos a de Itamar com ambos.
Itamar, num utópico segundo turno contra Lula levaria o PSDB e o PFL a uma incômoda posição de ter que apoiar Lula, a quem quiseram, de todas as formas atingir com uma bateria ininterrupta de fogo contínuo, usando nas três CPIs, um palanque eleitoral de formas inauditas e inéditas na história da república.
Pior até do que a metralhadora anti Juscelino e anti – Jango capitaneada pela UDN lacerdista, numa ação tão desastrada que, depois de ter levado Getúlio ao suicídio, nos trouxe “de presente” a longa ditadura militar.
Comprido o dever de salvaguardar a candidatura por que optou há tempos, Itamar volta seus olhos ao Senado mineiro, onde deverá se eleger, e com folga.
Merecidamente, diga-se de passagem, pois sua vida limpa, com suas lutas pela democracia no velho MDB, depois sua atuação, enquanto presidente da República, com uma administração limpa, sem grandes complicações, principalmente depois da turbulência causada pelo impedimento de Collor, me dá a certeza do caráter íntegro desse Mineiro.
Itamar ainda tem o cacife de poder, e irá fazê-lo, imobilizar Aécio Neves que sabe e muito bem que, sem ter o velho cacique ao eu lado, ou pelo menos não o tendo frontalmente contrário a si, terá condições de se reeleger. Pois senão, NÃO SE REELEGERÁ.
Ele sabe muito bem disso, e duvido que entre com toda a força no BARCO furado que é a candidatura de ALCKMIN.
A estratégia de Itamar e Dirceu contou com o apoio explícito, e que apoio, dos próprios Garotinho, com sua GREVE DE FOME, e de ALCKMIN COM SUA GUERRA CIVIL.
Agora com a situação totalmente sob controle e a eleição de LULA NO PRIMEIRO TURNO garantida, Itamar retorna seus olhos ao Senado Federal, o que era, desde o início seu objetivo primário.
Saúdo-te velho marinheiro, grande juiz-forano e podes contar com meu voto para sua caminhada rumo ao CONGRESSO FEDERAL.
Creio que sua participação naquela casa confusa, irá dar um quê de dignidade que falta ao Legislativo nacional.

CANTOS DO MEU SERTÃO

Cumpade, peço procê

Fazer um grande favô

Presse grande amigo seu

Que dende que ele nasceu

Tem proce grande amizade

Te peço pru caridade

Ouça bem que vô contá

Um segredo que carrego

Dende os tempo de moleque

Se outro falar , arrenego

Nem que para isso eu peque

Num posso nem confirmá

É coisa muito medonha

Que nem pena nem mais sonha

Quem me conheceu menino

Correndo num desatino

Pras banda desse sertão

Pro meio daquelas roça

Deitando nessas palhoça

Batendo, levando coça

Cumo menino levado,

Que um dia, destrambeiado

A vida tão maltratô

Que proibiu os amô

Presse meu peito coitado

Que bate ressabiado

Precisa ser consolado

Mas num tem quem o console

Bebendo de gole em gole

A vida desperançada

Nessa forma mais marcada

Que muito me maltratou

Que tanto me machucou

É por isso que eu te peço

Te imploro mais, por favor

Ajude esse pobre coitado

Nesse mundo abandonado

Criado sem ter paradô.

Se lembra nos tempo antigo

Todo mês que eu já sumia

Pra bem longe que eu partia

Sem pensar nesse perigo

Que hoje, confesso te digo

Vancê vivia assuntando

Toda veiz me preguntando

Por onde que tava andando

Por essas mata bravia

Que que de novo que eu via

E que podia contar.

Mas se lembra bem, cumpade

Que sem ter força ou maldade

Cismava de me mostrar

Cuberto cum a casaca

No calor ou na friage

Trazendo na mão estaca

Falando tanta bobage.

Os braço tava arranhado

Os peito tão machucado

Que num podia na arage

Aparecer pois talvez

Cumo ia exprica proceis

Toda aquela machucagem?

Se lembra, meu caro amigo

Que desde que estou contigo

Nunca dei de namorar

Memo as moça das mais feia

Dessas moça que vadeia

Que nem bicho nas candeia

Pra mode podê posá

Numa casa das de teia

Pegando bem nessas teia

Um inseto pra casá!

Nunca tive esse desejo

De puder dar só um beijo

Nem tampoco pude amá!

