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Já nada mais pudera aonde eu tento
Seguir o meu caminho sem sentido
O corte desenhado onde lapido
E trama o quanto possa o pensamento
Gerando o que pudera resolvido
E nisto só presumo o sofrimento,
Meu mundo se aproxima em sofrimento
E nisto cada dia novo eu tento
Meu sonho sem estar já resolvido
E o todo noutro rumo ora sentido
Traçando o quanto possa o pensamento
E um verso sem temor hoje eu lapido,
O prazo determina e assim lapido
O mundo traduzindo o sofrimento
Rondando sem defesa o pensamento
E quando no final o canto eu tento
Tentando acreditar nalgum sentido
Tramando o que tentara resolvido.
Meu passo sem destino, resolvido
Enquanto um verso em paz hoje eu lapido
Buscando finalmente algum sentido
Podendo aliviar o sofrimento
E nisto este cenário aonde eu tento
Liberto e sem temor o pensamento.
O quanto poderia o pensamento
E nisto com certeza, resolvido
Meu passo rumo ao tanto quero e tento,
Aos poucos em verdade o bem lapido
Marcando com temor o sofrimento
Deixando este meu mundo sem sentido,
O passo noutro encanto já sentido
Rondando o quanto vale o pensamento
Gerando tanta vez o sofrimento
E o mundo se mostrara em resolvido
Momento aonde o mundo ora lapido
Enquanto uma saída ainda tento,
Meu mundo busco e tento, algo sentido
E quando assim lapido o pensamento
Deixando resolvido o sofrimento.
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Monday, July 25, 2011
Sunday, July 24, 2011
OUTONAL
Serenidade da serena idade
Longe de ser tenra nem terna.
Aliás; na tenra
Se pensa eternidade..
Mas de qualquer forma fomos felizes.
Às vezes macambúzios; outras, sonolentos,
Mas no fundo apenas
Dois artistas mambembes em
Busca de um picadeiro à altura... da queda final.
Contemporâneos e contemporizadores de nós mesmos,
Computando os vários erros e gargalhadas...
Amigo.
Bacana dizer isso.
Amigo...
Nas baganas, nas ciganas e nas coxas morenas
Das noturnas sereias
Sorumbaticamente felizes...
Longe da mesmice
Do disse me disse
Afogando o sentimento
No primeiro copo de cachaça...
Mocidade!
Onde andarás, estrela vespertina?
Longe de ser tenra nem terna.
Aliás; na tenra
Se pensa eternidade..
Mas de qualquer forma fomos felizes.
Às vezes macambúzios; outras, sonolentos,
Mas no fundo apenas
Dois artistas mambembes em
Busca de um picadeiro à altura... da queda final.
Contemporâneos e contemporizadores de nós mesmos,
Computando os vários erros e gargalhadas...
Amigo.
Bacana dizer isso.
Amigo...
Nas baganas, nas ciganas e nas coxas morenas
Das noturnas sereias
Sorumbaticamente felizes...
Longe da mesmice
Do disse me disse
Afogando o sentimento
No primeiro copo de cachaça...
Mocidade!
Onde andarás, estrela vespertina?
MINHA AMIGA
É bom saber que existes; minha amiga!
Na luta tão difícil pela vida
Que tantas vezes vem e já periga
Saber que estás aí, minha querida.
Tantas vezes sozinho, busco o mar...
Distante mar que nunca mais eu vi.
Cismando, sou teimoso, em tanto amar,
Nas ondas deste mar eu me perdi...
Pensava descobrir uma esperança
Nas águas tão profundas, num abismo,
Em busca da possível aliança
Que venha sem trazer qualquer cinismo...
A vida faz promessas não cumpridas
De sermos mais felizes, por um dia.
As lágrimas nem sempre são vertidas
Marcadas por tristeza e alegria...
Entendo o que tu sentes, e disso gosto.
A face que me mostras, tão bonita.
Deitando sobre o colo, eu já encosto,
Amiga... Nossa vida traz desdita.
Mas somos, na verdade, mais benditos;
Pois temos, em nós mesmos, nosso cais.
Lenitivo perfeito para aflitos
Momentos que eu espero, nunca mais...
Eu te amo, minha amiga e companheira,
Da forma mais sagrada que conheço.
Distantes, não importa; vens inteira,
Da mesma forma que sempre te obedeço...
E sentes o que sinto, protegemos,
Vivemos nossos colos e paixões...
Amores que nós mesmos só sabemos,
Que brotam nestes nossos corações...
A voz que repetimos, ecoamos,
Traz sempre nossos sonhos e carinhos...
Amiga; tanto, tanto nos amamos.
Sabemos que jamais somos sozinhos...
