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Wednesday, May 17, 2006

POR NÃO CRER NESSES FANTASMAS

Por não crer nesses fantasmas

Que atrapalham nosso sono

Por não ver nesses miasmas

Nem acreditar em mono

Bichos de sete cabeças

Nem em trem desgovernado

Foi que tive nas travessas

Travessura vai formando,

Com esse mesmo alentado

Que me fez assim calado

Palavras poucas consumo

Não penetro nem no sumo

Das poucas que sei usar.

Nasci quase taciturno

Emburrado, sem sorriso,

Dos dias todo seu turno

Foi do meu tempo preciso

Percebo que sei de nada

De nada quase não sei

Minha vida vai estrada

Por tantas quantas passei

Fui da ponta dessa espada

No choro da carpideira

Fiz de toda sexta feira

Minha trama mais pecada.

Foi meu mundo minha escola

Das lições sei a primeira

Quem não luta não decola

Quem faz tanto nada faz

Quem quer mostrar ser capaz

Num precisa de recado

Nesse mundo meu pecado

Foi o de não certeza

Se serve tanta tristeza

Pra que que se reza tanto

Se não existe mais santo

Nem hora de precisão

Pra transformar em encanto

O que foi assombração.

Menino solto, liberto,

Sem ter nada nem por perto

Nem distante do meu peito

Que correndo, sempr’aberto,

Trazia por satisfeito

Cada trocado da vida

Num abraço de partida

Numa luz sem ter reflexo

Isso pode parecer

Que nada é tão mais complexo

Que não consigo entender

O resto dessa viagem

Vida seguindo, paragem.

Não podendo traduzir

Por onde mais querer ir

A não ser o recomeço

Do fosso que bem mereço

Do gosto podre do beijo

Da moça que não desejo

Mas beijo por precisão

De aliviar o meu peito

De transtornar satisfeito

O que dizem coração.

Fui crescido, de precoce,

Tantas foram as pancadas

Não permito que se coce

Essas carnes machucadas

Triste peleja da vida

Trazendo lá da partida

Um gosto de sangue em riste

A dor sendo o meu alpiste

Para que nada despiste

O Passarim sofredor

Que insiste e logo desiste

Pois não cultiva mais dor

Trafegando sem atino

Correndo feito menino

Nesse peito aparador

Acostumado a desmando

Sem entender o comando

Que destina o meu senhor

Único que conheci

Na minha sina estradeira

Por quanto que já vivi

Não tenho medo de esteira

Não sei mais tanta besteira

Pode conter meu amor.

Não tive dono nem guia

Minha vida minha trilha

Foi toda essa poesia

Feita de tanta Maria

Quantas pude ter de dia

Na minha boca safada

Que pior que minha enxada

Tanto solo desbravou

Num canto qualquer da mata

Na beleza que arrebata

Faz de todos um doutor

Nas sinas dessas meninas

Que por tanto sei, senhor,

São todas as minhas sinas

As bocas mais assassinas

Das que um homem já provou.

Criado sem asas, só,

Dum jeito sem sentir dó

Nos campos de cabrobó

Fui feito de muita lenha

Nas matas por onde embrenha

Os passos mais corajosos

Os trajes mais andrajosos

O peito guardando a senha.

Agora vou mais completo

Das dores já vou liberto

Sem mala medo sem cuia

Sem trama nem plenitude

Sem ter cabra que me ajude

Que disso não tem precisão

Nem tamoio, nem tapuia.

Nem trava no olho por certo

Vou seguindo meu deserto,

Sem querer nem companhia

Nada que me atrapalhe

Seguindo por valentia

Medo que me avacalhe

Transformando essa agonia

No sol desse novo dia

Que possa me dar alegria

A alegria dessa sorte

Da morte tenho alergia

Por isso sigo meu norte

Não há nada que me importe

A não ser minha batalha

Por esse canto qualquer

Onde possa, minha fé

Ter a força que agasalha

Fumando um cigarro palha

No corte dessa navalha

Que sangra na teimosia

Desse cabra mais inquieto

Que não teme por perto

Nem fantasma ou fantasia.

Quero trazer boa nova

Pro povo que me escutar

Venho sem lua nem trova

Chego só por eu chegar

Eu na mão trago essa rosa

Pra moça um dedo de prosa

Por causa d’uma sereia

Que transfundi nessa veia

Acendendo essa centeia

Que alumia o coração

Não quer saber de fastio

Vou vivendo meu estio

Como estivesse no cio

Carregando, mais vadio

O que não fora vazio

Meu peito sem serventia

Pra outra coisa qualquer

Quero acender o meu dia

Nos braços dessa guria

No cheiro dessa mulher

Que me deu a poesia

Agora não mais me quer

Que trago no meio dia

Da vida, sem valentia,

Comendo só de colher

A sopa amarga da vida

Que me deu a despedida

E vai hoje por qualquer

Coisa que seja capaz

De nunca olhar para trás

Nem vigor nem mansidão

Trazendo nessa amplidão

O brilho claro da lua

Iluminando essa rua

Por onde ela passará.

Tanto tempo sem falar

Falei tanto sem parar

Sem fazer descanso ao menos

Por isso pra terminar

Sem destilar os venenos

Que podia destilar;

Seguindo por esse rumo,

Buscando por meu aprumo

Procurando me encontrar

Vou terminar os meus versos

Já falei dos adversos

Já falei de diversão

Já mostrei meu coração

Já espantei esse frio

Debulhei todo esse mio

Já liguei fio por fio

Agora nada fazer

Senão olhar pra você

E nos seus olhos perder

De vez toda mocidade

Pois o fruto da saudade

Trouxe-me a firme verdade

Que não posso renegar

Minha lida é por saber

Que não consigo viver

Sem ter mulher para amar...

ORAÇÃO DE GRAÇAS POR MARCOS COUTINHO LOURES

ORAÇÃO DE GRAÇAS

É MARAVILHOSO, SENHOR, TER AS MÃOS RETORCIDAS E MUTILADAS, SEM QUE NELAS EXISTA UMA SÓ CICATRIZ DE QUE POSSA ME ENVERGONHAR, ENQUANTO QUE MUITOS USAM SUAS MÃOS, PERFEITAS, PARA OFENDER E HUMILHAR, ESMAGAR E OPRIMIR, NEGANDO O PÃO ÀQUELE QUE TEM FOME E O AGASALHO ÀQUELE QUE TEM FRIO.

É MARAVILHOSO SENHOR, NÃO PODER VISLUMBRAR A CLARIDADE DO SOL NEM O BRILHO DAS ESTRELAS, A IMENSIDÃO DO MAR NEM A BELEZA DAS FLORES, ENQUANTO QUE MUITOS, QUE TÊM OLHOS PERFEITOS, SEMPRE SE FECHARAM AO SOFRIMENTO E À DOR DOS MAIS HUMILDES, ESQUECIDOS DE QUE FOI A ESSES QUE TU MANDASTE OUVIR E CONSOLAR.

É MARAVILHOSO SENHOR,

NÃO TER SEQUER UM ABRIGO SEGURO PARA O CORPO CANSADO, ENQUANTO QUE MUITOS, QUE MORAM EM RICAS MANSÕES, NÃO SE LEMBRAM DE QUE, UM DIA, SERÃO DALI EXPULSOS E SE VERÃO DIANTE DE TI, IMPLORANDO A MISERICÓRDIA QUE SEMPRE NEGARAM AOS MAIS INFELIZES.

É MARAVILHOSO, SENHOR, SABER QUE MEUS PÉS ATROFIADOS IMPEDEM QUE EU ME AFASTE DE TI, ENQUANTO MUITOS CAMINHAM SEM PARAR, NA PROCURA DE UM BEM QUE NÃO SE ENCONTRA LÁ FORA, MAS SIM, NO INTERIOR DE CADA UM DE NÓS, NO CORAÇÃO QUE NOS INDICA OS CAMINHOS DA VERDADE E DA VIDA.

É MARAVILHOSO SENHOR, OUVIR TUA VOZ EM TODOS OS SILÊNCIOS, O TEU CANTO EM CADA MOVIMENTO E A TUA PRESENÇA EM TODAS AS AUSÊNCIAS.