Mas nesses dia passado

Um caso desesperado

Desses bem mais trapaiado

Que novéra de contá

Se num fosse o assucedido

Coisa de me arrepiá!

Apois bem, que eu conheci

Nas mata de Mirai

Uma moça bem bonita

Com dois laço dos de fita

Com os óio que tanto agita

Sartando que nem cabrita

Pulo meu peito sofrente

Trazendo nas mão, na frente

As rosa que mais perfuma

Das cô das mais melindrosa

Na mão dereita ia uma

Nesquerda um buquê de rosa...

Apois então meu cumpade,

De tudo que mais percizo

Um restinho de juízo

Ainda tinha bem comigo

Eu sabia do perigo

A pobre moça é que não,

Onte foi lua das cheia

Daquelas que alumeia

Todo esse nosso sertão;

Pois então caro cumpade

A moça cismou de ir tarde

No barraco adonde durmo

Cum seu chero me perfumo

Dizia pra mim ovir

Antes num tivesse tido

De desejo possuído,

Do grito sempe contido

Na garganta já calado

Dispois de ter satisfeito

O que achava de dereito,

Cum munta gana e amor

Drumi, sonho cansativo

Acordei mais morto vivo

Do lado o corpo estendido

Sangrando todo partido

Meio de banda de lado

Já meio que devorado,

Olhei bem pras minha mão

O sangue já mei talhado

Espaiado pelo chão.

Então saí de carrera

Abrindo já essa portera

Pedindo por inclemenca

Isso é caso das doença

Percizo, peço o favor

Por caridade e amor

Olhe bem pra esse home

Que sempre foi companhero

Mas na vida, desgraçado

Dende os premero janero,

Já curri o mundo entero

Essa coisa me consome

Me devora e mais me come

Cumpade meu grande amigo

Vê que sina que comigo

Trago esse grande perigo.

Me mata bem mais ligero

Num quero mais essa vida

Perfiro essa despedida

Do lado de quem conheço

De há munto já que eu padeço

Por favo, compade eu peço

Num tenha arrependimento.

Me mata que eu já num guento

Nem suporto mais a sina

Essa que é sina assassina

A sina que me consome

Sina de ser lobisome!

DO HERDEIRO DOS DESGOVERNOS E DO PROCON

”A violência do PCC transformou a construção do programa de governo de José Serra (PSDB) para a segurança no perigo real e imediato de sua campanha ao Palácio dos Bandeirantes e abriu caminho para um de seus principais adversários, Aloizio Mercadante (PT), encaixar um discurso de oposição aos 12 anos da gestão tucano-pefelista em São Paulo.

Para líderes do PSDB ouvidos pela Folha, Serra, historicamente ligado aos direitos humanos e à luta contra a repressão, terá dificuldades na construção de um projeto que contemple a defesa da ação policial do Estado (107 civis mortos até sexta-feira) e, ao mesmo tempo, reafirme sua posição de combate ao crime...”
JOSÉ ALBERTO BOMBIG
MALU DELGADO
da Folha de S.Paulo

Como se vê, a nudez explicitada pelas crises que se acumulam e se sobrepõe diariamente nos veículos de comunicação, embora contidas até a algum tempo, mas de tão volumosas estão arrebentando todos os diques possíveis e imagináveis para obnubilar os olhos da população.
Temos nesse 21 de maio outra denúncia sobre o governo tucano em São Paulo : “Nos dois últimos anos do governo Geraldo Alckmin, pré-candidato tucano à Presidência, a Sabesp abasteceu com R$ 1 milhão de sua verba publicitária a editora e o programa de TV do deputado estadual Wagner Salustiano (PSDB).

Dos R$ 522 mil que a Sabesp destinou à mídia "revistas" em 2004, nada menos que 46,5% jorraram para a revista "DeFato", produzida pela W.A.S. Editora Gráfica e Comunicação Ltda. A Sabesp pagou à empresa de Salustiano valores mais elevados do que os despendidos com peças semelhantes veiculadas nas revistas "Exame-SP", "Isto É Dinheiro", "Trip" e "Municípios".

A preferência pela revista de Salustiano reforça a suspeita de que parlamentares da base aliada do governo tucano foram beneficiados com o direcionamento do dinheiro de estatais, como a Folha revelou em 26 de março. O objetivo seria garantir a votação de projetos de interesse do governo.” Fonte – folha de são Paulo.

