A morte virá, mansa e calma
Ou em plena confusão.
Não adianta o medo,
O principal segredo é relaxar
E tirar do fruto a semente
Que traz a vida mas não eterniza
Sabes o nome do teu tataravô por acaso?
O que tens na vida é só a vida
O resto a sorte te emprestou.
E depois vais ter que devolver
Com juros ou sem juras
Mas devolverás.
Nada levas e nada tens
Apenas estão contigo e só isso.
Nasces nu e vais nu
Solidão é a primeira e a última parceira.
E daí? Nada te pertence mas és feliz.
Simplesmente por seres e não por teres.
Valorize o ser somente o ser
Nada existe além do ser
E nada mais importa.
Não se importe com a porta
Ela vai se abrir
Ou então não vale a pena
A dor não se cura nem perdura
Se esvoaça e passa.
Corte cicatriza
E se não cicatrizou, esqueça
Se conseguir, cicatrizou.
Ame muito, esvazia a alma.
Vista a mortalha de vez em quando
Vale a pena saber que isto é finito
Mas também o que seria dos que
Ainda virão se a gente não partisse?
Morte é sacrifício para que a vida venha
Não se esqueça de que o amor
É proporcional á serenidade
Com relação à morte.
Se não de que vale ter filhos, netos, bisnetos, tataranetos...
Xô ! Vá embora que a vida não espera!
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Wednesday, December 6, 2006
A dama da cidade toda nua
Reflete meu desejo em suas luzes
O canto que permite meus obuses
Nas festas e nas bocas continua.
Se finge que permite já recua
As costas imoladas pelas cruzes
Os seus pés e a garganta plenos d’ urzes
A carne que pretendem toda crua.
A dama da cidade se disfarça
O rosto da vadia mansa garça
E tanto que não fez mas que faria
O povo sem certeza não perdoa
Uma ave aprisionada nunca voa,
Mesmo que apedrejada todo dia...
Reflete meu desejo em suas luzes
O canto que permite meus obuses
Nas festas e nas bocas continua.
Se finge que permite já recua
As costas imoladas pelas cruzes
Os seus pés e a garganta plenos d’ urzes
A carne que pretendem toda crua.
A dama da cidade se disfarça
O rosto da vadia mansa garça
E tanto que não fez mas que faria
O povo sem certeza não perdoa
Uma ave aprisionada nunca voa,
Mesmo que apedrejada todo dia...
A coca quando cola coca cola
O karma quando o lama no nirvana
A lama que se trama não se engana
E faz deste remendo medo escola
O pé na lama chama e tanto atola
Que vaga sem ter vaga e se explana
A fome que não come não se esgana
E o resto sem rastilho tudo empola
O pântano se espanta com Brasília
O mundo se remenda sem presilha
No seio tão preciso da morena.
Asseio com licor depois é cama
O fogo que refoga a velha chama
E sempre que quiser sem dura pena.
O karma quando o lama no nirvana
A lama que se trama não se engana
E faz deste remendo medo escola
O pé na lama chama e tanto atola
Que vaga sem ter vaga e se explana
A fome que não come não se esgana
E o resto sem rastilho tudo empola
O pântano se espanta com Brasília
O mundo se remenda sem presilha
No seio tão preciso da morena.
Asseio com licor depois é cama
O fogo que refoga a velha chama
E sempre que quiser sem dura pena.
Tuesday, December 5, 2006
Somente a verdade liberta?

A verdade nunca é injusta; pode magoar, mas não deixa ferida.
Se me perguntares qual a mais difícil dentre todas as virtudes, praticamente inexeqüível, serei obrigado a reconhecer que a VERDADE e a plena HONESTIDADE são fortes candidatas.
Somos extremamente honestos e verdadeiros no amanhecer de nossas vidas.
A criança diz, com razão absoluta que fulano é chato, beltrana é gorda e que a comida da mamãe ou da vovó está uma porcaria.
E quando, em nome de uma coisa que apelidamos de socialização, pedimos menos honestidade nos comentários,
Estamos DESEDUCANDO nossos filhos com relação à Verdade.
Quantas vezes, durante nossas vidas, somos obrigados a conviver com situações extremamente difíceis em nome desta “Socialização”?
