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Wednesday, July 12, 2006

INTERVENÇÃO JÁ.

SÃO PAULO - O governador Cláudio Lembo adiantou, na tarde desta segunda-feira, 10, que não aceitará ajuda de tropas federais para controlar a situação nos presídios e combater o crime organizado. "Sou grato ao presidente Lula e já aceitei ajuda de logística e informações, mas não quero força federal em São Paulo", declarou Lembo, em entrevista à Rádio Eldorado.
O governador ainda não recebeu proposta formal do ministro da Justiça, Márcio Thomas Bastos. "Não é uma posição de vaidade, mas de realismo administrativo. Se nós preservarmos a nossa Polícia Militar e a Polícia Civil, tudo vai bem. Qualquer interferência externa vai criar entropia", argumentou.
O governador afirmou que a Tropa Nacional é absolutamente desnecessária e que o Estado tem o controle da situação. "O que precisamos é de informação, porque, às vezes, o crime organizado é mais informado que a própria autoridade", disse Lembo. Ele contou que está fazendo reuniões para troca de informações com secretarias de segurança pública do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
Quanto à situação dos presos em Araraquara, o governador acredita que tudo deva voltar ao normal depois da reforma, que deve durar seis meses. "Estamos tentando deslocar presos para outras penitenciárias, mas estamos tendo dificuldades para encontrar vagas." Lembo garantiu que os presos estão recebendo o mínimo para sobrevivência.
No início da noite, Lembo recebeu o senador Eduardo Suplicy para discutir as reivindicações dos presos e dos agentes penitenciários de Araraquara. (Colaborou Camila Tuchlinski)
11 -07 -06
Criminosos promovem 38 ataques em 11 horas em São Paulo
Criminosos promoveram, entre a noite de terça-feira (11) e a manhã desta quarta, ao menos 38 ataques em São Paulo, segundo balanço divulgado pelo governo Estadual. Os números se referem a ocorrências registradas das 20h às 7h e não incluem os ônibus queimados na capital, Grande São Paulo e litoral.De acordo com o balanço, quatro pessoas foram mortas no período. De acordo com informações da polícia, o número pode aumentar.Na zona norte de São Paulo, homens armados balearam o soldado Odair José Lorenzi, 29, na frente de sua casa, na favela do Boi Malhado, na Vila Nova Cachoeirinha, por volta da 0h10. A irmã do policial, Rita de Cássia Lorenzi, 39, saiu à janela após ouvir os disparos e também foi baleada. Ambos morreram.No Guarujá (litoral), três vigilantes foram mortos desde a noite de ontem. Um deles trabalhava no IML (Instituto Médico Legal), localizado no bairro de Morrinhos. Ele foi baleado ao atender a porta para os criminosos, que fugiram em bicicletas.Meia hora depois, um grupo de homens pulou o muro de um centro comunitário do mesmo bairro e matou outro vigilante a tiros. As duas vítimas trabalhavam para a empresa de segurança GP.Por volta das 5h, um grupo matou com um tiro no rosto o vigia da linha férrea, localizado na avenida Thiago Ferreira. Até as 8h, o corpo permanecia no local.Em São Vicente (litoral), o filho de um investigador da Polícia Civil foi baleado na noite de ontem e morreu no hospital.Na manhã desta quarta, um policial militar à paisana foi ferido a tiros na zona norte de São Paulo. Por volta das 11h30, ainda não havia detalhes sobre o caso.AtaquesOs novos ataques ocorreram após a prisão de Emivaldo Silva Santos, 30, o BH, acusado de ser o "general" do PCC na região do ABC. Ele foi preso no início da noite de terça, na rodovia Imigrantes, em uma operação conjunta das polícias Civil e Militar. Há suspeitas de que a prisão tenha motivado os crimes.Ao contrário da ação promovida em maio e atribuída à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), os ataques desta quarta --os maiores desde então-- atingiram também dois supermercados, lojas de carros e agências bancárias. Ônibus foram incendiados.Por volta das 3h, os criminosos atiraram e jogaram uma bomba incendiária contra um supermercado na rede Compre Bem na rua Condessa de São Joaquim, região da Bela Vista (centro de São Paulo). O artefato não explodiu, mas o fogo atingiu jornais próximos à entrada da loja.Segundo policiais militares da 1ª Cia do 11º Batalhão, bilhetes em folhas de papel sulfite foram deixados na entrada do supermercado, com recados: "contra a opressão carcerária".Em Higienópolis (também região central), criminosos atiraram contra um dos supermercados da rede Pão de Açúcar na rua Maria Antônia.ÔnibusÔnibus foram atacados, em diferentes pontos do Estado.Em Santos (85 km da capital), um ônibus da viação Piracicabana foi incendiado à 1h, na avenida Senador Dantas, próximo ao Canal 4. Um grupo de homens armados obrigou o ônibus a parar e ordenou ao motorista, sozinho no momento, que saísse. Em seguida, atearam fogo ao veículo, que foi totalmente destruído.Outros ônibus também foram queimados, dois em Santo André (ABC), um em Ferraz de Vasconcelos (Grande São Paulo) e outros três na região de Pirituba (zona norte de São Paulo).Outros ataquesÀs 0h, uma base da Polícia Militar foi atacada a tiros na praia de Pernambuco, no Guarujá. Ninguém se feriu.Também no Guarujá, atentados atingiram duas lojas de automóveis, no final da noite de terça. Dois carros foram levemente danificados.Segundo os bombeiros, um carro --uma Brasília-- foi incendiado no bairro Santa Rosa. O fogo foi controlado rapidamente.No mesmo horário, dois jovens foram presos acusados de lançarem uma bomba caseira em um caixa 24 horas da avenida Ademar de Barros.A sede da 2º Distrito Policial de Suzano (região metropolitana), localizada na avenida Francisco Marengo, no bairro Miguel Baldra, foi metralhada por volta das 3h desta terça-feira. Aproximadamente 15 tiros atingiram as paredes da delegacia. O prédio estava vazio, já que não funciona no período noturno.Duas bases da Guarda Civil Metropolitana, na zona leste de São Paulo, também foram alvo de ataques. Um grupo de homens armados, em quatro carros, disparou tiros contra a sede do Comando Leste da GCM, na rua dos Têxteis, em Cidade Tirandentes, por volta das 2h20.Uma hora depois, o mesmo grupo disparou mais de 20 tiros contra outra base dos guardas, na praça Getúlio Vargas, em Guainazes. Segundo a GCM, na mesma área os criminosos roubaram cinco táxis para despistar a polícia e realizar novos ataques.Os criminosos também atingiram duas bases da Polícia Militar. Na Praça Rotary, em Santa Cecília (região central da capital), os tiros não chegaram a atingir a base. Já uma base móvel da PM, na rua Flavio Américo Maurano, no Morumbi (zona oeste), foi atingida pelos tiros.MaioNa maior série de atentados promovida pelo PCC, entre 12 e 19 de maio, o PCC promoveu uma onda de rebeliões que atingiu 82 unidades do sistema penitenciário paulista e realizou 299 ataques, incluindo incêndios a ônibus.Na ocasião, a onda de violência seria uma resposta à decisão do governo estadual de isolar líderes da facção criminosa em prisões.A partir de 28 de junho, os atentados passaram a atingir também agentes penitenciários. Desde então, cinco agentes penitenciários e um carcereiro foram mortos. Outros dois agentes sofreram tentativas de homicídio. Ontem, o filho de um agente foi morto na zona sul de São Paulo.
Governador recusa ajuda de tropas federais em São Paulo
"Sou grato ao presidente Lula e já aceitei ajuda de logística e informações, mas não quero força federal em São Paulo", declarou Cláudio Lembo
Camila Rigi


Essas duas notícias demonstram que há uma urgência absoluta de uma intervenção federal no Estado de São Paulo.
Não cabe outra solução, sob o risco de se transformar o estado mais rico do país num novo Iraque. As justificativas de que o Estado tem condições de resolver sozinho os seus problemas de Segurança Pública não têm mais embasamento.
O Governo Estadual se mostra inoperante desde o começo da crise, a bem da verdade, bem antes dela. Desde a formação do PCC, passando pela crise nas FEBEMs e pelas denúncias de conivência das secretarias ligadas à segurança e aos presídios, a partir do fato de que há fortes indícios de que foram avisadas e negociaram para que houvesse o término da primeira etapa desses ataques.
A estrutura do PCC se aproxima da Máfia, com penetração em todos os níveis da estrutura de poder paulista. Passando por um bem montado esquema de distribuição de poder, inclusive com ações coordenadas e bem feitas.
O embrião deste esquema surge com as rebeliões do começo dessa década, tendo tido a vergonhosa ausência de resposta séria pelo governo paulista.
A cada dia, percebemos que a ineficiência deste estado, e sua ação, no mínimo suspeita, por total falta de atitude, sendo omisso em todos os níveis, é a principal fomentadora dessa situação insustentável.
Quando Cláudio Lembo diz que não precisa de ajuda federal, tenta, de qualquer modo, evitar que se respingue a crise nos candidatos ligados à coligação ao qual pertence. A possibilidade do Governo Federal, através dos mecanismos que tem, de resolver essa situação, apavora a cúpula tucana e pefelista.
Isso, a bem da verdade, é um verdadeiro crime contra a população paulista.
Essa é a verdadeira vítima, estando a mercê de um Estado fraco e preocupado mais com um desgaste político do que com a segurança e a integridade de sua população.
Vergonha! A cada assassinato, cada vez mais se clama por Vergonha!
Nunca poderia imaginar que a unidade mais importante da nação estivesse abandonada desta forma.
A intervenção federal se torna a única saída para mitigar o sofrimento e a angústia desse povo, abandonado à própria sorte, no fogo cruzado entre o crime organizado e a soberba de autoridades incompetentes desde o nascedouro até a explosão dessa crise sem par na história nacional.
E o povo, refém desse absurdo, não pode fazer nada; a não ser dar uma resposta a essa situação com seu voto. Execrando essa mesma “elite branca” que tomou conta do estado nos últimos doze anos.
No começo da crise, previamente anunciada e avisada ao poder público, tivemos o assassinato em série de policiais, somente cessando, ao que tudo indica, com acordos selados entre os grupos rivais, ou seja PCC e Governo Estadual.
A polícia, revoltada, promoveu um Carandiru a céu aberto, com mais de trezentos mortos.
E o Estado, omisso em ambas as situações, se disse capaz de resolver.
Agora, o reinício dos ataques demonstra o quanto o DESGOVERNO CRÔNICO QUE SE ABATEU SOBRE SÃO PAULO É CRIMINOSO.
INTERVENÇÃO JÁ!