Essas manifestações diárias de incompetência, corrupção, desgoverno e falta de caráter mesmo, expostas como um câncer intratável, gerado nesses anos de podridão em São Paulo, desnudando uma série de escândalos; associados a outros como o financiamento de campanhas eleitorais do PSDB no Mato Grosso, cuja exposição na mídia foi contida, na marra mesmo ,por FHC e outros líderes tucanos.
Não nutro nenhuma simpatia pelo “aristocrático e culto” José Serra, aliado ao seu péssimo desempenho enquanto Ministro da Saúde, somente mantido por uma propaganda bem feita, mas omisso muitas vezes e criminosos mesmo, ao tentar transferir a culpa da falta de investimento e de reajustes dos serviços médicos para nós, profissionais da saúde.
Agora, convenhamos, a herança de Serra é tão maldita quanto a que ele mesmo recebeu de FHC.
Nas duas situações, os desmandos tucano-pefelista, que se auto-inspiram e disputam a primazia pela forma absurda e leviana que administram o bem público, é carga demais para alguém poder carregar sobre os ombros.
No caso atual, temos além das “lambanças” de FHC, o árduo peso da insegurança pública, herança EXCLUSIVA do Governo Alckmin.
O que temos em São Paulo me lembra o que ocorreu aqui no Espírito Santo. Com a diferença que Marcola não tem, ainda, nenhum mandato político, enquanto aqui, seu correspondente Gratz era, sob os olhos complacentes de Fernando Henrique e Miguel Reale Jr., o todo-poderoso no estado, senhor de 28 dos pouco mais de 30 deputados e detentor do poder de vida e de morte, conforme observamos nos assassinatos de quem ousou atravessar na sua frente.
Já está na hora do Estado de São Paulo começar a recuperar a dignidade pública, com a eleição de um homem probo como Mercadante, íntegro e coerente.
Ouso dizer que Mercadante possui o equilíbrio necessário para poder contornar a situação, além de ter uma visão mais socialista e menos marketeira do que Serra.
Ao contrário do que diz a Folha colocando como “discurso” uma realidade, Mercadante pode e, aliado ao Governo Federal, agir com coerência e atacar não só o efeito, como também as origens desse caos social que fomenta o crime em São Paulo.
Não é questão de discurso somente, e sim , principalmente de uma ação diária e coordenada, aliada a solidariedade, fator primordial para a solução desses problemas, o que, segundo observamos nas ações com relação a Cláudio Lembo é palavra inexistente no dicionário dos tucanos.
A empáfia de Serra também atrapalha e muito, pois não percebo e nem nunca percebi no Economista, a humildade inerente dos que têm sabedoria.
A criação de programas sociais e o aprofundamento e extensão desses, muitos iniciados na administração de Martha Suplicy tem que ser estimulada e posta em prática.
No pouco tempo em que ficou à frente da prefeitura de São Paulo, mesmo com o apoio integral do Governo do Estado, Serra teve parca atuação sobre os problemas sociais; ficando famoso o “método” usado para acabar com a mendicância sob os viadutos da cidade.
A construção faraônica de obras como no Governo Maluf, com o principal intuito, subjetivo, mas primordial de superfaturamento não pode e nem deve ser imputada ao próximo governador paulista.
A atuação desastrada tanto preventiva quanto repressiva em relação à Segurança Pública não pode ser repetida.
A dignificarão por meio de melhores de salários e condições de trabalho para os agentes da Segurança Pública também, e urgentes.
Os princípios neoliberais tucanos e pefelistas foram e serão fatores do agravamento da crise em São Paulo, tanto moral quanto da capacidade de gerir o bem público.
Mercadante, em ação conjunta com o Governo Federal permitirá essa mudança, pois ela é programática e marca registrada das administrações populares, (atenção – EU DISSE POPULARES E NÃO POPULISTAS, DESSAS O MALUF É CAMPEÃO).
Outra coisa muito importante que não pode ser esquecida é a coerência.
Serra, o herdeiro eleitoral das lambanças tucanas, tem por marca registrada, a PROPAGANDA, e essa NÃO funciona isoladamente, as vítimas da epidemia da dengue agradecem.
Sua atuação na área da saúde demonstra do quanto ele é INCAPAZ.
Povo paulista, já está mais do que na hora de vocês mostrarem ao país que não vivem atados mais ao proselitismo e ao engodo dos agentes da mentira e da INCOMPETÊNCIA.
Está na hora da reviravolta, e de São Paulo retornar a ter, dentre outras coisas, a primazia não só econômica, mas também recuperar a importância política que vai se desvaindo e desviando nos seus caóticos governantes dos últimos anos.

