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Wednesday, July 5, 2006
Vadre Reto Satanás - segunda parte
Quando afirmei na primeira parte, o nível da gravidade da ameaça do candidato tucano, eu não estava mentindo, podemos ver aqui, alguns aspectos da “qualidade do Governo Alckmin”:
1. Em 1995 quando o PSDB e Geraldo Alckmin assumiram o governo do estado de São Paulo a participação paulista no PIB nacional era de 37%, segundo a Fundação SEADE. Em 2004 esta participação caiu para 32,6%, demonstrando, portanto, que graças a Alckmin o estado de São Paulo perdeu 12% de toda a riqueza nacional. Isto significa menos crescimento econômico, menos geração de renda, menos salários e menos empregos a população paulista. 2. Em virtude desta queda de desempenho da economia de São Paulo e a inexistência de políticas públicas de geração de trabalho e renda a taxa de desemprego chegou a 17,5% e ao longo do desgoverno tucano de Alckmin cresceu 33,6% (1995-2005), segundo o IBGE. A taxa de desemprego em São Paulo é ainda maior que a taxa média nacional, que é de 10,9%. Vale ressaltar que durante 8 anos tivemos a dobradinha nefasta entre PSDB no Estado de SP e no Governo Federal para produzir tais taxas. Se não bastasse isso, para agravar ainda mais a taxa de desemprego, Alckmin reduziu em R$ 9 milhões o orçamento da frente de trabalho. 3. Governador Alckmin, à época presidente PED, foi o condutor de todo o processo de privatização, arrecadando entre 1995-2000 em valores correntes R$ 32,9 bilhões, destes, cerca de 72% (R$ 23,9 bilhões) obtidos pela venda do setor energético de São Paulo. Contudo, apesar desta enorme soma arrecadada, o Balanço Geral do Estado mostra que, a dívida consolidada do Estado cresceu de R$ 34 bilhões em 1994 para R$ 138 bilhões em 2004, um crescimento real de 33,5%, utilizando-se o indexador IGP-DI. Portanto, Alckmin vendeu 2/3 das empresas estatais do estado e mesmo assim a dívida consolidada cresceu ao longo de seu mandato. O absurdo: Geraldo ainda mente ao dizer que houve saneamento das finanças e se auto-intitula um “grande gerente”. 4. No exercício financeiro de 2003 o Estado de São Paulo, desgovernado pelo PSDB de Geraldo Alckmin, atingiu um déficit (receita menos despesa) em suas contas de mais de 572 milhões de Reais.5. Com o desgoverno tucano São Paulo perdeu R$ 5 bilhões na venda do Banespa. Considerando o valor pago pelo Santander e o montante total da dívida do Banespa com a União e que foi paga às pressas por Alckmin para que o Santander comprasse um Banco sem dívida, houve um prejuízo de mais de R$ 5 bi que deveriam ser investidos na área social, mas que Geraldo preferiu doar a uma empresa multinacional da Espanha. 6. O descontrole das finanças públicas paulista reflete a gerência desastrosa de Alckmin, que aplica uma Lei Orçamentária irreal. De 1998 a 2004 o Orçamento estadual apresentou uma estimativas falsas de “excesso de arrecadação” na magnitude de R$ 20 bilhões que são vinculados a rubricas, sobretudo publicitárias e, portanto financiando campanha eleitoral às custas do contribuinte paulista enquanto Alckmin veta orçamento maior para a Educação. 7. Geraldo não cobra devedores de São Paulo. De 1998 a 2004 houve queda na arrecadação junto aos devedores de tributos em cerca de 52%, representando uma perda de aproximadamente R$ 1 bilhão que poderiam ser investidos na área social. 8. Caem os investimentos no desgoverno de Geraldo Alckmin. A participação percentual dos investimentos nos gastos totais caiu em 2003 e 2004 de 3,75% , o que é bem inferior, por exemplo, ao de 1998, quando atingiu 5,39% do gasto total. É o Estado se afastando da sociedade e resultando em precarização de serviços públicos. 9. Geraldo Alckmin arrocha salários dos servidores públicos de São Paulo: Em 1998, o gasto com ativos e inativos representava 42,51% das despesas totais do Estado. Em 2004, este gasto caiu para 40,95%, resultado da política de arrocho salarial e redução das contratações via concurso público, porém com aumento dos cargos por nomeação do governador. 10. Alckmin não tem projeto de desenvolvimento para as regiões do Estado de São Paulo: Das 40 Agências de Desenvolvimento Regional previstas pelo governo tucano em 2003, nenhuma foi criada.11. Alckmin corta brutalmente os gastos na área social: Apesar do excesso de arrecadação de R$ 12 bilhões, durante o período 2001-2004, o governo deixou de gastar os recursos previstos. No ano de 2004, a área de desenvolvimento social perdeu R$ 123 milhões, já com desenvolvimento regional não foram gastos R$ 5,8 bilhões.12. Alckmin ofereceu regime tributário especial, por meio da Secretaria Estadual da Fazenda, que dá vazão a fragilidade fiscalizatória para a empresa Daslu, que recentemente teve sua proprietária presa pela Polícia Federal por crimes de sonegação fiscal e evasão de divisas. Vale mencionar que Alckmin esteve presente na abertura desta loja e chegou até a cortar a fita inaugural.13. Ao longo do desgoverno tucano de Geraldo Alckmin houve redução de 50% no orçamento de pesquisa do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). O instituto, que existe há 106 anos, financia pesquisas para o desenvolvimento econômico, geração de renda e fortalecimento da indústria paulista. Em julho deste ano já foram demitidos do IPT 10% de seus funcionários e até janeiro de 2006 serão mais 5%. Este foi mais um dos fatores da redução da participação do PIB de SP no total do Brasil.14. Alckmin extinguiu cursinho pré-vestibular gratuito (Pró-Universitário), deixando de investir R$ 3 milhões e impediu a matrícula de 5.000 alunos que agora estão muito mais longe da formação superior graças ao PSDB.15. Alckmin vetou dotação orçamentária de R$ 470 milhões para a Educação de SP. A “canetada” do des-governador anulou a votação dos parlamentares do Estado principalmente para o ensino superior e técnico. Geraldo mente deslavadamente ao afirmar que investe 33% em Educação quando na verdade só investe o mínimo determinado pela constituição Estadual, que é de 30% do orçamento.16. Dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) demonstram que a qualidade do ensino paulista é pior que a média do Brasil. Segundo esta fonte oficial a porcentagem de alunos que se encontram nos estágios crítico e muito crítico representam 41,8% do total de alunos do estado. Ao passo que em nível nacional os alunos que se situam nestes mesmos estágios representam 5,6% do total. Portanto, levando-se em consideração este indicador relevante e oficial o desempenho da educação gerenciada por Alckmin é 86,6% pior que a do Brasil.17. O programa de transferência de renda de Alckmin atende a 60 mil pessoas com um benefício médio de R$ 60, ao passo que o mesmo programa que foi levado a cabo na capital paulista pela prefeita Marta Suplicy atende a 176 mil famílias com um complemento de renda de R$ 120. Portanto o que foi pago só pela cidade de SP, durante a gestão anterior, a cada família é o dobro do que é pago pelo PSDB e o mesmo modelo de programa atinge 14 vezes mais famílias. Desta forma o programa de Alckmin é em menor quantidade e menor qualidade.18. Após mais de 10 anos de PSDB em São Paulo, escolas estaduais continuam sem distribuição gratuita de uniformes, material escolar e sem transporte, ao contrário do que ocorreu quando a prefeita Marta Suplicy governou a capital.19. Geraldo Alckmin, que na mídia se diz contra aumento de impostos, aumentou a taxa de licenciamento veicular em mais de 200% (em valores reais) ao longo de seu desgoverno.20. Comissão de fiscalização e controle da Assembléia legislativa paulista rejeitou as contas do governador de 2004. Entre outros, os principais motivos encontrados estão um saldo acumulado de R$ 209 mi dos recursos do FUNDEF que jamais foram investidos na educação e cujo destino se desconhece. Também foi verificado que o custo das internações aumentaram ao mesmo tempo em houve diminuição do tempo das internações. Este é o modelo de gerência de Geraldo.21. Governador Alckmin veta projeto de lei que institui normas para a garantia efetiva e democrática da participação popular em audiências públicas e elaboração do Orçamento do estado. Esta medida de Geraldo é portanto totalitária, antidemocrática, anti-participativa e contrária à liberdade do contribuinte que é impedido de decidir quanto ao orçamento de seu próprio Estado.22. O investimento em saúde no desgoverno de Geraldo não atinge sequer 12% da receita de impostos, desrespeitando assim o mínimo que foi determinado em lei a ser investido no setor. Este escândalo a tucanagem sorrateiramente maquia, retirando dessas receitas estaduais os R$ 1,8 bilhão que o governo estadual recebe pela lei Kandir. Desta forma a saúde paulista deixa de receber R$ 1,8 bilhão graças à péssima gerência de Geraldo Alckmin.23. Mais grave ainda, desafiando a lei e o próprio Tribunal de Contas do Estado, Geraldo Alckmin contabilizou nas contas da saúde programas que não guardam nenhuma relação com este setor, tal como serviços públicos a detentos em penitenciárias e portanto, mais uma vez maquiando o orçamento para reduzir investimentos na saúde.24. As grandes conseqüências da inexistência de políticas públicas na saúde e seu sub-financiamento é a flagrante precarização dos serviços. Basta verificar que há leitos desativados e desocupados (por falta de pessoal e material): só no Hospital Emílio Ribas, menos de 50% dos leitos estão ocupados e maioria deles estão desativados.25. Devido à incompetência de Alckmin, o Hospital Sapopemba tem aproximadamente 90% de seus leitos desocupados e quase todos desativados.26. A média salarial paga aos servidores estaduais da saúde chega a ser 47% mais baixo que o pago pela rede municipal durante a gestão da prefeita Marta Suplicy. Os salários aviltados e humilhantes pagos pelo desgoverno de Alckmin aos servidores motivaram uma longa greve do pessoal da saúde e os postos de atendimento abandonados (como na Várzea do Carmo), aumento de filas e dificuldades para marcar consultas.27. Mais um descalabro do desgoverno de Geraldo é o esqueleto de alvenaria armado na Avenida Dr. Arnaldo na capital paulista. O tão prometido Hospital da Mulher está há 10 anos apenas no papel e Alckmin ainda tem a desfaçatez de estender uma faixa no esqueleto do prédio propagandeando sua nunca alcançada inauguração. Mas o tucano promessinha está dando uma outra utilidade ao esqueleto que está sendo usado como reduto para usuários de drogas e ladrões para aumentar ainda mais a criminalidade.28. A tucanagem alardeia em suas peças publicitárias eleitoreiras a construção de unidades do Acessa SP. Há mais de 10 anos no poder em São Paulo o saldo da tucanagem é de 1 Acessa Sp para cada 158.102 habitantes. Em 4 anos de gestão na prefeitura da capital paulista esta proporção é de 1 Telecentro para cada 83.333 habitantes. Portanto, proporcionalmente a cidade de SP ao longo da gestão Marta Suplicy obteve um desempenho 90% melhor que Geraldo Alckmin. E isso sem contar que nos do município há em média 20 computadores em cada unidade e nos de Geraldo Alckmin há apenas 15.29. Desgoverno de Geraldo Alckmin é o responsável pelo maior déficit habitacional do Brasil em comparação com todos os demais estados da federação, segundo a ONU. São mais de 1 milhão e duzentas mil moradias que faltam ao povo paulista. Dados revelam um fato escandaloso: desde o ano de 2000 o governo de SP não cumpre lei do parlamento estadual que determina no mínimo 1% do orçamento em investimentos na área de habitação. Os recursos não aplicados por Geraldo já chega a R$ 548 milhões, o que explica este déficit e também o fato de que 82% das unidades prometidas por Alckmin não foram construídas.30. Incompetência de Geraldo Alckmin fez com que o Estado de São Paulo caísse uma posição no Ranking do IDH estadual. A queda vertiginosa foi de segundo para terceiro maior IDH estadual do