Flores desabrochadas, primavera...
Nos jardins que cultivo belas rosas;
Esqueço meus tormentos. Quem me dera!
O canto desses pássaros... Formosas
Manhãs... Meu coração sossega a fera
Que sempre me mostrou as horrorosas
Garras. No meu recanto, essa quimera
Arranca pobres flores mais vistosas...
Persigo meus desejos, nada encontro...
Não deixo de tentar um novo dia...
Fina arte de viver, o desencontro...
As gotas deste orvalho, são cristais.
Quem sabe viverei esta utopia?
As flores no jardim, amor e paz...
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Thursday, November 2, 2006
Amo, sinceramente sei que te amo...
Amo, sinceramente sei que te amo...
Não posso mais fugir à realidade
Nas horas mais tristonhas, na saudade,
Teu nome sempre falo e, manso, chamo!
Desculpe se por vezes te reclamo
Que não estás. Transcendo essa verdade.
Muitas vezes, mal sinto e te difamo,
Por certo, já perdi tranqüilidade...
Amor que tanto mata quanto brilha,
Não posso mais calar o sentimento...
Angústias e delírios, meu tormento.
Guardado, na gaveta, o teu retrato...
Quem teve vida tristonha, andarilha
Não sabe ser amado. E te maltrato...
Não posso mais fugir à realidade
Nas horas mais tristonhas, na saudade,
Teu nome sempre falo e, manso, chamo!
Desculpe se por vezes te reclamo
Que não estás. Transcendo essa verdade.
Muitas vezes, mal sinto e te difamo,
Por certo, já perdi tranqüilidade...
Amor que tanto mata quanto brilha,
Não posso mais calar o sentimento...
Angústias e delírios, meu tormento.
Guardado, na gaveta, o teu retrato...
Quem teve vida tristonha, andarilha
Não sabe ser amado. E te maltrato...
Doce de Leite
O cheiro do café que estás passando,
Delícias desse tempo que hoje vivo.
A noite que vivemos, terminando,
O mundo se parece mais altivo.
A broa de fubá, a mesa posta...
Desejos de viver eternamente.
O vento me trazendo uma resposta,
A mansidão do corpo em minha mente...
Não deixe que se acabe nosso sonho...
Afaste esta severa solidão...
Meus barcos nos teus mares, sempre ponho...
O gado no curral, porteira e leite.
Amor que não precisa de perdão...
Manhã que sempre traz, doce deleite...
Delícias desse tempo que hoje vivo.
A noite que vivemos, terminando,
O mundo se parece mais altivo.
A broa de fubá, a mesa posta...
Desejos de viver eternamente.
O vento me trazendo uma resposta,
A mansidão do corpo em minha mente...
Não deixe que se acabe nosso sonho...
Afaste esta severa solidão...
Meus barcos nos teus mares, sempre ponho...
O gado no curral, porteira e leite.
Amor que não precisa de perdão...
Manhã que sempre traz, doce deleite...
carta
Na carta que enviaste, triste fim...
Chegamos sem querer ao fim do poço!
A dor que sempre esteve, guardo em mim.
As lágrimas me causam alvoroço.
Resumem nossa vida. Do festim
Que preparamos resta o fosso,
As noites debruçadas no cetim
Memórias deste quadro sem esboço...
Não posso permitir que assim termine,
Amores que vivemos, são mais fortes...
Os beijos que trocamos, velho Cine,
Carícias e delírios , não esqueço...
Amor que vai morrendo, fundos cortes,
A carta que enviaste: não mereço!
Chegamos sem querer ao fim do poço!
A dor que sempre esteve, guardo em mim.
As lágrimas me causam alvoroço.
Resumem nossa vida. Do festim
Que preparamos resta o fosso,
As noites debruçadas no cetim
Memórias deste quadro sem esboço...
Não posso permitir que assim termine,
Amores que vivemos, são mais fortes...
Os beijos que trocamos, velho Cine,
Carícias e delírios , não esqueço...
Amor que vai morrendo, fundos cortes,
A carta que enviaste: não mereço!
nunca mais...
Teu rosto emoldurado na memória,
Belezas sem igual, és Mona Lisa.
Roçando teus cabelos, minha glória,
O vento carinhoso, leve brisa...
Deixaste tantas coisas, triste história,
A morte se aproxima e não avisa...
Num átimo mergulha, peremptória,
Só levarei lembranças. A mão lisa.
Querida, não possuo mais segredos,
Rastreio os teus caminhos pelo céu...