Tuesday, July 11, 2006

Éramos felizes e não sabíamos - Por Átia Mandarino

Polícia negociou com PCC antes e depois de ataques
Rogério Cassimiro/Folha ImagemA cúpula da polícia de São Paulo não negociou com criminosos só depois de deflagrada a onda de ataques que aterrorizou São Paulo no início de maio. Sentou-se com líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital) também antes do agravamento da crise.

Detalhes das duas tentativas de entendimento constam de depoimento que Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, prestou a deputados da CPI do Tráfico de Armas. Acusado de ter ordenado os ataques, Marcola foi ouvido em sessão reservada, no dia 8 de julho, na penitenciária de Presidente Bernardes (SP).

A inquirição foi gravada. Durou quatro horas e 13 minutos. A transcrição ocupa 205 páginas (leia a íntegra
aqui). Marcola contou que, em 12 de maio, dia em que começaram os ataques do PCC, foi levado à presença de Godofredo Bittencourt, diretor do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado).

Em encontro testemunhado por cerca de 15 autoridades policiais, Godofredo perguntou a Marcola o que poderia ser feito para estancar as rebeliões em presídios e os assassinatos em série de policiais. Àquela altura, só havia duas cadeias rebeladas –Iaras e Araraquara; contavam-se quatro policiais mortos.

Marcola diz ter pedido comida, cobertores e direito a banho de sol para 765 presos que haviam sido transferidos na véspera para uma cadeia de Presidente Vesceslau. Pediu também que fosse mantida a visita do Dia das Mães. Seria no domingo seguinte. E fora cancelada. Atendidas às reivindicações, prometeu interceder pelo fim da violência.
(Leia mais abaixo
Conforme o relato de Marcola à CPI, o diretor do Deic concordou com as exigências. “O dr. (Godofredo) Bittencourt falou pra mim: ‘Concordo com você e vou passar isso pro Nagashi (Furukawa, então secretário de Administração Penitenciária de São Paulo)’. Aí ele ligou pro Nagashi, e o Nagashi falou simplesmente que não iria fazer concessão nenhuma, que não tava ali pra negociar”.

Marcola disse aos deputados que sempre se entendera com Nagashi. Estranhou a “intransigência”. Disse que a transferência dos presos foi interpretada nas cadeias como um “gesto político” do secretário de Administração Penitenciária.

“A gente tem noção política, somos politizados”, disse o líder do PCC. “Então a gente sabe, em determinado momento, se faz uma situação (...) que nem essa transferência do Nagashi. A gente sabia que ali era uma forma de ele dar uma resposta pra sociedade, dizendo ‘ó, tranquei toda uma liderança, isolei todos e tal’, e pronto”.

O relator da CPI, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), perguntou a Marcola se o objetivo do governo paulista teria sido o de “dar uma demonstração de força”. E o criminoso: “Pra promover o (Geraldo) Alckmin (candidato do PSDB à presidência). Certo que o tiro saiu pela culatra. E como! A gente é usado. Ou não é usado?” Marcola não foi contestado por nenhum dos inquiridores.

Dois dias depois da negociação malograda do Deic, a cúpula da polícia paulista dobrou os joelhos. Autoridades policiais voaram, em avião do Estado, da capital paulista para Presidente Bernardes, para onde Marcola fora levado. Estava também a bordo a advogada Iracema Vasciaveo. Reuniram-se com Marcola à noite, na sala da direção do presídio. Àquela altura, havia 52 pessoas mortas e 57 cadeias rebeladas.

Marcola foi instado a se comunicar, pelo celular, com líderes do PCC em outras cadeias, para avisar que não sofrera agressões físicas. Seria a senha para acabar com a onda de ataques. Recusou-se. Mas indicou outra pessoa para falar ao telefone: o preso LH, iniciais de Luiz Henrique, que se encontrava na mesma prisão de Presidente Bernardes. Contou aos membros da CPI que a ligação foi feita. Recusou-se, porém, a informar o nome de quem estava do outro lado da linha).



Realmente, depois de ler isso chego, cada vez mais, à conclusão de que Lula está aliado ao PCC para desmoralizar o pobre governador de São Paulo, pessoa tão simpática e promissora.
Temos visto a que ponto pode chegar um presidente omisso e contumaz associado á grupos como esse PCC.
Não era o PT que estava envolvido com o MST? Não era o PT que recebia dinheiro das Farc e do Sendero Luminoso?
Não foi o PT quem montou o maior esquema de corrupção que já houve nesse país?
Claro que tudo isso é muito grave e deveria ter sido feito o impeachment desse operário “ladrão”, e possibilitar a ascensão ao poder do “anestesista padrão”.
Nossos votos de estima ao querido Geraldo, verdadeiramente, o homem do povo!
Homem carismático, simpático, bonito...
O preferido de onze em cada dez dasluzetes.
Um homem classudo, contagiante, um verdadeiro gentleman.
O PSDB e o PFL são o melhor retrato do nosso povo, formados basicamente por gente simpática, honesta, sem suspeita.
Ficam tentando associar o nosso Geraldo a insegurança paulista. Coisa de gente que não tem a percepção da verdade. Isso é mentira!
Geraldo é um homem de mãos limpas, posso dizer que assépticas.
Afinal, de limpeza quase ninguém pode falar mais que um anestesista.
Homem de boa índole, perfeito nas atitudes, verdadeiro conhecedor das necessidades do nosso povo pobre, extremamente ligado ao querido candidato.
Sabemos o quanto ele conhece os meandros do Brasil, podendo ser reconhecido como um dos maiores brasileiros da história.
Um homem capaz de transformar nosso país, dando continuação ao belo trabalho executado por Fernando Henrique Cardoso. A história demonstrará ao nosso país que esses homens são e serão os nossos heróis.
Ao acabar com a gentalha petista, Geraldo trará, de novo, a dignidade ao ato de Governar.
Poderemos retornar às negociações para a formação da ALCA que, como todos sabemos, será de grande estímulo para a Indústria Nacional.
Com Alckmin, os aposentados e as empregadas domésticas poderão ser tratados com a dignidade que merecem, tanto quanto foram tratados por Fernando Henrique.
O salário mínimo deixará de ser esse salário de fome e retornará aos índices maravilhosos antes do “Sapo Barbudo” assumir.
O nível de criação de empregos voltará aos patamares geniais que tínhamos antes.
Poderemos nos livrar das deficitárias estatais, a começar pela Petrobrás, essa fonte de empregos para os incomPeTentes petralhas.
Poderemos ressurgir, no cenário mundial, como uma potência ascendente, como no governo passado, quando o Brasil estava cada vez mais bem rankeado entre os PIBs do mundo.
Poderemos ter, novamente, os índices de produção energéticas, recordes absolutos, como no tempo do nosso querido José Jorge.
Aliás, teremos, quem sabe, de novo, um intelectual na presidência;
Um homem de branco, um médico, um doutor.
Quem sabe, a partir de GERALDO, a acupuntura poderá ser disseminada no país, barateando os custos do SUS. Afinal, agulhada é mais barato que remédio.
Delicioso ver o crescimento de Geraldo nas pesquisas, o povo sabe o que quer, e vai tirar essa turma do poder.
Que bom podermos ver de novo nos ministérios, o Pimenta da Veiga, o Roberto Blant, entre outros...
Estou extasiada com Geraldo, o Bom, o Digno, o HOMEM.
Votem em Geraldo e iremos, de novo reviver os tempos quando éramos felizes e não sabíamos.

Da necessidade de se fazer um Banco Genético.

Uma das coisas que temos observado, nesses tempo de globalização, é a justa preocupação com as espécies animais e vegetais que estão ameaçadas de extinção.

Essa cruel realidade, a cada dia nos dá notícias de desaparecimento de animais e plantas que vivem na Terra há milhões de anos e isso dá uma dimensão da destruição do homem.

Obviamente, essa extinção tem aspectos naturais, sendo que, independentemente da ação humana, sempre houve o desaparecimento de populações inteiras, chegando à extinção.

Mas, com a tecnologia atual, temos a possibilidade de evitar que isso ocorra.

Nada mais óbvio que, se houver interesse, poderíamos criar bancos genéticos visando à preservação de todas as formas de vida.

O próprio homem, agente da morte, pode ser o agente da sobrevivência.