Eu venho e te agradeço eternamente.
O fato da existência deste amor.
Que é manso tão macio e envolvente,
É forte e se traduz; pleno vigor...
Assim; minha querida, vamos juntos.
Sabendo que estarei sempre contigo;
Pensamos traduzir nossos assuntos,
Deitados neste sonho, tão amigo!
Eu te amo, de verdade, não se esqueça.
Vivemos deste amor tão soberano,
A cada novo tempo que começa,
Amor que renovamos, a cada ano!
Na luta tão difícil pela vida
Que tantas vezes vem e já periga
Saber que estás aí, minha querida.
Tantas vezes sozinho, busco o mar...
Distante mar que nunca mais eu vi.
Cismando, sou teimoso, em tanto amar,
Nas ondas deste mar eu me perdi...
Pensava descobrir uma esperança
Nas águas tão profundas, num abismo,
Em busca da possível aliança
Que venha sem trazer qualquer cinismo...
A vida faz promessas não cumpridas
De sermos mais felizes, por um dia.
As lágrimas nem sempre são vertidas
Marcadas por tristeza e alegria...
Entendo o que tu sentes, e disso gosto.
A face que me mostras, tão bonita.
Deitando sobre o colo, eu já encosto,
Amiga... Nossa vida traz desdita.
Mas somos, na verdade, mais benditos;
Pois temos, em nós mesmos, nosso cais.
Lenitivo perfeito para aflitos
Momentos que eu espero, nunca mais...
Eu te amo, minha amiga e companheira,
Da forma mais sagrada que conheço.
Distantes, não importa; vens inteira,
Da mesma forma que sempre te obedeço...
E sentes o que sinto, protegemos,
Vivemos nossos colos e paixões...
Amores que nós mesmos só sabemos,
Que brotam nestes nossos corações...
A voz que repetimos, ecoamos,
Traz sempre nossos sonhos e carinhos...
Amiga; tanto, tanto nos amamos.
Sabemos que jamais somos sozinhos...
Eu venho e te agradeço eternamente.
O fato da existência deste amor.
Que é manso tão macio e envolvente,
É forte e se traduz; pleno vigor...
Assim; minha querida, vamos juntos.
Sabendo que estarei sempre contigo;
Pensamos traduzir nossos assuntos,
Deitados neste sonho, tão amigo!
Eu te amo, de verdade, não se esqueça.
Vivemos deste amor tão soberano,
A cada novo tempo que começa,
Amor que renovamos, a cada ano!
AMIZADE VERDADEIRA
A AMIZADE VERDADEIRA
Um dia a porta fecha
O tempo rosna
O vento uivando
Fechando a porta.
Todos partindo,
O resto fica,
Janela exposta
A alma perdida,
O rumo incerto
Deserto e breu.
Não sobra nada
Apenas vagas
E longínquas lembranças.
As lanças cortam,
Aportam dores
Morrendo flores
Canteiro esvai,
A vida trai,
Morte se atrai
E amigos?
Somente um.
O verdadeiro.
Garimpos feitos,
Areia, lodo.
Restou um grão,
Simples fração,
Em ouro puro...
Um dia a porta fecha
O tempo rosna
O vento uivando
Fechando a porta.
Todos partindo,
O resto fica,
Janela exposta
A alma perdida,
O rumo incerto
Deserto e breu.
Não sobra nada
Apenas vagas
E longínquas lembranças.
As lanças cortam,
Aportam dores
Morrendo flores
Canteiro esvai,
A vida trai,
Morte se atrai
E amigos?
Somente um.
O verdadeiro.
Garimpos feitos,
Areia, lodo.
Restou um grão,
Simples fração,
Em ouro puro...
SEXTINA À AMIZADE
Os dias sem te ter vão penitentes,
As horas já não passam; tristes, duras,
Teus braços como raios envolventes
Garantem caminhadas mais seguras,
Teus olhos que me guiam, reluzentes,
Banhando cada passo com ternuras.
Buscando tão somente tais ternuras
Depois de noites tristes, penitentes
Encontro meus caminhos reluzentes
Amaciando estradas frias, duras
As mãos se tornam fortes e seguras
Trazendo estes carinhos envolventes.
Palavras que me dizes, envolventes
Tão plenas de carícias e ternuras
Mostrando soluções bem mais seguras
Redimem almas, velhas penitentes
Embora tantas vezes sejam duras
Permitem alvoradas reluzentes.
Estrelas que me entornas, reluzentes
Quais traços de amizades envolventes
Nas tramas bem mais firmes e mais duras
Tocadas pelos raios de ternuras
Protegem os que foram penitentes,
Passadas com certeza bem seguras.