Brasil. Isso significa que a evolução da saúde, educação e renda do atual segundo colocado superou e muito a de São Paulo ao longo do desgoverno do PSDB. Enquanto o Estado de Santa Catarina saltou de quinto para segundo no período 1991 e 2000, o desempenho de SP foi medíocre. Seguindo o ranking de IDH mais alto do país, vem Santa Catarina em segundo lugar, com índice de 0,832; São Paulo em terceiro, com 0,82; Rio Grande do Sul em quarto, com 0,814; Rio de Janeiro em quinto, com 0,807. Este é o resultado da gerência tucana: Regressão social brutal.31. Tucanos têm o pior desempenho na construção do Metrô: Desde a construção do primeiro trecho do Metrô, em 14 de setembro de 1974, São Paulo já passou pela administração de oito governadores. Nestes 30 anos de operação comercial o governo do PSDB foi o que apresentou pior desempenho na construção de quilômetros de linhas do Metropolitano. Desde que estão no poder público estadual, há quase 10 anos, tucanos fizeram 1,4 km de linhas/ano, abaixo da média de 1,9 km/ano da companhia. Logo, o PSDB construiu 36% menos quilômetros que a média de todas as demais gestões.32. Reajustado por Alckmin, metrô de São Paulo é um dos mais caros do mundo: o reajuste das tarifas de metrô, trens metropolitanos e ônibus intermunicipais em São Paulo ficaram em até 55% superiores ao aumento da inflação registrado em igual período, ou seja, nos últimos 24 meses que antecederam a data do reajuste, segundo o indexador IPCA. Com o aumento, o metrô de São Paulo passa a ser o mais caro do Brasil, ultrapassando a rede subterrânea de transporte do Rio de Janeiro, que cobra R$ 2 por bilhete. Já em Belo Horizonte e Porto Alegre, viajar de metrô custa bem menos: respectivamente R$ 1,20 e R$ 1,10. Entre as principais metrópoles mundiais, São Paulo também possui o metrô proporcionalmente mais caro. Ao deixar o metrô paulistano entre os mais caros do planeta, através de sucessivos reajustes, o governo de São Paulo deixou claro seu total descompromisso com o acesso ao transporte público.33. O governo de Geraldo Alckmin continua a aprovar seu pacote de ataques à educação. Após vetar o aumento em 1%, passando por cima do aprovado na Assembléia Legislativa de LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) e de reduzir a verba da educação estadual por ao seu menor índice em quatro anos, Alckmin fez manobra orçamentária de contabilizar desconto de tarifa como sendo investimento na educação e dessa forma reduzindo o montante que de fato deveria estar sendo destinado a esta pasta. Este fraude contábil resulta em transferência de orçamento do setor de transportes para e educação, o que significa um corte brutal na magnitude de R$ 32 milhões. Para se ter um parâmetro da redução de gastos o montante é de cerca de 10% dos gastos do governo nas instalações de todas as escolas estaduais no ano de 2004. Este é, portanto mais um ataque de Alckmin a educação paulista.34. Fita envolve governador Geraldo Alckmin em compra de voto: Diálogo telefônico entre os deputados estaduais Romeu Tuma Jr. (PMDB-SP) e Paschoal Thomeu (PTB-SP) evidencia flagrante esquema de compra de votos na Assembléia Legislativa de São Paulo, envolvendo diretamente o governador Geraldo Alckmin (PSDB). O diálogo, gravado, ocorreu às vésperas da eleição do novo presidente da Assembléia Legislativa do Estado, vencida por Rodrigo Garcia (PFL) em 15 de março deste ano. A gravação foi divulgada em 06/07/05 em matéria da repórter Laura Capriglione no jornal Folha de S.Paulo.35. Durante 12 anos de PSDB, foram demitidos 60 mil professores O valor da hora aula no Estado é uma vergonha, e não passa de R$ 5,30! Somando isso Alckmin tem inaugurado Fatecs de “fachada”, que não têm condições de “fachada”, que não têm condições mínimas de funcionamento.36. No governo de Covas/Alckmin mais famílias foram expulsas do campo do que assentadas. Da promessa de assentar 8 mil famílias apenas 557 foram assentadas, sem convênio com o Incra. Outro descaso acontece na habitação: os tucanos prometeram construir 250 mil casas mas, desde 1999, só foram feitas 37.665 unidades.37. Alckmin promove a maior operação abafa de CPI`s deste país, em meio ao mar de lama da corrupção de seu governo: Já são 58 as Comissões Parlamentares de Inquérito paradas na Assembléia Legislativa de São Paulo. Investigações relevantes – como a denúncia de irregularidade na Febem, nas obras de rebaixamento da calha do rio Tietê, na CDHU e no trecho oeste do Rodoanel – estão engavetadas. Somente no caso da obra de rebaixamento da calha do rio Tietê, foram registrados aditivos contratuais que ultrapassam o limite legal de 25%. O valor do contrato para a obra era inicialmente de R$ 700 milhões e seu custo efetivo ultrapassou R$ 1 bilhão. Além disso, o valor inicial do contrato de gerenciamento da obra saltou de R$ 18,6 para R$ 59,3 milhões – mais de 200% de aumento. O conselheiro do TCE Eduardo Bittencourt, em documento divulgado à imprensa, declara que os autos ferem os princípios da administração pública.38. Corrupção tucana na CDHU: O TCU (Tribunal de Contas da União) também detectou irregularidades em 120 contratos da CDHU, que recebe 1% do ICMS arrecadado pelo Estado, ou seja, cerca de R$ 400 milhões. Mais uma evidência de atos ilícitos cometidos pelo PSDB paulista de Geraldo Alckmin.39. Desgoverno de Geraldo Alckmin comete mais um ilícito, desta vez na Eletropaulo: irregularidades no empréstimo conferido à Eletropaulo pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Privatizada em 1998, a empresa acumulou dívida superior a R$ 5,5 bilhões, incluindo mais de R$ 1 bilhão com o banco. Em 2001, a Eletropaulo lucrou US$ 273 milhões, enquanto em 2002 houve prejuízo de US$ 3,5 bilhões. E a empresa enviou US$ 318 milhões ao exterior, de 1998 a 2001.40. Alckmin favorece Ecovias em R$ 2,6 mihões: A Ecovias, empresa que administra o sistema Anchieta-Imigrantes, deverá ter uma arrecadação adicional de R$ 2,6 milhões por ano com o “arredondamento para cima” feito pelo governador Geraldo Alckmin no reajuste do pedágio. Como a tarifa anterior era de R$ 13,40, a aplicação de 9,075% do IGP-M elevaria o valor para R$ 14,61. Na hora de estabelecer o preço final, o governador arredondou em R$ 0,19 para cima, o que fere o Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Assim, em uma hora serão arrecadados mais R$ 309,70. Em um dia, R$ 7.432, que multiplicados por 30 resultarão em R$ 222.984 ao mês. Após 12 meses, serão mais R$ 2.675.808,00. Mas o dado irrefutável é que a empresa irá arrecadar uma quantia significativa. E o mais absurdo é que o governador, ao invés de defender os interesses da população, adota uma postura que beneficia um grupo empresarial em detrimento ao usuário da rodovia.41. Alckmin veta estacionamento gratuito nos shoppings de SP: Os motoristas de São Paulo não terão estacionamento gratuito nos shoppings da cidade. O governador Geraldo Alckmin vetou o projeto de lei que garantia a liberação das vagas nos shoppings e hipermercados.42. Tucano Alckmin usa Tropa de Choque e Cavalaria contra estudantes em São Paulo: As imediações da Assembléia Legislativa de São Paulo se transformaram numa praça de guerra depois que o governo do Estado resolveu usar a Tropa de Choque e a Cavalaria para reprimir uma manifestação de aproximadamente 500 estudantes, funcionários e professores de universidades paulistas. Os estudantes e representantes do movimento intitulado Fórum das Seis foram à Assembléia para acompanhar as discussões em torno da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). Eles querem que os deputados derrubem o veto do governador Geraldo Alckmin ao item que aumenta os recursos para o ensino superior estadual.43. Desgoverno de Alckmin gasta R$5,5 milhões com obra em aeroporto "fantasma": O governo Alckmin (PSDB) gastou R$ 5,5 milhões para concluir a reforma em dezembro do ano passado do aeroporto estadual Antônio Ribeiro Nogueira Júnior em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo. A estrutura que tem capacidade para receber até um Boeing 737, com cem passageiros a bordo, recebeu apenas cinco pessoas, em média, a cada dia, entre janeiro e julho deste ano. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, há dias em que não há nenhum pouso ou decolagem em Itanhaém. Entediados, funcionários fazem palavras cruzadas e alguns até cochilam nas dependências do aeroporto no horário de serviço.44. Alckmin faz redução generalizada de investimentos públicos: apesar do excedente de arrecadação de 2001 a 2004 ter chegado a aproximadamente R$ 13 bilhões, o Estado deixou de gastar cerca de R$ 1,5 bi na Saúde; R$ 4 bi na Educação; R$ 705 milhões na Habitação; R$ 1,8 bilhão na Segurança Pública; R$ 163 milhões na área de Emprego e Trabalho.45. Agricultura deixou de investir R$ 51 milhões, em 2004: A Secretaria de Agricultura e Abastecimento, do desgoverno de Geraldo Alckmin, deixou de aplicar em 2004 cerca de R$ 51 milhões disponibilizados em seu orçamento, correspondendo a 9,51 % de sua dotação inicial. Programas de grande expressão social como os da área de Alimentação e Nutrição, devolveram dinheiro no final do ano, não cumprindo suas metas físicas. Esses recursos não aplicados poderiam ter sido convertidos em mais 53.346 cestas básicas, 780.981 refeições e 670.730 litros de leite por mês.
Isso, se não nos lembrarmos da falta de segurança pública que assola São Paulo, com o crescimento do crime organizado, com os assassinatos em série que ainda continuam, transformando o estado de São Paulo no Iraque Brasileiro.
As promessas do candidato Alckmin, não são, nada mais nada menos do que terríveis ameaças.
Quando falo nisso, não estou falando sobre hipóteses, são fatos. Contra eles não há argumentos.
Nesses doze anos de desgoverno, temos visto o desenvolvimento paulista em alguns setores como: aumento do desemprego, aumento da violência, aumento das diferenças sociais, com aumento da fome e da corrupção e da impunidade.
Haja madeira para bater, seu Geraldo, vadre reto...
Vadre Reto Satanás - primeira parte
Hélio Fernandes.
Uma das coisas que parece que, tanto o senhor Geraldo e seu guru Fernando padecem é autocrítica.
O ex-presidente volta e meia diz para o e para meia dúzia de saudosos masoquistas ou beneficiados, que os tempos em que era presidente da república deram a base para a atual estrutura.
Nada mais falso.
Se percebermos a verdade, de que o Plano Real não foi feito nem executado em seu governo, sendo herança do Governo anterior, de Itamar Franco, temos que as diferenças de Governo são óbvias.
Pelo que me consta, no atual Governo não houve privatizações, ao contrário das doações feitas pelo Governo Anterior.
A telefonia, por exemplo, permitiu que se acabasse com a propriedade das linhas telefônicas e, no lugar disso, concedeu o direito do aluguel às operadoras.
Sugiro que se doem todos os imóveis do país e se permita um grupo cobrar o aluguel das mesmas. Ainda há gente que pense ser isso uma evolução; tenho cá minhas dúvidas.
O Brasil passou pela maior crise energética de sua história, isso com crescimento baixo ou até recessão.
Tivemos o dólar chegando à casa dos Três reais e quase batendo os Quatro, motivado pela evasão de recursos, permitida e estimulada por uma política de terra arrasada.
Além disso, podemos perceber, no dia a dia, nos últimos meses do governo tucano, uma inflação galopante, chegando a 12 por cento ao ano, contra a previsão de menos de cinco por cento ao final do Governo Lula.
O endividamento, tanto externo quanto interno do país, atingiu cifras inesquecíveis. Principalmente em relação à dívida interna.
Os juros, tidos como altos em 15 por cento, passaram de 40 por cento.
O risco país, que hoje anda pelos 200 pontos, bateu 2000 pontos.
Fora os escândalos relativos à reeleição, com a compra de votos, as CPIs arquivadas com a conivência da Procuradoria Geral da República.