Cientificamente, a partir da clonagem de animais, tanto machos quanto fêmeas, poderemos preservar qualquer espécie.

Por que não há o interesse que isso seja feito?

A partir do momento em que se rareia uma forma de vida, ela se valoriza no criminoso comércio imoral envolvendo essas espécies.

Quanto mais rara, ou seja, quanto mais se destruir, mais se ganha dinheiro. E a ação do homem, puramente econômica, suplanta os ideais de uma sobrevivência da vida no planeta.

Podemos citar os interesses das superpotências, principalmente os EUA em não ter seus interesses econômicos afetados pelo controle da emissão de poluentes na atmosfera. Como não se consegue deter a destruição dos habitats naturais.

Mas, a formação de uma reserva genética poderia transformar essa realidade, dando a oportunidade de se reerguer verdadeiros santuários ecológicos, permitindo que a vida prevaleça sobre a mesquinhez do ser humano.

Quero crer que isso é, não somente possível, mas também provável.

É uma idéia, somente uma idéia, mas que pode ter resultados positivos.

Aline

Cada vez que vejo alguém acreditar que o amor é o rumo e a base de uma existência, mais me recordo de Aline.
Aline, doce menina, bela mulher, dominadora...
As noites sem Aline foram dolorosas, sem o odor de rosas que exalava, tristes e distantes noites.
Pesadelos diários, insensatez, delícias e delírios. Dos lírios do jardim, Aline foi o mais belo.
Mas, partindo, levou o que restava da casa. O violão calado, o cansaço da vida, a velhice se aproximando, velhice sem Aline.
Ah se eu pudesse não a ter conhecido, talvez ainda iria querer viver.
Mas, o que se apresentou como luz, terminou num incêndio, num terrível incêndio, queimando tudo o que encontrasse, matando todas as esperanças e as alegrias.
Da mesma forma e intensidade que fui feliz, mergulhei no inferno em vida, das dúvidas e do vazio.
O cigarro aceso, o copo de uísque, a sala vazia, o desencanto de amar demais. Morrer de amar demais.
A fossa, a desilusão, partida...
Quero conhecer o mar, distante mar, mergulhar nesse mar de infinitas ondas, que me levariam para a eternidade, sereia distante.
Seria o meu último mergulho, carregando o entulho que a vida me deixou como espólio. A lembrança do rosto de Aline, sorrindo...
O sorriso manso que se transformou na saudade atroz pouco tempo depois.
Tempo, senhor de todos os sentimentos, de todos nós, dos nós desatados ou presos na garganta. Tempo, amigo do esquecimento, não foste fiel comigo.
Nada apagou Aline, nada, nem o tempo...
Aliás, aumentou a cada dia, o vazio deixado, no quarto desarrumado e nunca mais tocado, guardando ainda as marcas de um amor insensato.
De um louco e infeliz mundo que me deixou com o amargo e atroz sabor da saudade.
Em meio aos meus guardados, um pedaço de Aline sobrevive.
Um último pedaço, um mínimo pedaço, mas é Aline.
Quem me dera poder ressuscitar Aline, trazê-la de volta, a partir desse tênue fio, desse fio de esperança, desse fio de vida...
O fio de cabelo de Aline é minha última esperança.
Dele, no milagre da ciência, refazer Aline, minha Aline...
Aline, que o mar levou sereia...

Tucanolândia - capítulo 6 - Sobre como se reforma e se vende uma prestadora de serviços, à moda Tucana

Foi um verdadeiro ato de genialidade e de bom uso do dinheiro público a privatização do sistema de telecomunicações em Tucanolândia. Uma verdadeira sucessão de denúncias e escândalos. Foi uma negociata num jogo de cartas marcadas, inclusive com o nome de FHC citado em inúmeras gravações divulgadas pela imprensa. Vários "grampos" a que a imprensa teve acesso comprovaram o envolvimento de lobistas com autoridades do governo tucano. As fitas mostravam que informações privilegiadas eram repassadas aos "queridinhos" de FHC. O mais grave foi o preço que as empresas estrangeiras e nacionais pagaram pelo sistema Telebrás, cerca de R$ 22 bilhões. O detalhe é que nos dois anos e meio anteriores à "venda", o governo tinha investido na infra-estrutura do setor de telecomunicações mais de R$ 21 bilhões. Pior ainda, o BNDES, nas mãos do tucanato, ainda financiou metade dos R$ 8 bilhões dados como entrada neste meganegócio, em detrimento dos interesses do povo brasileiro. Uma verdadeira rapinagem cometida contra o Brasil e que o governo tucano impediu que fosse investigada. A privatização do sistema Telebrás - assim como da Vale do Rio Doce - foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco de Tucanolândia, é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar. Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende.Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco de Tucanolândia. Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de 10 bilhões de reais para socorrer empresas que assumiram o controle de estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social de Tucanolândia foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou 686,8 milhões de reais na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.

Hoje, em pleno 2006, observamos que houve realmente uma melhora acentuada nos serviços de telecomunicações.
Se observarmos, as empresas ligadas à telefonia são as campeãs em reclamações, demonstrando que valeu muito esse investimento altamente coerente e insuspeito.
Quanto aos amiguinhos de Don Fernando Caudaloso, como todos os outros, saíram impunes.
É claro que tivemos outros probleminhas envolvendo a telefonia na Tucanolândia, inclusive o investimento de cinco milhões de reais em uma empresa, por acaso líder no mercado, com participação acionária nesta. Observa-se que esta mantém um programa de televisão, também líder de audiência no setor.
O que, convenhamos é muito mais escandaloso e com perdas muito mais significativas que o ocorrido no tempo de Fernando Henrique Caudaloso, vulgo FHC, primeiro.

Monday, July 10, 2006

A sombra eterna do passado

Não deveria nunca ter te reencontrado, esse foi meu maior engodo. A menina desengonçada, correndo com as pernas tortas pela casa a fora, não existe mais.
Lembro-me quando olhavas para mim, menina precoce nos onze anos incompletos. Lá se vão outros tantos, e te reencontro.
A magrelinha sardenta me fazia dar gargalhadas quando falava de amor.
Amor, palavra difícil e dolorida, e eu sofrera tanto, que nem poderia mais querer ouvir falar nisso; quanto mais na voz de uma criança.
Não fui feliz, nem era feliz naquela época. Os trinta anos se aproximando, um casamento infeliz, e as marcas doloridas da saudade dos meus filhos, filhos que se foram com Tereza.
Tereza, amor de tantos e longos sonhos e angústias. O final do casamento foi muito marcante.
Tereza e Rubens, eu e a saudade. Meus filhos agora eram filhos de Rubens. Mês a mês, ano pós ano, e o gosto cruel da solidão.
Teu pai tinha sido meu amigo de infância e, não sei bem porque vieste com esta fantasia.
O que pode entender de amor essa pirralha, descalça, impúbere, menina...
Subindo nas árvores, brincando com suas colegas, no pique esconde da vida, escondeste e não mais te vi.
Mas, ao reencontrar-te agora, juro que senti saudades, não de tua presença, mas de tua voz, falando timidamente de amor.
“Eu te amo”, soava tão ridículo na boca da menina, quanto soa no meu pensamento.
Mas, sinceramente, te amo.
Descobri, ao te rever, que te amo, e desejo essa mulher maravilhosa em que te transformaste.
Longe de mim acreditar que te terei, és outra, outra mulher.
Sei que te endeusam, e com justiça. Mas, o fato de saber que participei da manhã dos teus sentimentos, me dá o conforto para que eu possa entardecer minha vida mais em paz.
Quem dera se pudesse recuperar o tempo e acompanhar-te, congelando teus pensamentos e sentimentos e poder ser teu, como nunca poderia imaginar, tempos atrás.
Mas, seria um delírio, um tormento e uma angústia.
E hoje, te amando no que és com a esperança do que sentiste quando não eras ainda.
Desejo e sonho, sofrimentos...
Ao ver meu filho, há uns dias, entendi que o tempo passou...
E, ao perceber teus olhos e os dele se encontrando no vazio, fiquei com ciúmes. Morrendo de ciúmes, não de meu filho, mas de mim mesmo.
Bem sei que hoje, os cabelos embranquecidos e as pernas cansadas não poderiam mais te acompanhar.
E o meu tempo passou nada restando senão a voz distante da criança que me jurava amor...
E meu riso, atravessado, hoje, por uma lágrima presa na garganta.
Peço-te, não venhas mais aqui, te imploro. Não quer mais te ver, nunca mais...
A minha vida se perdeu num dia, lá no longínquo passado, na voz e nas palavras de uma menina que nunca mais será minha e que hoje, com certeza, nem se lembra de que um dia, mesmo sem ter nunca sido, quis ser minha...

Sunday, July 9, 2006

Da Tragédia Anunciada e avisada...