Obviamente, se fossemos totalmente honestos e francos nos nossos relacionamentos, acabaríamos absolutamente isolados do mundo.
Essas pequenas corrupções diárias podem fazer mal à alma mas, são perdoáveis.
Totalmente perdoáveis.
Muitas vezes a verdade liberta mas, nem sempre. Ela pode nos aprisionar e tornarmos infelizes ou deixarmos quem nos rodeia extremamente infelizes.
O que, convenhamos, é muito pior do que as pequenas desonestidades diárias.
Mas, não baseie tua vida nessas pequenas falcatruas.
A sua vida poderá ser tão falsa quanto uma nota de três reais.
E aí, companheiro, não há santo que dê jeito ou, ao menos confie em ti.
Sejamos, pois, SOCIALMENTE mentirosos mas observando sempre os limites para não nos tornarmos ESSENCIALMENTE falsos e desonestos.
Esse limite é tênue e deve ser observado com todo carinho e cuidado.
Senão, corremos o grave risco de conhecermos o inferno por aqui mesmo.
Da solidão e do desprezo.
E, pior que tudo, do total descrédito!
Monday, December 4, 2006
Na voracidade da dor
Num canibalismo louco
Devorando pouco a pouco
Pressentindo o meu pavor,
Tua boca entreaberta
Aguarda os restos finais
Nos amores canibais
Que teu desejo desperta.
Não vou me entregar inteiro
Nem pretensos suicídios
Nos teus venenos, ofídios
Nas armas deste faqueiro.
Vencido por não ter medo
Arremeto-me afinal,
Neste teu mundo abissal
Eterno mar, meu degredo.
Parido da própria morte
Ambivalente sentido.
Sem rumo, sigo perdido,
Teu amor era meu norte.
Mas tanta fome, querida,
E nada mais me sobrou.
Entreguei, a quem me amou,
O resto de minha vida!
Num canibalismo louco
Devorando pouco a pouco
Pressentindo o meu pavor,
Tua boca entreaberta
Aguarda os restos finais
Nos amores canibais
Que teu desejo desperta.
Não vou me entregar inteiro
Nem pretensos suicídios
Nos teus venenos, ofídios
Nas armas deste faqueiro.
Vencido por não ter medo
Arremeto-me afinal,
Neste teu mundo abissal
Eterno mar, meu degredo.
Parido da própria morte
Ambivalente sentido.
Sem rumo, sigo perdido,
Teu amor era meu norte.
Mas tanta fome, querida,
E nada mais me sobrou.
Entreguei, a quem me amou,
O resto de minha vida!
Sunday, December 3, 2006
Minha vida sem te ter
Perde toda essa razão
Que faz a gente viver
Acelera o coração!
Vida que da vida faz
A luz que tudo clareia
É chama que me incendeia
É teia que tanto apraz
Sou capaz de nessa teia
Prender o meu sentimento
Sem ter arrependimento
Por um momento sequer
Nos braços dessa mulher
Que tanto me ajuda a ver
A beleza de viver
Razão de minha alegria
Sol que traz o meu dia
E faz-me ser girassol.
Nas horas mais demoradas,
Quando as mãos estão cansadas
De tanto amor que já dei.
De toda dor que passei
Sem saber como fazer
Teu amor me dá prazer
Iluminando essa vida
Que pensava já perdida
Sem ter muito o que sonhar
Contigo, aprendendo amar
Sem medo sem solidão
Meu verso encontrando então,
A razão para viver!
Perde toda essa razão
Que faz a gente viver
Acelera o coração!
Vida que da vida faz
A luz que tudo clareia
É chama que me incendeia
É teia que tanto apraz
Sou capaz de nessa teia
Prender o meu sentimento
Sem ter arrependimento
Por um momento sequer
Nos braços dessa mulher
Que tanto me ajuda a ver
A beleza de viver
Razão de minha alegria
Sol que traz o meu dia
E faz-me ser girassol.
Nas horas mais demoradas,
Quando as mãos estão cansadas
De tanto amor que já dei.
De toda dor que passei
Sem saber como fazer
Teu amor me dá prazer
Iluminando essa vida
Que pensava já perdida
Sem ter muito o que sonhar
Contigo, aprendendo amar
Sem medo sem solidão
Meu verso encontrando então,
A razão para viver!
