Se você diverge de mim, não é meu inimigo, você me completa. D. Hélder Câmara
Entre nós, diferenças benfazejas.
Sem medo nem sequer uma disputa.
Quem ama não pretende alguma luta.
O que quero, nem sempre tu desejas.
Se somos diferentes não almejas
O sonho que trazemos se desfruta
Sem medo de morder a mesma fruta.
Se queres não procuro essas cerejas.
A vida se reparte e se completa.
Num ato meritório de um poeta,
Amor e compaixão, a forte liga
Que trazem antagônica certeza
De termos descoberto que a beleza
É ter na diferença sua amiga!
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Friday, December 1, 2006
Ruth
: Plena de beleza, bela
Teus olhos, dois luzeiros da esperança;
Clareiam a penumbra de minha alma...
Tua voz tão macia sempre acalma,
Minha vida, ao teu lado, sempre avança!
Mas quando a conheci a forte lança
Da vil desilusão deixara trauma
Meus olhos não sabiam de vivalma
Que pudesse matar desesperança...
Um dia, caminhando, de repente,
Na noite sem saber sequer da lua,
Ao ver-te imaginei que ali na rua
A lua se fizera então em gente
E fosse iluminar minha tristeza.
Em Ruth plenilúnio da beleza!
Teus olhos, dois luzeiros da esperança;
Clareiam a penumbra de minha alma...
Tua voz tão macia sempre acalma,
Minha vida, ao teu lado, sempre avança!
Mas quando a conheci a forte lança
Da vil desilusão deixara trauma
Meus olhos não sabiam de vivalma
Que pudesse matar desesperança...
Um dia, caminhando, de repente,
Na noite sem saber sequer da lua,
Ao ver-te imaginei que ali na rua
A lua se fizera então em gente
E fosse iluminar minha tristeza.
Em Ruth plenilúnio da beleza!
Rosana
: Rosa graciosa; forma feminina de rosário
Recebo teu carinho como um beijo
Da mocidade esquecida no passado.
Meu mundo tantas vezes naufragado
Em erros e mentiras, tenho pejo
De tudo que já fiz e não desejo
Repetir. Coração abandonado
Nas esquinas cruéis, um triste fado.
No carinho ressurge um relampejo
De esperança e de sonho, ser feliz...
No jardim de minha vida, a flor de lis
Já morreu, vitimada e melindrosa.
Agora que surgiste, minha amiga;
A vida já se faz ternura antiga,
Bela Rosana, a rosa graciosa...
Recebo teu carinho como um beijo
Da mocidade esquecida no passado.
Meu mundo tantas vezes naufragado
Em erros e mentiras, tenho pejo
De tudo que já fiz e não desejo
Repetir. Coração abandonado
Nas esquinas cruéis, um triste fado.
No carinho ressurge um relampejo
De esperança e de sonho, ser feliz...
No jardim de minha vida, a flor de lis
Já morreu, vitimada e melindrosa.
Agora que surgiste, minha amiga;
A vida já se faz ternura antiga,
Bela Rosana, a rosa graciosa...
Rosa
: Uma referência à flor de mesmo nome
De todas essas flores do jardim
És bela e tem mistérios indizíveis.
Os perfumes e espinhos são incríveis
Tradução para amor. Teu mundo em mim.
Branca, amarela, rosa, carmesim,
De cores e matizes impossíveis
Representa a beleza em todos níveis.
É fonte do desejo: início e fim.
Das flores, dos amores, a princesa.
Transmites a total delicadeza
Nas pétalas que ostentas, orgulhosa.
Perfuma quem teu nome pronuncia.
Os sonhos mais felizes anuncia
O brilho de teus olhos, minha Rosa!
De todas essas flores do jardim
És bela e tem mistérios indizíveis.
Os perfumes e espinhos são incríveis
Tradução para amor. Teu mundo em mim.
Branca, amarela, rosa, carmesim,
De cores e matizes impossíveis
Representa a beleza em todos níveis.
É fonte do desejo: início e fim.
Das flores, dos amores, a princesa.
Transmites a total delicadeza
Nas pétalas que ostentas, orgulhosa.
Perfuma quem teu nome pronuncia.
Os sonhos mais felizes anuncia
O brilho de teus olhos, minha Rosa!
Roberta
: Brilhante, famosa, ilustre
O teu nome se espalha no universo,
As estrelas te querem conhecer.