A situação em que se encontra a segurança pública em São Paulo é falimentar.
Nesses últimos sessenta dias tivemos a comprovação de que o desgoverno em que se encontra o maior estado da federação, não somente proporcionou, como agravou e muito essa realidade.
A partir do momento em que tivemos no passado uma demonstração de fraqueza e inoperância em relação às FEBENS, denotava-se que, quando o PCC, organização montada sob as barbas da ineficiente política estadual de segurança, fosse agir, seria muito pior do que o que se observou no Rio de Janeiro, nos tempos do Comando Vermelho.
A estrutura do PCC tende a se tornar tão grave quanto a da carmona ou da máfia italiana, tendo ramificações em todo o crime organizado.
A par disso, temos um estado ineficiente e omisso e que recusa a ajuda federal para poder impor-se sobre o crime organizado.
A destruição do sistema prisional paulista, com centenas de presos dormindo ao relento, possibilitando situações de gravíssimo risco de epidemias, de agravamento de doenças e de morte, demonstra o quanto o Estado é falho.
O fato de um ser humano ter cometido um crime não dá o direito de que o sistema público o trate desta forma. Não estou defendendo “direitos de bandidos” como os radicais obsoletos poderão argumentar. Não se pode esquecer que temos no sistema prisional brasileiro, chefes de família condenados por pequenos crimes e até inocentes ou pessoas que já cumpriram a pena.
Pela Constituição, todos os presos estão sob a custódia do Estado, e essa custódia deve ser feita com um mínimo de dignidade, e isso não é feito.
Recordo-me de Victor Hugo, em sua obra-prima, “Os miseráveis”, criticando o sistema penitenciário e penal francês, de tal forma que promoveu mudança radical sobre esse. As galés, com certeza, são mais humanas que o sistema brasileiro atual. A superpopulação dentro das penitenciárias é, de tal sorte cruel, que não recupera na maioria das vezes, tendo efeito contrário ao que se propõe.
Mesmo na “Recordação da casa dos mortos” de Dostoievski, a realidade era mais branda do que a percebida hoje.
Obviamente, a ação será respondida por uma reação tão forte quanto a inicial. A organização do crime, em grupos é facilitada pela omissão do Estado e, principalmente, pela conivência deste.
A entrada de celulares, armas e drogas nas prisões paulistas, demonstra o grau de corrupção deste estado, e da impunidade dos agentes penitenciários e da polícia civil e militar.
Não se pode pensar que a Secretaria de Segurança Pública seja totalmente desinformada, sabendo de denúncias que levam ao pré conhecimento desta com relação aos fatos que vivenciamos.
A irritação dos policiais ao saberem que tudo o que ocorreu no dia das mães desse tenebroso 2006, levou a uma chacina em massa de pessoas envolvidas ou não com o crime, num claro desrespeito e desobediência às leis vigentes no país.
A contra reação está ocorrendo agora, com a volta dos ataques a policiais e a agentes penitenciários, além da destruição de penitenciárias.
O que mais irrita é a impotência e inoperância do Governo do Estado, mais preocupado em tentar evitar perdas eleitorais da candidatura tucano/pefelista à presidência da república do que em salvaguardar a população paulista.
Essa omissão e ação, além de burra, é criminosa. Duvido que, se houvesse algum parente do surreal governador Lembo e do secretário superstar Saulo ameaçado pelos crime organizado, a atitude seria essa.
É mais do que hora de haver uma intervenção federal na segurança pública paulista, já passou da hora. A partir de certo tempo, ou seja, do domingo do dia das mães, cada morte pode e deve ser creditada a inoperância e imbecilidade do comando paulista. Inclusive a quem acha que a eleição é mais importante que as vidas ceifadas desnecessariamente.
A mudança do sistema prisional em todo o Brasil é urgente, a dignidade humana tem que ser respeitada. Não defendo mordomias para ninguém, muito menos para quem deve pagar pelos crimes e erros. Mas não posso admitir que o tratamento subcanino dado a seres humanos prevaleça; sendo isso, em minha opinião, a principal causa da formação de grupos como esse PCC, como o CV, Terceiro comando, etc.
Atividades profissionais, celas sem comunicação e com menos presos, facilitariam o controle sobre a população carcerária, do modo em que se encontra, com superpopulação e descontrole absoluto e falta de atividades, o que temos é campo fértil para o que estamos vendo agora.
A urgência absoluta é a de se coibir com firmeza e com a utilização das Forças Armadas, já que o assunto é de Segurança Nacional, e não somente do Estado de São Paulo.
Não defendo a pena de morte, longe disso, o que pretendo é que a dignidade humana seja preservada, tanto nossa, enquanto cidadão tanto quanto a dos presos.
A máxima de que, no Brasil, só vai preso quem é pobre, preto ou puta, é, na maioria das vezes, real.
Há um contra-senso em se afirmar que não se deve defender o direito destes a um tratamento mais digno.
Medidas inteligentes devem ser tomadas, a médio prazo, para se evitar o que temos hoje, principalmente em São Paulo, onde, desde as rebeliões da Febem, já poderíamos pressentir o que está acontecendo hoje, verdadeira tragédia anunciada.
E, pelo que consta, devidamente avisada.

Tucanolândia 5 - Vale muito mais do que pesa...

O rei Fernando Caudaloso, depois de conseguir se manter por mais quatro anos no poder, resolveu, não se sabe se por acaso ou não, inaugurar um novo modismo no reinado da tucanolândia.
A partir do preceito de que é mais fácil destruir ou vender do que administrar com seriedade e competência, resolveu se desfazer dos bens do reino.
Decisão tranqüila e fácil, já que um outro Fernando colocara a culpa de todos os desmandos do país nos funcionários públicos, muitos deles concursados e, com justiça, donos de seus postos de trabalho.
Pois bem, depois de um tempo, começaram as “vendas” do patrimônio público, às duras penas criado, para quem quisesse comprar.
Foi uma festa. Leilões e mais leilões, a liquidação chamou a atenção do mundo inteiro.
Aceitara-se tudo como moeda de troca, inclusive papéis de dívidas públicas envelhecidos, sem valor de mercado, mas com grande valor na hora da compra do patrimônio, inclusive com superfaturamento de alguns.
Com a desculpa de que a telefonia era obsoleta, o controle das linhas telefônicas que era um patrimônio particular, passou a ser das “concessionárias”. Vamos fazer uma analogia com a casa própria, a partir de agora, ninguém pode ser proprietário de uma casa, os imóveis passariam a ser desapropriados por preço pré estabelecido e quem recebesse “a concessão”, passaria a alugar todas as casas do país.
Medida genial como essa, só no reino da Imbecilândia.
Mas, o pior ainda estava por vir. A produção de energia continuaria sendo bancada pelo povo, mas a administração da venda dos serviços, passaria a ser dos “concessionários”.
Havia no reino, uma empresa que era tida como o “orgulho nacional”, a menina dos olhos do povo.
A Vale que, entre suas riquezas, tinha jazidas minerais incalculáveis, portos, ferrovias, rede de transportes, etc.
A avaliação de seus bens chegava a mais de trinta bilhões de dólares, com faturamento trimestral de três bilhões.
Advinha o que aconteceu? Fernando Caudaloso não se fez de rogado, aceitou os três bilhões dados...
Peraí, de entrada?
Não, de valor total.
A pergunta que não quer calar é a seguinte : ISSO É SINAL DE INCOMPETÊNCIA OU DE CORRUPÇÃO, E DAS GROSSAS!
O resto que sobrou; Furnas, Petrobrás, Eletrobrás, entre outras, estão na alça de mira de Geraldo Saidemim, candidato da ala tucana ao reinado da tucanolândia, mas isso é outro capítulo da história...

A quem interessa a virória de Lula?

Lula promove 6 milhões de eleitores para a classe C
FERNANDO CANZIANda Folha de S.PauloColaborou MATHEUS PICHONELLIda Folha de S.Paulo O governo Lula produziu uma melhora considerável na classificação econômica dos eleitores a partir de 2003, revela pesquisa Datafolha. Cerca de 6 milhões de eleitores saíram da classe D/E. A maioria migrou para a C. Praticamente a metade dos 125,9 milhões de eleitores (49%) considera hoje que sua situação econômica vai melhorar.Ao mesmo tempo, houve um aumento no consumo, sobretudo de alimentos --37% dos eleitores passaram a consumir mais desde 2003. A melhora na renda se dá por uma combinação de cenário econômico positivo e forte aumento do gasto público dirigido aos mais pobres. Na contramão, há queda nos investimentos em infra-estrutura e dúvidas sobre a sustentabilidade da atual política "pró-pobres".Além disso, os maiores aumentos na renda estão, na verdade, concentrados entre os que têm aplicações financeiras. Mas, em termos gerais, nunca foi tão baixo, desde 1994, o percentual de brasileiros que reclama da insuficiência do seu poder aquisitivo. Hoje, 28% acham "muito pouco" o que a família ganha. Eles somavam 45% antes da posse de Luiz Inácio Lula da Silva. O Datafolha ouviu 2.828 eleitores no país entre 28 e 29 de junho, quando pesquisou a intenção de voto à Presidência.No levantamento, Lula (PT) aparece com 46% e Geraldo Alckmin (PSDB), com 29%. A melhora no consumo e nas expectativas dos eleitores mais pobres explica em grande medida o favoritismo do petista, que hoje venceria no 1º turno. A pesquisa também questionou hábitos de consumo, percepção da situação econômica, nível de renda, posse de bens e condições de moradia. Foi considerado ainda o grau de escolaridade do chefe da família.O cruzamento dos dados permite agrupar os entrevistados em três classes: A/B (48% têm renda familiar mensal superior a cinco salários mínimos), C (68% têm renda de até três mínimos) e D/E (86% têm renda de até dois mínimos). Um dos principais resultados do levantamento é que o total de eleitores na classe D/E diminuiu de 46% para 38% entre outubro de 2002 e agora. A classe C inchou, passando de 32% para 40%. Já a classe A apenas variou de 20% para 22% --dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais para mais ou menos. São justamente as classes D/ E e C que concentram as maiores taxas de intenção de voto em Lula: 54% e 44%, respectivamente; contra 34% na A/B.A pesquisa também questionou os eleitores sobre a participação em programas sociais do governo, como o Bolsa-Família. Os maiores aumentos de consumo (de alimentos, CDs piratas ou perfume, por exemplo) foram detectados entre membros da classe C que participam ou que têm alguém da família incluído nos programas. Entre esses eleitores, 52% consumiram mais alimentos nos últimos três anos, contra 37% na média geral. Os menores percentuais de aumento de consumo foram detectados na classe D/E.Mesmo assim, é aí que está concentrada a maior força eleitoral de Lula e, segundo algumas análises, a maior taxa de aumento da renda nos últimos anos. Dentre os D/E que participam de algum programa social, Lula chega a ter 65% da preferência dos eleitores, contra 27% de Alckmin. Os D/E e C também são os mais otimistas em relação ao futuro.