Amiga com teus braços me seguras
Futuro mostra rotas reluzentes.
As pernas maltratadas penitentes
Atada nos grilhões mais envolventes
Depois de perceber tantas ternuras
Libertam-se das trevas, cruéis, duras.
As marcas mais profundas, sempre duras,
Guiadas por passadas mais seguras
Permitem vislumbrar raras ternuras,
Sentindo os claros brilhos reluzentes
Que chegam com seus raios envolventes,
Trazendo uma alegria aos penitentes.
Outrora penitentes noites duras,
Nos braços envolventes vão seguras
Nos trilhos reluzentes das ternuras...
As horas já não passam; tristes, duras,
Teus braços como raios envolventes
Garantem caminhadas mais seguras,
Teus olhos que me guiam, reluzentes,
Banhando cada passo com ternuras.
Buscando tão somente tais ternuras
Depois de noites tristes, penitentes
Encontro meus caminhos reluzentes
Amaciando estradas frias, duras
As mãos se tornam fortes e seguras
Trazendo estes carinhos envolventes.
Palavras que me dizes, envolventes
Tão plenas de carícias e ternuras
Mostrando soluções bem mais seguras
Redimem almas, velhas penitentes
Embora tantas vezes sejam duras
Permitem alvoradas reluzentes.
Estrelas que me entornas, reluzentes
Quais traços de amizades envolventes
Nas tramas bem mais firmes e mais duras
Tocadas pelos raios de ternuras
Protegem os que foram penitentes,
Passadas com certeza bem seguras.
Amiga com teus braços me seguras
Futuro mostra rotas reluzentes.
As pernas maltratadas penitentes
Atada nos grilhões mais envolventes
Depois de perceber tantas ternuras
Libertam-se das trevas, cruéis, duras.
As marcas mais profundas, sempre duras,
Guiadas por passadas mais seguras
Permitem vislumbrar raras ternuras,
Sentindo os claros brilhos reluzentes
Que chegam com seus raios envolventes,
Trazendo uma alegria aos penitentes.
Outrora penitentes noites duras,
Nos braços envolventes vão seguras
Nos trilhos reluzentes das ternuras...
AMIZADE...
Amizade, companheira
Não é flor tão corriqueira
Que se encontra a vida inteira
Basta querer procurar.
Amizade é laço forte
Que quem tem, encontra a sorte
Sobrevive até na morte.
Não é fácil de se achar...
Amizade, minha amada,
É produto duma estrada
Tão longa e tão bem cuidada,
Não se pode descuidar...
Amizade, meu amor,
Tem raridade de flor
Somente bom lavrador
Tem poder de cultivar!
Não é flor tão corriqueira
Que se encontra a vida inteira
Basta querer procurar.
Amizade é laço forte
Que quem tem, encontra a sorte
Sobrevive até na morte.
Não é fácil de se achar...
Amizade, minha amada,
É produto duma estrada
Tão longa e tão bem cuidada,
Não se pode descuidar...
Amizade, meu amor,
Tem raridade de flor
Somente bom lavrador
Tem poder de cultivar!
CORAGEM, AMIGO
Quando vou pelas estradas
Da vida, sei que estou só,
Nem mesmo as minhas pegadas,
As deixo sobre esse pó.
Nasci só, não tenho nada,
Tudo perdi no caminho
Não tenho mulher amada,
Sei que estou sempre sozinho,
Seguindo por esta estrada,
Livre como um passarinho!
Nasci num berço dourado,
Um filho de coronel,
Com diz velho ditado:
Bunda virada pro céu.
Mas a vida tem percalços
E nos pega de tocaia,
Amigos que tive: falsos,
Nesta arapuca não caia,
Por isso meus pés descalços,
E o meu cigarro de “paia”...
Perdi amigo e riqueza
Perdi amor, que mentia,
Mas inda vejo beleza
No nascer do novo dia,
Mesmo sozinho, sem cobre,
Vou seguindo esta viagem,
Alma nobre, bolso pobre,
Mas isso tudo é bobagem,
Pois de ouro se recobre
Quem não perdeu a coragem!
É amigo, tantas coisas nesta vida são importantes:
Mulher, “amor”, dinheiro, “amigos”...
Tantas coisas que valorizamos demais, e só temos a certeza de que eram falsos quando os perdemos.
Porém, se tiveres perdido tudo isso, companheiro, ainda tens uma coisa que te manterá em pé pela estrada longa desta vida.
Uma coisa que te impedirá de se perder entre as pedras e os espinhos:
A coragem!
Coragem de viver, e não temer as tempestades que, sabes, virão.
Erga tua cabeça e siga.