DOS NOVOS VENTOS OU DO DESPERTAR, NUNCA TARDIO...

"As revoluções, como os vulcões, têm seus dias de chamas e seus anos de fumaça." Victor Hugo

Nosso vulcão está em dias de chamas, guerreando por uma revolução que já perdeu quilos de chances de ser feita.


Não é a revolução de armas, por disputas paroquiais, que já tivemos algumas e nada mudou.


Nem são os golpes de milicos, batizados de revolução, quando se diz que mudou tudo, mas tudo fica igual. Apenas com novos gerentes no trono, servindo aos mesmos patrões. Esses que o desabafo do governador de São Paulo, Cláudio Lembo, chamou de elite branca... cínica, egoísta, má e perversa.


São esses -- os donos do bussines poderoso, de jogo pesado e sujo – que, por não abrir mão de nada, século após século, alimentam as muitas impunidades e fomentam as distâncias que separam os brasileiros que nada têm dos que têm tudo, principalmente bons advogados.


No meio, estamos nós -- a classe média de maioria conservadora, alienada de tudo que não lhe machuque diretamente, louca para integrar a elite branca com todo o seu glamour e, principalmente, todos seus privilégios.


Assim, nossos companheiros de classe quando conseguem chegar perto do trono, ou sentar nele repetem em cópia aprimorada todo o maledeto comportamento da elite branca – do cinismo à perversidade. Ou não é isso que temos assistido?


O povo é peão. Fica ali da senzala pra trás, ocupado em se safar cotidianamente de suas desditas e sobreviver até quando uma bala, uma praga ou uma fúria perdida permita. Está sempre na mão de Deus, porque dos seus pares humanos só recebe sobras.


Brasil afora lá estão eles vegetando sem casa, comida e água descentes. Saneamento básico, saúde, educação e lazer são luxos muito distantes dos C,D e E da nossa pirâmide social – seja interior adentro, seja na periferia das grandes cidades.


Uns se rebelam, outros se resignam a sonhar. Os rebelados vão para “má vida”, como também definiu a governador paulista, lideram a violenta guerrilha a que todos somos submetidos nos quatro cantos do país e é mais ferrenha no Rio de Janeiro e São Paulo.


São os chefes, gerentes e soldados do tráfico e das quadrilhas afins. Mãos sujas de sangue, com advogados mambembes, mas sem nada a perder e com toda a estratégia, a tecnologia e os métodos de pressão que a comunicação de massa permite a qualquer um, razoavelmente alfabetizado, aprender e praticar.


Com o jogo armado assim, a chapa brasileira, que vem quente de muito, anda fervendo com intervalos cada vez mais curtos. Sem mexer no tabuleiro, esfriar não esfria. Fica morna. Mantém a fumaça para lembrar: a brasa continua acessa, pronta para virar fogo.


Novidade? Nenhuma. Todo mundo vê. Muitos sabem que já passou muito da hora de acabar com o vale tudo generalizado, o faz de conta que estamos indignados e reagiremos a contento.


Nossa indignação de hoje resume-se em conhecer e transformar em boas piadas truques, manhas e chicanas das elites brancas, seus congêneres e seus advogados.


Poucos trabalham pela revolução verdadeira -- a do chega de tanta permissividade, tanto cinismo, tanto privilégio, tanta impunidade.


E a tal da elite branca – a de fato e a de comportamento -, segue confiando que ainda tem gás para esticar mais um pouco a corda. A fumaça de São Paulo diz que não.

Espetacular esse artigo da jornalista Tânia Fusco, vindo de encontro ao que sempre defendemos, na reviravolta da consciência da classe média, sempre ausente, sempre conivente, portanto, piláticamente tão culpada quanto os principais agentes do esmagamento das nossas camadas sociais mais humildes.

Esse momento é impar, temos tido algumas manifestações de meã culpa que nos levam a ter uma esperança de que, quem há muito lutou pela dignidade, retorne seus olhos para dentro de si e abandone o canto da sereia das ELITES, para quem todo e qualquer homem e consciência tem seu preço.

Novamente, Cláudio Lembo retorna com seu discurso, embora mais ameno, libertário com relação à terrível realidade das castas sociais brasileiras:

Numa entrevista dada ao Estadão hoje, demonstra com ironia a solidão aonde foi deixado pelo aparato governamental; vamos a um trecho desta:

O que está acontecendo, afinal, entre o senhor e o PSDB?