Levaram a coragem, deixam medos.
Nas noites que procuro e sei jamais.
O mundo vai girando, carrossel...
Teu rosto, procurando, nunca mais...
Belezas sem igual, és Mona Lisa.
Roçando teus cabelos, minha glória,
O vento carinhoso, leve brisa...
Deixaste tantas coisas, triste história,
A morte se aproxima e não avisa...
Num átimo mergulha, peremptória,
Só levarei lembranças. A mão lisa.
Querida, não possuo mais segredos,
Rastreio os teus caminhos pelo céu...
Levaram a coragem, deixam medos.
Nas noites que procuro e sei jamais.
O mundo vai girando, carrossel...
Teu rosto, procurando, nunca mais...
Wednesday, November 1, 2006
Parque, roda gigante, algodão-doce...
Parque, roda gigante, algodão-doce...
Brincando com desejos da criança.
O tempo se passou e o que era doce,
Num canto vai guardado, na lembrança...
Na foto amarelada já acabou-se,
Só restam conta gotas de esperança.
Quem tinha liberdade, escravizou-se
Nas danças da saudade, contradança.
Menino vai correndo, liberdade;
As pernas vão traçando em cada passo...
Riachos de total felicidade.
Não sabe das angústias, do cansaço.
Roda tão gigante da saudade...
Meu filho. Vem, me dê um forte abraço!
Brincando com desejos da criança.
O tempo se passou e o que era doce,
Num canto vai guardado, na lembrança...
Na foto amarelada já acabou-se,
Só restam conta gotas de esperança.
Quem tinha liberdade, escravizou-se
Nas danças da saudade, contradança.
Menino vai correndo, liberdade;
As pernas vão traçando em cada passo...
Riachos de total felicidade.
Não sabe das angústias, do cansaço.
Roda tão gigante da saudade...
Meu filho. Vem, me dê um forte abraço!
Tri nitroglicerina
Não quero te contar destas fraturas
Que trago no meu peito sonhador...
Por vezes enfrentei noites escuras.
As portas se trancaram de pavor...
Às voltas me encontrei, procurei curas,
Deixaste teu recado: agüenta a dor!
Mereço teus castigos e torturas,
Jamais me tornarei um vencedor!
Cigarros, vou tragando para a morte...
Palavras demonstrando dinamites.
Tri nitroglicerina pura e forte,
Não vejo disparates que tramites..
Carinhos desdenhados traz má sorte.
Palavras te ensinei, mas logo omites...
Que trago no meu peito sonhador...
Por vezes enfrentei noites escuras.
As portas se trancaram de pavor...
Às voltas me encontrei, procurei curas,
Deixaste teu recado: agüenta a dor!
Mereço teus castigos e torturas,
Jamais me tornarei um vencedor!
Cigarros, vou tragando para a morte...
Palavras demonstrando dinamites.
Tri nitroglicerina pura e forte,
Não vejo disparates que tramites..
Carinhos desdenhados traz má sorte.
Palavras te ensinei, mas logo omites...
Resisto bravamente aos meus anseios...
Resisto bravamente aos meus anseios...
Vou decididamente buscar teus braços.
Quase que me encontrei, teus doces seios.
Nas praças e nos Paços, tantos passos...
Menina, a juventude, sem rodeios,
É fonte inesquecível, deixa traços...
Mas passa, nos restando seus meneios
Os olhos esquecidos, tristes, baços...
Balões e serpentinas foram ritos,
Amores e verdades, simples mitos.
Não canso de buscar tantos entalhes
Em meu rosto, esculpidos nos detalhes.
Cada vez que me vejo neste espelho,
A um velho navegante, me assemelho...
Vou decididamente buscar teus braços.
Quase que me encontrei, teus doces seios.
Nas praças e nos Paços, tantos passos...
Menina, a juventude, sem rodeios,
É fonte inesquecível, deixa traços...
Mas passa, nos restando seus meneios
Os olhos esquecidos, tristes, baços...
Balões e serpentinas foram ritos,
Amores e verdades, simples mitos.
Não canso de buscar tantos entalhes
Em meu rosto, esculpidos nos detalhes.
Cada vez que me vejo neste espelho,
A um velho navegante, me assemelho...
Restariam somente meus segredos,
Restariam somente meus segredos,
Nada mais te darei, senão meu verso...
Os barcos navegando vãos degredos.
Viajo por teus mares, desconverso,
Os anéis saturninos ferem dedos...