ACIMA DE TUDO, É MARAVILHOSO SENHOR, PEDIR QUE NÃO ABANDONES AQUELES QUE SE AFASTARAM DE TI, AFIM DE QUE ELES TAMBÉM SE TORNEM DIGNOS DA TUA BONDADE E DA TUA INFINITA MISERICÓRDIA;

RIO, 11/08/1989

Tuesday, May 16, 2006

AS UVAS ESTÃO MADURAS

“Alckmin foi avisado da ameaça do PCC
Poucas semanas antes de deixar o cargo de governador, Geraldo Alckmin foi avisado pelo diretor do Departamento de Investigações do Crime Organizado (Deic), Godofredo Bittencourt, de que o PCC ainda era uma forte ameaça à segurança pública, informa Leandro Colon, repórter do blog.

Quem testemunhou a conversa revela que Alckmin fechou a cara e piorou seu humor. O encontro de Alckmin com Bittencourt ocorreu no Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daut (IRGD), na Rua Cásper Líbero, em São Paulo.

O secretário de Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho, chegou atrasado ao encontro e foi cobrado por Alckmin a respeito das informações transmitidas por Bittencourt.

No mesmo local e depois da saída de Alckmin, Saulo foi tirar satisfações com o diretor do Deic e o atacou na presença de outras pessoas:

- Mas que caralho você foi falar para ele? Você tem que falar comigo, não com ele.

Bittencourt revidou:


- Vai tomar no cu, Saulo. Ele veio falar comigo e me perguntou.”
FONTE NOBLAT –ESTADÃO 16/05/06


Desculpe-me voltar ao tema, mas esse diálogo postado no blog de Noblat, tucano de todas as horas, portanto, insuspeito nesse caso, demonstra a fragilidade do tucanato.
Fragilidade de ação e de emoção embora, como se vê extremamente forte no linguajar chulo e na falta de comando, ou melhor, no excesso de descomandos.
Esse neologismo se faz pertinente ao caso, pois demonstra claramente o que houve, falta absoluta de equilíbrio nas ações que se faziam necessárias, já à época, pelo Governo Estadual e pelo seu principal dirigente, mesmo que estivesse mais preocupado em tentar a Presidência da República do que, propriamente, governar seu estado.
A fogueira das vaidades demonstrada nesse fato; agravada pelo resultado dos descasos ou das “bicadas” terem sido demonstrados, nesse final de semana, com a gravíssima situação a que chegou o Estado, nos coloca em situação de extrema insegurança com relação aos partícipes dessa peça de mau gosto e de péssimo final.
Em primeiro lugar temos o aspecto da inoperância do Geraldo Alckmin, ao preferir se irritar com a informação a tomar alguma; qualquer que fosse a providência que a denúncia do diretor do DEIC, ou seja, de um dos homens mais importantes da polícia investigativa paulista.
Essa atitude demonstra que Alcamin não está, PELA INCOMPETÊNCIA DA OMISSÃO e pela “BIRRA” IRRESPONSÁVEL, ao saber da notícia e, simplesmente “piorar o humor”.
Acredito que essa “piora de humor” do Governador Geraldo deve ser muito alentadora para quem teve seus filhos mortos em pleno dia das mães, como as genitoras dos soldados mortos, indiretamente pela omissão e irresponsabilidade desse tipo de governante.
Por outro lado, temos um secretário de Segurança Pública tão auto-suficiente quanto pontual, tanto a nível de preparo emocional quanto educacional, como se demonstra na conversa com o Diretor do DEIC.
Um secretário desses coaduna com um Governado de tal nível.
O único que me parece lúcido, o Diretor do DEIC, foi duplamente ofendido, primeiramente pelo OMISSO que não levou as suas informações à sério, e depois pelo BOBO DA CORTE que queria ou omitir a informação ao Governador ou vangloriar-se de ser o porta-voz de tal ameaça.
Em ambas as situações deprimente a atitude do Dr. Saulo.
Essa historieta exemplar me deixa com algumas dúvidas e algumas certezas.
Vamos a elas: que qualidade de governante é essa que, ao ouvir denúncias claras de um auxiliar direto e qualificado sobre um fato de tal teor de gravidade, se omite e dá piti?
Imaginemos tal governante, Presidente da República, seria trágico, esse seu “poder” de fogo tende a zero. Governar o país não é nem fazer uma anestesia, doutor, nem passear pelo Brasil a fora comendo acarajé ou buchada de bode, enquanto a primeira dama faz das suas, nem fazer propaganda da acupuntura nem financiar o médico “particular”.
A irresponsabilidade dos gestos desse imaturo e despreparado, sem condições de conter nem os aprendizes, vide FEBEM, quanto mais com relação aos profissionais.
Embora, tenha por convívio, aprendido alguma coisa com esses, porém o nível de ação do círculo de amizades dasluianas é outro, as armas não são as mesmas, mas o resultado é parecido.
Outra dúvida que me abate é até que ponto, o poder público não é, direta ou indiretamente conivente com isso tudo? Qual foi a moeda de troca para o cessar-fogo?
Porém me assomam tantas certezas que irei, a título de demonstração, somente enumerar algumas:
Em primeiro lugar, ao contrário do que falam de LULA, ALCKMIN SABIA SIM DE TUDO O QUE ACONTECEU, DISSO EU TENHO ABSOLUTA CERTEZA!!
Quando querem imputar alguma coisa a Lula, já que nada demonstram vêm com essa balela de ELE SABIA, PORTANTO AFIRMO QUE ALCKMIN SABIA SIM que haveria uma ação e se OMITIU, podendo ser moralmente responsabilizado, por OMISSÃO, pela morte de mais de uma centena de pessoas e pelo caos em que ficou a maior cidade do país e o Estado mais rico da federação.
Outra afirmativa comprovada de igual gravidade é que ALCKMIN NÃO TEM PULSO PARA AGIR EM SITUAÇÕES DE CONFLITO, NEM PREVENTIVA NEM OPERANTEMENTE.
Tal inoperância; que foi imputada pelos tucanos a Lula no episódio já superado com a Bolívia onde, realmente, havia muita fumaça e pouquíssimo fogo, resultando na manutenção dos níveis de gás exportados para o Brasil, se demonstrou agudamente na falta de atitude do Governador e na ação inibitória do seu Secretário de Segurança, ou melhor, publica Insegurança que fica mais coerente.
Entendo agora a forma voraz com que alguns tucanos atacam Lula, pois demonstra-se com isso, que as uvas estão maduras...

Recordar é viver..

Chegaram-me notícias fresquinhas de uma pequena cidade de Portugal, Barra da Vila Alta, com um caso inaudito, mas de reflexões necessárias.

Na pequena aldeia lusitana, havia um motelzinho pequeno e afastado do centro da cidade, como todo motel deve ser; bastante discreto para que os moradores da pequena cidade e de seus arredores pudessem “divertir-se” sem maiores complicações e com o sigilo que as travessuras merecem, ainda mais num local tão conservador quanto o Trás os montes portugueses; já que com os tempos modernos, os atos detrás dos montes ou dos matos estavam se tornando muito perigosos ou mesmo arriscados.

Pois bem, num desses atos condenáveis de oposição ao prefeito, Luiz Silva, um de seus principais adversários, o vereador Ontário Netos, acusado de ter sua campanha política associada ao crime organizado e ao tráfico de drogas, num ato de total irresponsabilidade e vingança absurda, ofereceu ao9 dono do Motel Nossa Senhora de Fátima, os serviços de um cidadão, Francis Ildo, conhecido como bravateiro e fofoqueiro pelos seus vizinhos, na aldeota de Piau, distante do TRÁS OS MONTES.

Assim que começou a trabalhar no Motel, Ildinho começou, a mando do seu patrão, Ontário, a anotar todas as placas de quem entrava no recinto e a que horas foi e, se possível, com quem.

O secretário Municipal de Finanças, Antoniel Palhoça, homem pobro, de caráter extremamente íntegro, homem admirado por todos, muito bem casado, pai de um par de filhos muito queridos por todos, havia sido incluído por parceiros de bandidagem de José dos Anjos, traficante barra pesada, que estava associado, segundo dizem a Ontário, numas denúncias sem comprovação de corrupção.