Todas as lideranças do PSDB de São Paulo foram muito solidárias, estiveram aqui no gabinete, dialogando, analisando as situações. Quanto ao governador Geraldo Alckmin, que está em campanha por todo o Brasil, certamente teve dificuldades de conexão. Ligou duas vezes e estou muito satisfeito com isso. E mais, ele não ter ligado mais demonstra que ele tem confiança em mim, me respeitou. Não sou tutelado por ninguém e ele entendeu isso. Quero fazer um grande elogio a ele. Ele não ter telefonado mais ou menos, não ter comparecido ao palácio é porque sabe que tenho autonomia, sou presidencialista, sempre defendi a autonomia e respondo pelos meus atos.


Como foram os momentos da administração da crise?


Solitários. Fui um homem solitário. Os secretários da área de segurança, meus assessores, alguns jovens que vieram aqui. O resto foi solidão. Mas isso não é uma queixa, não! É uma constatação apenas. Mas sozinho não é acuado. As pessoas conheceram um Cláudio Lembo que foi secretário de Justiça de São Paulo, mas não viram a minha vida quando fui candidato, com momentos difíceis também. Fui candidato a vice-presidente da República pelo PFL junto com Aureliano Chaves e fui traído por todo o partido. Todo o partido se calou, salvo o senador Marco Maciel (PFL-PE). É uma história de traição notável dentro do PFL. Eu nunca disse isso. Mas registrei e sei como é o jogo político-partidário. Eles pensaram que eu ia me calar? Não, há momentos em que se está no topo, no vértice do governo, e é preciso ser claro e nítido."

Vemos nestas respostas a demonstração do abandono a que foi colocado pela cúpula da tucanagem, e seu abandono, inclusive com a citação da TRAIÇÃO NOTÁVEL que se repete agora.

Lembro-me de que, Aureliano Chaves, um dos políticos mais dignos, numa rara exceção que justifica a regra, criados pela ARENA, foi um dos artífices, em conjunto com o PMDB, da abertura democrática que AS AS PARTES, SÓ PODERÁ ADVIR DO SOCIALISMO.

!possibilitou a eleição de Tancredo; que serviu para, pelo menos, encerrar o ciclo ditatorial no Brasil.

Essa súbita tomada de consciência de alas ligadas ao tucanato, ou a porta-vozes dos mesmos, tem vários significados:

Em primeiro lugar, a sensação de derrota eminente nas urnas, irreversível e cada vez mais aguda, pode fazer com que, “aliados” de última hora tentem se aproximar do Governo, ou abaixando o tom, ou mesmo passando a elogiara o que antes criticavam.

Em segundo lugar, como me parece no caso de Cláudio Lembo, numa atitude que lembra a de uma Heloísa Helena às avessas, estar tomando consciência na justa medida do quanto à falta de caráter marca as penas tucanas; em ações e omissões.

Voltando ao artigo de Tânia, tenho só um comentário a fazer:

Concordo plenamente contigo, porém venho te lembrar que esse fogo já tem sido combatido, nos últimos três anos, com ações que ainda não são suficientes, porém estão contendo, a cada dia a sangria e invertendo as distorções, criando um halo de esperançapor sobre cada “peão”, cada faminto, cada injustiçado.

As causas estão sendo indiretamente combatidas com os PROUNI, FIES, FUNDEB, PRONAF entre outros programas de melhoria de vida das classes D e E.

Com relação à massa faminta e marginalizada, sem nenhuma benesse da cidadania, essa sim, precisa de assistência não só Governamental, mas sim de toda a sociedade, inclusive com a ajuda da abertura das burras das classes dominantes.

A esses toda A ATENÇÃO, pois é inadmissível irmãos; GUARDE BEM ESSA PALAVRA “IRMÃOS”, brasileiros que precisam sobreviver para terem direito ao mesmo brilho nos olhos e ao mesmo BELO HORIZONTE que hoje os pobres começam a poder visualizar.

Bem vinda Tânia, que tua análise perfeita prolifere entre os conservadores, inerentemente conservadores da CLASSE MÉDIA que, em última análise também sofre e muito com essa “guerra” quieta, corrosiva, destruidora, onde a única vitória possível, para TODOS NÓS.

Que Deus esteja sempre conosco!