Encontrarás ou não as amizades verdadeiras, o amor que não pede ou cobra, e, quem sabe, até mesmo as riquezas materiais que são as de menor importância nesta vida, pois trazem com elas a falsa amizade e o amor que “era pouco e se acabou”.
Mas nunca perca a CORAGEM de viver e de lutar.
Essa está dentro de ti, meu querido amigo!
Da vida, sei que estou só,
Nem mesmo as minhas pegadas,
As deixo sobre esse pó.
Nasci só, não tenho nada,
Tudo perdi no caminho
Não tenho mulher amada,
Sei que estou sempre sozinho,
Seguindo por esta estrada,
Livre como um passarinho!
Nasci num berço dourado,
Um filho de coronel,
Com diz velho ditado:
Bunda virada pro céu.
Mas a vida tem percalços
E nos pega de tocaia,
Amigos que tive: falsos,
Nesta arapuca não caia,
Por isso meus pés descalços,
E o meu cigarro de “paia”...
Perdi amigo e riqueza
Perdi amor, que mentia,
Mas inda vejo beleza
No nascer do novo dia,
Mesmo sozinho, sem cobre,
Vou seguindo esta viagem,
Alma nobre, bolso pobre,
Mas isso tudo é bobagem,
Pois de ouro se recobre
Quem não perdeu a coragem!
É amigo, tantas coisas nesta vida são importantes:
Mulher, “amor”, dinheiro, “amigos”...
Tantas coisas que valorizamos demais, e só temos a certeza de que eram falsos quando os perdemos.
Porém, se tiveres perdido tudo isso, companheiro, ainda tens uma coisa que te manterá em pé pela estrada longa desta vida.
Uma coisa que te impedirá de se perder entre as pedras e os espinhos:
A coragem!
Coragem de viver, e não temer as tempestades que, sabes, virão.
Erga tua cabeça e siga.
Encontrarás ou não as amizades verdadeiras, o amor que não pede ou cobra, e, quem sabe, até mesmo as riquezas materiais que são as de menor importância nesta vida, pois trazem com elas a falsa amizade e o amor que “era pouco e se acabou”.
Mas nunca perca a CORAGEM de viver e de lutar.
Essa está dentro de ti, meu querido amigo!
NOSSA AMIZADE
Não quero mais valentia
Nem tampouco tempestade,
No tanto que me cabia,
Só cabe nossa amizade
Meu amigo já te conto
De tudo o que já vivi,
Sofrimento foi desconto
De toda amor que perdi.
Companheiro não me esqueço
Das palavras que dizia,
Esse amor eu não mereço,
Mas custou a teimosia.
Moço pobre, moça rica,
Num dá certo não senhor,
Quando a coisa se complica
O dinheiro tem valor.
O seu pai é proprietário,
Eu sou simples cantador,
Na hora desse honorário
Toda a conta me sobrou.
Quando a moça viu a casa
Com telhado de sapê,
A paixão que fora brasa
Começou a arrefecer.
E depois de rachar lenha
Com a mão tão delicada,
Por mais amor que me tenha,
No final não sobrou nada.
Arroz e feijão na cuia,
Beber água lá do poço,
Guardar milho lá na tuia
Piorou este alvoroço.
Mas te falo camarada,
Cada beijo bem cheiroso,
Valeu toda esta jornada,
Eta bichinho gostoso!
Mas agora que findou,
E voltei à realidade,
Graças a Deus, me sobrou,
O bão de tudo, amizade!
Nem tampouco tempestade,
No tanto que me cabia,
Só cabe nossa amizade
Meu amigo já te conto
De tudo o que já vivi,
Sofrimento foi desconto
De toda amor que perdi.
Companheiro não me esqueço
Das palavras que dizia,
Esse amor eu não mereço,
Mas custou a teimosia.
Moço pobre, moça rica,
Num dá certo não senhor,
Quando a coisa se complica
O dinheiro tem valor.
O seu pai é proprietário,
Eu sou simples cantador,
Na hora desse honorário
Toda a conta me sobrou.
Quando a moça viu a casa
Com telhado de sapê,
A paixão que fora brasa
Começou a arrefecer.
E depois de rachar lenha
Com a mão tão delicada,
Por mais amor que me tenha,
No final não sobrou nada.
Arroz e feijão na cuia,
Beber água lá do poço,
Guardar milho lá na tuia
Piorou este alvoroço.
Mas te falo camarada,
Cada beijo bem cheiroso,
Valeu toda esta jornada,
Eta bichinho gostoso!
Mas agora que findou,
E voltei à realidade,
Graças a Deus, me sobrou,
O bão de tudo, amizade!