Nos sonetos que tento, me disperso
Os papões infantis me causam medos,
Minha mortalha imita este universo...
Não posso traduzir meu sentimento
Em palavras sutis, ledos enganos...
O que não vesti, leva esse vento...
Os tesouros escondes, tantos planos...
Mas, com certeza, sigo um pensamento
Pobres amores morrem, são insanos...
Nada mais te darei, senão meu verso...
Os barcos navegando vãos degredos.
Viajo por teus mares, desconverso,
Os anéis saturninos ferem dedos...
Nos sonetos que tento, me disperso
Os papões infantis me causam medos,
Minha mortalha imita este universo...
Não posso traduzir meu sentimento
Em palavras sutis, ledos enganos...
O que não vesti, leva esse vento...
Os tesouros escondes, tantos planos...
Mas, com certeza, sigo um pensamento
Pobres amores morrem, são insanos...
Teu vestido de noiva foi queimado
Teu vestido de noiva foi queimado
Pelos mesmos motivos que negaste.
O tempo não revive teu passado,
Amor que não convence, simples haste,
Não pode suportar quimera e fado.
Um beijo sugeria apaixonado,
Quem fora simplesmente verme e traste.
Amor sempre desiste do contraste.
Alvor desse vestido, enegrecido,
As cinzas transportaram solidão...
Quem nunca mais sonhara, foi vencido,
O medo de viver essa paixão...
Ao mesmo tempo mostra, destruído,
O que, outrora, chamara coração!
Pelos mesmos motivos que negaste.
O tempo não revive teu passado,
Amor que não convence, simples haste,
Não pode suportar quimera e fado.
Um beijo sugeria apaixonado,
Quem fora simplesmente verme e traste.
Amor sempre desiste do contraste.
Alvor desse vestido, enegrecido,
As cinzas transportaram solidão...
Quem nunca mais sonhara, foi vencido,
O medo de viver essa paixão...
Ao mesmo tempo mostra, destruído,
O que, outrora, chamara coração!
Minhas lembranças, vagas como a noite...
Minhas lembranças, vagas como a noite...
Açoites que me levam, desespero...
O tempo que permite meu pernoite,
No fundo me decora, seu tempero...
O pranto que rolei não trouxe festa.
A morte que sonhei não fez promessa,
Do nada que vivi, tampouco resta.
A dor sem teu afeto, me confessa
De todos os meus dias, vãs mentiras...
O barco dos meus sonhos, naufragado..
Esboço meus poemas, fazes tiras.
Nos bares me freqüentas, vou cansado...
Maria me promete versos, liras,
Deveras não me sobra senão fado...
Açoites que me levam, desespero...
O tempo que permite meu pernoite,
No fundo me decora, seu tempero...
O pranto que rolei não trouxe festa.
A morte que sonhei não fez promessa,
Do nada que vivi, tampouco resta.
A dor sem teu afeto, me confessa
De todos os meus dias, vãs mentiras...
O barco dos meus sonhos, naufragado..
Esboço meus poemas, fazes tiras.
Nos bares me freqüentas, vou cansado...
Maria me promete versos, liras,
Deveras não me sobra senão fado...
Me trouxeste calor, embora fraco...
Me trouxeste calor, embora fraco...
Gaiolas me recordam passarinho.
Da vida não terei sequer um naco,
Meu canto terminei, irei sozinho...
Nas noites que varei festejo Baco,
No fim de tudo, perco meu caminho.
Da fortaleza imensa, sobrou caco.
Meus olhos aves, procurando um ninho...
Do calor que trouxeste resta a neve.
Amor que não vivemos, morre breve,
Sentimos nossos passos tão cansados...
As noites se encharcaram, pesadelos...
Erramos, tropeçamos nos novelos
Envoltos pelos mantos esgarçados...
Gaiolas me recordam passarinho.
Da vida não terei sequer um naco,
Meu canto terminei, irei sozinho...
Nas noites que varei festejo Baco,
No fim de tudo, perco meu caminho.
Da fortaleza imensa, sobrou caco.
Meus olhos aves, procurando um ninho...
Do calor que trouxeste resta a neve.
Amor que não vivemos, morre breve,
Sentimos nossos passos tão cansados...
As noites se encharcaram, pesadelos...
Erramos, tropeçamos nos novelos
Envoltos pelos mantos esgarçados...
esperarei pelos teus beijos...
Por certo esperarei pelos teus beijos...
Esperarei refeito da tristeza
Esperarei com força dos desejos
Esperarei das matas tal beleza...