A quem interessa a vitória de Lula?
Essa pesquisa parece esclarecer esta pergunta. A imensa maioria da população brasileira não lê jornais, não tem acesso à Internet, não pode assinar as revistas de “informação” e análise política.
Nosso povo, em sua maioria, ao final do governo passado, com uma inflação ascendente, o custo de vida explodindo, a fome e o endividamento do país chegando a índices recordes, contando com um salário mínimo de praticamente cinqüenta dólares, estava sem esperanças.
Esse fato não tem como ser negado, pois contra fatos os argumentos se esvaziam.
Através das fronteiras escancaradas, a evasão de divisas estava levando o Estado Brasileiro a uma situação falimentar.
Com a administração atual, isso tudo mudou.
Obviamente, temos os escândalos de corrupção que atingem, tanto parte do governo quanto da oposição, não sendo um ato isolado do Governo; envolvendo parlamentares de todos os partidos políticos.
Isso é grave e deve ser além de esclarecido, punido. E isso também é de importância maior para o povo, mas o preço do arroz, do feijão, do cimento, entre outras coisas, têm peso mais significativo.
Vendo pelo prisma da população mais carente, o Governo anterior foi criminoso, deixando os mais carentes à míngua.
Obviamente, a vitória de Lula interessa diretamente a essa camada da população brasileira que é, indubitavelmente, a mais numerosa.
Com relação à classe média, em nível de profissionais liberais, o aumento percentual da classe C, faz com que os consultórios médicos e odontológicos aumentem o número de pacientes particulares; o mesmo se repetindo com outros profissionais.
Se pensarmos, o aumento de dinheiro circulando, com o aumento de consumo, está gerando mais empregos em nível de indústria, com melhora das vendas tanto a nível interno quanto externo, esses dados não podem ser negados.
Portanto, a vitória de Lula não contraria nem o setor terciário nem o secundário da população.
Os créditos para os pequenos agricultores, permitindo a sobrevivência destes, faz com que possamos afirmar que, para a maior parte dos minifundiários e médios proprietários, a vitória de Lula interessa.
O mesmo não se pode dizer com relação aos grandes latifundiários, a maior parte deles acostumados com as benesses dos governos anteriores, mestres no financiamento de Grandes Proprietários a tempo perdido, como outrora no “Escândalo da mandioca”, lembram-se?
Mas, existe uma parte da população muito saudosa dos “bons tempos”, em que a impunidade estava oficializada, a partir da proibição governamental das investigações sobre denúncias feitas contra órgãos públicos.
Não vou usar a leviandade de grupos de “ataque” desta turma que acusa a quem é simpático ao governo de ladrões, de corruptos, entre outras ofensas. Prefiro denominá-los de inocentes úteis.
Uma outra parcela, subitamente atacada pelo vírus da “moralidade”, argumentam que esse é o “governo com o maior escândalo de corrupção de todos os tempos”. A mentira repetida à exaustão pode virar verdade, mas isso ocorre comumente com os néscios.
A empregada que permite a limpeza da casa, por acaso é responsável pela poeira que sobe, quando a anterior escondia para debaixo do tapete?
Isso é de uma falta de argumentação exemplar.
Aconselho a esse pessoal procurar um espelho, onde verão a verdadeira face estampada. A esses posso denominar de “bobos da corte”. Repetem tudo que os coronéis dizem, as reflexões não passam de reflexos medulares, portanto sem passagem pela massa cinzenta.
Exemplam a falta de capacidade analítica e opinativa.
Outros apresentam a verdadeira face do preconceito, da discriminação e da segregação. A esses, nada a dizer.
O que falar para este tipo de gente?
Nada, sinceramente, nada...
Quando vejo postado, em alguns lugares, comparações entre Lula e Hitler, não dá para comentar isso.
Uma coisa resta de consolo, com o crescimento proporcional da classe média, ou classe C, conforme queiram, há uma possibilidade de um aumento de vendas das Vejas, Folhas, Estadões, etc...
Aí, quem sabe, a tática titica usada para tentar inibir a classe média de pensar, pode dar resultados.
Em 2010, quem sabe?

Ao grande amor de minha vida...

Interessante isso tudo, contra todas as convenções sobre amor, eu ainda te quero, e muito.
Não de um querer explícito e egoísta, desses que a vida, normalmente nos apresenta.
Muito estranhamente, te quero.
Bem sei que estás feliz e que nem te lembras mais nem de mim e nem do que vivemos.
Pode ser, até, que para ti não tenha sido algo de maior importância. Éramos tão crianças; e isso talvez tenha sido decisivo para que eu não te esquecesse.
Casei, descasei, fui feliz, chorei, me desesperei, gozei os prazeres e as dores que a existência traz.
Mas tua presença ficou sempre, como se fosse um pano de fundo para que a vida transcorresse.
Volta e meia, principalmente nas horas mais angustiantes, brilhavas, tornavas a brilhar, diminuías o brilho, mas nunca apagaste.
Estrela constante e salvadora...
Eu te amo isso é bastante, e me satisfaz plenamente.
Não, eu bem sei que não serás minha e nem quero isso.
Poderia ofuscar a luz de um tempo que foi meu, e de mais ninguém.
Teus beijos ainda alimentam a alma. A calma e a doçura que transmites são as pilastras que fazem a minha vida seguir.
Transcorrer como o rio manso que terminará no mar, inevitavelmente.
Isso és a margem que faz com que eu possa ter a segurança de seguir sem medos. A dor pode vir, a solidão nunca virá. Existes em mim de forma insubstituível e imortal.
Não sei se lerás isso ou se meu canto chegará aos teus ouvidos; pouco importa, nada importa para mim a não ser saber que te tive.
Que tive tua boca, teus olhos, teus seios, tua ânsia de viver e a primavera de uma mulher maravilhosa, que perdi no verão e que hoje, no outono, me dá a garantia de que o inverno pode chegar sem pânicos, sem medos, indolor...
Não digo e nem direi teu nome, só a mim ele pertence, nem quero te reencontrar, isso não mais é meu, foi a fotografia do que vivemos que se perpetuou num negativo sempre revelado pela alma. Minha alma, minha calma, sem chama, brasa que alimenta a vida...
Quando me falam de ti, não ouço, nem pretendo ouvir, poderia macular a imagem perpetuada, santa imagem que venero, estás no meu oratório, és meu santuário.
Ah, és a saudade doce e serena, a saudade do que, mais que tudo, fui.
Bem sei que és o reflexo de minha juventude, espelhas a vida sem marcas, a alma sem sofrimentos, o gosto delicioso do que já não mais sou e nem nunca serei.
Na verdade, não sei se te amo. Bem sei que o que amo em ti, sou eu, um eu morto e esquecido num canto qualquer.
Arquivada em minha história, mas plena a cada instante em que busco ser feliz.
Nunca me abandonarás, bem sei. E essa certeza que me faz seguir em frente. Sem medo da vida, sem medo da morte, com um álibi maravilhoso para continuar a minha existência...

Cena de sangue num bar...

Aquela tarde foi decisiva. Esperara o telefonema de Neuza durante a semana toda, e nada...

Nada de Neuza, nada do amor tantas vezes jurado e sonhado. Chegara a querer Neuza mais que a própria vida.

Vida, que vida? Amores são coisas passageiras, fazem passar o tempo, assim como o tempo faz a gente esquecer.

Esquecer como? As noites, tantas noites, a embriaguez de Neuza, o copo de cerveja esvaziado a cada instante, a vida passada nos braços e nos desesperados pesadelos.

“O amor, quando é demais, ao findar leva a paz”, mas não é somente isso, levou a vida.

O tempo congelado, a vida congelada, o emprego se danara, a esperança também.

Restara somente um sabor, o jiló da vida dera o amargo mote para uma existência sem sentido, sem paz, sem futuro.

Apenas uma coisa restara, a vingança.

Vingaria, de qualquer forma, custasse o que custasse.

A magia da esperança se tornara no desencanto da perda, da pedra incrustada no peito, na alma, no que restasse...

Ao descobrir, tempos depois, que Neuza estava namorando um velho amigo, tudo desabou de vez.

Logo ele, a quem tanto dera apoio, nos momentos mais difíceis, amigo do peito, amigo... O peito, a faca, a vida rodando, girando como se fosse uma roda gigante, no parque sem graça da infância recordada, na destruição do que antes construído com muita dedicação e luta.

A rosa vermelha, a boca vermelha, os bares, o Campari, sem amparo, no doce amaro das noites.

A sinuca passara a ser o ganha pão, as apostas, as perdas e danos da lida transformadas em porres homéricos, em pileques gigantescos, onde Neuza rodava, girava e o sangue...