Na Câmara dos Vereadores municipal, aberto um processo de investigação sobre o caso, Ontário, ao ser acusado por um bedel local, de que haveria provas contra si, num ato tresloucado, resolveu agir.

Num belo dia, Ildo, sem nenhuma comprovação, disse que havia encontrado o Secretário das Finanças, ele mesmo, Antoniel Palhoça, entrando com um carro dentro do motel e, para espanto de todos inclusive do Secretário, dirigindo o próprio carro.

Isso era de se espantar, pois, o dito secretário não sabia dirigir, mas isso são detalhes...

A placa do automóvel, ao ser averiguada pelos investigadores, causou uma imensa surpresa.

A que Ildo tinha anotado não pertencia ao Secretário e sim, pasmem à digníssima mãe do vereador...

O problema é que a História tomou outros rumos, o Secretário se demitiu, com o intuito de salvaguardar a honra pessoal, Ontário ficou meio sem rumo, mas continua vociferando asneiras a três por quatro.

Ildo virou herói municipal e Joaquim Manuel, amante da mãe do vereador, tira melecas do nariz....

MINHA GENTE, NADA FALO

Minha gente nada falo

Sobre o que pensa a saudade

Sobre esse tempo mais triste

De vagar pela cidade

Procurando descrever

O que nada mais diria

Se conseguirei viver

Longe dessa fantasia

Que me traz até você

Dona dessa poesia.

Quero esperança do beijo

Nesse afã dessa saudade

Transgredir todo desejo

Vagando pela cidade

Que poderia buscar

Nesse seu corpo meu par

Na vida dessa viola

Nessa dor que desconsola

Que me faz tão sofredor

Eu busco pela alegria

Nunca rimar mais com dor

Quieto sobre a nostalgia

Que amassa a massa da dor

Cavalgando em serventia

Nos sertões do meu amor

Nas costas do meu cavalo

Batendo no sangrador

Curando todos agravos

Nos cravos cortes que calo

Nas asas do voador.

Meu sangue bate feroz

Tenta vida e tanta paz

De nada mais ser capaz

Senão ouvir minha voz

A voz do peito sangrado

Desse amor desesperado

Que nunca mais esqueci

Desse canto mais calado

Que trago hoje para ti

Pela fresta da janela

Aberto o peito, por ela,

No medo do cantador.

Sabes de tanta magia

Tantas quantas que podia

A majestade do dia

Trazer nessa poesia

Que acalma e não mais machuca

Que trava e nunca complica

Colocando na cumbuca

Com suas luvas de pelica.

Necessito teu perdão

Abrindo meu coração

Tendo medo desse amor.

Quero o céu, tua boca.

Quero estrelas nesse céu

Quero te fazer mais louca

Descobrindo no teu véu

O final de tanta luta

Sem uso da força bruta

Numa opção mais divina

Ser a lua cristalina

Que salta e mais me ilumina

Nesse céu abrasador.

Quero a esperança de óculos

Quero o desejo dos loucos

Quero não ter mais as máculas

Nem os teus segredos poucos

Quero o gosto mais vadio

O cheiro desse teu cio

No vazio peito agreste

Quero esse amor inconteste

Que me incitas, pois parece,

Que nosso mundo padece

Desse sonho encantador.

Quero ser o teu menino

Ser teu louco desatino

O mais triste e o mais feliz

Quero te ter meretriz

E sendo essa minha atriz

Me atirar ir sem destino

Caçando ao léu sem espanto

O manto alvo, belo branco,

O canto do teu desejo

Nesse mais agudo beijo

Nessa angústia desse amor.

Quero ter-te tão sincera

Do dom dessa vida, austera.

Numa proposta sem nexo

De percorrer nosso sexo

Com a fúria de animal

Com ânsias de ser voraz

Capaz, traduzir na paz,

O que da terra é o sal.

O mais de tudo, o eterno

Vestido com o mesmo terno

Que na noite primitiva

No meio desses convida

Pois que seja mais ativa

O que sempre fora vida

Da doce vida o condor.

Das trufas mais ansiadas,

As delicias saciadas

Com esse ar de protetor

Com o andar navegador

Com as sendas mais floridas

De todas as que, das vidas,

Foram todas subvertidas

Em nome das mais sagradas

Das plagas mais ansiadas

Das noites iluminadas

Das doces noites de amor.

Quero tua vida minha

Quero ter tão pobrezinha

A luz de teus olhos tontos

Quero ganhar esses pontos

Mesmo não ser vencedor

Quero ter o teu amor

Puro e pra sempre sincero

Não quero ser vencedor,

Ser simplesmente vencido

Quero em ti, o que mais quero,

É poder estar perdido

Ao ouvir o seu pedido

Nem Sempre compreendido

Desse amor sem ser vencido

Sem ter nenhum vencedor

A não ser o nosso amor

Amor de tantas saudades

De tantas felicidades

E de luzes envolvidas

Pelas nossas próprias vidas

Sempre achadas, e cumpridas,

Sangue e suor, divididas,

Entre o antes e o depois

Antes de voar nos sonhos

No rocio dessas lágrimas

Que sempre compartilhadas

São as nossas mãos. Algemas

Da vida, das mesmas gemas,

De todos os nossos temas

Os mais felizes comuns

Onde fomos nós e uns

Nesse caminho tão uno

O mesmo gosto do sumo

Da mesma doce maçã.

Num único hoje, manhã

Comum da febre terçã

E que nunca se adivinha

A não ser o que mais vinha

Do gosto do nosso amor!

O mundo cão e o complexo de Aquiles.

A violência que imperou em São Paulo nesse maio demonstra o poderio do crime organizado, numa demonstração de poderio assustador.

A mídia paulista tem muita influência sobre os efeitos geradores desse espetáculo de força associado á fragilidade dos órgãos de segurança desse estado.

A falência da segurança pública em São Paulo tem várias causas, alguma óbvias, como o descaso das autoridades tanto com relação à repressão quanto as origens primórdios de cunho social, claramente explícita nos guetos sem defesa e sem presença efetiva do Estado.

Falarmos disso pode parecer lugar comum, e muitas vezes o é; porém não faz mal nenhum lembrarmos do quanto à sociedade, como um todo e o Governo Estadual particularmente são responsáveis por esse caos.

A falta de perspectiva das crianças e dos jovens paulistas merece total atenção de quem quiser analisar esses fatos.

Ser pobre em qualquer lugar do Brasil é difícil, mas em cidades como São Paulo, onde a discriminação contra a miséria é inerente, no fechar a porta do carro ao se aproximar a criança miserável vendendo balas, fazendo malabares, pedindo esmola, no proibir a entrada dos mais humildes pelo elevador social, nos milhões de cães de guarda e nos guardas de segurança particular, prontos a humilhar e expulsar a miséria dos núcleos burgueses, como se a miséria fosse um cancro contagioso.

As castas paulistas são histórica e extremamente preconceituosas.

A formação de tribos e de grupos em sampa, diferentemente do que ocorre no Rio de Janeiro, por exemplo, onde o asfalto e o morro se misturam frequentemente desde os bailes funks até as rodas de pagode, passando pela praia e pelo aterro do Flamengo, território democrático de ricos e pobres, pretos e brancos, favelados e moradores de condomínios de luxo.

Agora, em São Paulo essa realidade é bem diferente, há a constante e “necessária”

formação de ilhas com espaços abismais entre si, entre vários tipos de pessoas, com violenta discriminação.

O fato de São Paulo ter vários e vários casos de violência extrema de origem racista, entre castas e contra grupos como os nordestinos, mendigos, gays, entre outros, demonstra que o caráter de agressividade paulista é impar no Brasil, chegando às raias do absurdo total, desvairado mesmo...

Na Paulicéia temos todos os tipos e gêneros de grupelhos neonazistas e excludentes, que não se suportam e não conseguem conviver, podemos observar isso até nos campos de futebol.