Ainda podemos nos recordar do Escândalo do Projeto Sivan. Recordemos esse episódio, para não falarmos que o brasileiro tem memória curta:
O primeiro grande escândalo do governo Fernando Henrique Cardoso, que derrubou um ministro e dois assessores presidenciais, dá seus últimos suspiros. O enterro está marcado para hoje, data da última sessão da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Sivam, instalada para apurar acusações de corrupção e tráfico de influência no contrato de US$ 1,4 bilhão para a criação do Sistema de Vigilância da Amazônia.
Raytheon
O escândalo do Sivam estourou em 1995, com o vazamento de gravações, feitas pela Polícia Federal, de conversas entre o embaixador Júlio César Gomes dos Santos e o empresário José Afonso Assumpção. Nos diálogos gravados, ambos defendiam os interesses da empresa americana Raytheon, que arrematou, sem licitação, o contrato de US$ 1,4 bilhão do Sivam.
Também acertaram os detalhes de uma viagem do embaixador aos Estados Unidos. Ele foi de carona em um avião do empresário e participou de uma solenidade da Raytheon.
Gomes dos Santos, que na época era chefe do Cerimonial de FHC, foi acusado de tráfico de influência em benefício da empresa, da qual Assumpção é o representante no Brasil.
Também nas conversas surgiu o nome do então ministro da Aeronáutica, brigadeiro Mauro Gandra, que estava na linha de frente das negociações do Sivam. O empresário Assumpção contou ao embaixador que recebera Gandra em sua casa, em Belo Horizonte, por dois dias.
FHC ficou sabendo do caso por intermédio de Francisco Graziano, seu ex-secretário particular no Palácio e que, na época do grampo da PF, era presidente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).
Resultado da confusão: Graziano, Gandra e Santos deixaram o governo. E o projeto se transformou em alvo de investigações na Câmara, no Senado e no Ministério Público Federal.
Fraude
As suspeitas sobre irregularidades no Sivam começaram antes mesmo do grampo da PF. A empresa Esca, selecionada também sem licitação para gerir a rede de softwares do Sivam, fraudou guias de recolhimento do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Afastada do projeto, a Esca faliu logo depois. Mas seus funcionários formaram uma outra companhia, a Atech, e voltaram a integrar o Sivam.
"A Atech, nacional, foi contratada sem licitação por uma questão de segurança, porque é ela quem vai centralizar as informações colhidas pelos equipamentos. Essa CPI não poderia acabar sem conhecermos as verdadeiras relações dessa empresa com a americana Raytheon", declarou o deputado Chinaglia, que por duas vezes tentou prorrogar os trabalhos da comissão, mas não conseguiu por falta de quorum na sessão.
fonte: Folha On-line.
Postado no Blog de Ricardo Noblat do Estadão temos a seguinte lista de casos “suspeitos”:
ABRINDO AS PORTAS PARA A CORRUPÇÃO: Foi em 19 de janeiro de 1995 que o governo do PSDB/PFL fincou o marco que mostraria a sua conivência com a corrupção. FHC extinguiu, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção.
Em 2001, fustigado pela ameaça de uma CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se notabilizou por abafar denúncias. A CGU, no governo Lula, passou a ocupar um papel central no combate à corrupção.
UMA PASTA ROSA MUITO SUSPEITA: Foi em fevereiro de 1996 que a Procuradoria-Geral da República resolveu arquivar definitivamente o conjunto dos processos denominados escândalos da pasta rosa. Era uma alusão a uma pasta com documentos citando doações ilegais, em dinheiro, de banqueiros para campanhas políticas de políticos que eram da base de sustentação do governo. Naquele tempo, o Procurador-Geral da República era Geraldo Brindeiro, conhecido pela alcunha de "engavetador-geral da República".
A COMPRA DE VOTOS PARA A REELEIÇÃO DE FHC: A reeleição de FHC custou caro ao país. Para mudar a Constituição, houve um pesado esquema para a compra de voto, conforme inúmeras denuncias feitas à época. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara. Como sempre, FHC resolveu o problema abafando-o, impedido a constituição de uma CPI para investigar o caso.
COMPANHIA VALE DO RIO DOCE: Apesar da mobilização da sociedade brasileira em defesa da CVRD, a empresa foi vendida num leilão por apenas R$ 3,3 bilhões, enquanto especialistas do mercado estimavam seu preço em pelo menos R$ 30 bilhões. Foi um crime de lesa-pátria, pois a empresa era lucrativa e estratégica para os interesses globais do Brasil. A empresa detinha, além de enormes jazidas, uma gigantesca infra-estrutura acumulada ao longo de mais de 50 anos, como navios, portos, ferrovias. Um ano depois da privatização, seus novos donos anunciaram um lucro de R$ 1 bilhão. O preço pago pela empresa equivale, nos últimos tempos, ao lucro trimestral da CVRD. Foi um dos negócios mais criminosos da era FHC.
O ESCÂNDALO DA TELEBRÁS: Foi uma verdadeira maracutaia a privatização do sistema de telecomunicações no Brasil. Uma verdadeira sucessão de denúncias e escândalos. Foi uma negociata num jogo de cartas marcadas, inclusive com o nome de FHC citado em inúmeras gravações divulgadas pela imprensa. Vários “grampos” a que a imprensa teve acesso comprovaram o envolvimento de lobistas com autoridades do governo tucano. As fitas mostravam que informações privilegiadas eram repassadas aos “queridinhos” de FHC.
O mais grave foi o preço que as empresas estrangeiras e nacionais pagaram pelo sistema Telebrás, cerca de R$ 22 bilhões. O detalhe é que nos 2 anos e meio anteriores à “venda”, o governo tinha investido na infra-estrutura do setor de telecomunicações mais de R$ 21 bilhões. Pior ainda, o BNDES, nas mãos do tucanato, ainda financiou metade dos R$ 8 bilhões dados como entrada neste meganegócio, em detrimento dos interesses do povo brasileiro. Uma verdadeira rapinagem cometida contra o Brasil e que o governo tucano impediu que fosse investigada.
A privatização do sistema Telebrás - assim como da Vale do Rio Doce - foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.
Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende.
Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de 10 bilhões de reais para socorrer empresas que assumiram o controle de estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social do Brasil foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou 686,8 milhões de reais na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.
DENGUE, O FRACASSO NA SAÚDE: A população brasileira sentiu na carne a omissão de FHC com a saúde. Em 1998, com uma política tecnocrática, o governo reduziu a zero os empréstimos da CEF às autarquias e estatais da área de saneamento básico. Isto resultou em condições ideais para a propagação da dengue e de outras doenças, já que a decisão decepou um instrumento essencial no combate às doenças e proteção à saúde. Além da dengue, a decisão provocou surtos de cólera, leishmaniose visceral, tifo e disenterias. São doenças resultantes da falta de saneamento. No caso da dengue, o Rio de Janeiro foi emblemático. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. Em 2001, o Ministério da Saúde gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas educativas de combate à dengue. Resultado: de janeiro a maio de 2002, só o Estado do Rio registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte. É preciso muita competência para organizar uma epidemia daquelas proporções.
O NEBULOSO CASO DO JUIZ LALAU: Quem não se lembra da escandalosa construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, que levou para o ralo R$ 169 milhões? O caso surgiu em 1998, mas os nomes dos envolvidos só surgiram em 2000, com todos eles alegando inocência. A CPI do Judiciário contribuiu para levar à cadeia o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois dos principais envolvidos no caso. Num dos maiores escândalos da era FHC, vários nomes ligados ao governo tucano surgiram no emaranhado de denúncias. O pior é que Fernando Henrique, ao ser questionado por que liberara as verbas para uma obra que o Tribunal de Contas já alertara que tinha irregularidades, respondeu de forma irresponsável: “assinei sem ver”. Além de ter pedido para esquecerem o que havia escrito, o ex-presidente tucano aparentemente queria também que a população esquecesse o que assinava durante o seu fracassado governo.
A FARRA DO PROER: O Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro Nacional (Proer) demonstrou, já em sua gênese, no final de 1995, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais. Vale lembrar que um dos socorridos foi o Banco Nacional, da família Magalhães Pinto, a qual tinha como agregado um dos filhos de FHC.
DESVALORIZAÇÃO DO REAL: A desvalorização do real também faz parte do repertório de escândalo da gestão tucana. FHC segurou de forma irresponsável a paridade entre o real e o dólar, para assegurar sua reeleição em 1998, mesmo às custas da queima de bilhões e bilhões de dólares das reservas brasileiras. Comprovou-se o vazamento de informações do Banco Central. O PT divulgou lista com o nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial e outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas.
Há indícios, publicados pela imprensa, de que havia um esquema dentro do BC para a venda de informações privilegiadas sobre câmbio e juros a determinados bancos ligados à patota de FHC. No bojo da desvalorização cambial, surgiu o escandaloso caso dos bancos Marka e FonteCindam, “graciosamente” socorridos pelo Banco Central com 1 bilhão e 600 milhões de reais. Houve favorecimento descarado, com empréstimos em dólar a preços mais baixos do que os praticados pelo mercado. O pretexto é que a quebra desses bancos criaria risco sistêmico para a economia.
Apesar da liberação, em um só dia, dessa grana toda, os dois bancos acabaram quebrando. O povo brasileiro ficou com o prejuízo. Chico Lopes, ex-presidente do BC, e Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, estiveram presos, ainda que por pouco tempo. Cacciola vive tranqüilamente na Itália e Lopes foi recentemente condenado pela Justiça, em primeiro instância, a 10 anos de prisão.
SUDAM E SUDENE , POUCO ESCÂNDALO É BOBAGEM: De 1994 a 1999, houve uma verdadeira orgia de fraudes na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), ultrapassando R$ 2 bilhões. Em vez de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu extinguir o órgão. O PT ajuizou ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a providência do governo.
Na Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a farra também foi grande, com a apuração de desvios da ordem de R$ 1,4 bilhão. A prática consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos recebidos do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) foram aplicados. Como fez com a Sudam, FHC resolveu extinguir a Sudene, em vez de pôr os culpados na cadeia. O PT igualmente questionou a decisão no Supremo Tribunal Federal.
APAGÃO, UM CASO DE INCOMPETÊNCIA GERENCIAL: A incompetência dos tucanos, associada à arrogância, por não terem ouvido as advertências de especialistas, levou ao apagão de 2001. O problema foi provocado também pela submissão do PSDB/PFL aos ditames do FMI, que suspendeu os investimentos na produção de energia no país. O fato é que o povo brasileiro, extremamente prejudicado pela crise energética, atendeu, patrioticamente, à campanha de economizar energia, mas foi “premiado” pelo governo FHC com o aumento das tarifas para “compensar” as perdas de faturamento das multinacionais e seus aliados locais que compraram a preço de banana as distribuidoras de energia nos leilões entreguistas realizados pelo tucanato. Por causa disso, o povo brasileiro foi lesado em R$ 22,5 bilhões, montante transferido para as empresas da área.
Realmente, é uma amostra do que veio à tona e não foi investigado.
A ameaça de isso voltar está sendo patrocinada por PSDB, PFL e PPS.
Votar em candidatos destes partidos equivale ao retrocesso e o retorno a esse tempo de abusos e absurdos.
A candidatura de Alckmin representa esse risco e, batendo na madeira, vadre reto Satanás...
FGTS para todos, inclusive para os lavradores.
Em primeiro lugar, temos uma coisa que deve ser analisada friamente: os empregados domésticos, assim como e qualquer trabalhador tem que ter seus direitos preservados e isso ninguém pode negar.
O FGTS é direito de todo e qualquer trabalhador, isso é outra verdade inquestionável. Um direito que deveria ser universal para todos os trabalhadores.
Agora, outra coisa que temos que pensar é a forma, por que e por quem essas mudanças na lei trabalhista foram propostas.
A mudança súbita no pensamento dos representantes das oligarquias, como os Coronéis e os grupos ligados a um passado de semi-escravidão em que vive ainda boa parte do povo brasileiro, é interessante e sintomática.
Quem, no passado recente, esteve no poder por décadas, de repente, passa a ter um discurso totalmente diverso da prática, enquanto poder e enquanto representantes de grupos dominantes.
Isso é sintomático, remetendo a uma demagogia incrivelmente explícita.
Durante as décadas em que estiveram no poder, em momento algum se lembraram de olhar para a cozinha, para a babá de seus filhos ou para o jardim, onde estavam seus fiéis e dignos trabalhadores.