Na minha alma, tão serena
E por vezes, mais amena
Acena a luz deste amor
Que se for por onde vou
Acabará com a dor
Que tanto tempo marcou
A vida de quem amou
Ávida vida sem gozo,
Sem gosto quase de nada
Sem sequer ter amada
Que possa me traduzir.
Que não precise pedir
Pois sei que sempre virá
Ao meu lado ficará
Nos momentos mais difíceis
Impossíveis de viver.
Que não me deixe sofrer
As esporas da saudade
E que traga claridade
E gosto de liberdade,
Vontade de viajar
Pelos raios do luar
Pelo céu, estrela e mar,
Por toda essa imensidão
Guardada, numa paixão,
Dentro do meu coração!
E por vezes, mais amena
Acena a luz deste amor
Que se for por onde vou
Acabará com a dor
Que tanto tempo marcou
A vida de quem amou
Ávida vida sem gozo,
Sem gosto quase de nada
Sem sequer ter amada
Que possa me traduzir.
Que não precise pedir
Pois sei que sempre virá
Ao meu lado ficará
Nos momentos mais difíceis
Impossíveis de viver.
Que não me deixe sofrer
As esporas da saudade
E que traga claridade
E gosto de liberdade,
Vontade de viajar
Pelos raios do luar
Pelo céu, estrela e mar,
Por toda essa imensidão
Guardada, numa paixão,
Dentro do meu coração!
Leda dor que me maltrata
Que me trata como louco
Amor que tinha, bem pouco,
De gritar, ficando rouco,
Fazendo uma serenata
Lua brilhando em cascata
Ilumina toda a mata
Do meu triste coração
Que Leda não saberia
Vestido de uma alegria,
Trazendo, na poesia,
O vento duma esperança.
Que minha alma sempre alcança
Mas se cansa de esperar.
Em Leda, todo o luar,
Toda a beleza que espera
Como o bafio da fera
Que me espanta e que me atrai
Todo amor da vida atrai
Mas, depressa se distrai
E parte noutro caminho,
Deixando-me tão sozinho.
Sofrendo qual passarinho
Que perdeu o pobre ninho.
E voa sem ter paragem...
Que me trata como louco
Amor que tinha, bem pouco,
De gritar, ficando rouco,
Fazendo uma serenata
Lua brilhando em cascata
Ilumina toda a mata
Do meu triste coração
Que Leda não saberia
Vestido de uma alegria,
Trazendo, na poesia,
O vento duma esperança.
Que minha alma sempre alcança
Mas se cansa de esperar.
Em Leda, todo o luar,
Toda a beleza que espera
Como o bafio da fera
Que me espanta e que me atrai
Todo amor da vida atrai
Mas, depressa se distrai
E parte noutro caminho,
Deixando-me tão sozinho.
Sofrendo qual passarinho
Que perdeu o pobre ninho.
E voa sem ter paragem...
Por amar Maria tanto
Sem Maria, então, me amar;
Amaria por encanto
Nesse mar vou me afogar
No mar que trouxe Maria
Que jamais enfrenta o mar
Mas que sempre me amaria
Se soubesse navegar
As ondas do amor maior
Que aprendi e sei de cor,
E que quero te ensinar.
Vem Maria pros meus braços,
Teus abraços, nossos laços,
Em ondas de amor gigantes,
Nos fazendo dois amantes
Que sabemos como amar.
Porém se não me quiseres,
Vou voltar para o teu mar
E no mar que amou Maria,
Matando minha alegria,
Entornando a fantasia,
Nunca mais vou navegar!
Sem Maria, então, me amar;
Amaria por encanto
Nesse mar vou me afogar
No mar que trouxe Maria
Que jamais enfrenta o mar
Mas que sempre me amaria
Se soubesse navegar
As ondas do amor maior
Que aprendi e sei de cor,
E que quero te ensinar.
Vem Maria pros meus braços,
Teus abraços, nossos laços,
Em ondas de amor gigantes,
Nos fazendo dois amantes
Que sabemos como amar.