O Estado Paulista é, em essência, elitista e preconceituoso até em atitudes menores, como a criação de rampas nos viadutos para a exclusão dos desvalidos dali.

Esses tipos de atitude são agressivos e geram, por si só, uma reação de exclusão para com e dos grupos majoritários em termos populacionais e minoritários quando o assunto é poder, tanto econômico quanto social.

Essas disparidades geram, por si só, uma terrível diferenciação entre conterrâneos e seres humanos.

Ser pobre em São Paulo é ser discriminado a todo o momento, do semáforo ao restaurante, passando pelos Shoppings da vida.

Imaginar um cidadão humilde, trabalhador, num restaurante burguês paulista, é pensarmos nos chineses dentro da China pré maoísta.

Portanto, sob esse cenário, temos o início do processo de desfiguração social e moral desse povo, pobre povo.

Pois bem, aliado a isso temos uma série de desgovernos no Estado de São Paulo, onde coube um Paulo Maluf, entre outros, o que não é nenhum exemplo de honestidade, e o melhor dentre todos quando o assunto é demagogia.

Nos últimos 16 anos, o que se viu em São Paulo, foi o poder da burguesia, da mesma burguesia quatrocentona que tem o nariz de cadáver assombrando todos os que não vieram dessa oligarquia que ainda recende à república do café com leite.

Esses novos coronéis de terno e gravata, com empresas na Bovespa, com o orgulho em alta e a moral nem sempre, com a chave do capital e afastando-se da porta do Céu em cada ato, do mesmo pessoal que disse que abandonaria o Brasil se o Lula fosse eleito, e que quando esse o foi, utilizando-se dos mecanismos permitidos por Fernando e sua Gang, escoaram para fora do Brasil mais de uma centena de bilhões de dólares.

Essa mesma elite apodrecida em vida, confeccionada nas butiques parisienses e italianas e na sua filial paulistana, criou um verdadeiro abismo social, gigante que discrimina e elimina a todos.

Pois bem, temos, além disso, tudo uma imprensa “popular” de aspecto asqueroso e, em troca de audiência, com um discurso extremamente nazista e de incompetência tanto intelectual quanto moral, donos de um moralismo enviesado e formadores de “opiniões” totalmente fantasiosas e tresloucadas.

O pior não é nem a venda de uma imagem ABSURDA da luta dos humanistas pelos direitos do proletariado à CIDADANIA, mentirosamente e criminalmente colocada como DIREITOS HUMANOS É IGUAL A DIREITOS DE BANDIDOS.

As afirmativas dessa imprensa de baixíssima qualidade sobre esse assunto são de extrema IGNORÂNCIA que se for proposital é criminosa e se for por desinformação são de maior gravidade ainda, pois o microfone dado a essa turma faria mais sentido se colocado nas bocas dos cães de guarda das casas das Madamas dos Jardins.

A colocação dessa imprensa sobre a insegurança de sampa é de uma maneira tal, sensacionalista e discriminatória que gera dois fatores: o pânico da população, principalmente entre as donas de casa que não saem à rua, e o aumento do poder de fogo da marginália, ou a ambos, formando uma associação muito grave.

O calcanhar de Aquiles da população pelo que essa turma vende não é o DESGOVERNO que tomou conta de São Paulo nessas últimas décadas, mas sim a Polícia colocada como corrupta e fragilizada.

Embora muitas vezes tenhamos visto a Polícia em atos comprometedores e enfraquecida como nesses últimos dias, ela é o mecanismo principal de defesa da cidadania da classe média, mas, muitas vezes o agente de repressão e de corrupção sobre as populações mais carentes, vitimizada de novo pelos agentes que a deveriam proteger e, infelizmente, tendo entre seus representantes, na maioria das vezes, pessoas oriundas das mesmas classes sociais mais baixas.

Quando vemos, na venda da imagem de uma fragilidade do poder e no poderio do crime, temos um efeito avassalador.

Para se ganhar audiência, vale tudo, mas tudo mesmo.

Essa imprensa prostituída e vendida aos interesses de seus patrocinadores, criou uma situação insustentável em São Paulo, transformando a todos em reféns imaginários de um poder paralelo.

As bases da cidadania são atacadas todos os dias, em cada afirmativa preconceituosa, impensada e muitas vezes canalha dessa turma.

“Os direitos humanos são os responsáveis por isso!”

Essa afirmativa boçal muitas vezes é repetida e vomitada, mesmo por pessoas com maior capacidade de discernimento.

Vítimas de distorções abjuradas sobre um assunto tão importante quanto à cidadania, os papagaios de pirata repetem essas asneiras sem analisar o que representa isso.

A FALTA DE GARANTIAS AOS DIREITOS HUMANOS É, NA VERDADE O CALCANHAR DE AQUILES DE SÃO PAULO, ENQUANTO OS POBRES FOREM TRATADOS COMO PODRES E ESCÓRIA, A BURGUESIA PAULISTANA IRÁ SOFRER DO PÂNICO DISSEMINADO E SE SENTIRA A MERCÊ DO MONSTRO QUE ELA MESMA CRIOU, E É MANTIDO “INTELECTUALMENTE” PELO JORNALISMO MUNDO CÃO, QUE TANTO APAVORA AOS ASSUSTADOS CIDADÃOS DE BEM E AGRADAM À MARGINALIDADE PAULISTA.

Sunday, May 14, 2006

DO SUICÍDIO DA VEJA

Nessa última edição, a revista Veja declarou a sua morte, tanto no fator credibilidade quanto em um futuro próximo, no fator econômico.

A publicação desairosa de um dossiê sem nenhuma comprovação, baseado nas informações fornecido por um contumaz bandido, ligado a todos os tipos de falcatruas no mercado financeiro, contra autoridades democraticamente estabelecidas, não só ofende a todos os brasileiros, como também demonstra o caráter venal e absurdamente inconseqüente de um bando de “jornalistas” condenados ao descrédito e ao esgoto histórico.

Muito interessante a tentativa desse órgão de “informação”, tentar fazer um jornalismo neo-udenista, nos remetendo ao Carlos Lacerda de triste memória, porém ao contrário deste, mais parecidos com um fantasmagórico Cavaleiro da Triste Figura malévolo.

Nas suas quixotescas atitudes, esse panfleto pró liberal, perdeu totalmente o senso de ridículo, ao se demonstrar totalmente afastado do real sentido de JORNALISMO, na sua DIGNA ACEPÇÃO.

O desenrolar dessa história que culmina hoje, se inicia nas dívidas gigantescas do grupo Abril, impagáveis mesmo, o que o tornou sensível e, pior subalterno mesmo dos ideais de seus patrões.

A que já foi “a revista de maior circulação” no país de longa data vem em um declínio moral e editorial impar na história do jornalismo moderno brasileiro,

Remete-me à Manchete e à Editora Bloch, porém essas foram extintas graças ao final da ditadura militar onde, com subserviência absoluta, eram porta-vozes informais, trazendo-nos as idéias de um “Milagre econômico” e de um Brasil “gigante”, puramente fantasioso, aliados ao Amaral Netto e a um Flávio Cavalcanti da vida.

O crescimento vertiginoso da Veja em substituição à Manchete e ao falecido “O Cruzeiro”, das décadas de 60 e 70, gerou uma perspectiva positiva à época, porém o desvirtuamento de sua trajetória, ainda mais com o surgimento de outras revistas como a Isto é e a Senhor, na década de 80, tendo como a produção da revista Época da Globo, parcial, porém mais lúcida; resultaram nesse espectro que perambula pélas bancas de jornais e está sendo oferecido como moeda de compensação pela Abril, nas assinaturas de outras revistas.

Recordo-me de momentos onde a imprensa brasileira apresentou algumas belas páginas, como no caso da receita de bolo da capa do Estadão, do velho Jornal do Brasil, do indefectível Pasquim de Jaguar, Ziraldo, Dines entre outros...

Outras páginas merecem destaque na batalha pela democratização como os Cadernos do Terceiro Mundo e A HORA DO POVO, com sua forma totalmente genial, por ser irreverente de trazer os desmandos do poder.