Temos notícia até de trabalho escravo praticado por membros do Congresso Nacional, e isso não interessou, em momento algum, seriamente aos “pares”.
Eu, particularmente, membro de uma classe média baixa, não possuindo nada além de uma Brasília 1978, pago salário, com carteira assinada e deposito o FGTS da minha secretária doméstica. Por isso, posso falar com toda a serenidade.
Acredito que, grande parte das nossas secretárias, prefere ter o benefício da carteira assinada, o que é, inegavelmente, obrigação de todos os empregadores.
Mas, com as características próprias da relação entre patrão e empregado, na relação doméstica, o recolhimento do FGTS e suas obrigações, levará a demissão em massa dos empregados domésticos.
Não se pode onerar mais a classe média que já é altamente explorada pelos impostos que paga.
Seria de bom tom, investigar-se quantos dentre os “novos defensores de direitos trabalhistas” pagam o FGTS de todos os seus empregados domésticos. Teríamos uma surpresa desagradável.
O discurso que, na prática não funciona é pura demagogia. Ainda mais de onde vem tal discurso.
Podemos observar que, pelo simples fato de um Governo, independente de qual for, ter uma proposta que aumentará o número de beneficiários da carteira assinada, para que o mesmo grupo que tinha as chaves do poder, tentar prejudicar, direta e indiretamente os setores mais necessitados da sociedade brasileira: a classe média e o proletariado.
E com finalidades puramente eleitoreiras. Isso é um sinal da capacidade da tentativa de prejudicar o Presidente, sem se importar com o que quer que seja.
Que se dane a classe média e os empregados domésticos.
O que importa é “sangrar” o Lula. É isso que pensam os mesmos que nunca lutaram por direitos das classes sociais mais desvalidas e indefesas.
“Que bom se o Lula vetar, vamos poder acusá-lo de ir contra os direitos dos trabalhadores. E, se ele não vetar, que se danem os milhares de empregados demitidos e a classe média que pague a conta”.
Esse tipo de raciocínio, o mesmo usado no ano passado com relação ao salário mínimo de 380 reais, e com o reajuste dos aposentados no mesmo percentual do salário mínimo é, demagógico e eleitoreiro.
Ao invés de aprovarem a unificação das arrecadações da Fazenda com a Previdência, o que permitiria a diminuição dos Impostos, já que inibiria a sonegação, tentam penalizar a classe média e o proletariado.
Partindo de quem recebeu fortunas pelas “convocações extraordinárias” e custam à nação, mensalmente rios de dinheiro, isso é de péssimo tom.
Para quem, a cada dia, através dos escândalos que pululam neste e em todos os governos, têm a imagem ligada à roubalheira e à corrupção, esta atitude chega às raias da hipocrisia.
Conforme disse acima, sou favorável ao resgate da cidadania dos empregados domésticos, assim como o dos lavradores, mas isso passa, em primeiro lugar, pela formalização dos empregos nessas áreas.
Aliás, sugiro que o benefício do FGTS se estenda aos lavradores, queria ver qual seria a reação da bancada ruralista, em sua maioria favorável a aprovação desse para os empregados domésticos.
Não custa nada a classe média se lembrar desses fatos em outubro, muito menos o proletariado.
FGTS para todos, inclusive para os lavradores, esse é o meu brado!
Além, disso, a extinção de aposentadoria dos parlamentares, a não ser que tenham os 35 anos de prestação, comprovada de serviços. A economia que faríamos com esse novo tipo de sanguessuga, ajudaria a melhorar o salário dos “vagabundos” citados por um ex-presidente de triste passado.
Tuesday, July 4, 2006
Liberdade, ainda que tardia...
Venezuela formaliza sua adesão ao Mercosul
A entrada da Venezuela no Mercosul, cada vez mais um bloco que se torna fortalecido e com aspectos de independência com relação às potências européias e aos EUA, demonstra que o caminho tomado pelos líderes latino americanos, é o correto.
Não quero discutir Chavéz, quero falar sobre a Venezuela, país de importância econômica e estratégica fundamental para o engrandecimento do bloco.
A unidade latino americana, assim como a União Européia, é de vital importância para o desenvolvimento de um novo mapa econômico mundial. Somente ela poderá fortalecer os países ao sul dos EUA, com problemas comuns e soluções urgentes.
A cada dia, vemos o quanto é importante, na globalização, a união entre povos para o fortalecimento em debates e nas ações conjuntas contra ou a favor de interesses comuns.
O Mercosul, contrapõe-se à ALCA, cuja finalidade primária é o subjugar o continente latino aos interesses da superpotência ao Norte.
Em uma entrevista, Geraldo Alckmin se declarou favorável à reabertura das negociações visando a construção da ALCA, idéia extremamente infeliz e contrária ao rumo da história.
Esse caminho não pode ser desviado e não se pode negar o rumo natural da humanidade. A subserviência aos EUA, através da ALCA, é desastrosa para todos nós, latino americanos.
Sob a desculpa de que teríamos que aumentar os mercados, muitos defendem a reativação dos discursos sobre ela. Qualquer um percebe que isso não passa de uma balela. O comércio Livre, sem a mínima proteção à indústria e à produção local, leva à destruição da indústria dos países mais pobres, ou a exploração cada vez maior de sua mão de obra, por preços irrisórios, com o fortalecimento das transnacionais que já dominam o mundo.
Outro aspecto de importância vital, é a política de monopolização de áreas agrícolas, visando a exportação, sempre a preços irrisórios.
Isso já vem ocorrendo em vastas áreas dos territórios das nações latino americanas, e a tendência seria o agravamento desta tragédia ecológica.
Um bloco mais homogêneo, em problemas e necessidades, fortalece a todos. Dando, inclusive independência aos seus associados.
A melhoria observada pelas economias européias mais frágeis, é exemplar. Não se observa, qualquer coincidência entre a União Européia e a ALCA.
A América Latina está cumprindo, tão somente, o seu destino histórico, idealizado por Bolívar, entre outros, de se tornar um importante partícipe desse novo mundo que se avizinha.
Com relação às lideranças atuais, elas são passageiras, e de importância relativa. Não podemos esquecer que Bush, também o é, para sossego do mundo.
Não interessa o declínio dos EUA mas, principalmente, o fortalecimento de um continente explorado, historicamente, desde a descoberta.
Trocar ouro por bugigangas deve se tornar, cada vez mais, uma simples imagem de retórica. A destruição do patrimônio natural, pela substituição das riquezas naturais por monoculturas, o contrabando de patrimônio genético, entre outras coisas, são uma garantia para os povos da América Latina, de sua sobrevivência e dignidade.
Não á ALCA é um sim à Independência e ao futuro.
Bem vinda, Venezuela.
Fortalecendo o sonho de Bolívar, fortaleceremos todo o continente. Dando um passo importantíssimo rumo à liberdade, ainda que tardia.
O retorno a casa. longe da pátria que os pariu!
Decepção da Copa, Ronaldinho "festeja" com comida, dança e balada
SÉRGIO RANGEL
Da Folha de S.Paulo,
Um
Logo após chegar da Alemanha, Ronaldinho organizou, no final da tarde de domingo, um almoço em sua casa em Castelldefels, cidade vizinha a Barcelona. Ao som de pagode e hip hop, o camisa 10 do Brasil recebeu amigos e parentes nos jardins de sua residência. À noite, seguiu para a boate Sandunguita, onde dançou até amanhecer.
Ronaldinho teve como convidado especial Adriano, da Inter de Milão, que também fracassou na Copa da Alemanha. O atacante acompanhou o meia até o final da balada. "Eles fizeram uma festa grande. Fui dormir depois da meia-noite, e a música ainda estava tocando", disse Carmen Martinez, uma das vizinhas do jogador.
Ela mora em frente à casa do ídolo do Barcelona. Depois da recepção em seu jardim, Ronaldinho foi para a boate com um grupo menor. Além de Adriano, alguns amigos de Porto Alegre.
"Ele mostrou a alegria de sempre. Dançou muita música brasileira, samba, funk, além da salsa", relatou o garçom João Marcelo Filho, um dos brasileiros presentes na boate, especializada em ritmo latinos.
Não se pode crucificar os atletas acima citados, nem qualquer outro que tenha a visão profissional sobre qualquer profissão.
O médico que acaba de ter um insucesso em uma cirurgia, com a morte do paciente não entra, necessariamente em crise.
Muito menos o engenheiro que tenha um prédio assinado por ele que desabe, mesmo que cause centenas de vítimas.
O advogado que perca uma causa, mesmo que o seu defendido seja condenado à pena máxima, não deve, necessariamente entrar em crise de consciência.
O mundo mudou em alguns aspectos, mas no futebol, principalmente no Brasil, ainda temos a visão amadora sobre o esporte. É um jogo, nada mais que um jogo.
Uma Copa do Mundo é um torneio qualquer, com aspectos majoritariamente econômicos. Nada além disso.
Os dois “fenomenais” craques de futebol têm a carreira profissional garantida. Não precisam de mais nada, a não ser de si próprios para a sobrevivência.
Os salários a que fazem jus, são exorbitantes mesmo nos países de primeiro mundo.
A mídia endeusa a cada dia, os feitos fantásticos desses craques do mundo. Não podemos mais ter a idéia de país e nação, a não ser que queiramos falar dos povos “atrasados” como os europeus que, para nossa estranheza, comemoram com glória as vitórias e lamentam, fervorosamente, as derrotas.
Isso se repete, mesmo em selecionados do terceiro mundo, como as comemorações dos países africanos, como Costa do Marfim, mesmo na derrota. Isso ficou exemplar, quando jogadores marfinenses comemoravam a vitória contra Sérvia e Montenegro.
A vontade de vencer estampada nas seleções da Argentina, da Itália, da França, da Alemanha são de orgulhar qualquer amante do desporto e da vida.
Um outro aspecto que percebi foi, ao ver um povo como o inglês e o alemão, sofrendo e a face de desolação de seus atletas. Os sorrisos estampados, a princípio tímidos e depois eufóricos, como vemos acima demonstram que o brasileiro foi enganado.
Terrivelmente enganado por todos, da mídia até os milionários e falsos “fenomenais” que foram passear na Alemanha.
Recordo-me de jogadores afirmando ser extremamente cansativo ficarem num castelo luxuoso, em concentração.
Realmente, deve ser muito cansativo ter que permanecer em um local luxuoso, sendo tratado com o que há de bom e de melhor, sendo bajulados por uma imprensa servil e endeusadora, sob os olhos fascinados de um povo como o nosso, imbecil.
Esse fenômeno foi pura e exclusivamente brasileiro, e isso é o que me irrita.
Não se devem usar desculpas como as de que “são jogadores profissionais e que não estão mais no Brasil”. Isso ocorreu com quase todas as seleções, e não pode ser colocado como fator diferencial.
Outra coisa, tivemos jogadores famosos, ricos, etc e tal, como os ingleses, os espanhóis, os argentinos, lutando fervorosamente e com uma vontade de vencer exemplar.
Nossos “deuses”, acharam melhor o passeio, deslumbrados pelos elogios. Quando, no começo da preparação, o obeso Ronaldo e outros foram vistos “tomando uma dose” nos bares alemães e disseram que o “problema era deles”, imaginava-se que, realmente, o problema era deles.
Agora, ao final de tudo, demonstraram que o “problema foi deles” e , que se danasse quem esperava um pouco de honradez nas atitudes “deles”.
Desculpem-me, mas eu não torço mais para esse time, não merecem.
Sou do tempo em que, Renato Gaúcho, ao ir a uma festa na casa de amigos flamenguistas, numa final de campeonato brasileiro, foi expulso, sob aplausos da torcida, do Botafogo.
Lembro-me do orgulho de Zico de vestir a camisa flamenguista, e de Nilton Santos com o amor eterno ao time botafoguense.
Romário, na última Copa, foi às lágrimas, na tentativa de participar da Copa. Faria mais do que o obeso e o “imperador” fizeram nesta, com quarenta anos!
Portugal, Itália, França e Alemanha. Quatro seleções do mundo civilizado, onde o futebol, com certeza, não é o “ópio do povo”, em nenhum desses lugares, existe uma “pátria de chuteiras”.
Dizer que somos subdesenvolvidos e que o futebol é nossa válvula de escape, é pouco.