A lua, com certeza quer saber
A musa que me inspira nesse verso.
Quem perdeu tanta vida e foi disperso,
De repente, começa a descrever
A magia fantástica de um ser
Divino. Quem amou sabe que adverso
Sentimento maltrata e pede cura.
A noite que vivi foi tão escura.
Do peito, uma janela, sempre aberta.
Mas não vinha, sequer, resto de luz.
De repente brilhante sol produz
Efeito alucinante enfim. Roberta!
O teu nome se espalha no universo,
As estrelas te querem conhecer.
A lua, com certeza quer saber
A musa que me inspira nesse verso.
Quem perdeu tanta vida e foi disperso,
De repente, começa a descrever
A magia fantástica de um ser
Divino. Quem amou sabe que adverso
Sentimento maltrata e pede cura.
A noite que vivi foi tão escura.
Do peito, uma janela, sempre aberta.
Mas não vinha, sequer, resto de luz.
De repente brilhante sol produz
Efeito alucinante enfim. Roberta!
Rita
: Uma referência à flor margarida
Quando amor parecia tão distante,
Um sonho inalcançável, impossível,
Tristeza se mostrava em invencível
Combate por um dia mais brilhante.
E quando eu procurava, a todo instante
Poder ressuscitar um sonho incrível,
Ser feliz; aparece mais visível
O rosto da mulher mais deslumbrante...
Dos mares que mergulho, tal beleza
Trazendo-me, de novo, uma certeza:
Minha vida será muito bonita...
Nos jardins que plantei em minha vida,
A mais bela das flores, margarida.
Meu derradeiro sonho, amada Rita!
Quando amor parecia tão distante,
Um sonho inalcançável, impossível,
Tristeza se mostrava em invencível
Combate por um dia mais brilhante.
E quando eu procurava, a todo instante
Poder ressuscitar um sonho incrível,
Ser feliz; aparece mais visível
O rosto da mulher mais deslumbrante...
Dos mares que mergulho, tal beleza
Trazendo-me, de novo, uma certeza:
Minha vida será muito bonita...
Nos jardins que plantei em minha vida,
A mais bela das flores, margarida.
Meu derradeiro sonho, amada Rita!
Rir de tudo é coisa dos tontos, mas não rir de nada é coisa dos estúpidos. Erasmo de Rotterdam
Desculpe se lhe falo com franqueza
Se pensa que conhece quase tudo,
E por isso se esconde, carrancudo,
Nesta fantasia sem beleza;
Lhe falo meu amigo e companheiro,
A vida não se esconde desse jeito.
O mundo pode ser tão imperfeito,
Mas tem o seu encanto verdadeiro.
As coisas por difíceis que pareçam
Não devem ser levadas ferro e fogo,
Quem mata essa criança perde o jogo
Não deixa que essas nuvens espaireçam!
Vestido de total iniqüidade
Vencido pelas urzes do caminho.
O canto que enobrece o passarinho
Não pode ser deixado na saudade...
Tanto riso, eu concordo, sem sentido
Nos fazem parecer como boçais.
Nos trazem sentimentos que jamais
Podemos desprezar no nosso olvido.
Quem ri-se sem saber como e por que,
Parece que não traz discernimento
E, vago, se dilui em pleno vento,
Não sabe nem sequer onde e cadê.
Porém quem nunca ri mostra, talvez,
Últimos estertores da esperança.
Da vida, já rompidas alianças.
E plena sensação de estupidez!
Desculpe se lhe falo com franqueza
Se pensa que conhece quase tudo,
E por isso se esconde, carrancudo,
Nesta fantasia sem beleza;
Lhe falo meu amigo e companheiro,
A vida não se esconde desse jeito.
O mundo pode ser tão imperfeito,
Mas tem o seu encanto verdadeiro.
As coisas por difíceis que pareçam
Não devem ser levadas ferro e fogo,
Quem mata essa criança perde o jogo
Não deixa que essas nuvens espaireçam!
Vestido de total iniqüidade
Vencido pelas urzes do caminho.
O canto que enobrece o passarinho
Não pode ser deixado na saudade...
Tanto riso, eu concordo, sem sentido
Nos fazem parecer como boçais.
Nos trazem sentimentos que jamais
Podemos desprezar no nosso olvido.
Quem ri-se sem saber como e por que,
Parece que não traz discernimento
E, vago, se dilui em pleno vento,
Não sabe nem sequer onde e cadê.