A Veja, enlameada e trafegando pelo pântano da política, com sua visão (sem trocadilho) deturpada propositadamente, míope e estrábica da verdade, se tornou o que há de mais abjeto no jornalismo brasileiro.

Porém isso me apresenta com bons sinais, sinais de mudança.

A atuação da Veja irá precipitar a formação de mecanismos auto-reguladores da Imprensa, ser responsável para ser livre, e não ao contrário, ser irresponsável nessa liberdade.

A um democrata como eu me assusto a censura, porém também me assusta a inconseqüência a que podemos ser submetidos a qualquer momento. A suspensão do direito de circulação ou o pagamento de pesadas multas indenizatórias poderiam inibir esses desmandos feitos, criminosamente em nome de uma coisa SAGRADA, a liberdade de imprensa.

A utilização de órgãos de imprensa para a divulgação de locais de venda de cocaína é um crime, isso é uma unanimidade; porém a divulgação de listas SEM COMPROVAÇÃO, mesmo que admitida, ou seja, a priori, caluniando e difamando alguém também não é crime?

Que pesos são esses e que medidas são aquelas?

As que espero, com toda franqueza são as mais duras possíveis para podermos, nesse amadurecimento da democracia, coibir e exterminar esse tipo de atitude CRIMINOSA e assumidamente Criminosa de um órgão de IMPRENSA seja qual for e em nome do que e de quem for.

Esse extermínio moral e provavelmente físico dessa revista é de vital importância para que surja disso tudo uma nova Imprensa, com os aspectos que todos queremos, ou informativo, com lisura e clareza, ou formativo, com a mesma clareza na confecção de idéias e de opiniões.

O que não podemos é continuar nessa “ditadura” dos maus profissionais dessa sagrada profissão – o JORNALISMO.

DA EMPÁFIA E DE DESGOVERNOS

Ao assistir o Governador de São Paulo há pouco na televisão, afirmando que não precisava do apoio da Polícia Federal e, por conseguinte do Exército, imagino a que ponto a falta de visão desse pessoal chega.

Obviamente a situação em São Paulo ultrapassou todos os limites do bom senso e do controle das autoridades, levando a população paulista a uma situação muito grave e crítica.

A insegurança chegou ao máximo e, cada policial se torna um alvo ambulante a ser atingido, criando o caos absoluto na segurança pública do estado.

Essa negativa demonstra o caráter de insensibilidade e egoísmo que denota total despreparo para enfrentar situações extremas. Sabe-se que isso ocorreu pelo medo da demonstração de fragilidade, real, que poderia prejudicar a campanha de Alckmin à presidência da República.

Essa atitude, essencialmente imbecil demonstra que, para não perder uns parcos votos, o Executivo paulista prefere colocar em risco, tanto a população quanto os seus funcionários públicos, das corporações militares e dos agentes penitenciários.

Seria à hora do bom senso, e isso Lula tem de sobra, em primeiro lugar ao oferecer todo o aparato federal para apoio e, em segundo lugar, evitar agredir o seu oponente com acusações sobre o óbvio, os erros de gestão que proporcionaram essas rebeliões e essa deflagração de GUERRA CIVIL.

Como cabe ao Estado e não à Federação o controle dessas situações de risco, a não ser que seja solicitado o apoio desta, fica a impressão da incapacidade absoluta associada à empáfia e ao proselitismo.

O fato de Lembo dizer que a situação está sobre controle parece uma grande piada, daquelas de péssimo gosto.

Sob controle como?

Controle de quem?

Na certa sob o descontrole do estado e sob o controle do crime organizado.

Se essa situação se agravar, e isso é possível, a quem o Estado vai recorrer?

Não é melhor se ter a grandeza de combater essa situação com todas as armas possíveis, como feito pelo Governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, quando a situação em Vitória estava se descambando?

Será que esse cidadão pode garantir a segurança de alguém, quando o alvo é a própria segurança pública estatal?

As absurdas e inconseqüentes ações do governo do estado podem ter resultados inimagináveis, se esse não ceder ou ao bom senso e aceitar a ajuda federal ou ao crime organizado se mostrando mais fragilizado que nunca, instituindo um poder paralelo no Estado de São Paulo similar ao que os desgovernos do Rio permitiram.

A decisão está em suas mãos Lembo, saia do limbo e use o que resta de bom senso no governo paulista para poder proteger esse pobre povo e seus mecanismos de proteção, ambos reféns de um governo incompetente e da empáfia de seus governantes.

ABRAM O OLHO OU POBRES PAULISTAS

Dirigentes de entidades representativas dos policiais civis e militares atribuem os ataques à fragilidade da Lei de Execuções Penais e à suposta incapacidade do governo do Estado de São Paulo de gerir os sistemas de segurança pública e penitenciário."Os presos mandam de fato dentro e fora das penitenciárias", afirmou o major Sergio Olímpio Gomes, diretor da Associação dos Oficiais da Polícia Militar.

Segundo ele, todas as promessas feitas pelo governo estadual, como a instalação de bloqueadores de celulares nas cadeias e a colocação de vidros blindados nas bases comunitárias e nos carros policiais, não foram cumpridas.
"Os investimentos feitos são de fachada. Entregam carros em praça pública, fazem formatura de policial em praça pública. Mas, se não houver corte da comunicação e da logística dos criminosos, eles vão continuar promovendo esse derramamento de sangue."O presidente da Associação dos Cabos e Soldados da PM, Wilson Moraes, classificou os ataques contra os policiais civis e militares de "chacina". "A Secretaria de Segurança Pública sabia das conseqüências após a transferência dos líderes do PCC. Por que não reforçou o policiamento nas delegacias e nas bases?", questiona. A secretaria alega que houve reforço.
Moraes afirma que os policiais estão hoje "mal pagos, mal armados e mal equipados". "Quando saem do serviço, têm que repassar o colete a prova de balas para o outro colega. Também é um absurdo deixar um policial trabalhando sozinho na viatura."
Wilson Moraes defende que o governo substitua os secretários da Segurança e da Administração Penitenciária. "O da Segurança é arrogante, prepotente, não entende nada de segurança pública. O da Administração Penitenciária ninguém respeita."
O delegado André Di Rissio, presidente da associação dos delegados, endossa as declarações de Moraes. "Temos um amador na Segurança e outro incompetente na Administração Penitenciária." As assessorias de imprensa das secretarias da Segurança e da Administração Penitenciária informaram que os secretários Saulo de Castro e Nagashi Furukawa não se pronunciariam.
Para Rissio, o Estado perdeu o controle do sistema prisional, e a Justiça e o Ministério Público também não estão cumprindo seu papel. "Cadê os promotores que deveriam fiscalizar as cadeias? Por que a Justiça concede tantos indultos aos presos?"
Di Rissio diz que os detentos saem da cadeia já orientados pelos líderes. "Se ele não matar, é morto." Ele afirma que a polícia não vai se acovardar. "Vamos dar a resposta necessária, na proporção cabível."

Essas afirmativas são essencialmente definitivas, já que expostas por quem representa as vítimas do massacre desse final de semana em São Paulo. A incapacidade da gerir a crise na segurança pública é evidente em São Paulo, e isso vem de longa data.

Associado a isso temos a falta de projetos com relação à prevenção e à reabilitação dos menores delinqüentes, esquecidos e jogados à própria sorte nas entidades de “recuperação”da FEBEM.

São Paulo está legada ao desgoverno há vários anos, e isso se reflete na explosão da violência contra os cidadãos comuns e, agora, contra os agentes da segurança pública especificamente.

Essa realidade é extremamente preocupante se pensarmos que há a possibilidade real da manutenção da mesma equipe à frente do Governo do Estado, se Serra vencer as eleições.

Esse, se tomarmos por base a sua administração frente à saúde, será tão ruim ou mesmo pior que Alckmin, pelo caráter populista de administrar e auto-promocional ao extremo.