A bem da verdade, essa auto-suficiência demonstra a distância entre os nossos “gênios” e a realidade. Filhos de brasileiros pobres, se tornaram profissionais e só, somente isso, profissionais.
Profissionalmente, a partir de agora, a minha indiferença será a mesma com que um sonho de um povo, assim como o sonho do inglês, do argentino, do alemão, foi tratado.
Os jogadores do Barcelona, da Inter de Milão, do Milan, do Real Madrid, entre outros retornarão aos verdadeiros ninhos, onde estarão em casa, bem longe da pátria que os pariu!
Monday, July 3, 2006
O tempo não pára - da necessidade de um compromisso com a educação.
O diferencial entre os países civilizados e os outros, longe de ser econômica é, fundamentalmente educacional e cultural. As diferenças, neste aspecto, permitem que nações sem recursos naturais e econômicos sejam mais desenvolvidas que outras muito mais ricas.
Países com riqueza econômica sem o acompanhamento do conhecimento levam a situações como a dos países árabes, por exemplo. Extremamente ricos, mas com pouca expressão no cenário tecnológico mundial.
Por outro lado, temos países como Cuba, pobres economicamente, mas, com níveis de conhecimento, principalmente na medicina, paralelos a nações muito mais ricas.
Os países emergentes necessitam de grandes investimentos neste setor para que possam realmente soerguerem-se e se tornarem, cada vez mais independentes e, por conseguinte, desenvolvidos.
Todo o investimento feito em educação formal terá retorno multiplicado várias vezes na diminuição dos gastos sociais e no retorno com relação à produtividade e melhor aproveitamento de recursos naturais e na transformação destes para o bem estar coletivo.
Recordo-me, quando criança, que as escolas públicas eram o objetivo da maioria dos alunos, tal a qualidade que essas apresentavam.
Restavam para as escolas particulares os alunos que não eram aprovados nos concursos para as escolas públicas.
Com a queda da qualidade do ensino, principalmente pelo desestímulo dos professores, vítimas de salários baixos e dos poucos e mal administrados recursos para a educação, começaram a aparecer várias escolas particulares, com qualidade cada vez mais diferenciada.
O investimento feito na educação, meta do atual governo se, realmente for executado em sua plenitude, será um marco importante para o Brasil, podendo ser visto como um divisor de águas entre o passado e o futuro.
Não podemos esquecer, também, o investimento nos professores e nas escolas. Sem esses investimentos, na formação e na preparação dos mestres, não teremos o resultado esperado.
Os melhores professores devem ser estimulados a aturarem nas escolas públicas, dando um importante passo para a democratização real do país e sua independência.
Sou filho de pedagogos, casado com pedagoga e irmão de pedagoga. Tenho, portanto, vivenciado todos os problemas que acompanham a educação brasileira desde que nasci. Nestas quatro décadas, vi o declínio, agravado a partir da lei 5692/71 que determinou uma massificação com perda de qualidade do ensino.
As greves por atraso e melhoria de salário dos mestres se repetiram por anos a fio, desestimulando os bons profissionais da área.
O Brasil é berço de grandes pedagogos, como Anísio Teixeira e Paulo Freire, mas, infelizmente, é também de vários demagogos e péssimos políticos que se utilizaram da educação somente como palanque eleitoral.
Costumava brincar dizendo que “Não se acaba com o problema da educação e da saúde, pois senão acabam os palanques eleitorais”.
Nesse ínterim, tivemos duas experiências baseadas na escola em tempo integral, infelizmente abandonadas.
Brizola acertou no alvo quando, com apoio de Darci Ribeiro criou os CIEPS, abandonados em seu principal objetivo, a partir do segundo mandato de Leonel no Governo do Rio de Janeiro.
A atual Lei das Diretrizes Básicas do Ensino, de Darci Ribeiro, é um enorme avanço na melhoria desse quadro atual.
Porém, se não houver vontade política, se perderá no tempo, como tantas outras experiências anteriores.
Sugiro que, se forme um compromisso suprapartidário para que se faça um vigoroso esforço para que tal norte não seja perdido.
E que, independentemente dos ventos políticos o rumo não se perca.
A questão da educação no Brasil, é questão de soberania nacional e de fundamental importância para a liberdade e independência de nosso povo.
Creio que, aliado a programas como o PROUNI, FIES, Educação para todos, entre outros, temos que ter a conscientização de todos os brasileiros para a importância deste tema. Isso poderá ser obtido a partir de propaganda maciça através de todos os meios de comunicação, utilizando-se até de entidades como ONGs, Igrejas, Clubes de Serviço e tudo o mais que puder ser utilizado, visando a uma verdadeira revolução no país.
Os objetivos, além da educação básica, deveriam englobar o ensino técnico e universitário, com ênfase à produção de tecnologias nacionais que nos livrassem do poderio tecnológico estrangeiro criando, cada vez mais, um território propício para a nossa libertação.
Acredito que seja esse o principal compromisso da minha geração, com as que estão surgindo, para que possamos nos libertar cada vez mais e que tenhamos as condições propícias para legar ao futuro o verdadeiro sentido de LIBERDADE E DEMOCRACIA.
Não se pode esperar mais tempo. Já perdemos muito, e o tempo não pára...
Sunday, July 2, 2006
Da necessidade de normatização da mídia.
O fato de agências de publicidade serem usadas como arrecadadoras de dinheiro se tornam evidentes tanto
Nada contra o patrocínio de eventos culturais ou esportivos pelos órgãos públicos, porém isso deveria obedecer a uma divisão melhor feita, não só concentrada em alguns poucos canais televisivos e de rádio. A independência e a democracia da imprensa passa por isso. Quanto à mídia escrita, cada vez mais temos que lutar pela total independência desta, porém, nesse caso é muito mais difícil de ser obtida, já que o dono do jornal não é o povo e sim grupos econômicos.
A mídia televisiva não pode obedecer a interesses públicos, pois tanto quanto o ministério público, o jornalista tem a obrigação de ser isento, e isso passa por um código de ética com um conselho regional do jornalista, para defendê-lo nos casos onde é obrigado a ceder e conceder sua independência para os grupos dominantes, públicos ou privados. A partir do fato de que as televisões e rádios são concessões públicas, portanto espaço público concedido a empresas, a propaganda oficial, obedecendo a regras claras, deveria ser de veiculação gratuita. Já que, de interesse público, paga pelo povo para ser informada ao povo.
O fato de agências de publicidade serem usadas como arrecadadoras de dinheiro se tornam evidentes tanto
Nada contra o patrocínio de eventos culturais ou esportivos pelos órgãos públicos, porém isso deveria obedecer a uma divisão melhor feita, não só concentrada em alguns poucos canais televisivos e de rádio. A independência e a democracia da imprensa passa por isso. Quanto à mídia escrita, cada vez mais temos que lutar pela total independência desta, porém, nesse caso é muito mais difícil de ser obtida, já que o dono do jornal não é o povo e sim grupos econômicos.
Mas, a necessidade de um órgão fiscalizador com relação a esses grupos, feito a partir do próprio núcleo profissional, obedecendo às regras legais e éticas, nos daria uma maior isenção com relação a atividade jornalística, como um todo.
O jornal do Botafogo vai ser parcial, nada mais óbvio. Um jornal ligado a um sindicato também.
Mas, não podemos permitir que a um jornal circule sob a pecha de ser isento e que transmita notícias a esmo, sem averiguação anterior.
Uma das máximas diz que “quem conta um conto, aumenta um ponto”. Mas isso não pode servir como desculpa para profissionais que agem sem respeito à verdade e nem aos seus leitores, já que pior do que não informar é deformar, deturpar...
O nosso povo praticamente não tem acesso à imprensa, sendo muito baixo o índice de leitores x população, bem inferior ao Chile e à Argentina, por exemplo.
Esse tipo de mídia, sem controle e irresponsável, contribuirá, a partir da queda da credibilidade, para um agravamento desse quadro.
O que temos hoje é que a grande imprensa não depende, basicamente, do ganho sobre a circulação dos seus jornais e revistas, para a sobrevivência. As propagandas, por si só, sustentam cada vez mais esses órgãos.
O que os torna extremamente fragilizados com relação ao interesse dos seus patrocinadores. E isso é muito ruim para a democracia.
Todas as grandes revoluções da humanidade contaram com a imprensa para que ocorressem, direta ou indiretamente.
Temos visto uma sucessão de erros e de absurdos veiculados pelos mais diversos órgãos de imprensa, entre os quais denúncias sobre homens públicos.
Cito o caso da senadora Ideli Salvati, entre outros.
Recordo-me do prejuízo causado a Ibsen Pinheiro, por uma revista de grande circulação há alguns anos. Até que ponto isso continuará acontecendo?
A necessidade de uma auto-regulação no setor é cada vez maior. E urgente.
Quero poder, ainda, crer na formação de uma imprensa realmente livre e responsável, já que a simples liberdade sem responsabilidade beira à criminalidade.
E, realmente, casos onde haja calúnia e difamação são passíveis de penalização tanto cível quanto criminalmente.
Preconceito e discriminação.
Denotam simplesmente, não só a ignorância como também a incapacidade de se adaptar ao convívio das diferenças.
O pré-conceito, em sua magnitude, é responsável pelas guerras, pela fome e pela miséria dos mais frágeis.
Através da História, tivemos em todos os momentos desta, marcas indeléveis e cicatrizes profundas causadas pela ação do homem contra o homem, sob o simples e absurdo argumento de que se é incapaz de aceitar a convivência com quem não espelha a imagem do dominador ou do, teoricamente, mais forte.
Normalmente o preconceituoso demonstra um caráter de não aceitação de si próprio, transferido para o outro as sensações de sua própria insignificância e baixa estima.
É clássica a ira do homossexual reprimido contra o homossexual assumido, numa atitude de inveja e de impotência perante a opção sexual reprimida.
O fato de não poder, por causas variadas, assumir a opção sexual que, de fato o atrai mas, por isso mesmo, se torna repulsiva; o faz agir violentamente contra aqueles que conseguiram vencer os medos com relação a isso.
Historicamente, na nossa colonização, a própria Igreja Católica estimulava os preconceitos, subserviente que era à Corte e aos poderosos, perdoando e até mesmo estimulando os massacres indígenas e as ações contra os negros e pardos.
A própria Igreja, nas Cruzadas, levava terror a quem não compartilhava de suas idéias, desculpa usada pelos poderosos sequiosos em dominar áreas pertencentes aos otomanos. Em nome do Cristo pacífico, se lavavam no sangue dos mouros.
A sensação “prazerosa” criada pela submissão dos mais fracos e dos indefesos, gera em muitos de nós, o que se pode dizer Poder Absoluto, o que faz com que as ações mais cruéis e absurdas sejam tidas como “normais”.
Os massacres em Ruanda e Burundi que se realizaram há alguns anos, sob os olhos passivos dos paises civilizados, demonstram o quanto o homem ainda persiste nos mesmos erros de antes. A situação trágica no Oriente Médio entre palestinos e judeus e entre xiitas e sunitas também demonstram isso.
A, teoricamente, mais civilizada das nações, que se orgulha de sua democracia, nos tem dado exemplo de que “nada mudou”.
Enquanto os talibãs foram úteis, os afegãos padeciam de toda a sorte de desmandos e absurdos, inclusive com crimes contra a própria Cultura Universal, como a destruição de uma histórica estátua de Buda, incrustada numa montanha. Bastou que, para os americanos, esses passassem a não ser mais de tanta utilidade para que os antes defensores desse grupo radical passassem a ser seus algozes.
A armadilha criada pelos próprios imperialistas americanos no Iraque fez com que eles mesmos entrassem em uma confusão que não vai ter final pacífico.
Os erros de ontem se repetem hoje, em um moto contínuo absurdo e sem nexo.
Um outro aspecto dos preconceitos é a profunda associação dos fatores econômicos com os outros parâmetros.
Principalmente no Brasil, onde a imagem de “país sem preconceito” se desmente a cada momento.
Uma das principais acusações contra o Presidente da República, criminosamente repetida por alguns setores do país, inclusive político, é o fato de não ter curso superior.
O mesmo grupo se omite contra o vice-presidente, também sem curso universitário, mas rico.