SEXTINA 4
4
Amor que nos liberta e traz no olhar
Certeza de um momento onde encontrar
Vencendo cada instante a se entregar
Vagando noutro rumo a procurar
Aonde se pudera num altar
O sonho mais diverso a se mostrar.
O rumo quando tenta se mostrar
E dita com certeza um raro olhar
Ousando em ter nas mãos o raro altar,
Buscando cada instante a me encontrar,
Depois de tanto tempo procurar
Sabendo tão somente me entregar;
E quantas vezes pude ao entregar
Meu sonho num momento a paz mostrar
Ousando na esperança procurar
E nesta direção diversa olhar
Até poder enfim paz encontrar
Reinando como fosse um nobre altar,
Quem faz do grande amor o seu altar
Já sabe o quanto possa se entregar
E após outro momento eu encontrar
O passo sem temor a se mostrar
E sinto um raro brilho em teu olhar
Depois de tanto, tanto procurar.
A vida não cansando a procurar
Aonde se ergue em nós um claro altar
E traz a força imensa neste olhar
Podendo com certeza me entregar
Até que eu possa o quanto em paz mostrar
E nisto a luz com calma eu encontrar.
E sei que poderia te encontrar
Depois de tanto tempo procurar
Estrela que nos guia a se mostrar
Ousando na alegria como altar
Tramando o que pudera ao me entregar
Trazer com maior força em meu olhar.
Pudesse neste olhar ao encontrar
O tanto a se entregar e procurar
No amor um raro altar a se mostrar.
Amor que nos liberta e traz no olhar
Certeza de um momento onde encontrar
Vencendo cada instante a se entregar
Vagando noutro rumo a procurar
Aonde se pudera num altar
O sonho mais diverso a se mostrar.
O rumo quando tenta se mostrar
E dita com certeza um raro olhar
Ousando em ter nas mãos o raro altar,
Buscando cada instante a me encontrar,
Depois de tanto tempo procurar
Sabendo tão somente me entregar;
E quantas vezes pude ao entregar
Meu sonho num momento a paz mostrar
Ousando na esperança procurar
E nesta direção diversa olhar
Até poder enfim paz encontrar
Reinando como fosse um nobre altar,
Quem faz do grande amor o seu altar
Já sabe o quanto possa se entregar
E após outro momento eu encontrar
O passo sem temor a se mostrar
E sinto um raro brilho em teu olhar
Depois de tanto, tanto procurar.
A vida não cansando a procurar
Aonde se ergue em nós um claro altar
E traz a força imensa neste olhar
Podendo com certeza me entregar
Até que eu possa o quanto em paz mostrar
E nisto a luz com calma eu encontrar.
E sei que poderia te encontrar
Depois de tanto tempo procurar
Estrela que nos guia a se mostrar
Ousando na alegria como altar
Tramando o que pudera ao me entregar
Trazer com maior força em meu olhar.
Pudesse neste olhar ao encontrar
O tanto a se entregar e procurar
No amor um raro altar a se mostrar.
Saturday, July 23, 2011
A FORÇA DA AMIZADE
A FORÇA DA AMIZADE
Amigo, não quero que me livres da dor.
Eu sei que, disso, ninguém é capaz.
A dor é minha, somente minha e de mais ninguém.
Mas, espero que ajudes a suportá-la;
Cruel e voraz, a dor está me consumindo
Aos poucos...
Amanhã ela passará, eu bem sei disso, não me iludo.
A cicatriz virá, por si só.
Mas, peço-te, companheiro de tantas jornadas,
Ajude-me a encará-la com mais tranqüilidade,
Sem ter o desespero como mote.
A minha sorte, amigo, é que Deus sabe muito bem
Que tenho a força para suportar esta dor tão cruel.
Essa força me permite encarar meus medos, minhas tristezas, minhas dores e, até, minhas alegrias e esperanças.
Pois como tudo, elas também são fugazes ou se frustram por si só.
E somente a força da amizade pode nos ajudar a superar essas emoções!
Amigo, não quero que me livres da dor.
Eu sei que, disso, ninguém é capaz.
A dor é minha, somente minha e de mais ninguém.
Mas, espero que ajudes a suportá-la;
Cruel e voraz, a dor está me consumindo
Aos poucos...
Amanhã ela passará, eu bem sei disso, não me iludo.
A cicatriz virá, por si só.
Mas, peço-te, companheiro de tantas jornadas,
Ajude-me a encará-la com mais tranqüilidade,
Sem ter o desespero como mote.
A minha sorte, amigo, é que Deus sabe muito bem
Que tenho a força para suportar esta dor tão cruel.
Essa força me permite encarar meus medos, minhas tristezas, minhas dores e, até, minhas alegrias e esperanças.
Pois como tudo, elas também são fugazes ou se frustram por si só.