A imagem que se tentou vender de Serra – O GOVERNO É RUIM, MAS A SAÚDE É PERFEITA, não passou de UMA BALELA, senão vejamos:

Com relação aos genéricos: sempre tivemos, a bem da verdade a produção de medicamentos similares, com preços mais acessíveis por vários laboratórios que, se aproveitando da lei sobre as patentes, passaram a importar as substâncias básicas da composição de medicamentos e, como não gastavam com pesquisa e aprimoramento, podiam manter esses preços mais baixos; porém muitos desses laboratórios eram os produtores dos famosos BOs “bons para otários”, na gíria farmacêutica; pois bem, o que José Serra fez foi simplesmente se utilizar desses laboratórios para a criação do já criado – batizando de genéricos o que se chamara BOs.

Com relação aos PSFs temos a seguinte verdade: programa de saúde iniciado em Cuba e sob a bandeira salutar da medicina preventiva, o programa se apresentou como uma grande solução, porém a forma que foi instalado, com cursinhos de final de semana, sem o preparo das equipes, levou na maioria das vezes a situações absurdas, onde o despreparo dos médicos e o pouco conhecimento das medidas preventivas de saúde levam a coisas inauditas, como o fato de não se explicar nem para que serve a utilização de um simples filtro de água para as populações rurais e mais carentes.

Louve-se o trabalho das agentes de saúde que, mesmo com o despreparo latente, cumprem com muita garra o trabalho para que são determinadas.

Outro fator que o PSF levou à baila gerando inclusive na reação médica que determinou o ATO MÉDICO, foi o fato de se legar à ENFERMAGEM atos puramente médicos como a possibilidade de prescrição MÉDICA e a realização de atos MÉDICOS como preventivo ginecológico e, não se assustem PARTOS.

Deixando o preço dos procedimentos médicos congelados pelos 8 longos anos de desgoverno, e com o crescente preço das mercadorias e insumos da saúde, o mesmo Ministro, num ato de demagogia espúria e vergonhosa, solicitou que a população “julgasse” os serviços de saúde, sucateados pelo seu ministério.

Criando, mesmo, um disk denúncia para os profissionais de saúde, num ato de total insanidade e de criminosa demagogia, transferindo para os sufocados médicos e sistemas hospitalares contratados a preços indecentes.

Num outro momento, esse cidadão, num ato lastimoso, se utilizou das verbas inicialmente dirigidas ao combate à dengue para propaganda em benefício próprio, num ato extremamente lesivo que resultou na maior epidemia de dengue dos últimos anos.

Afora o fato de ignorante e arrogante como sempre se demonstrou, ao criar o teto hospitalar, que impede que o paciente possa escolher o local onde ser tratado, e por quem, criou um instrumento de privilegiar a incompetência em detrimento da qualidade, impedindo que hospitais melhor administrados, possam receber maior quantidade de pacientes do que o previamente acertado, com um único fator - populacional.

Companheiros de São Paulo é esse o futuro que os aguarda: o misto de arrogância, incompetência e propaganda falsa e enganosa.

CUIDADO PARA NÃO ENGANAREM VOCÊS.

SERRA É PIOR DO QUE ALCKMIN!

OBRIGADO CNBB

Meus parabéns CNBB; brilhante e esclarecedora, alentadora mesmo, a assertiva de Don Luciano Mendes sobre a crise política.

Ao afirmar, com bases bíblicas de que “quem não tiver erros, que atire a primeira pedra no Governo” em discurso para os bispos, ensina a verdadeira acepção do Evangelho de Cristo, colocando os pingos nos iis na reação conservadora e precipitada de parte da CNBB.

O perdão foi feito para ser dado e é essa a diferença entre a ERA DA GRAÇA cristã e a ERA DA LEI dos antigos.

Perdão foi feito pra gente pedir, cantava o poeta mineiro, e o verdadeiro expurgo feito dentro do PT, com o afastamento preventivo e exemplar de todos os suspeitos, porém sem a precipitação da condenação a esmo, sem julgamento, como a feita pelo PFL no pobre pastor da Universal do Reino de Deus, no caso do dinheiro do dízimo, é a diferença básica entre a boa vontade e o simples “agradar à torcida”, do PFL.

Aliás, quando um dos caciques deste partido apareceu envolvido e ,arrogantemente, assumiu o pecado como se fora um ato normal e não uma anomalia; os outros caciques, incoerentemente abaixaram a cabeça.

O caixa 2 é um crime e isso ninguém nega, a suspensão de Virgílio Guimarães pela orquestração dessa opereta de baixa qualidade, com erros profundos de origem e mal feita; portanto pecado duplo, o da confecção e da cópia do modelo Azerediano de se fazer política.

A auto flagelação do PT, sem medo de exposição na mídia, sem desvirtuar, portanto o caráter de integridade que sempre norteou o partido nos mostra o quanto se devo expiar os pecados para se atingir o esperado perdão.

A reação dos outros partidos demonstra o quanto é importante a assertiva de Don Luciano; pois se percebe que não houve nenhuma reação à ação comprovadamente pecaminosa e criminosa dos outros envolvidos que não os do PT.

A imagem do bando de tucanos à volta de Eduardo Azeredo é exemplar, dando bicadas para todos os lados como se a filosofia de dois pesos e duas medidas se aproximasse da, pelo menos, IDADE DA LEI bíblica.

Isso seria querer muito de quem viveu e vive nas e das trevas, da alma e da História; de quem useira e vezeiramente usam de subterfúgios aparentemente coerentes para cometer as maiores violências contra o povo, isso desde os tempos inglórios da ditadura militar.

O medo, ou mesmo o pânico que se abate sobre essa turba, a cada denúncia feita sobre as hordas destes partidos, demonstra bem o caráter espúrio dessa turma.

A posição da CNBB, através de Don Luciano é a de condenar o erro, mas amar o perdão verdadeiro e, acima de tudo a VERDADE, sem maiores delongas.

Numa atitude ímpar, tivemos desde o começo dessa crise, uma atuação devastadora da imprensa PRÉ-CONCEITUOSA em PRÉ-JULGANMENTOS avassaladores.

Discute-se se Lula sabia ou não do caixa 2, como se isso fosse de vital importância.

Me lembro bem que, no dia seguinte à ópera bufa encenada por Roberto Jefferson, Pedro Simon, um dos principais artífices do “mensalão” afirmou que, em sua campanha havia caixa 2, e isso era inerente ao processo político brasileiro.

Porém, a reforma política tão proclamada e colocada como solução não saiu das manchetes de jornal, e as regras serão as mesmas, basicamente.

A premissa colocada de que houve crime punível com cassação e, a bem da verdade, não verdadeira, gerando a absolvição lúcida e lógica de tantos parlamentares, réus muitas vezes confessos, tanto quanto Pedro Simon e Eduardo Azeredo, entre outros menos cotados, foi chamada de “PIZZA”. Ora bolas! Pizza ao contrário foi a cassação e caçada a José Dirceu, vítima mais uma vez do conservadorismo e da direita raivosa.

Quando vemos a tentativa desesperada de se agregar a imagem de pessoas como a de Palocci com a prostituição, temos a perfeita noção de qual é o limite dessa atuação absurdamente avassaladora e, moralmente pútrida dos viejos brujos e coronéis.

A arquitetação de um GOLPE branco, só não foi adiante por que o povo organizado reagiu com vigor cristão às inconsistentes investidas da oposição.

A resistência da OAB, como um todo contra as aleivosias da direção absurda e sem rumo, também foi exemplar; demonstrando que os órgãos “representativos” muitas vezes são utilizados para proveito próprio de uma meia dúzia de “comandantes”.

Resta a fragilidade mental de BOB FREIRE, companheiro de ostracismo de FHC, mas a ambos resta a desculpa de ateus que são, não seguirem a ética cristã; porém não o perdão pelas injustiças, já que nem à ERA DA LEI chegaram sendo, ética e moralmente, antecessores de Prometeu.

O penhasco da história irá, através da águia do olvido, destruir a imagem de ambos, isso é deveras inexorável. Haja fígado!

O arrependimento real e consistente é a chave dos céus, como para Dimas o foi.

Porém, a persistência nos erros e o apontar o cisco no olho de outrem sem reparar nas travas dos seus, são demonstrações óbvias de quem se considera acima do bem e do mal.