Grande parte dos nossos políticos não tem cultura bastante para serem tidos como intelectuais, alguns crêem que o simples fato de terem aprendido mais de um idioma significa capacidade intelectual.
Conheço a história de um menino que, sem ter estudado, há muitos anos, deixou boquiabertos todos os doutores do seu tempo.
Entre outros personagens, como a admirável Cora Coralina, grande poetisa semi-analfabeta, admirada por muitos, inclusive por parte daqueles que criticam o nosso presidente pelo fato de não ter concluído um curso superior.
Outro aspecto que creio ser importante, além desse é o preconceito inerente contra o povo nordestino, tal qual vemos na Itália contra os sicilianos e calabreses, disso posso falar com conhecimento de causa, neto que sou de um calabrês.
Quando vemos uma das maiores autoridades políticas do nosso país, governante por oito anos afirmar que “pobre não pode governar”, temos o mesmo aspecto preconceituoso.
Da mesma forma quando um outro político afirma que Lula “vive viajando”, se esquecendo do antecessor “Viajando Henrique Cardoso”, nos remete ao preconceito.
Com relação ao uso de bebida alcoólica, nem preciso dizer – cachaceiro é bem diferente de uisqueiro ou de quem bebe vinhos, principalmente vinhos importados, é por acaso chamado de alcoólatra?
Todos estes aspectos convergem para o preconceito.
Uma outra coisa que deve ser vista é a discriminação, ação ligada ao preconceito e á segregação, quando se faz de forma contínua e mais profunda.
Quando citei a Igreja Católica e o Império Norte americano, como coadjuvantes e atores principais de etapas da história onde o preconceito e a discriminação se tornaram algozes da Humanidade, pergunto até que ponto o nazi-fascismo foi menos ou mais cruel do que essas ações?
É delicado se tocar nesse assunto, a partir do momento em que a História é feita pelos vencedores, cabendo aos derrotados os ônus dos erros.
Até que ponto a imagem do “judeu errante” não contribuiu para a ação criminosa do nazismo?
Até onde vai a diferença entre as ações de Bush com relação aos povos árabes, em nome de uma “liberdade”, e as ações dos espanhóis e portugueses com relação aos índios latino americanos?
Até onde vai a ineficiência de um “semi-analfabeto” Garrincha e a de Lula?
Temos a visão da discriminação e do preconceito como, muito mais econômica e social do que por cor de pele, religião, raça ou culturais e/ou educacionais.
Os que agem sob essa égide, demonstram a fragilidade moral de quem não tem capacidade de discernir qualidades e defeitos.
Apresentam, de antemão, uma opinião deformada sobre o que não conhecem, o que denota ausência de caráter e de sapiência.
Os que discriminam são os mesmos que bajulam os que, econômica ou socialmente estão em um estágio aparentemente superior.
Sendo dignos de serem olhados, sob uma ótica cristã, com a mesma compaixão que Cristo observava os seus algozes.
E numa ótica ética, como os verdadeiros abutres da história, incapazes de serem referência para qualquer coisa, a não ser da incompetência de agirem como seres civilizados...
Nuestros hermanos e nosotros -
"Vergonha. Um papelão histórico. A França passou por cima de uma equipe formada por estrelas de TV. Aliás, o Brasil ganhou de alguém nesse Mundial?", questiona o jonal argentino. "Os brasileiros acreditaram. Acreditaram que eram os melhores do mundo antes de jogar e estavam preparando a sexta estrela em suas camisetas. Acreditaram que ninguém poderia vencê-los. Por favor! Tchau, Brasil."O argentino "La Nación" deixa a ironia de lado e estampa em sua capa "Nocaute no campeão". Define a "experiente" França como um bom vinho: "quanto mais velho, muito melhor.""Com uma carga emotiva nas costas e um conjunto motivado pelas glórias do passado, a França superou os brasileiros, último campeão e principal favorito, e se classificou às semifinais."O diário argentino também faz coro com a maioria dos brasileiros e define como "pífia" a participação de alguns jogadores. "Ronaldinho não apareceu. Sem magia. Ronaldo perdeu o faro de goleador. Cafu e Roberto não estiveram a altura dos bons jogadores de quatro anos atrás."
Ontem, antes do jogo entre Brasil e França, o locutor global e torcedor pentelho, Galvão Bueno, falou, provocativo, que a Argentina tinha jogado a melhor partida da Copa do Mundo – a para casa.
“Bela” piadinha antes e rabinho entre as pernas, depois.
Essa rivalidade entre Brasil e Argentina chega a ser hilária.
O respeito entre ambos transformada em piadas a cada dia, como a provocativa propaganda de uma cervejaria, colocando a Argentina como a equipe a ser vencida.
Muito bonito, ambas favoritas, ambas desclassificadas...
O "pinguim" Zidane
Agência Estado
Um pingüim apareceu na Praia de Itaipu, em Niterói, antes do jogo Brasil e França e foi batizado de Zidane. O nome foi dado pelo comandante do Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros no Rio, coronel Marcos Silva, que torcia para que o craque francês se perdesse no jogo. "Zidane e os outros pingüins que chegam aqui vêm do Estreito de Magalhães. Eles nadam uns três meses", disse Silva. Zidane foi levado para o Zoológico de Niterói.
Realmente, Zidane é o pingüim que congelou a seleção brasileira.
A sua habilidade e genialidade fez com que nossos jogadores ficassem hipnotizados perante a aula de futebol dada pelo craque francês; da mesma forma que havia ocorrido em 1998.
Isso me faz crer que a convulsão que Ronaldo teve na final daquela Copa não foi nada mais nada menos do que o encantamento com o que um dos mais geniais do futebol mundial produzia naquele torneio.
A diferença entre um grande jogador como Ronaldo, Maradona, Zico, entre outros, e Zidane é a inteligência e rapidez de raciocínio. Com um simples toque, o genial francês, resolve um lance aparentemente difícil.
Claro que o desânimo do mesmo no Real Madrid dava a impressão da morte do gênio. Mas, muito pelo contrário. Bastou a motivação para termos, de novo, a visão do jogador de exceção.
A objetividade do “pingüim” francês é exemplar. Transforma o futebol em algo aparentemente fácil, dando velocidade e objetividade, simplificando.
Os grandes gênios, em todas as áreas da humanidade, têm essa característica, a de transformar o aparentemente difícil, quase impossível, no simples e “fácil”.
Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, é um dos mais habilidosos jogadores do mundo, em todos os tempos. Mas, objetivamente, nessa copa não existiu.
Um jogador que me lembra Zidane foi Toninho Cerezo que, com rapidez e objetividade, transformava o esporte em coisa “de criança”.
Infelizmente, esse tipo de jogador, no Brasil, nunca foi muito valorizado. Como vivemos num país exportador de jogadores, o que vemos é a individualidade incrustada nos meninos, desde o começo da carreira.
Não existe o coletivo, somente o “time do eu sozinho”. E isso foi fatal para que perdêssemos duas vezes e merecidamente para o escrete francês.
Com “pingüim” e tudo.
Para 2010, temos algumas boas novidades; além da aposentadoria dos nossos “craques” Cafu, Roberto Carlos, Emerson, entre outros; a aposentadoria de Zidane. Já serve de alento...
Outra coisa é avisar aos meninos como Kaka e Ronaldinho Gaúcho que não precisam complicar é só darem uma olhadinha em Zidane, Junior, Cerezo e aprenderem que o esporte é coletivo.
Habilidade somente não serve, senão Cafuringa teria sido um dos maiores craques do futebol brasileiro.
Saturday, July 1, 2006
Alckmin ganha fôlego, mas situação de Lula é estável
"O crescimento registrado pelo candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, nas pesquisas divulgadas pelo DataFolha e Vox Populi dão uma injeção de ânimo à campanha tucana e acende o sinal amarelo para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A análise foi feita pelo cientista político e pesquisador da PUC e FGV de São Paulo, Marco Antônio Carvalho Teixeira. "Apesar das projeções indicarem que Lula continua vencendo o pleito no primeiro turno, a vantagem está caindo, o crescimento de Alckmin foi grande e a campanha tucana poderá ganhar um novo ânimo", considerou.
Carvalho Teixeira analisa, contudo, que é preciso esperar as próximas pesquisas de intenção de voto para ver se o crescimento de Alckmin é sustentável. "Apesar do grande salto do tucano nessas pesquisas, Lula permanece praticamente estável nessas mostras, o que é uma incógnita a ser avaliada em novos levantamentos."
O pesquisador da PUC e FGV de São Paulo acredita também que o crescimento de Alckmin é resultado da grande exposição que ele e o PFL (partido aliado) tiveram no horário gratuito no rádio e na TV".
Na verdade, o que temos que analisar não é somente o crescimento dos números de Alckmin no cenário destas pesquisas, mas, fundamentalmente a manutenção dos números de Lula.
Partindo do pressuposto que temos somente três candidaturas com alguma expressão, podemos ver esses novos índices mais como uma acomodação natural do que um real crescimento.
Com o afastamento de Roberto Freire e do ultra direitista Enéas, naturalmente seus votos migrariam para Alckmin e para Heloisa Helena.
O que vimos na realidade foi isso, inclusive com pequena queda, mas nada significativa, da candidatura desta.
O que não houve, na verdade e é esse o principal fator, foi um ganho de Alckmin sobre o eleitorado lulista.
A campanha tende a ser bipolar, com HH servindo mais como um somatório para possibilitar um segundo turno do que como um fiel da balança.
Com o acirramento da campanha, poderemos ter uma visão melhor sobre a evolução desses índices.
O certo, no momento, é que Alckmin não conseguiu penetrar no universo eleitoral do Presidente Lula, o que mantém a situação próxima do que tínhamos antes.
Essa eleição tende a ser plebiscitária, como se fosse uma pergunta sobre a aprovação ou não do governo.
Os fatores externos, como a maior exposição do candidato tucano, a bem da verdade, não surtiram o efeito esperado.
O que se vê é a transferência dos votos de Freire e Enéas, pura e simplesmente.
A superexposição de Geraldo, para ter algum efeito, teria que ter transformado votos de Lula em votos favoráveis a ele.
Como se tivéssemos uma desistência de parte do eleitorado de votar no presidente e que essa parte fosse convencida por Alckmin.
Trinta por cento do eleitorado é lulista de qualquer maneira, trinta por cento é anti-lulista de qualquer forma.
Os quarenta por cento restantes, tendem a aceitar mais o Governo atual do que o que poderia ser o retorno ao Governo FHC.
O eleitorado de HH, na sua maioria formado por intelectuais e grupamentos mais à esquerda, provavelmente não migrariam para Alckmin, num segundo turno.
O grande desafio da candidatura tucana é crescer em cima dos quarenta por cento não Lula e não anti-Lula, o que não ocorreu.
Dificilmente Alckmin conseguirá desvincular-se da imagem de Fernando Henrique Cardoso e, muito menos poderá escapar ileso das acusações feitas aos seus Governos em São Paulo, como em relação à criminalidade e às CPIs engavetadas.
A ser verdadeira, a lista de Furnas, poderá ser usada, também como arma eficaz.
O parecer do procurador Geral da República isentando Lula; vai, com certeza, servir de palanque para sua candidatura.
“Investigaram toda a minha vida e não encontraram nada”, causa um impacto tão ou mais forte do que as acusações feitas ao Presidente.
Inclusive, coisas como Ladrão, Alcoólatra, etc., são passíveis de processos eleitorais com direitos de defesa.
Para avaliarmos o quanto aumentou as chances de Alckmin, devemos esperar por outras pesquisas, principalmente após o começo da campanha eleitoral na tevê e no rádio.
O velho e a moça.
Nesse dia 01 de julho, histórico para o futebol brasileiro, tivemos duas lições de futebol e de vida.
No primeiro jogo do dia, Portugal de Luiz Felipe Scolari, a exemplo da seleção brasileira de 2002, demonstrou o quanto o espírito de equipe pode realizar em qualquer atividade da vida.
Um show de força e equilíbrio, com sensatez e vontade de vencer. Coordenação e união. Uma equipe no real sentido da palavra.
Contra uma Inglaterra, teoricamente mais forte, o time de Portugal deu uma lição de cooperação e de conjunto.