Porém se não me quiseres,
Vou voltar para o teu mar
E no mar que amou Maria,
Matando minha alegria,
Entornando a fantasia,
Nunca mais vou navegar!
Amor em amor consome
E alimenta todo dia.
Não divida, mas sim some
Resultado: uma alegria!
Amor faz do sentimento
Alimento pra viver
Mesmo quando faz doer
Espalha-se pelo vento.
E venta tanta saudade
E também felicidade.
Venta também o tormento
Ventando pela cidade...
E Não pára um só momento
Ventando no velho e moço,
Fazendo tanto alvoroço,
Venta em mulher e criança,
De vento até no pescoço
De vento, enchendo essa pança,
É tanto vento que dança
Em plena praça e na rua,
Esse vento continua
Nunca pára de ventar
Nesse vento me afogar,
Jamais me sai da lembrança
O vento de uma esperança!
E alimenta todo dia.
Não divida, mas sim some
Resultado: uma alegria!
Amor faz do sentimento
Alimento pra viver
Mesmo quando faz doer
Espalha-se pelo vento.
E venta tanta saudade
E também felicidade.
Venta também o tormento
Ventando pela cidade...
E Não pára um só momento
Ventando no velho e moço,
Fazendo tanto alvoroço,
Venta em mulher e criança,
De vento até no pescoço
De vento, enchendo essa pança,
É tanto vento que dança
Em plena praça e na rua,
Esse vento continua
Nunca pára de ventar
Nesse vento me afogar,
Jamais me sai da lembrança
O vento de uma esperança!
Amor trazendo ciúme
É coisa que tanto agita
A rosa com tal perfume
Fica sempre mais bonita.
No ciúme, com certeza
Essa rosa se alimenta
Vaidosa, que mais beleza;
De tão bela, se arrebenta.
Da rosa que tenho em ti,
Orgulhosa, pois é flor,
Todo amor que já vivi,
Arrebentando de amor.
Ilumina toda a terra,
Faz o mundo mais feliz.
No peito que, amor, encerra.
Todo amor que sempre quis.
Minha amada, me perdoa
Se te faço assim sofrer
Mas a vida só é boa,
Se um pouquinho, ela doer.
Ciúmes não precisava
Pois te quero tanto bem
Eu não quero mais ninguém
Por tanto que já te amava;
Mas gostei da reação,
Que, ciumenta, tu tiveste;
Quando amor, ciúme, veste,
Embeleza o coração!
É coisa que tanto agita
A rosa com tal perfume
Fica sempre mais bonita.
No ciúme, com certeza
Essa rosa se alimenta
Vaidosa, que mais beleza;
De tão bela, se arrebenta.
Da rosa que tenho em ti,
Orgulhosa, pois é flor,
Todo amor que já vivi,
Arrebentando de amor.
Ilumina toda a terra,
Faz o mundo mais feliz.
No peito que, amor, encerra.
Todo amor que sempre quis.
Minha amada, me perdoa
Se te faço assim sofrer
Mas a vida só é boa,
Se um pouquinho, ela doer.
Ciúmes não precisava
Pois te quero tanto bem
Eu não quero mais ninguém
Por tanto que já te amava;
Mas gostei da reação,
Que, ciumenta, tu tiveste;
Quando amor, ciúme, veste,
Embeleza o coração!
“Venceu-me, o amor, não nego”.
E vencido, assim, prossigo
Vou carregando comigo
A dor que sempre carrego
Acostumei-me e nem ligo!
De tudo que nesse mundo
Procurei, tenha a certeza,
Esse amor que é mais profundo
Agiganta-se na baixeza
Causando-me uma tristeza.
Amor que não se traduz
Por fazer alguém contente
Toda a vida, de repente
Perde o brilho e vai sem luz.
E no coração da gente,
Só saudade inda reluz.
Vencido, sem esperança,
Procurando pelo nada,
Nada resta na lembrança
Só o nada já me alcança
Para o nada, minha estrada...
E vencido, assim, prossigo
Vou carregando comigo
A dor que sempre carrego
Acostumei-me e nem ligo!
De tudo que nesse mundo
Procurei, tenha a certeza,
Esse amor que é mais profundo
Agiganta-se na baixeza
Causando-me uma tristeza.