A política deve ser movida à ética e coerência, mas, num mundo tão injusto, os erros devem ser superados e as lições aprendidas, não somente apreendidas, como muitas vezes foi feito, para ser depois deletadas ao esquecimento.

Cabe-nos erguermos a nossa cabeça e, purificados pelo perdão inerente e cristão, reiniciarmos a batalha rumo à dignificação do ser humano; nosso princípio e fim; para que possamos atingir a morada Eterna, com os olhos erguidos e a alma leve.

Que Deus nos guie e nos leve, rumo ao nosso brilhante destino.

Que o Amor seja nossa arma e a igualdade a PAZ O NOSSO IDEAL.

OBRIGADO DON LUCIANO MENDES.

DAS ÚLTIMAS E DE PRIMEIRA-

Das últimas e de primeira

Anthony Baby com tudo, ontem na segunda prévia do PMDB, ofereceu-se para ser vice do Pedro Simon. O velho agradeceu, e parece que ficou encantado com a proposta. Tudo isso me parece muito interessante...

Nessa mesma “enquete”, a opção pela não candidatura venceu com mais de 50 votos em 600 e pouco, quase 10 por cento, o que para a imprensa tucana é margem “estreita”, realmente para quem está mais de 20 por cento atrás nas pesquisa...

O panfleto tucano, a irresponsável e criminosa “VEJA”, fez mais uma das suas: afirmando sem poder provar, que vários dirigentes do PT, inclusive Lula tem conta no exterior – se não tem como provar, porque publicou? Essa revistinha vai acabar tendo o final da “Manchete”...

Evo Morales e Lula estão cada vez mais afinados e a PETROBRÁS já está sendo vista como “sócia”. E a imprensa marrom está se decompondo...

A violência explode em São Paulo, 52 mortos, 100 ataques e 36 rebeliões, essa a segurança pública tão reclamada por ARTHUR VIRGÍLIO na tribuna do senado, à época da intervenção militar no Rio. Acredito que tá na hora do exército intervir em São Paulo também; já que os desgovernos sucessivos deste Estado estão tornando a situação insustentável.

Alcamin foi até à Bahia pedir a bênção a padim Toninho Malvadeza, agora apareceu com “contas” de orixás, em Pernambuco estava com chapéu de couro. Espera-se, em pânico a ida do mesmo a uma praia naturalista em Santa Catarina...

Falando em ACM, o seu amado e idolatrado Daniel Dantas, através do Banco Oportunista digo, oportunidade, e de seu advogado lançou um monte de mentiras a esmo, tentando incriminar o PT, o resultado disso tudo é que, para pânico da turma baiana pefelista, a PF vai investigar o oportunista, desculpe Oportunity. Essa turminha tá morrendo de saudade do padim FERNADINHO BEIRA,DESCULPE CARDOSO...

Com relação aos grileiros brasileiros na Bolívia, nada mais justo do que a atitude boliviana, Acre basta um...

DE AMORES E DE ESPERANÇAS

Mãe me remetes ao útero, ao colo, a ingenuidade do amor sem dívidas nem dividendos;

Ao amor primário, primeiro, intrínseco, divino.

O amor sem medos e sem segredos, puro e íntegro. Latente e inerente, portanto inteiro.

Mãe, falar teu nome emblema de vida, de luta, sem segredos outros que não o próprio amor.

Lembras-me o inerente amor de Deus pelo homem, repetes esse milagre, é o ideal realizado, nas próprias entranhas do amor.

Quando criança, tinha a distância amiga e acolhedora do colo protetor, segurança para a criança que se desenvolvia, incapaz de adivinhar as pedras do caminho; sempre afastadas pelas mãos macias que me acalentavam, deixando os olhos livres para olhar para o horizonte.

Cumprias o milagre de Midas, transformando em ouro tudo o que tocavas principalmente as esperanças do moleque livre, correndo entre laranjais, entre as quebradas dos sertões da alma; onde acalmavas meus anseios com teus fartos seios acolhedores e belos.

Minha mãe, meu início e princípio, certeza de amanhecer com alegria e, na dor, acolhedora esperança.

A mãe Terra, a mãe embriagante como o canto da vida por onde emana a eternidade do universo, agasalhando os frios da lida, acompanhando nos tombos e nos vôos.

Tenho-te tão próxima e tão distante, mas constante; em todas as partidas da vida e em todos os reinícios, todos os renasceres nos víveres e nos viveres.

A manca vida, nos solavancos diários, aprendida e apreendida a cada curva da estrada, a cada passo mal dado, a cada espinho e espreita, a cada cilada, na calada e na caída. Cálida presença.

O amor de quem nunca cobra, da que nunca nega, nas refregas da existência, a cadência da esperança.

O amor que nunca morre, que escorre e se alastra, transmuda, transporta, trafega pelas entranhas, num cordão que se distende, mas nunca se rompe, nunca se extirpa, nunca se corta.

Na porta aberta do amanhã, a certeza na frente da luta, do embate, nesse combate sem tréguas, sem mágoas, sem dívidas, sem dúvidas.

A garantia de que o mundo será melhor, bem melhor se ouvirem vossas vozes, mães.

A cadência do coração acelerado e acalentado, da febre mitigada, da dor amortecida, da luz incendiada e ascendida.

Abrindo os olhos e vejo, no atropelo das lágrimas da distância, os olhos caridosos e puros, mãe dos homens, mãe de Deus, mãe da vida...

Tua mansidão firme e sem medo seja o segredo da vida, compreendido pelos filhos ignaros que se a ti se remeterem encontrarão as respostas para as injustiças da vida.

Está no teu amor o grande segredo para a salvação dos teus filhos, no mitigar da dor, no compartilhar, no crescer e no podermos transformar a humanidade num filho pródigo da GRANDE MÃE TERRA.

Geradora e mantenedora de todos os seus filhos, muitas vezes ignóbeis.

Mãe, princípio e final. Caminho de eternidade.

Nos dias todos da vida, que Deus permaneça conosco e que, ao olharmos para ti, possamos sempre nos lembrar disso.

Amando nossos irmãos, todos, perdoando seus erros e, principalmente, unindo-nos para que não haja mais fome, miséria e injustiças.

Para que todos sejam, realmente dignos de ti, MÃE!

Saturday, May 13, 2006

INCLUSÃO E DESENVOLVIMENTO - AS DIFERENÇAS BÁSICAS ENTRE GOVERNOS

- Eu não estou nominando ninguém, eu não vou nominar. É uma cultura brasileira de confundir investimento em educação com gasto. De investir em política social com gasto. De vez em quando, se cria a seguinte coisa: precisamos ter um choque de gestão, choque de gestão significa cortar gasto, significa mandar gente embora e eu prefiro utilizar um choque de inclusão.”.