O gosto da vingança estava na boca, ruminado, único norte, único rumo...

Sabia que Neuza iria ao parque, ao bar, ao mundo, e a esperava.

Num momento, os dois rodando, girando, sentados no bar. Na esquina, no bar, o vermelho da rosa colocada sobre a mesa, na toalha vermelha, as cadeiras vermelhas, a mesa...

No momento final, a faca erguida, veio toda a vida, desde a criança pobre, à chefia do departamento, abandonada, jogada fora...

E, num instante, a face avermelhada pela embriaguez, a desesperança, a gravidez de Neuza denotava a vida que viria, a esperança que não mais lhe pertencia e a faca...

Uma só bastou, a pontaria era boa, o sangue pela boca, o coração aberto...

Aberto o peito, sobraram os gritos apavorados de Neuza, e o medo estampado no rosto do namorado.

Tucanolândia - capítulo 4 - Ainda bem que quem pagou não foi Fernando... Ou de como é gostoso ir passear na França

Na tucanolândia, a cada quatro anos, pela constituição vigente, haveria necessidade de eleição para a mudança do chefe de estado, sendo proibida a reeleição.

Fernando Caudaloso, famoso pela sua maneira de governar, num escandaloso “toma lá dá cá” sem paralelo na história do pequeno reino tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, estava numa encruzilhada.

Gostou de ficar ali, com suas mordomias, suas viagens ao exterior pagas pelos contribuintes do reinado.

Inclusive, como o avião oficial do reino estava meio que meia bomba, velhinho como ele só, Fernando gostava de ir em aviões fretados, onde levava vários convidados para passearem na Europa ou nos Estados Unidos, motivo pelo qual ganhou o apelido de Viajando Caudaloso...

Essa oposição é fogo, o quê que tem umas voltinhas pela Europa, um cheirinho de civilização não faz mal e, além disso o rei gostava de matar saudades da belle France. Aquilo é que era país para se viver, que idioma fantástico, nada dessa coisa estranha falada em tucanolândia.

Aliás, de vez em quando recebia um ou outro título ou comenda, e tinha que comparecer, isso fazia tão bem ao ego...

Na Constituição do Reino, haveria necessidade de ter dois terços dos votos para uma mudança tão profunda...

O que fazer? Se fosse menos que isso, a base de bajulação bastaria, pois essa já o tinha ajudado a fazer a “Abafadoria Geral” e os engavetamentos das encrencas anteriores.

Mas, esse caso era diferente. Não bastavam as distribuições de favores do orçamento não, os parlamentares queriam mais.

Quando soube da novidade, ficou assustado.

Acostumado a dar milhões de dólares a banqueiros, acreditava que, dessa vez, a situação estivesse perdida.

Conversa vai, conversa vem, teve uma grata surpresa.

Ô povinho barato esse da tucanolândia. Menos de cem mil dólares para cada um.

Saiu quase de graça, mais quatro anos para poder passear, poder fazer favores para os amigos, que maravilha!

Mas, mal sabia ele que havia um grupo de curiosos e fofoqueiros, precursores de um famoso Senador da Terra dos coqueiros, o Bondadeza, que gravaram uma conversa entre dois tagaleras deputados.

A casa parecia que ia cair, ainda mais que os dois, não agüentando a pressão caíram fora. Claro que depois de aprovada a mudança constitucional.

Mas, como o nosso Fernando tem um pé na cozinha, fez promessa para Sete Flechas, entidade protetora dos partidários de Don Fernando Caudaloso, tudo deu certo no final.

A que preço não sabemos, mas mais uma vez, conseguiram engavetar mais um escândalo.

Acredita-se que ficou bem cara a reeleição de Fernando, mas quem pagou a conta foi o povo, então, usando o raciocínio dos fernandófilos, ficou barato...

Saturday, July 8, 2006

Os recordes e as más recordações de um time de futebol, e não é o Pedra Roxa não...

07/2006 - 10h31
"Ala evangélica" da seleção brasileira critica "turma da cervejinhaRICARDO PERRONEda Folha de S.Paulo, em BerlimAlguns jogadores da seleção brasileira não se cuidaram direito antes e durante a Copa. Abusaram das baladas e não deixaram de tomar cerveja e, ao menos dois deles, de fumar. Essa é a opinião de parte dos atletas, a maioria evangélica.Ninguém fala abertamente, mas, assim que a França despachou o Brasil, a lavagem de roupa suja começou entre alguns deles e, principalmente, nos depoimentos a amigos.O principal alvo é Roberto Carlos, que estava quase agachado no momento em que Henry fez o gol que eliminou o Brasil. Ainda no vestiário, após o jogo, ouviu queixas de colegas por "não correr" em campo.Entre atletas, cartolas e empresários, Roberto Carlos e Ronaldo são conhecidos por gostarem de fumar e beber nas folgas. Os colegas evangélicos não têm nada contra. Porém se irritaram porque esperavam que eles mudassem os hábitos pensando na Copa. Tanto Ronaldo como Roberto Carlos estavam fora de forma e pouco se movimentaram em campo.Entre os descontentes estão Kaká, Zé Roberto e Lúcio, todos evangélicos. Os reservas Cris e Luisão estão nesse grupo.Um dia após a eliminação, um integrante da delegação brasileira, que pediu para não ser identificado, referia-se a dois grupos no elenco: o pessoal sério e o da cervejinha.Durante a campanha, nenhum dos jogadores reclamou com o técnico Carlos Alberto Parreira sobre o assunto. Porém havia pressão sobre o treinador, já que os mais velhos não admitiam ser substituídos, apesar de jogarem mal. Os mais novos queixavam-se para gente de fora da delegação.Nas primeiras entrevistas após a queda começaram a surgir as queixas."Tenho consciência de que me doei ao máximo. Cada um precisa fazer a sua análise para ver se também doou tudo o que podia", disse Zé Roberto.O preparador físico Moraci Sant'Anna, acusado de não colocar o time em forma, sinalizou que alguns jogadores não se cuidavam após as folgas.Ronaldinho, que não fuma, também incomodou os colegas. Depois de ele se esbaldar na noite de Barcelona no dia seguinte à eliminação, começaram a surgir depoimentos de atletas falando de seus sofrimentos com a derrota. "Choro todas as noites", disse Lúcio. Zé Roberto também falou em choro dele e de sua família.Sobre Ronaldo, pesa outra acusação. Pelo menos dois atletas disseram a amigos que o atacante estava mais preocupado em quebrar o recorde de gols em Copas do Mundo.Semelhantes críticas veladas foram feitas ao capitão Cafu, que se tornou o brasileiro com mais jogos em Mundiais.Para alguns cartolas, faltou pulso a Parreira tanto para controlar o comportamento dos jogadores fora de campo como para barrar veteranos.Na fase de preparação, Roberto Carlos, Ronaldo e Robinho, entre outros --nenhum deles evangélico--, apareceram em fotos de jornais em casas noturnas.


As coisas começam a ser esclarecidas, tínhamos vários times disputando a Copa do Mundo.
O primeiro deles, o time do Eu sozinho, preocupado em aparecer e tentar bater recordes individuais, importando mais em se utilizar da seleção do que servirem a ela.
Nesse caso, temos muitas coisas para serem comemoradas: Ronaldo, o Obeso, pode agora dormir tranqüilo, já é o recordista de gols em copas. Coisa muito importante, assim como Cafu, o recordista em número de jogos. A seleção brasileira bateu o recorde, com onze vitórias seguidas em Copas. Coisa de se admirar.
E, essa mesma seleção bateu outro recorde: nenhum outro time de futebol fez tanta gente de babaca como esse, foram mais de cento e oitenta milhões de imbecis!
Paralelamente a esse time, tivemos a seleção da balada; nada contra. Mas não havia necessidade de exageros. Um pouco de vinho, cerveja, balada, mulheres e música fazem parte da comemoração. Mas, falando sério, comemorar o quê?
Os recordes foram todos comemorados, um de cada vez, terminando pela comemoração do recorde de “engana-trouxa”, comemorado por Ronaldo Gaúcho e Adriano “Imperador”...
A seleção dos “protegidos por Deus”, dos “ungidos”, também teve seu papel preponderante nos nossos resultados.
A partir do fato de que todos são “atletas de Cristo”, se subentende que os outros não são. Nem os nossos nem o dos outros países. Esquecem-se que, se fosse por isso, a Seleção do Vaticano seria imbatível.
O mais incrível dessa baboseira toda, é que o nosso técnico?, Vendo isso tudo, se omitiu.
Mas, pode ter certeza de que bateu também o seu recorde : O mais ineficiente de toda a Copa, superando também o Lazzaroni.
Enfim, isso é problema de vocês, a minha seleção predileta, a argentina, fez um papel muito mais bonito e digno nessa Copa.
Ah, ia me esquecendo, a França bateu mais um recorde; depois de ter aplicado a maior goleada sofrida pela seleção brasileira em Copas, na final de 98, bateu o recorde de vitórias seguidas sobre a brasileira...