Porém quem nunca ri mostra, talvez,
Últimos estertores da esperança.
Da vida, já rompidas alianças.
E plena sensação de estupidez!
Renata
: Renascida, nascida novamente
Amor faz seus milagres, não se esqueça.
Nos mistérios da vida, na esperança.
Amor quando real o mundo alcança
E por vezes, nos pega e prega peça.
Amor que nos domina alma e cabeça,
É força tão sutil, nem sempre mansa
Que trama e nos comporta. Uma aliança
Que nunca apareceu quem a impeça.
Meu verso me recorda de teu beijo
Que rima, inevitável com desejo
Embora tantas vezes fez ferida.
A minha alma depois que tu partiste,
Aos trancos e barrancos vive triste.
Quando virás Renata, a renascida?
Amor faz seus milagres, não se esqueça.
Nos mistérios da vida, na esperança.
Amor quando real o mundo alcança
E por vezes, nos pega e prega peça.
Amor que nos domina alma e cabeça,
É força tão sutil, nem sempre mansa
Que trama e nos comporta. Uma aliança
Que nunca apareceu quem a impeça.
Meu verso me recorda de teu beijo
Que rima, inevitável com desejo
Embora tantas vezes fez ferida.
A minha alma depois que tu partiste,
Aos trancos e barrancos vive triste.
Quando virás Renata, a renascida?
Remorso é a indigestão da alma. P. Veron
Não quero comentar sobre o que fiz.
A vergonha me toma por inteiro,
Quem fere seu amigo verdadeiro,
Merece, neste mundo ser feliz?
Desculpas não invento pois não tenho,
Os erros cometidos não mais voltam,
As mãos que acariciam se revoltam
A dor não posso dar como um empenho.
Bem sei quanto quiseste esta mulher
As noites que passaste sem dormir.
Não posso e nem pretendo te ferir
Mas faças neste instante o que quiser.
Às vezes escondidos sob um manto
De placidez serena e tão tranqüila,
A boca que nos beija já destila
A lágrima que fará o nosso pranto.
Só posso te dizer que está comigo
Aquela por quem, tolo, definhaste.
Se corto tuas pernas, tiro a haste,
Perdoe mas eu tento e não consigo
Me afastar.Se sou lume ela é falena
Depois do amanhecer; sol –helianto
As notas musicais de nosso canto
Confundem-se na mesma bela cena.
Eu amo, nos amamos, somos uno.
Nas noites que dormimos, mesmo sonho.
No mar que freqüentamos, sol risonho,
Sereia que se deu a deus Netuno...
Porém eu já percebo tanta dor
Trazida pelo vento dolorido
Do remorso de termos te traído
Na face, essa vergonha, esse rubor!
Não quero comentar sobre o que fiz.
A vergonha me toma por inteiro,
Quem fere seu amigo verdadeiro,
Merece, neste mundo ser feliz?
Desculpas não invento pois não tenho,
Os erros cometidos não mais voltam,
As mãos que acariciam se revoltam
A dor não posso dar como um empenho.
Bem sei quanto quiseste esta mulher
As noites que passaste sem dormir.
Não posso e nem pretendo te ferir
Mas faças neste instante o que quiser.
Às vezes escondidos sob um manto
De placidez serena e tão tranqüila,
A boca que nos beija já destila
A lágrima que fará o nosso pranto.
Só posso te dizer que está comigo
Aquela por quem, tolo, definhaste.
Se corto tuas pernas, tiro a haste,
Perdoe mas eu tento e não consigo
Me afastar.Se sou lume ela é falena
Depois do amanhecer; sol –helianto
As notas musicais de nosso canto
Confundem-se na mesma bela cena.
Eu amo, nos amamos, somos uno.
Nas noites que dormimos, mesmo sonho.
No mar que freqüentamos, sol risonho,
Sereia que se deu a deus Netuno...
Porém eu já percebo tanta dor
Trazida pelo vento dolorido
Do remorso de termos te traído
Na face, essa vergonha, esse rubor!
Regina: Rainha
Em todo o teu passado tanta glória.
Os que mares distantes navegaram
E seus feitos, amores, registraram
São páginas perdidas desta história...
Tantos deuses, em vão, te cortejaram
A dama de beleza assim notória,
Guardada, por milênios, na memória
Nos livros, alfarrábios se contaram...