Já o aglomerado brasileiro, um apanhado de jogadores famosos em estágios diferentes da carreira, alguns no auge e outros em franca decadência, como nos casos de Cafu, Roberto Carlos, Ronaldo, entre outros, foi a fiel representação de que não basta técnica e talento.
A vitória, em qualquer área profissional depende da idéia de equipe.
Quando observamos um emaranhado de bons profissionais atuando sem coordenação temos um inevitável desastre.
Na vida, como no esporte, a formação de um grupo homogêneo e entrosado, leva ao sucesso inevitável.
Desde os primeiros jogos, o resultado negativo já se desenhava. Na dura vitória contra os croatas, na vitória sobre australianos e japoneses, a duras penas, não tínhamos muito que comemorar.
Não se podia esperar muito do, teoricamente, mais forte agrupamento, mas na prática, uma das piores equipes que o futebol brasileiro apresentou nas Copas do Mundo.
A auto suficiência de alguns atletas e a insistência do treinador em manter profissionais em final de carreira, aliadas a empáfia de grupos de jornalistas, foi vital para que não se formasse uma equipe.
Desde os primeiros jogos, tínhamos a impressão de que o grupo não deslanchava. As vitórias foram conquistadas mais pela fragilidade dos oponentes do que por méritos nossos.
Nas oitavas de final, num jogo alucinado contra a equipe de Gana, poderíamos ter vencido de mais ou perdido de muito, tal a quantidade de oportunidades perdidas pelos ingênuos africanos.
Outro aspecto me chamou a atenção. A tentativa de alguns atletas de creditarem a Deus as vitórias ou os gols consignados.
Principalmente Kaká, o bom moço...
Esporte é coisa para quem tem vontade de vencer, para quem joga com convicção e com tenacidade.
Raríssimas vezes nossos jogadores tentaram dificultar as coisas para os franceses.
Um jogador excepcional como Zidane não pode jogar sem marcação. A liberdade dada a um jogador dessa estirpe é suicida.
Henry fez sua melhor partida na Copa, dando a impressão de que, enfim, começou a jogar.
Os zagueiros brasileiros se salvaram e, se não fossem eles, o placar teria sido muito maior para os franceses.
Nossos envelhecidos jogadores que se despedem hoje, principalmente nas duas alas, deveriam ter sido afastados há tempos.
A bem da verdade, Cafu se tornou um mito, e só.
Já Roberto Carlos está, faz tempo, em declínio total, aliando-se a Ronaldo no falso dream team madrilenho.
Felipe Scolari montou um time. Parreira fez um aglomerado.
Quem trouxe a vitória em 2002, foi o espírito de equipe, não os talentos isolador.
Temos que entender, também, que tanto a França, a Itália, a Alemanha e a Argentina, as grandes equipes desta copa, são muito mais que simples “seleções”, são EQUIPES!
Que sejam aprendidas as lições e que as “moças protegidas por Deus” e os velhos “deuses” do futebol aprendam que, um mais um é sempre mais que dois...
Friday, June 30, 2006
Quem sabe faz a hora, e já!
Inegavelmente, a tentativa de demonstrar ao povo brasileiro, afetado pela mídia tendenciosa, que o insosso Picolé é uma alternativa “moral” a Lula, surtiu algum efeito.
Isso tudo foi muito bom para que os simpatizantes de Lula não se acomodem, evitando o clima de “já ganhou”, altamente prejudicial a qualquer um. Temos exemplos vários de candidaturas praticamente vitoriosas, serem esmagadas no final da campanha.
O próprio Fernando Henrique Cardoso perdeu uma eleição para Jânio Quadros nos últimos dias da campanha.
Da mesma forma que a candidatura de Lula foi atacada por fogo cerrado, não se pode desprezar a candidatura tucana e deve-se partir para o ataque.
Os telhados de vidro do candidato Alckmin são múltiplos e devem ser alvejados. Chumbo cruzado não dói e “pau que dá em Lula dá em Geraldo”.
Um ponto que deve ser visto por todos é a quem interessa a vitória de Alckmin.
Com certeza, para as camadas mais pobres da população é que não.
A associação de Alckmin ao governo Fernando Henrique é óbvia e deve ser demonstrada a cada momento. Afirmativas como as que Alckmin deu com relação à ALCA, também.
Os famosos escândalos da administração paulista devem ser todos bem explorados. A origem tucana do valérioduto, a lista de Furnas, o escândalo da Nossa Caixa, entre outros.
O PT está ainda muito quieto e muito omisso com relação a isso. Nossa militância é muito maior e mais aguerrida, mas está calada. Tomamos porrada o tempo inteiro sem reação.
Lula continua muito isolado, sem apoio real de seus aliados.
A quem interessa a derrota de Lula? A questão deve ser analisada e exposta, mesmo com a mídia adversa, temos que lutar.
Obviamente tivemos e temos ainda muitos problemas de ordem interna. Nossos erros e nossa auto flagelação chegou a extremos nunca vistos antes.
O PT ainda não se recuperou totalmente de todas as lambanças feitas por meia dúzia de três ou quatro imbecis.
Devemos reagir e com força. A nossa marca sempre foi à luta, a bandeira, a garra. Entretanto, estamos acoitados e medrosos.
Cadê as bandeiras e os botons, cadê nossa militância, nosso orgulho, nossa fibra?
Estamos ainda muito parados, esperando a banda passar, contando somente com a força de Lula que, a bem da verdade, se dependesse de nós estaria perdido.
Não temos que discutir com a corja tucana e pefelista sempre na defensiva. A hora é de atacar, de atingir os pontos fracos dessa turma. É importante para que possamos ficar mais forte, estamparmos nossa verdadeira face. Somos petistas, comunistas, socialistas e lulistas.
Com muita honra, somos sim e não apesar de...
Se analisarmos francamente, qual foi a nossa atitude quando Lula foi atingido em sua honra e moral? Onde estávamos quando um pilantra como esses pefelistas chamaram nosso presidente de ladrão, de bêbado, de pilantra? Onde estávamos quando o safado do ACM conclamou um golpe militar?
Ficamos quietos, deixando um Arthur Virgílio vociferar à vontade, sob o silêncio, passivo, quase conivente dos nossos parlamentares.
Nossa turma no Parlamento é fraca, muito fraca...
Estamos perdendo de goleada dos cães ladradores da oposição. E a cada pancada mal respondida ou permitida, eles crescem sim senhor.
Se chamam Lula de bêbado e não reagimos, estamos admitindo. Se chamam Lula de ladrão e não reagimos, somos coniventes.
É hora de atacar. Um time que fica na defensiva o tempo todo perde o jogo. Estamos deixando escorrer uma vitória tranqüila por entre nossos dedos, ao não reagirmos com veemência a uma turba de salafrários como os que citei.
É demonstrar a incompetência de um José Jorge sim senhor. É mostrar o caos administrativo de São Paulo sim senhor.
Não é poupar nada e ninguém. Enquanto ficamos justificando somente os erros do passado e não apontarmos os erros e canalhices do outro lado, vamos ficar, apesar de íntegros na nossa grande maioria, com a pecha de pilantras e petralhas.
É preciso um pouquinho de Stédile nas nossas veias, e muita garra para a luta.
Ficamos omissos, hoje o PSTU faz mais barulho que todos nós juntos.
O PT que conheci se aburguesou, e muito. Estamos mais para gentleman do que para guerreiros. Um dos raros momentos de garra que vi, foi quando Mercadante reagiu com indignação contra um verme inonimado numa dos vários ataques que sofremos no Senado Federal.
Um safado mato-grossense defendeu-se numa CPI de uma maneira exemplar, enquanto éramos atacados e nossos representantes ficaram omissos.
Cadê o PT, me respondam que eu não estou vendo. É preciso que Lula se defenda sozinho das pilantragens da Veja?
Tá na hora de arregaçarmos as mangas. Pau com pau pedra com pedra.
Senão vamos ficar a ver navios.
E, os grupos financeiros internacionais, a elite econômica, os grupos entreguistas do patrimônio público, os abutres eternos e as sanguessugas do nosso povo sofrido; ou seja, a quem interessa a vitória de Alckmin, correm o risco de ganharem as eleições e deixarem cada vez mais nosso povo a mingua.
Ergam os olhos e levantem a cabeça, estufem o peito e demonstrem, mais uma vez, o orgulho de sermos petistas.
Lula e os seus milhões de famintos e injustiçados agradecem!
A hora é agora e não podemos esperar acontecer!
Thursday, June 29, 2006
Por que perdemos a Copa de 1982, por João Polino
Estamos no ano de 1982. A Seleção Brasileira de futebol parece ser imbatível.
Os primeiros jogos foram tranqüilos. As vitórias convincentes fizeram todo o povo brasileiro comemorar.
Menos João Polino. Este estava desconfiado e cabisbaixo.
Vieram as quartas de final. A Argentina, como sempre nossa principal rival iria jogar contra a Itália.
Lembremos de uma coisa. A Itália tinha sido segundo lugar no seu grupo, com três empates: contra Polônia, Peru e Camarões. Classificara-se por ter feito um gol a mais que a equipe camaronesa.
Argentina e Itália, o Brasil todo torcendo pela Argentina, menos João Polino.
Dois a um para a Itália e foguetório, agora era pegar a Argentina e partir com tudo contra a Itália, depois correr para o abraço.
Brasil e Argentina foi tranqüilo, três a um com direito a olé e tudo.
Que venham os italianos...
Naquela altura do campeonato, todos eufóricos. João Polino calado.
Vieram as apostas e, incrivelmente João Polino acertou o bolão. Sozinho...
Os três a dois da Itália foram, talvez, a maior zebra das Copas do Mundo, menos para João.
Perguntado sobre porque acertara o placar, contra todas as previsões, João Polino foi taxativo:
“Eu sabia. Desde o momento em que o Telê convocou a seleção eu sabia que não ia dar certo.”
Curiosos, perguntaram ao velho futebolista qual era o erro da convocação.
João respondeu, de bate pronto:
“Esse teimoso do Telê não convocou aquele menino”.
Ah. Realmente o Reinaldo fez muita falta.
Ao que João respondeu finalizando o assunto ;
“Que Reinaldo que nada, estou falando daquele menino, o Zagalo!”
O Eleitorado de Lula é formado por idiotas, analfabetos e imbecis
Em seu blog, Piovani comenta a façanha com entusiasmo: "Terminei de ler meu último companheiro de 6 meses, meu fiel amigo de cabeceira, meu gorducho livro! Gabriel e eu realmente nos entendemos! Cem Anos de Solidão me fez viajar por lugares quentes, me apresentou mulheres loucas e admiráveis e ainda me descreveu uma cena de amor enfestada [sic, o correto é infestada] de borboletas amarelas."Considerando a média diária de duas páginas, a atriz vai levar quase quatro anos para ler os seis livros da série "Harry Potter", que possuem, em português, mais de 2.700 páginas. Em dois meses, ela consegue "matar" o novo sucesso de García Márquez, "Memória de Minhas Putas Tristes" (128 páginas).A descoberta da literatura clássica foi festejada por Piovani em seu blog: "Despedi-me dele feliz, cheia de histórias novas e com uma sensação boa de respeito por uma coisa tão simples, pequena e poderosa: o livro! Agora ele tá lá, na minha estante."
24/02/2006U4 Fui nos 2 shows... os 2 dias... ao todo 7 shows do U2, ao longo dos meus 29 anos... Amsterdam ainda é o número 1... o Bono com o Gil é 10, mas com o Lula é 0. Se o Bono soubesse... Miracle Drug for you... P.s. Usem camisinha e pelo amor de Deus, se beberem, NÃO DIRIJAM!! Bom Carnaval a todos.
Realmente eu concordo quando dizem que o eleitorado de Lula é burro, analfabeto e imbecil.
Temos tido exemplos como os acima, a cada dia.
Essa é uma típica eleitora anti-Lula. Inteligente e sagaz.
Valeu Luana...
Uma esmola a um pobre que é são. Por Átia Mandarino
Não agüento mais esse lero-lero pseudo esquerdista de “renda mínima”.
Quem mandou o sujeito não estudar? E, depois que estudar, vai fazer o que com o diploma?
Essa história de dar o peixe, está criando uma geração preguiçosa!
Podem apostar que, daqui a alguns anos vai ser muito difícil encontrar empregadas domésticas, lavradores, biscateiros, faxineiras, etc...