E somente a força da amizade pode nos ajudar a superar essas emoções!
SEXTINA 3
3
A forma mais suave da esperança
Traduz felicidade e nada mais
Os dias quando fossem tão venais
A sorte na verdade ao nada lança
E quanta vez eu vejo esta aliança
Marcada por instantes desiguais.
Os sonhos tantas vezes desiguais
E o quanto poderia em esperança
Gerar noutro momento esta aliança
Deixando para além o nunca mais,
A vida quando adentra em fina lança
Expressa os erros tolos e venais.
O prazo entre momentos que, venais
Já não comportariam desiguais
Caminhos entre os todos quando lança
A voz ao se perder em esperança
No todo desejado e sempre mais
Tentando produzir tal aliança.
A noite nos tramando uma aliança
Embora dias sigam tais venais
Momentos entre os ermos; peço mais
Nos tantos que pudessem desiguais
Gestando tão somente esta esperança
Ousando na alegria onde se lança.
O canto desejado e nele lança
Marcando o dia a dia em aliança
Trazendo tão somente esta esperança
Esbarro nos engodos e venais
Momentos com temores desiguais
E neste caminhar o tempo a mais
O quanto poderia e sempre mais
Ousando na incerteza onde se lança
Ausência dentre tantos desiguais
E neste caminhar uma aliança
Presume outros sentidos mais venais
Matando o quanto fora uma esperança.
A vida em esperança traz a mais
Os dias mais venais a sorte lança
Ousando em aliança os desiguais.
A forma mais suave da esperança
Traduz felicidade e nada mais
Os dias quando fossem tão venais
A sorte na verdade ao nada lança
E quanta vez eu vejo esta aliança
Marcada por instantes desiguais.
Os sonhos tantas vezes desiguais
E o quanto poderia em esperança
Gerar noutro momento esta aliança
Deixando para além o nunca mais,
A vida quando adentra em fina lança
Expressa os erros tolos e venais.
O prazo entre momentos que, venais
Já não comportariam desiguais
Caminhos entre os todos quando lança
A voz ao se perder em esperança
No todo desejado e sempre mais
Tentando produzir tal aliança.
A noite nos tramando uma aliança
Embora dias sigam tais venais
Momentos entre os ermos; peço mais
Nos tantos que pudessem desiguais
Gestando tão somente esta esperança
Ousando na alegria onde se lança.
O canto desejado e nele lança
Marcando o dia a dia em aliança
Trazendo tão somente esta esperança
Esbarro nos engodos e venais
Momentos com temores desiguais
E neste caminhar o tempo a mais
O quanto poderia e sempre mais
Ousando na incerteza onde se lança
Ausência dentre tantos desiguais
E neste caminhar uma aliança
Presume outros sentidos mais venais
Matando o quanto fora uma esperança.
A vida em esperança traz a mais
Os dias mais venais a sorte lança
Ousando em aliança os desiguais.
PRECIPÍCIO
Já nada mais comporta
O quanto se aportasse noutro porto
Abrindo esta comporta
Inundações e medo.
As teias entrelaçam e tecem laços firmes
Conforme se presume, o sumo se perdendo.
No adendo onde pretendo apenas ser mais um,
Nenhum vagasse enquanto o tempo se findasse
E apenas demonstrasse a queda inusitada.
Impasses entre farsas e falsas impressões,
Expresso o que pudesse além de meramente
O túnel se findando, só resta o precipício...
O quanto se aportasse noutro porto
Abrindo esta comporta
Inundações e medo.
As teias entrelaçam e tecem laços firmes
Conforme se presume, o sumo se perdendo.
No adendo onde pretendo apenas ser mais um,
Nenhum vagasse enquanto o tempo se findasse
E apenas demonstrasse a queda inusitada.
Impasses entre farsas e falsas impressões,
Expresso o que pudesse além de meramente
O túnel se findando, só resta o precipício...
TÉDIO
Descarrila esperança noutra curva
E turvando o que pudera cristalino
Ousando desde quando o ser menino
Tramasse outra ilusão.
Apenas sigo
E tento desvendar
Mistérios que na verdade não trago,
A cada novo engodo, novo estrago
No estofado da querência.
Acordes entre acordos e senzalas
Viola noutra noite a pontear
Saudade do que pude imaginar
Exposta qual troféu em tua sala...
Apesar de viver cada momento
Alentos não encontro, mas que se dane!
O velho coração entrando em pane
Sem pânico ou sem mesmo algum remédio...
Morrendo deste imenso e tosco tédio.
E turvando o que pudera cristalino
Ousando desde quando o ser menino
Tramasse outra ilusão.