Esperarei a morte nos cortejos
Esperarei gritar a natureza
Esperarei lunares, seus lampejos
Esperarei, do amor, a realeza.
Esperarei teus braços de princesa
Esperarei as cores, azulejos.
Esperarei a flor desta fineza
Esperarei da noite, relampejos
Esperarei comida e sobremesa...
Por fim, esperarei pelos teus beijos...
Esperarei refeito da tristeza
Esperarei com força dos desejos
Esperarei das matas tal beleza...
Esperarei a morte nos cortejos
Esperarei gritar a natureza
Esperarei lunares, seus lampejos
Esperarei, do amor, a realeza.
Esperarei teus braços de princesa
Esperarei as cores, azulejos.
Esperarei a flor desta fineza
Esperarei da noite, relampejos
Esperarei comida e sobremesa...
Por fim, esperarei pelos teus beijos...
Ouvindo tua voz em serenata,
Ouvindo tua voz em serenata,
Amiga me recordo dos teus lábios...
A vida me negara fina nata,
Os medos revestidos, alfarrábios
Esquecidos num canto, estante prata.
Destinos, extravios, astrolábios
Destruídos, perdida esta fragata,
Encontra seu amor. Mares arábios...
Último que saltar apague a vida...
A tua voz serena inda me tenta,
Por onde procurar irá perdida
A manhã dos amores sem sentido...
Um coração disforme se arrebenta,
O mundo que vivemos, distraído...
Amiga me recordo dos teus lábios...
A vida me negara fina nata,
Os medos revestidos, alfarrábios
Esquecidos num canto, estante prata.
Destinos, extravios, astrolábios
Destruídos, perdida esta fragata,
Encontra seu amor. Mares arábios...
Último que saltar apague a vida...
A tua voz serena inda me tenta,
Por onde procurar irá perdida
A manhã dos amores sem sentido...
Um coração disforme se arrebenta,
O mundo que vivemos, distraído...
Ciúmes
Vasculho por teus bolsos, meus ciúmes...
As chaves que encontrei não abrem portas.
Nas blusas que não vestes, teus perfumes.
As horas que vivemos, horas mortas...
Mal posso condenar os teus queixumes,
As bocas que beijamos foram tortas.
Os mantos que vestimos, sem costumes,
Os dentes que mordestes, fundo cortas...
Não podes perdoar quem sofre tanto?
Permita-me dizer do meu amor...
Adormecido tento novo canto,
A voz que me enaltece, do pavor...
Amor que não deseja perde encanto.
Escusa meus ciúmes, por favor!!!
As chaves que encontrei não abrem portas.
Nas blusas que não vestes, teus perfumes.
As horas que vivemos, horas mortas...
Mal posso condenar os teus queixumes,
As bocas que beijamos foram tortas.
Os mantos que vestimos, sem costumes,
Os dentes que mordestes, fundo cortas...
Não podes perdoar quem sofre tanto?
Permita-me dizer do meu amor...
Adormecido tento novo canto,
A voz que me enaltece, do pavor...
Amor que não deseja perde encanto.
Escusa meus ciúmes, por favor!!!
Necessito de um beijo, quem me dá?
Necessito de um beijo, quem me dá?
Amores temerários, não os quero.
Querida, tantas vezes, onde está
A noite que tragamos, peço, espero...
Preciso urgentemente, não dará?
Que faço destas flores? Desespero?
Não sei se Rio Grande ou Amapá
Só sei que sem amor, cadê bolero?
Me visto, me revisto, quedo mudo.
Me mudo me remendo, fico manso.
Não posso nem pretendo, mas contudo,
Meus versos são inúteis, um desejo...
Meu grito segue embalde, já me canso...
Imploro simplesmente por um beijo!!!!
Amores temerários, não os quero.
Querida, tantas vezes, onde está
A noite que tragamos, peço, espero...
Preciso urgentemente, não dará?
Que faço destas flores? Desespero?
Não sei se Rio Grande ou Amapá
Só sei que sem amor, cadê bolero?
Me visto, me revisto, quedo mudo.
Me mudo me remendo, fico manso.
Não posso nem pretendo, mas contudo,
Meus versos são inúteis, um desejo...
Meu grito segue embalde, já me canso...
Imploro simplesmente por um beijo!!!!
Não posso permitir alheamento...
Não posso permitir alheamento...
És torpe e sou senil, noites escuras...
Carcomidos sentidos, meu tormento,
As hordas, cavaleiros, cancro, curas...