Amor que não se traduz
Por fazer alguém contente
Toda a vida, de repente
Perde o brilho e vai sem luz.
E no coração da gente,
Só saudade inda reluz.
Vencido, sem esperança,
Procurando pelo nada,
Nada resta na lembrança
Só o nada já me alcança
Para o nada, minha estrada...
Amando quem tanto amei
Minha vida se passava
E nada mais encontrava
A saudade virou lei
E pouco a pouco, matava.
Saudade fez covardia
Com meu peito sofredor
Maltratando, todo dia
Matando minha alegria,
Mostrando só desamor.
Não posso falar de flores
Acabou-se meu jardim,
O meu sofrer, sem fim,
Causado pelos amores
Que rimando com as dores,
Vão matando tudo em mim.
Amor que, virando fera,
Mostra logo suas presas
Coração se dilacera
A vida se desespera,
Já não tenho mais defesas.
Mas de que vale uma rosa
Sem ter cor e sem perfume.
Ouvindo tanto queixume,
A rosa tão orgulhosa
Morreu, morta de ciúme!
Minha vida se passava
E nada mais encontrava
A saudade virou lei
E pouco a pouco, matava.
Saudade fez covardia
Com meu peito sofredor
Maltratando, todo dia
Matando minha alegria,
Mostrando só desamor.
Não posso falar de flores
Acabou-se meu jardim,
O meu sofrer, sem fim,
Causado pelos amores
Que rimando com as dores,
Vão matando tudo em mim.
Amor que, virando fera,
Mostra logo suas presas
Coração se dilacera
A vida se desespera,
Já não tenho mais defesas.
Mas de que vale uma rosa
Sem ter cor e sem perfume.
Ouvindo tanto queixume,
A rosa tão orgulhosa
Morreu, morta de ciúme!
Rita, quando conheci,
Encontrei nos olhos teus
A luz que ilumina os meus
Em teus olhos me perdi.
Minha vida tão tristonha,
Tão sem rumo, de saudade.
Sem saber felicidade,
Seguia mais enfadonha...
Minha trilha, meu caminho,
Sem destino, me deixava,
Toda noite assim pensava,
Como é duro ser sozinho
Até o mel me amargava.
Já trazia tanto medo
Que não pude ser feliz,
Pois tudo que sempre quis
Acabava num degredo.
Nos descasos alheios,
Meu coração se perdia,
Eu não tinha poesia,
Minha vida em mil receios.
Minha trilha, meu caminho,
Sem destino, me deixava,
Toda vida assim pensava
Como é duro ser sozinho,
Até a fé me amargava.
Mas depois tu chegaste
Minha vida, então mudou,
Meu caminho iluminou
Na noite que enluaraste.
Agora estou satisfeito
E feliz como se vê
Agora tenho um por que,
Ser feliz é meu direito!
Minha trilha, meu caminho,
Tua luz iluminando
Toda vida assim passando,
Já não sigo mais sozinho.
Até o fel me adoçando!
Encontrei nos olhos teus
A luz que ilumina os meus
Em teus olhos me perdi.
Minha vida tão tristonha,
Tão sem rumo, de saudade.
Sem saber felicidade,
Seguia mais enfadonha...
Minha trilha, meu caminho,
Sem destino, me deixava,
Toda noite assim pensava,
Como é duro ser sozinho
Até o mel me amargava.
Já trazia tanto medo
Que não pude ser feliz,
Pois tudo que sempre quis
Acabava num degredo.
Nos descasos alheios,
Meu coração se perdia,
Eu não tinha poesia,
Minha vida em mil receios.
Minha trilha, meu caminho,
Sem destino, me deixava,
Toda vida assim pensava
Como é duro ser sozinho,
Até a fé me amargava.
Mas depois tu chegaste
Minha vida, então mudou,
Meu caminho iluminou
Na noite que enluaraste.
Agora estou satisfeito
E feliz como se vê
Agora tenho um por que,
Ser feliz é meu direito!
Minha trilha, meu caminho,
Tua luz iluminando
Toda vida assim passando,
Já não sigo mais sozinho.
Até o fel me adoçando!
O teu canto me encantando
Faz meu canto ter encanto
E te canto, assim meu canto.