Hipocrisia tem limites

Lula é R$ 147 mil mais rico do que Geraldo Alckmin
A julgar pelos informações levadas aos arquivos do TSE nesta quarta-feira, Lula, o “candidato dos pobres”, é um homem mais rico do que Geraldo Alckmin, o “candidato das elites”. O patrimônio do presidente da República supera o de seu adversário em R$ 147.334,53.
Em três anos e meio de exercício da presidência da República, o patrimônio de Lula praticamente dobrou. Na eleição de 2002, era de R$ 422.949,32. Hoje, soma R$ 839.033,52. O de Alckmin era, em 2002, de R$ 554.458,48. Agora, é de R$ 691.698,99. Em nota, o PT explicou a evolução patrimonial de Lula (
clica).
O presidenciável mais rico é Luciano Bivar (PSL), com R$ 8,7 milhões. Só fica atrás do vice de Lula, o empresário José Alencar (Coteminas), cujo patrimônio pessoal declarado é de 12,5 milhões.

Terceira colocada nas pesquisas de opinião, a candidata do PSOL, Heloisa Helena tem o patrimônio mais modesto: R$ 89.750,00. Cristovam Buarque, do PDT, fica entre Alckmin e Lula, com R$ 769.198,70. Quer mais detalhes? Então,
clica.


Nada mais canalha e hipócrita que esse comentário do blogueiro Josias, da famigerada Folha de São Paulo, digna de quem quer se candidatar a ser vice da Veja.
Em primeiro lugar, se colocarmos o salário de um presidente da república por três anos e meio, somados a aposentadoria de quatro mil recebida por Lula, além do fato de estarmos lidando com um homem com mais de vinte anos de vida pública, incluindo o fato de ter sido deputado federal e um dos mais conhecidos líderes do mundo moderno, perceberemos que Lula não tem condições de, vendendo tudo o que possui comprar um apartamento de classe média alta numa cidade como São Paulo, ou Rio de Janeiro.
http://www.planetaimovel.com/imoveis/Rio-de-Janeiro/RJ-rio-de-janeiro--apartamento--venda--barra-da-tijuca.aSP
Esse é somente um exemplo da “fortuna” de Lula. Realmente, um candidato “rico”.
Se pensarmos que, aos sessenta anos de idade, com mais de 40 anos de trabalho, sendo o PRESIDENTE DA REPÚBLICA DO BRASIL, tudo o que Lula ganhou na vida, é menos do que Ronaldinho tanto o gaúcho quanto o fenômeno, ganham POR SEMANA, realmente Lula é miliardário!
Os dados acima demonstram que, tanto Lula quanto Alckmin pertencem à classe média, sendo absurda e leviana qualquer tentativa de injetar suspeita sobre a vida desses, simplesmente a partir da declaração de bens.
A coerência entre os cargos que ocupam e o patrimônio é visível, sendo CRIMINOSA e IRRESPONSÁVEL a imputação de qualquer grau de desconfiança sobre esse assunto.
Um cantor “sertanejo” que tenha uma fazenda de mais de cinco milhões de reais, aos quarenta anos de idade, é aceito como normal.
Um apresentador de televisão como o Ratinho que fatura mais de um milhão de reais por mês, também. Isso para não dizermos de Xuxa, Gugu, Faustão e outros.
Ora Bolas, Josias, vai procurar a sua turma, e faça seu trabalho com mais dignidade.
Esse tipo de atitude desmoraliza a profissão inteira, não sendo compatível com quem tem a mídia como arma para esclarecimento, e não para emburrecimento da população.

Tucanolândia - capítulo 3 - Lugar de pasta é na gaveta...

Em meio a um monte de irregularidades, Fernando Caudaloso primeiro, rei da tucanolândia, seguia seu reinado sem atropelos, já que o esquema armado para inibir qualquer investigação sobre as denúncias que fossem feitas, funcionava tranquilamente.
Tudo bem que a oposição fizesse o maior berreiro, mas a retranca armada pelo comandante era mais forte do que o famoso ferrolho suíço.
Falar em suíço, a gente se lembra de queijo e de bancos, bancos nos levam à praça e banqueiros.
Os banqueiros “boa praças”, no entendimento do rei, foram acusados de bancarem as campanhas políticas dos aliados de Fernando Caudaloso primeiro.
Haveria um dossiê, chamado de pasta lilás, que circulava no reino, denunciando o fato.
A comprovação ou não de tal maracutaia, dependeria da investigação do Ministério Público, já que a retranca armada pelo rei, dentro do Parlamento, era insuperável.
Fernando, homem sagaz e político inteligente, associado com os civis servis que serviram aos tempos negros do reinado, na ditadura que se estabelecera por mais de vinte anos em tucanolândia, não pestanejou:
Nomeou Geraldo (mais um), como Procurador Geral do Reinaldo, Geraldo geral do reino, por suas características de fidelidade ao Rei, não permitiria nunca que se aprofundassem quaisquer investigações sobre as denúncias feitas.
Com um procurador que não procura e, se encontra, finge que não vê, não poderia ter dado outro resultado: O dossiê foi parar numa Gaveta qualquer, de onde surgiu o apelido dado ao Procurador Geraldo, mais conhecido como Engavetador Geral do Reino.
A pasta lilás nunca foi investigada profundamente, desbotando de tanto ficar na gaveta. A última notícia que temos é que as traças “traçaram” o documento, que cumpriu a sina de todos os inquéritos e investigações sobre o reinado de Caudaloso. Do pó vieram ao pó retornaram...
Somente restou o gosto amargo de mais um escândalo abandonado sem a devida investigação.
Mas, como disse um velho político do interior de Minas: “Nem sempre quem procura acha, ainda mais quando não se procura e, quando acha, nada melhor do que uma gaveta para que o assunto seja esquecido”.

Friday, July 7, 2006

Do abandono - Para Maximo Gorki

Havia na pequena cidade no sul do Espírito Santo, uma daquelas figuras folclóricas comuns no interior do país.
Demente, andava pelas ruas, sem lar ou abrigo constante, adotado e abandonado por todos. Um quase mendigo, um quase cidadão, na verdade, quase gente.
Na fria cidade, nas noites mais geladas, às vezes era recolhido pelo Asilo, mas não suportava a clausura e fugia, sempre fugia, retornando às ruas.
Pela característica falta de todos os dentes, ganhou o apelido de “Sem Teclado”.
Não fazia mal a ninguém, nunca se soube de ter agredido a quem quer que fosse incomodando mais pelo mau cheiro e pelo aspecto da falta de higiene do que por atitudes.
Com certeza era menos maléfico que a maioria dos nossos políticos, e muito menos do que certas pessoas das elites governantes de vários locais desse país.
Beber; bebia, mas era raro encontrá-lo bêbado.
De um tempo para cá, dera de buscar abrigo no Pronto Socorro municipal da cidade.
Dependendo de quem estava de plantão, sua presença era suportada.
Muitas das vezes, encontrava uma cama, uns restos de comida e coberta.
Cão sem dono se acostuma a afago, mesmo que seja somente o suportar a sua presença. Esse era o caso. Começara a ir, quase que diariamente, ao Pronto Socorro em busca da cama, do calor e da comida.
Um dia, plantão tranqüilo, noite fria, tudo transcorrendo tranquilamente.
Mas, para susto de todos, ouviu-se uma voz gemente, ao longe.
O gemido aumentava de intensidade, deixando os enfermeiros e o médico de plantão de sobressalto.
Pensando que fosse algum paciente com dor ou tendo seu estado de saúde agravado, o enfermeiro de plantão, resolveu ir ao Hospital, anexo ao Pronto Socorro.
Nada, não havia ninguém gemendo.
Aí, um dos funcionários do Hospital se lembrou dos leitos do Pronto Socorro, afastado do local onde dormiam todos.
A chuva caindo, e a ausência de pacientes graves, deixara todos tranqüilos.
Havia somente dois pacientes no repouso, uma bêbada que sempre exagerava na ingestão de álcool e o “Sem Teclado”.
De repente, ouviu-se a voz estridente do funcionário que, aos brados chamou a atenção de todos sobre o que estava acontecendo.
Num ato de amor, de compaixão ou de selvagem atração, Sem Teclado e a bêbada, entrelaçados se amavam sobre a cama desarrumada.
O funcionário, como se estivesse, naquele momento, assistindo a um ato simplesmente animal, não pestanejou.
A água fria jogada sobre o casal, afastou-os, cães abandonados pela vida, vira-latas sem paradeiro, sem abrigo e sem rumo.
A chuva chorava pelos dois, abandonados por todos, expulsos e jogados na rua, naquela noite incrivelmente gelada da cidadezinha.
O funcionário sem pensar no que falava, repetia a todo o momento;
“-Vai que isso procria”...