Apenas sigo
E tento desvendar
Mistérios que na verdade não trago,
A cada novo engodo, novo estrago
No estofado da querência.
Acordes entre acordos e senzalas
Viola noutra noite a pontear
Saudade do que pude imaginar
Exposta qual troféu em tua sala...
Apesar de viver cada momento
Alentos não encontro, mas que se dane!
O velho coração entrando em pane
Sem pânico ou sem mesmo algum remédio...
Morrendo deste imenso e tosco tédio.
BONSAI
Um cheiro de café invade a casa
E o tempo retroage num instante
Aos ermos de uma vila aonde o todo
Cabia no quintal e num pomar.
A vida não traria tantas coisas,
Somente esta expressão que não se cala,
Sentado no sofá, a velha sala,
A noite desenhando o seu luar.
E agora o que percebo disto tudo
No quanto desejasse, mas, contudo,
A rude campainha me desperta.
Janelas entreabertas e buzinas,
Fumaça adentra enfim minhas narinas
Pomar se resumindo num bonsai
A lágrima escorrendo então me trai...
E o tempo retroage num instante
Aos ermos de uma vila aonde o todo
Cabia no quintal e num pomar.
A vida não traria tantas coisas,
Somente esta expressão que não se cala,
Sentado no sofá, a velha sala,
A noite desenhando o seu luar.
E agora o que percebo disto tudo
No quanto desejasse, mas, contudo,
A rude campainha me desperta.
Janelas entreabertas e buzinas,
Fumaça adentra enfim minhas narinas
Pomar se resumindo num bonsai
A lágrima escorrendo então me trai...
CREPÚSCULO
A foto continua na parede
Distante dos meus dias,
Velha cena...
Um bar, um beijo e a noite se condena
Ao tanto que pudera e bem sabia
Jamais conheceria algum sentido.
A vasta imensidão da Atlântica,
Copacabana resta em algum canto,
O sonho noutro tom, em desencanto,
E o canto num marulho refletido
Expressa essa sereia que não veio,
E o anseio que reflete o dia a dia
Nas tramas e nos ermos solitários
De quem buscando brilhos tantos vários,
Encontra tão somente o seu crepúsculo...
Distante dos meus dias,
Velha cena...
Um bar, um beijo e a noite se condena
Ao tanto que pudera e bem sabia
Jamais conheceria algum sentido.
A vasta imensidão da Atlântica,
Copacabana resta em algum canto,
O sonho noutro tom, em desencanto,
E o canto num marulho refletido
Expressa essa sereia que não veio,
E o anseio que reflete o dia a dia
Nas tramas e nos ermos solitários
De quem buscando brilhos tantos vários,
Encontra tão somente o seu crepúsculo...
CADÊ MINAS?
O bonde já se foi
O trem descarrilou
E Minas já não cabe
Nos olhos de quem segue
A estrada sem destino
Menino em laranjais
Buscando muito mais
Que a serra e vales tantos.
Mas nada além depara,
O mar, distante mar,
Vontade de voar.
Mas amputadas, asas,
Fumaças sobre casas,
E o cheiro do passado
Invadindo as narinas...
Procuro e cadê Minas?
O tempo é nunca mais...
O trem descarrilou
E Minas já não cabe
Nos olhos de quem segue
A estrada sem destino
Menino em laranjais
Buscando muito mais
Que a serra e vales tantos.
Mas nada além depara,
O mar, distante mar,
Vontade de voar.
Mas amputadas, asas,
Fumaças sobre casas,
E o cheiro do passado
Invadindo as narinas...
Procuro e cadê Minas?
O tempo é nunca mais...
ATEMPORAL
o vento tempo a tempo, temporal
atemporal sentido sem o termo
que em ermo coração ainda habita
num hábito comum e tantas vezes
ferrenho sentimento sem que possa
traçar outra esperança
rumo e fossa,
a troça e este destroço do que fomos
navego e vejo enfim cada naufrágio
deságio de uma vida sem valia
que há tanto noutro intento poderia
e agora já não cabe dentro em mim
atemporal sentido sem o termo
que em ermo coração ainda habita
num hábito comum e tantas vezes
ferrenho sentimento sem que possa
traçar outra esperança
rumo e fossa,
a troça e este destroço do que fomos
navego e vejo enfim cada naufrágio
deságio de uma vida sem valia
que há tanto noutro intento poderia
e agora já não cabe dentro em mim
Friday, July 22, 2011
Marcos Loures
22 de julho de 2011 08:15
- AMANDO SOB AS ESTRELAS
Arrasto-me entre os becos, sorrateiro,
Percurso repetido todo dia.
Se outrora, por amor, me dei inteiro,
O que restou: a noite vaga e fria.