Essa afirmativa de Lula demonstra bem a clareza e a visão de um administrador sedimentado sobre bases sociais e sobre uma luta de décadas por um ideal, demonstra com clareza a diferença entre Lula e os pseudo-intelectuais de plantão.
A definição sobre o que é gasto e investimento passa longe da capacidade de compreensão da maioria dos nossos políticos, assim como a diferença entre crescimento e desenvolvimento.
O Brasil, à época do “milagre econômico” tinha um aspecto propandístico de um “crescimento” feito com base no endividamento gigantesco e impagável mesmo, que criou uma queda no nível de desenvolvimento humano ímpar.
O aprofundamento das diferenças sociais originado desse “crescimento” econômico, atado à velha máxima “crescer para dividir o bolo”, foi de trágico efeito sobre as gerações vindouras, inclusive a atual.
Associa-se a isso, o desgoverno de FHC, baseado nas mesmas primícias errôneas, temos um endividamento interno e externo gigantescos, que somente foram minimizados agora, com o Governo Lula.
Interessante ver que, apesar de termos um crescimento econômico nem tão significativo, temos um desenvolvimento ímpar nas décadas pós getulianas.
A precisão de Lula sobre o famigerado “choque de gestão” alcamista, paralelo aos “caçadores de marajás” do passado, nos traz uma idéia fúnebre que remete-nos, involuntariamente aos desmandos de FHC, com suas privatizações justificadas pela balela de “enxugar a máquina”!
Essa visão neo-liberal é extremamente danosa e perigosa, criando os “monstrengos” pais da miséria e das mazelas co-irmãs da injustiça social.
De política neo-liberal o Brasil já está esgotado, precisamos de uma nova sociedade INCLUSIVA em todos os parâmetros, inclusive cultural e social. Não podemos, em hipótese alguma, sob o risco de ficarmos na rabeira da humanidade, reativarmos tal discurso, mesmo que maquiado sob outra denominação.
O funcionalismo público não é o culpado pelos desgovernos e pela corrupção endêmica desse nosso país; ele, simplesmente reflete o que é feito pelos superiores hierárquicos.
A geração de empregos e de oportunidades para os mais capazes, através de concursos não viciados, como os que irão ser feitos nesse governo, é que faz UM CHOQUE DE QUALIDADE DE GESTÃO, fator primordial para a melhoria e não pelo sucateamento do sistema público.
A inclusão social passa também por isso. Pela valorização da qualidade de mão de obra, estimulada por salários e liberdade de ação, além da independência desses com relação ao governante de plantão, esse sim funcionário TEMPORÁRIO.
Essa história de “moralização”, normalmente é discurso dos que mais contribuem para a desmoralização – vide Collor, Alcamin, Garotinho, etc...
O discurso desses políticos é por demais conhecido e, todos sabemos, conflitantes com a prática política dessa turma.
Acordemos, pois sobre o afirmado por Lula para que possamos lutar para que essa INCLUSÃO se torne efetiva no nosso país.
Outro aspecto importantíssimo é a diferenciação, de GASTO com INVESTIMENTO, esse fator é primordial para que possamos separar, conscientemente, o joio do trigo.
Investimento implica em colheita, gasto denota perda.
No plantio diário de políticas sociais, colheremos um NOVO MUNDO, uma nova realidade social, e uma nova esperança.
Os “gastos” são, normalmente, aspectos puramente eleitoreiros, sem resultado prático, a não ser os votos numa nova eleição, e esse desperdício de dinheiro público é inadmissível, principalmente num país pobre como o nosso.
Quando se computam gastos, se gera miséria e submissão, bem ao contrário da independência criada pelos investimentos.
A diferença desses termos não é somente semântica, na verdade diferenciam qualidade de aplicação de dinheiro, os investimentos deparam-se com variáveis relacionadas ao benefício social, os gastos, pelo contrário, denotam lucros eleitoreiros em contrapartida ou dinheiro desperdiçado.
Agora, me perguntem sobre o dinheiro aplicado nos programas sociais aparentemente demagógicos como o fome-zero, o que seria?
Ora bolas! Esses programas são de fundo não assistencialista na avaliação pejorativa da palavra, mas assistencialista no sentido real da palavra – ASSISTIR, AJUDAR a quem está em situação de abandono total não é só política social e SIM EVANGELHO DE CRISTO na prática e na essência.
Culparmos algum governo por agir CRISTAMENTE, é ser hipócrita.
O matar a fome do desvalido é, no mínimo, obrigação de uma sociedade que, pelo longo de sua História, foi a GERADORA dessa miséria.
Essa dívida do país com ele mesmo, com a maioria dos escravos e esquecidos, dos (homenageando o cinqüentenário da obra) severinos desse Brasil, em todas as regiões e cidades, tem que ser paga e URGE SER PAGA, é preciso tratar esse assunto com um OLHAR CRISTÃO e não puramente econômico.
Lula, ao diferenciar esses termos, demonstra a capacidade de compreensão que é a célula mater para esse novo mundo que se aproxima, onde todos nós teremos reinstalado em nossos corações O ORGULHO DE SERMOS BRASILEIROS.
E é tão bom estar vivo nesse momento de transformação, de transição de uma sociedade escravagista para um mundo libertário, CRISTÃO.

ESCRAVIDÃO E CIDADANIA

A escravidão não poderia deixar de ser lembrada neste 13 de maio, que representa não mais uma data importante para os movimentos de valorização do negro no Brasil, substituída, com justiça pelo dia de Zumbi de Palmares, legítimo representante da luta contra a escravidão.
Porém, essa data aliada ao que representa, ou seja, a ação “paternalista” de um governo imperial acuado pelo Império Britânico, que queria tão somente a abertura de novos mercados com o aumento de consumidores para seus produtos, tem um caráter próprio e de real significância.
Demonstra que, de fato, não só naquela época, como ainda agora, a escravidão persiste embutida como um fator determinante nas relações sociais e trabalhistas no Brasil.
O fato do PODER conservador e burguês, no sentido pejorativo da palavra, não obrigatoriamente no literal, ter resistido até o último instante à perda de mão de obra gratuita e extremamente submissa, de cama e mesa mesmo, demonstrou o caráter dessa minoria que, à época, detinha os meios de produção e as finanças do Império brasileiro.
Pois bem, hoje temos uma resistência idêntica aos movimentos de cunho social e de libertação de um povo, na prática, escravizado.
Dá-me nojo saber que ainda há resistências a efetivação das empregadas domésticas como trabalhadoras, sendo necessária a utilização do desconto do Imposto de Renda como moeda de troca para que essas sejam efetivamente colocadas como trabalhadoras numa sociedade vil e cruel.
Com relação aos agricultores, a minha visão é idêntica; sendo que a criação de contratos de parceria foi o “drible” usado para que esses tivessem seus direitos garantidos.
No Brasil, a cada dia nos deparamos com a luta dos desvalidos e dos sem cidadania pelos seus direitos e, na maioria das vezes, a mídia burguesa coloca essas lutas sob um aspecto conservador e de “baderneiros” e até de criminosos quando, na verdade, o que vemos é uma luta contra a escravidão, talvez não literal, mas de fato dessas pessoas.
É vergonhoso termos que acompanhar os destaques dados nas notícias contrárias aos movimentos sociais e a pouca importância dada a violência contra a cidadania, exposta a cada dia em atos de verdadeira canalhice como no trabalho escravo, na infância abandonada e na velhice esquecida pelos quatro cantos do Brasil.
A colocação de pessoas sobre caminhões e caminhonetas sem proteção na época das colheitas pelo interior do país demonstra um aspecto criminoso dessa neo-escravidão.
“Vida de gado, povo marcado...”
Pior que a de gado, se analisarmos a melhora do rebanho nos últimos tempos.
E, para piorar, temos o abandono das sociedades marginalizadas nos guetos urbanos deixados à mercê do crime, numa reação natural à barbárie feita contra os cidadãos de menor poder aquisitivo.
Paralelo a isso, temos a omissão dos Governos, principalmente municipais com relação às políticas de cunho social.
Isso, sem contar a ação desastrosa desses mesmos governos quando, por motivos eleitoreiros negam aos seus adversários e privilegiam seus aliados na distribuição de empregos, verbas e vagas escolares.
Quando temos, a nível federal, uma programação de distribuição de renda, garantindo a renda mínima, percebemos a má utilização dessas verbas, apadrinhando uns em detrimento de outros pelo poder municipal.
Essa escravidão está evoluindo, a passos largos, para seu extermínio; já que, dentro de alguns anos, a melhoria das perspectivas do proletariado irá dar a esse a tão sonhada cidadania.
Escravidão se combate com CIDADANIA, sua antítese e seu antagonismo; por isso devemos lutar, a cada dia, contra os órgãos formadores de opinião que, em benefício próprio, muitas vezes escuso, faz com que se tente renascer o preconceito, a estupidez e, em última análise, a ESCRAVIDÃO, entre nós.
Quando vemos órgãos de imprensa como a VEJA colocar as suas mentiras como se fossem verdades absolutas, temos que desconfiar do porque dessas ações imorais e indecorosas.
O patrocínio desse tipo de ação reflete não uma idéia antagônica, o que sempre será permitido e elogiável, mas sim uma AÇÃO DESTRUTIVA E MENTIROSA, o que é INADMISSÍVEL.
Lutemos, portanto, a cada dia pela CIDADANIA e iremos exterminar, pelo menos entre nós a ESCRAVIDÃO horrenda e pútrida que, ainda hoje, assola nossa pátria.