Essa plebe rude vai se achar capaz de alguma coisa e aí, já era...
Vamos ter que procurar mão de obra nos países mais pobres.
Ou vamos poder convencer uma advogada a trabalhar como doméstica?
Esse pessoal tá pensando o quê? Estão achando que vai haver melhor distribuição de renda?
Eu, francamente, tenho pena dos iludidos que vão pensar que poderão competir com os rapazes e moças criados a pão de ló. Na hora agá, desemprego ou subemprego.
Não se iludam não, vocês estão sendo enganados por esta corja ladra e escroque!
O que é do homem, o bicho não come! Filho de peixe, peixinho é...
Então, meus filhos, prestem atenção no que essa mulher vivida, educada nos melhores colégios do Rio e da Europa diz : NÃO SE ILUDAM COM O SAPO BARBUDO.
É melhor vocês ficarem aprendendo a costurar e cozinhar, lavar chão, e lavar banheiro, pois esse será o final de quem acreditar nesse “golpe do canudo”.
Quem nasceu para plebe nunca chega à majestade!
E, na verdade, todos esses programas “esmolares” que dizem, assistencialistas, me lembram aquela máxima:
“Seu doutor, uma esmola a um pobre que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”.
Eu acuso Lula de estar transformando nosso povo em uma cambada de sem vergonhas e viciados...
E, depois quem vai fazer a faxina lá em casa?
E, quando meu sofá ou as roupas ficarem inutilizáveis, vou poder dar para quem?
Já estou vendo em quanto esse Operário Ladrão e Alcoólatra vai inflacionar a caridade...
Onde vou colocar os brinquedos quebrados dos meus netos?
Me respondam e pensem. Onde iremos parar com esses programas “sociais”?
Por último, como faz para pescar? Se alguém souber, quero aprender.
Pesque e pague é a última moda por aqui...
Odeio essa gentalha - Por Átia Mandarino
Não quero ser preconceituosa, mas me dá nojo saber que tem gente que defende esse bando de cachaceiros.
Inclusive um presidente tão beberrão como esse que o povinho escolheu para governar esse paisinho de terceiro mundo.
Se o sujeito ainda bebesse vinho, cognac, uísque, ainda ia. Mas, francamente, bebedor de cachaça é duro.
Um camarada que não tem noção do que seja finesse, nem tem idéia do que seja escargot nem vitela. Acredito que esse sujeitinho de terceira deve achar que caviar é caca de barata.
Falar em ovas de esturjão, para esse tipo de gentinha deve parecer ofensa...
Cada asneira falada por esse boçal me dá mais tristezas por ter nascido nesses cantos de cá. Paiseco infeliz.
Aquela máxima tem tudo a haver com o que vocês chamam de “País do Futuro” – que povinho Deus mandou para cá.
Lembro-me dos bons tempos passados, dos tempos do Copacabana Palace, do Ibraim Sued...
Que delícia me recordar dos jantares no Hotel Glória, nas festas no Quitandinha, nos grandes saraus nas mansões de Botafogo...
Tínhamos orgulhos de sermos brasileiros.
Não éramos governados por essa caboclada inculta e sem classe.
Uma vez, num dos dias mais inesquecíveis da minha vida, Jorginho, o nosso playboy, namorou Grace Kelly!!
O Presidente da República tinha que, como diplomata maior da nação, falar no mínimo quatro ou cinco idiomas.
Não ser um ignaro energúmeno como esse que temos agora!!
Como podem ter dúvidas entre um MÉDICO e um operário preguiçoso que cortou o dedo para se aposentar?
Ah! Que saudades dos tempos onde tínhamos um Paulo Francis, um Guinle... Hoje o que restou? Respondam-me: O que sobrou disso tudo?
Nada, um povinho funkeiro, sambista (que nojo), coisa de favelado...
Me lembro daquelas noites quando dançávamos com Paul Mauriat, Severino Araújo, que delícia...
Depois que inventaram essa tal de “democracia”, isso tudo acabou.
Não que eu seja a favor da ditadura não, longe de mim, sou a favor da aristocracia; se possível, da monarquia.
Imaginem que maravilhoso termos um Rei, termos barões, duques, condes e viscondes...
Quanto teríamos de belo e maravilhoso na Corte, com seus palácios e requintes...
Mas juntou-se essa petralha ladra e roubou tudo, sonhos e dinheiro.
Pobre não pode ter oportunidade mesmo não, o meu amado Fernando Henrique está certo, pobre chegou perto de dinheiro, acabou...
Outra coisa, essa turma tem é que ir trabalhar, não é partido de trabalhador?
Não me venham falar em igualdade, nem em fraternidade, muito menos de solidariedade; isso é conversa para ganso dormir.
Ganso gordo, foie gras fabuloso.
Faisões, galetos a primo canto.
Camarões, lagostas, mas lula, lula não. Isso é coisa de polvo...
Lembo e Lula, cada dia mais próximos.
É a primeira vez desde 2002 que Lula irá a um evento na sede do governo paulista.
Alckmin deve estar feliz da vida com Lembo. "Blog do Noblat"
Mais um dos que traíram o nosso amado Geraldo Alckmin, vulgo Geraldo, futuro Gegê.
É um absurdo o que esse homem, sem Deus no coração, um traidor da nossa causa faz.
Depois de assumir o cargo de Governador, esse vicezinho de segunda categoria resolveu colocar as manguinhas de fora.
Em primeiro lugar, veio com aquele papo de “elites brancas”, coisa de racista e de preconceituoso estúpido. Eu queria ver a mídia como agiria, essa mídia vendida e vermelha, se ele tivesse dito “proletários negros. Iam cair de pau. Mas teve imbecil que elogiou o que esse tal de Lembo, Limbo ou Lombo, sei lá, disse.
Papo de comunista, isso é vergonhoso para a nossa casta impoluta e digna. Essa história cairia bem se fosse dita por um desses petralhas por aí. Ou por um desses puxa-sacos do Presidente Cachaceiro.
Tudo bem, a gente fingiu que não ouviu, melhor esquecer, pode ser ataque de arteriosclerose, como teve aquele alagoano, o Teotônio.
Poucos dias depois, lá vem de novo esse ser vil batendo de frente com o nosso querido e amado Antonio Carlos “Bondadeza” Magalhães.
Aí já estava passando dos limites.
Brigar com Padim Tonim é ter muita cara de pau. Coisa que somente o louco do Itamar “Vai piorar” Franco teve a audácia de fazer.
Mas o Itamar é doidim de pedra, o Lembo não. Era um homem cordato, ficou um tempão como vice, daqueles vices exemplares.
A gente vê um vice como o Alencar, que fica discutindo taxa de juros, essas coisas, e isso dá a impressão de que a qualquer momento vem confusão. Mas esse não, Lembo era o pacato vice. Inexistente vice. Vice ideal...
Pois bem, eu até entendo que o Geraldo não tenha respondido a ele quando houve aquelas confusõezinhas com o PCC. Ninguém é de ferro, o pessoal tava lá em Nova Iorque, pedindo provavelmente as bênçãos do padim Bush, ou respirando os ares reconfortantes de New York.
Como se sabe, tucano precisa de ares mais civilizados para pensar. O bicho ficou meio aculturado depois do FHC. Paris e New York são fontes de inspiração para o ninho. Assistir a uma peça na Broadway, passear em Manhattam, sentir aquele “cheirinho” de civilização é importante para quem vai ter que comer buchada de bode, comer acarajé, vestir roupa de couro, montar em jumento, ir à festa caipira, etc.
Se bem que esse negócio de festa junina os tucanos tiram de letra. Principalmente na hora da quadrilha...
Eu entendo, mas o Lembo não. Velho tem cada esquisitice. Podia bem quebrar o galho e assumir a culpa daquelas coisas lá em Sampa.
Mas não, o teimoso cismou em procurar quem? O Cachaceiro. Logo ele.
É claro que o pilantra cachaceiro propôs ajuda. É muita cara de pau desse tal de Lula.
Agora, o decrépito vem com uma dessas...
Convidar o pinguço para ir a uma cerimônia no Palácio dos Bandeirantes.
Ainda bem que é num negócio ligado a favelas, assunto que o alcoólatra conhece bem.
Pelo menos nesse ponto, o velho acertou. Geraldo entende é de gente bonita e bem vestida.
Ah se a festa fosse na Daslu, esse velho pilantra ia ter que se ver comigo.
Cada macaco no seu galho, ou melhor, cada tucano no seu galho, ou melhor, cada lula no seu galho, ou melhor, cada galho no seu galho, ou galho melhor que galho por último, e eu não quero ser quebra galho, ou que fique tudo em frangalhos...
Wednesday, June 28, 2006
Uma análise de texto. O segundo completa e explica o primeiro.
Apenas 24 horas depois de Lula ter dito, no primeiro discurso como candidato, que seu governo tem mais a mostrar que a administração do antecessor –“Fizemos em 42 meses mais do que eles em oito anos”— o tucano FHC decidiu cantar de galo.
Falando na convenção que homologou a candidatura de José Serra ao governo de São Paulo, o ex-presidente provocou: “Eles estão cacarejando sobre os ovos postos por outros. Não temo a comparação. Venham com qualquer tema. Chega de bazófia, de garganta. E esse presidente fala muito e, quando tem de fazer, deixa para os outros”.
A alcunha de falador foi uma das mais suaves que Fernando Henrique pespegou
Lula tem dito que não pretende deslizar para a baixaria. Há poucos dias, chegou mesmo a dizer que responderá à ira dos adversários com carinho, amor e trabalho. A disposição do presidente será testada nesta segunda-feira. É preciso verificar como ele vai reagir quando for informado de que a conversa da campanha chegou ao galinheiro.
Para FHC, de fato, a gestão de Lula fez mais do que a sua em pelo menos dois pontos: "Eu quero a comparação (...) Teve coisas que eles fizeram mais do que nós: muita corrupção, os escândalos, aí ganharam. Também gastaram muito. É muita publicidade, é muita propaganda, é muita palavra para encobrir o nada. Aí, ganharam”.
FHC listou alguns dos “ovos” botados por seu governo e que agora estariam sendo “cacarejados” por Lula. Disse que foi na sua administração que o governo começou a conceder aos brasileiros mais pobres benefícios como o Bolsa Escola e o Vale-Gás. "Eles juntaram tudo isso e aumentaram", emendou, referindo-se ao Bolsa Família, carro-chefe da campanha de Lula na área social.
Ao falar sobre a gestão econômica, FHC tachou o governo Lula de “incompetente". Ele disse: "É uma vergonha que em um mundo nas condições de hoje, bem diferentes das do meu tempo, o Brasil não tenha aproveitado a onda para crescer mais. Falavam e ameaçavam. Mesma coisa: 2,6%. Eu, com quatro crises financeiras, e eles com um "boom" econômico no mundo todo. Incompetentes."
TUCANOS
São designadas por tucano as aves da família Ramphastidae que vivem nas florestas da América Central e América do Sul.
Possuem um bico grande e oco. A parte superior é constituída por trabéculas de sustentação e a parte inferior é de natureza óssea. Não é um bico forte, já que é muito comprido e a alavanca (maxilar) não é suficiente para conferir tal qualidade. Seu sistema digestivo é extremamente curto, o que explica sua base alimentar, já que as frutas são facilmente digeridas e absorvidas pelo trato gastrointestinal. Além de serem frugívoros (comerem fruta), necessitam de um certo nível protéico na dieta, o qual alcançam caçando alguns insetos, pequenas presas (como largarto, perereca, etc) e mesmo ovos de outras aves. Possuem pés zigodáctilos (dois dedos direcionados para frente e dois para trás), típicos de animais que trepam em árvores.
São monogâmicos territorialistas (vivem e se reproduzem em casal isolado). Não há dimorfismo sexual e a sexagem é feita através de DNA. A fêmea e o macho trabalham no ninho, que é construído em ocos de árvores. A fêmea choca e o macho a alimenta. Fazem postura de
O tucano ainda não é uma espécie ameaçada de extinção, entretanto tem sido capturado e traficado para outros países a fim de ser vendido em lojas de animais. Isto tem como conseqüência a diminuição de sua população nas florestas, pondo em risco a variabilidade genética, como também a morte de muitos animais durante o transporte.