Nosso canto, vou cantando.
Esperando novo tempo
Que não traga sofrimento
Assim a todo momento,
Sem esperar contratempo.
Amor que sempre revela
Esse amor que a gente tem.
Sem teu amor, sou ninguém,
Sou um quadro sem a tela
Vazio, e nada me encanta
Por isso, quando canta,
Todos os males espanta!!
Faz meu canto ter encanto
E te canto, assim meu canto.
Nosso canto, vou cantando.
Esperando novo tempo
Que não traga sofrimento
Assim a todo momento,
Sem esperar contratempo.
Amor que sempre revela
Esse amor que a gente tem.
Sem teu amor, sou ninguém,
Sou um quadro sem a tela
Vazio, e nada me encanta
Por isso, quando canta,
Todos os males espanta!!
Despedida
Amor que me transtornando
Não me deixa prosseguir,
Venho aqui me despedir,
É melhor seguindo andando.
Toda a minha desventura
Na aventura que tentei
Tanta dor eu encontrei
Vivendo sem ter ventura.
Amor fez estripulia
Com quem menos merecia.
Matou minha fantasia
Acabou com a alegria.
E assim, por toda a vida
Que penei, eu quero paz
Por isso essa despedida.
Graças a Deus! Nunca mais!
Não me deixa prosseguir,
Venho aqui me despedir,
É melhor seguindo andando.
Toda a minha desventura
Na aventura que tentei
Tanta dor eu encontrei
Vivendo sem ter ventura.
Amor fez estripulia
Com quem menos merecia.
Matou minha fantasia
Acabou com a alegria.
E assim, por toda a vida
Que penei, eu quero paz
Por isso essa despedida.
Graças a Deus! Nunca mais!
Retrato do Nosso Amor
Em amores, me maltrato
Cada vez mais sofredor
Sofrendo por esse amor
Procuro pelo retrato
Guardado numa gaveta
Que nem sei onde é que está.
Muito menos se está lá
Ou então numa maleta
Que deixei na penteadeira
Ou talvez no porta mala
Quem sabe deixei na sala,
Procurei a casa inteira!
Fui ao quarto de visita
E na sala de jantar,
Já cansei de procurar,
A minha alma andando aflita.
Vasculhei o quarto inteiro
Todo lado e todo canto,
Teu amor foi meu encanto...
Já procurei no banheiro?
Foste minha companheira
Tanto tempo nos amamos...
Mas tantas vezes brigamos.
Me lembrei! ‘Stá na lixeira!
Cada vez mais sofredor
Sofrendo por esse amor
Procuro pelo retrato
Guardado numa gaveta
Que nem sei onde é que está.
Muito menos se está lá
Ou então numa maleta
Que deixei na penteadeira
Ou talvez no porta mala
Quem sabe deixei na sala,
Procurei a casa inteira!
Fui ao quarto de visita
E na sala de jantar,
Já cansei de procurar,
A minha alma andando aflita.
Vasculhei o quarto inteiro
Todo lado e todo canto,
Teu amor foi meu encanto...
Já procurei no banheiro?
Foste minha companheira
Tanto tempo nos amamos...
Mas tantas vezes brigamos.
Me lembrei! ‘Stá na lixeira!
Olhos verdes, onde andais?
Vos procuro todo dia.
Toda a minha fantasia
Não vos terei jamais?
Olhos verdes, eu sonhava
Verdes sonhos de esperança
Mas restou só a lembrança
Que nunca me abandonava...
Nos céus pergunto à lua
E as estrelas; nada falam...
Ou não sabem ou se calam
Minha angústia continua...
Essa dor que me maltrata
E me deixa pleno em medo.
Encontrei-vos no arvoredo,
Nos olhos verdes da mata!
Vos procuro todo dia.
Toda a minha fantasia
Não vos terei jamais?
Olhos verdes, eu sonhava
Verdes sonhos de esperança
Mas restou só a lembrança
Que nunca me abandonava...
Nos céus pergunto à lua
E as estrelas; nada falam...
Ou não sabem ou se calam
Minha angústia continua...
Essa dor que me maltrata
E me deixa pleno em medo.
Encontrei-vos no arvoredo,
Nos olhos verdes da mata!
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