Meu hálito repete tosco vento
Telhados fenestrados que procuras,
Sobreviventes parcos, sofrimento...
Não quero prosseguir várias loucuras...
Lembranças inerentes, meus desejos...
Arraigado a pensares mais diversos.
A morte não me lega nem cortejos.
Os cantos preconizam tolos versos.
A boca sequiosa por teus beijos.
Quem dera não morrer os universos?
És torpe e sou senil, noites escuras...
Carcomidos sentidos, meu tormento,
As hordas, cavaleiros, cancro, curas...
Meu hálito repete tosco vento
Telhados fenestrados que procuras,
Sobreviventes parcos, sofrimento...
Não quero prosseguir várias loucuras...
Lembranças inerentes, meus desejos...
Arraigado a pensares mais diversos.
A morte não me lega nem cortejos.
Os cantos preconizam tolos versos.
A boca sequiosa por teus beijos.
Quem dera não morrer os universos?
O tempo, transcorrendo lentamente...
O tempo, transcorrendo lentamente...
Os segundos, minutos, tantas horas...
Pecados cometidos, normalmente
Esperam sem desejos ou demoras.
O gosto da amargura vem à mente
Me lembro destas tardes... Comemoras
O gesto da discórdia novamente.
O tempo, transcorrendo, nunca imploras!
Essa Luz abortada quer lampejo,
Escuridão deixada nos meus olhos...
Sorrido delicado do teu beijo...
Cantochão redundante, meus segundos,
Navegante insular procuro Abrolhos,
Das horas que se passam, velhos mundos...
Os segundos, minutos, tantas horas...
Pecados cometidos, normalmente
Esperam sem desejos ou demoras.
O gosto da amargura vem à mente
Me lembro destas tardes... Comemoras
O gesto da discórdia novamente.
O tempo, transcorrendo, nunca imploras!
Essa Luz abortada quer lampejo,
Escuridão deixada nos meus olhos...
Sorrido delicado do teu beijo...
Cantochão redundante, meus segundos,
Navegante insular procuro Abrolhos,
Das horas que se passam, velhos mundos...
Triste, profundamente magoado
Triste, profundamente magoado
Por crenças deformadas, insensatas...
Meu mundo mal, chagásico, fadado
A perdas e derrotas, duras patas...
Não posso resistir: vivendo errado,
Panteras devorando tolas matas.
Meu canto agonizante, ledo brado,
Ecoa sob os mantos das cascatas...
Dor infindavelmente testemunha
As catedrais doridas, vou inerme...
Teus mares, meu poema não compunha,
Meu pranto amaldiçoas, ris e zombas.
Na morte dilacero ver-me verme
Navego teus escombros pós as bombas...
Por crenças deformadas, insensatas...
Meu mundo mal, chagásico, fadado
A perdas e derrotas, duras patas...
Não posso resistir: vivendo errado,
Panteras devorando tolas matas.
Meu canto agonizante, ledo brado,
Ecoa sob os mantos das cascatas...
Dor infindavelmente testemunha
As catedrais doridas, vou inerme...
Teus mares, meu poema não compunha,
Meu pranto amaldiçoas, ris e zombas.
Na morte dilacero ver-me verme
Navego teus escombros pós as bombas...
Tanta luz irradia teu olhar...
Tanta luz irradia teu olhar...
Belos faróis que guiam os meus sonhos...
Mesmo que, muitas vezes, sem brilhar,
Reflete nos meus dias enfadonhos.
Auroras dos amores morrem mar...
Meus dias morrerão, serão tristonhos,
Na busca desta brasa que, ao luar,
Refrigera meus medos vis, medonhos...
Obumbrado em teu colo, minha amada,
Nas tênues certezas desta vida
Que se demonstra forte, transformada.
Nos faróis que me guias, teus olhares,
Andarilha manhã que sei perdida,
Se encontra nas auroras, nos meus mares...
Belos faróis que guiam os meus sonhos...
Mesmo que, muitas vezes, sem brilhar,
Reflete nos meus dias enfadonhos.
Auroras dos amores morrem mar...
Meus dias morrerão, serão tristonhos,
Na busca desta brasa que, ao luar,
Refrigera meus medos vis, medonhos...
Obumbrado em teu colo, minha amada,
Nas tênues certezas desta vida
Que se demonstra forte, transformada.
Nos faróis que me guias, teus olhares,
Andarilha manhã que sei perdida,
Se encontra nas auroras, nos meus mares...
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