Dos sonhos, um eterno garimpeiro,
Entregue à delicada fantasia,
Se agora entre os esgotos, eu me esgueiro,
Procuro na sarjeta, poesia.
Amando sob estrelas, bebo a lua,
Encontro tua sombra pela rua
E finjo acreditar no grande amor.
Aos poucos, agrisalham-se os cabelos,
Quem dera, teus carinhos inda tê-los,
Do esterco nascerá enfim a flor?
MARCOS LOURES
Restou-nos só a noite vaga e fria
Daquele amor repleno d’inocência,
Lilás tal qual a flor da bela hortência
Suave feito a luz da fantasia.
E o vinho bebo dessa nostalgia,
Sorvendo as dores dessa tua ausência,
Vivendo mesmo à beira da demência,
A delirar em versos, poesia.
E vago o meu olhar por entre estrêlas,
Buscando a sombra tua em noite escura,
Co’a alma minha triste e merencória.
Andejo recordando a nossa história,
O nosso amor, a sua iluminura,
E as lágrimas não posso, não, contê-las,
EDIR PINA DE BARROS
Procuro inutilmente quem me traga
Além deste vazio imenso e rude,
O sonho que deveras me transmude,
Cicatrizando na alma a velha chaga.
Minha alma sem sentido segue vaga,
Ainda quando a lua em plenitude
Apenas num momento desilude,
Na torpe solidão da escusa plaga.
Amores de um passado que, distante,
Anunciando um passo agonizante
Em meio às constelares esperanças.
O tempo não trouxesse qualquer chance,
E quanto mais a dor, agora avance,
À tosca solidão, tu mais me lanças.
22 de julho de 2011 08:15
- AMANDO SOB AS ESTRELAS
Arrasto-me entre os becos, sorrateiro,
Percurso repetido todo dia.
Se outrora, por amor, me dei inteiro,
O que restou: a noite vaga e fria.
Dos sonhos, um eterno garimpeiro,
Entregue à delicada fantasia,
Se agora entre os esgotos, eu me esgueiro,
Procuro na sarjeta, poesia.
Amando sob estrelas, bebo a lua,
Encontro tua sombra pela rua
E finjo acreditar no grande amor.
Aos poucos, agrisalham-se os cabelos,
Quem dera, teus carinhos inda tê-los,
Do esterco nascerá enfim a flor?
MARCOS LOURES
Restou-nos só a noite vaga e fria
Daquele amor repleno d’inocência,
Lilás tal qual a flor da bela hortência
Suave feito a luz da fantasia.
E o vinho bebo dessa nostalgia,
Sorvendo as dores dessa tua ausência,
Vivendo mesmo à beira da demência,
A delirar em versos, poesia.
E vago o meu olhar por entre estrêlas,
Buscando a sombra tua em noite escura,
Co’a alma minha triste e merencória.
Andejo recordando a nossa história,
O nosso amor, a sua iluminura,
E as lágrimas não posso, não, contê-las,
EDIR PINA DE BARROS
Procuro inutilmente quem me traga
Além deste vazio imenso e rude,
O sonho que deveras me transmude,
Cicatrizando na alma a velha chaga.
Minha alma sem sentido segue vaga,
Ainda quando a lua em plenitude
Apenas num momento desilude,
Na torpe solidão da escusa plaga.
Amores de um passado que, distante,
Anunciando um passo agonizante
Em meio às constelares esperanças.
O tempo não trouxesse qualquer chance,
E quanto mais a dor, agora avance,
À tosca solidão, tu mais me lanças.
Thursday, July 21, 2011
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FAÇO PARTE DE 34 GRUPOS LIGADOS À CULTURA E ÀS ARTES EM GERAL, ESSE "SITE DE RELACIONAMENTOS" COM SUAS TENDÊNCIAS AUTORITÁRIAS E DE METER O BEDELHO EM TUDO, DEVERIA SER MAIS EDUCADO OU NÃO SE CONSIDERAR UM LOCAL ONDE AS PESSOAS POSSAM SE RELACIONAR, DITADURA? BASTA A QUE VIVEMOS,
LAMENTÁVEL FACEBOOK QUANDO EU E A MAIOR PARTE DAS PESSOAS PUBLICA ALGUMA COISA NESTES GRUPOS OU É NO SENTIDO DE INTERAÇÃO OU DE PROPAGAÇÃO GRATUITA DE ALGUMA FORMA DE CULTURA, E SE ISSO ATRAPALHA OS INTERESSES ECONÔMICOS E/ OU OUTROS DESTE SITE AVISEM QUE EU NÃO PRECISO DA POESIA E NEM DO FACEBOOK E DE NENHUM OUTRO SITE PARA SOBREVIVER
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