Tucanolândia - capítulo 2 - Abafadoria Geral da União


Estamos em janeiro de 1995 no reino da tucanolândia. O antigo rei, Topete primeiro, de olho nas maracutaias e trambiques contumazes naquele reino beira mar, havia criado uma comissão de investigação, feita por representantes das mais variadas áreas do povo do reino.
Entre os representantes da igreja, dos sindicatos dos advogados, dos órgãos de classe, havia tantos aliados como contrários ao Rei de Plantão.
Pois bem, Fernando Caudaloso, o sucessor de Topete primeiro, ao sentir que não poderia agir com liberdade, em um momento bastante estranho e duvidoso, extinguiu essa comissão.
A partir desse momento, a porta para as ilicitudes e ações suspeitas, como favorecimento de amigos, atos de corrupção passiva e ativa, entre outros, ficou escancarada.
Depois disso, começaram a aparecer denúncias a cada momento, todas as operações feitas pelo Governo foram abafadas, perdendo o controle da sociedade sobre todos os atos, mesmo que os mais escandalosos, dos “amigos” e aliados de Caudaloso.
Após seis anos de descontrole e sem nenhum órgão da sociedade que pudesse controlar os atos e operações ligadas ao governo, a sociedade resolveu reagir.
Os parlamentares da oposição resolveram criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre os atos de corrupção.
Ao ver que a vaca ia para o brejo, Fernando criou um órgão de controle, a Controladoria-Geral que, ao contrário da anterior, não era composta por representantes universais da sociedade civil, mas sim ligada ao Governo, sendo conhecida como Abafadoria – Geral do Reino.
Assim foi durante o Governo Fernando, onde os trambiqueiros e corruptos navegaram num mar de tranqüilidade comparável ao da calmaria de quinhentos anos antes.
Com o final do mandato de Fernando Caudaloso, conhecido por esse nome pelo “mar” aberto nas fronteiras do reino, para a evasão de recursos, ao final do seu reinado, a Controladoria-Geral passou a ter uma importância enorme no controle da corrupção.
O fato da extinção e da posterior substituição desfigurada de um órgão de autocontrole dos ilícitos feitos com o dinheiro público demonstra duas coisas: 1- o Rei não estava muito bem intencionado. 2- a porteira aberta fez um estrago no futuro do reinado.
E, como diz o povo daquele lugar, arrombada a porteira, por onde passa um boi, passa uma boiada, mesmo que seja via Banestado...

Thursday, July 6, 2006

Antonio Carlos da Serra Neves Maia - por enquanto...

Esqueçam o que ele disse

Em menos de 48 horas, o candidato Geraldo Alckmin deu o dito pelo não dito.

Na última segunda-feira, entrevistado no programa Roda Viva da TV Cultura, ele disse que era favorável à reeleição para cargos executivos. Disse que as regras eleitorais não devem mudar a todo instante, no que tem razão. E que se for eleito presidente não mexerá um dedinho para acabar com a reeleição.

Então o mundo desabou na cabeça de Alckmin. A declaração dele disse repercutiu muito mal dentro do PFL - e pior ainda dentro do PSDB.

José Serra em São Paulo e Aécio Neves em Minas Gerais são os dois maiores cabos eleitorais de Alckmin. Ou melhor: poderão ser. E os dois dormem e acordam todos os dias pensando em disputar a eleição presidencial de 2010.

Alckmin sabe disso. E sabe também que Serra e Aécio não suarão a camisa para derrotar Lula se ele, Alckmin, não se comprometer em acabar com a reeleição. Do contrário, a reeleição de Lula será mais conveniente para Serra e Aécio.

Devido às pressões que recebeu, Alckmin recuou. Garantiu ontem que foi favorável à reeleição, sim - foi, não é mais. E que a reeleição está longe de ser uma questão programática.

Pegou mal. Que candidato é esse que muda facilmente de opinião em prazo tão curto?

Duvido que Serra e Aécio acreditem nele.

Alckmin será obrigado a assumir de maneira convincente o compromisso de acabar com a reeleição se quiser a ajuda de Serra e de Aécio para vencer Lula.

Assim Geraldo vai acabar ficando louco.

No começo, vinha o Dr. Alckmin, feliz da vida com a vitória na convenção que não houve no ninho tucano.

Avisou a todo mundo que conhecia que iria ser candidato à Presidência da República, deu entrevistas aos jornais, eufórico.

Mal reparara no carequinha que saía, meio de banda, com uma cara de poucos amigos. Nem percebera que certo quarentão, com ares de playboy, observava tudo lá em cima da montanha, com caras de quem comeu e não gostou.

Sobraram os agrados do Velho Sociólogo, com seu sorriso escancarado, com o imutável aspecto de quem comeu chuchu e fingiu que era pavê.

No começo, tudo às mil maravilhas, ia o nosso amigo comemorando com a sua esposa, a bela Lu, mas...

Logo de cara falou em Choque de Moralidade. Pois é, não é que os canalhas vieram falar de um negócio na Nossa Caixa, coisa pequena, daquelas que a gente esquece. Mas, ao descobrir que quem abriu o bico foi o Afanásio, logo ele, Afanásio, amigo do Ratinho, defensor do “bandido bom é bandido morto”, veio com essa história. Paciência, cada um tem o Roberto Jéferson que merece...

Aí, passam uns dias e vem a história dos vestidos da Lu. É duro, a gente nem percebe que o closet da patroa tá cheio de roupa. Geraldo sempre foi um sujeito muito discreto, nada de mexer nas roupas da mulher...

Mas, tudo bem, a gente perdoa, vamos em frente.

Passam uns dias e o japa, aquele da acupuntura, que tem negócios com o menino, coisa boba... Mas, vai o pessoal e vasculha e descobre que uma estatal tava fazendo propaganda na revista do colega. Quê que isso tem demais? “Enquanto eu não era candidato, ninguém falava disso...”

Passam uns dias e aquela brigaiada danada dentro do parceiro PFL. Vem fofoca de lá, fofoca daqui, até encontrarem o meu partner.

Não foi muito do seu agrado não, mas fazer o quê? Logo o responsável pelo “apagão”, o pessoal começou a pegar no pé- virou dupla caipira “Apagado e Apagão”, pelo menos esqueceram um pouco esse negócio de Chuchu, isso é muito chato...

Pois bem, chega maio, foi dar uma voltinha a New York, sabe como é, passear por lá pra ver se o FHC apresenta alguns parceirinhos, essas coisas.

Não é que o PCC resolve aprontar das suas? Vem o chato do Lembo me ligando pra pedir ajuda. “Se vira, o Governador não é você?”

Aí, o desgraçado vai correndo atrás do Lula.

Não se pode nem mais viajar em paz?

Falar em viagem, fizeram Geraldo passear montado em jumento, quase caiu, fizeram comer comida baiana, buchada de bode, uma mistureba que acabou em piriri. Tá achando que o estômago é de ferro?

Passa um tempo e, como não conseguia decolar nas pesquisas, mudaram o nome do camarada – agora é Geraldo. Acaba Gegê, das candongas.

O chato do Lembo não percebeu que, se ele não conseguiu agir contra os aprendizes da Febem, ia controlar o PCC? Só o Lembo pra ter uma idéia dessas!

Geraldo, novo nome, mesma cara, mesmo jeito, agora teve que aprender a ofender os outros.

Camarada pacífico, pacato, de repente começou a xingar todo mundo.

Até de ladrão andou chamando os outros, quem te viu quem te vê!

Outro dia, tomou bronca do Padim Toninho, “VOCÊ ESTÁ PROIBIDO DE FAZER CAMPANHA PARA O SEU PARTIDO NA BAHIA”.

Baixou a crista e ficou quieto...

Agora, feliz da vida, foi chamado para o “Roda Viva”, na TV Cultura.

Pois bem, foi falar que era a favor da reeleição. Achou que tava agradando o Velho Sociólogo, o pai da idéia. Mas, que nada, outra vez tomou bronca. Dessa vez do playboy das montanhas e do careca paulista.

Aí teve que se desdizer “Eu achava que era a favor, mas agora acho que não sou mais”. Pediu ajuda aos universitários e pensou: “Até o final da campanha, eu vou ter que fazer tanta coisa e mudar tanto que, no fim de tudo, acho que meu nome vai ser Antonio Carlos da Serra Neves Maia, isso por enquanto...”.

Tucanolândia - capítulo 1 - Projeto Sivam


O esquema já estava montado, não fora difícil convencer o embaixador a entrar com a influência que tinha sobre o Governo daquele país do terceiro mundo. Famoso pelas transações que envolviam sempre desvio de verba para corrupção do governo.
Sempre, desde a década de sessenta, a tão falada “caixinha” era sistematicamente usada pelo sistema público, desde os mais baixos escalões, para que desse andamento aos processos até aos mais altos, com finalidades várias, desde ganho de processos sem licitação até construções, através de empreiteiras, de obras públicas e de projetos “de segurança nacional”.
Esse era o caso, havia necessidade da proteção do espaço aéreo, já que a republiqueta tinha uma vasta floresta e precisava de um sistema de vigilância abrangente.
Obviamente, o ministro da aeronáutica daquele país estaria envolvido nas negociações, embora não se possa afirmar que sabia de alguma coisa.
O empresário em questão, chefe do cerimonial da Presidência da República, utilizou-se do cargo, com ou sem o consentimento do presidente, isso também são especulações, para fazer a negociata.
A questão é que a empresa ganhou, sem licitação, o contrato que ultrapassava um bilhão de dólares.
Isso mesmo, um bilhão de dólares, coisa de se espantar!
O Presidente, ao saber do fato, demitiu os envolvidos ou forçou-os a pedir demissão. Gesto nobre, porém, como veremos a seguir, um tanto estranho...
Uma outra empresa ganhara o contrato para a instalação e desenvolvimento de softwares para o projeto, mas, como fraudara e falsificara guias de recolhimento da previdência social, foi afastada. Após isso, a empresa entrou em falência, mas ressurgiu com outro nome de fantasia e arrebatou tudo de novo.
Um bilhão de dólares para um país pobre é dinheiro que não acaba mais, assustando até o presidente da maior economia do mundo, quando soube da “bagatela”.
O que poderíamos esperar de um homem sério, desejoso de proteger o capital nacional? A apuração e punição dos fatos, obviamente...
Ao se instalar uma comissão do congresso para analisar e punir, o que se viu, para espanto de todos, foi o esvaziamento dessa comissão. Ficando todos impunes...
Somente os habitantes daquela terra “abençoada por Deus”, ficaram a ver navios. E, pior, em plena selva amazônica...