Os templos se erigiram em teu nome,
Tua glória ninguém no mundo tome;
Da beleza e bondade és um exemplo.
Depois de tantos anos, te encontrei.
Permita-me sonhar ser o teu rei,
Regina a nossa vida, de amor, templo!
Os que mares distantes navegaram
E seus feitos, amores, registraram
São páginas perdidas desta história...
Tantos deuses, em vão, te cortejaram
A dama de beleza assim notória,
Guardada, por milênios, na memória
Nos livros, alfarrábios se contaram...
Os templos se erigiram em teu nome,
Tua glória ninguém no mundo tome;
Da beleza e bondade és um exemplo.
Depois de tantos anos, te encontrei.
Permita-me sonhar ser o teu rei,
Regina a nossa vida, de amor, templo!
Regiane
: Rainha bondosa
Rainha dos meus sonhos, minha amada.
A vida te permita ser feliz;
És tudo que, na vida, sempre quis,
O cheiro da manhã, minha alvorada.
O gosto da maçã na madrugada
Gozando desta vida, peço bis,
O brilho das estrelas, teu matiz.
Sem te ter, minha vida é quase nada;
Embarco meu desejo no teu braço,
Descanso em teu abraço o meu cansaço
Da luta que não pude recusar;
Pelo amor da rainha tão bondosa
Que fez da minha vida maviosa.
Só em Regiane encontro o manso mar...
Rainha dos meus sonhos, minha amada.
A vida te permita ser feliz;
És tudo que, na vida, sempre quis,
O cheiro da manhã, minha alvorada.
O gosto da maçã na madrugada
Gozando desta vida, peço bis,
O brilho das estrelas, teu matiz.
Sem te ter, minha vida é quase nada;
Embarco meu desejo no teu braço,
Descanso em teu abraço o meu cansaço
Da luta que não pude recusar;
Pelo amor da rainha tão bondosa
Que fez da minha vida maviosa.
Só em Regiane encontro o manso mar...
Recebo teu recado com o vento...
Imerso em solidão clamo teu nome
Tentando ser feliz, a vida some
A noite se rebela em pensamento.
Depois de tanta luz, a negra treva
Espero cada dia por teu beijo.
Cada vez que não vens minha alma neva
A morte me negando meu desejo.
Senti que a solidão será a guia
Senti que nunca mais eu te terei.
Iludo-me com cada fantasia.
Amor quem dera fosse tua lei!
Imerso em solidão clamo teu nome
Tentando ser feliz, a vida some
A noite se rebela em pensamento.
Depois de tanta luz, a negra treva
Espero cada dia por teu beijo.
Cada vez que não vens minha alma neva
A morte me negando meu desejo.
Senti que a solidão será a guia
Senti que nunca mais eu te terei.
Iludo-me com cada fantasia.
Amor quem dera fosse tua lei!
Rebeca: Aquela que une; aquela que prende pela beleza
Rebeca: Aquela que une; aquela que prende pela beleza
Deixe que a noite venha com a lua
E traga esta esperança com o sonho.
A tua alma irá voando solta e nua
Trazendo-te um remanso mais risonho.
E quem sabe esse sonho continua
E faça teu viver menos tristonho.
Tua alma, enamorada, já flutua
Matando teu passado tão medonho...
Deixe que a vida prenda nossos laços
E desfrutar, possamos, dos espaços
Maravilhosos, leves, do prazer.
Tua beleza rara, meu amor,
Que me acompanhará por onde eu for,
Em Rebeca a razão para eu viver...
Deixe que a noite venha com a lua
E traga esta esperança com o sonho.
A tua alma irá voando solta e nua
Trazendo-te um remanso mais risonho.
E quem sabe esse sonho continua
E faça teu viver menos tristonho.
Tua alma, enamorada, já flutua
Matando teu passado tão medonho...
Deixe que a vida prenda nossos laços
E desfrutar, possamos, dos espaços
Maravilhosos, leves, do prazer.
Tua beleza rara, meu amor,
Que me acompanhará por onde eu for,
Em Rebeca a razão para eu viver...
Raquel: Ovelha, cordeira
Raquel: Ovelha, cordeira
Raquel a quem Camões imortaliza
Em magistral momento mais feliz.
Demonstra sua face num matiz
Da calma necessária e mais precisa
Da forma tão sutil e mais concisa
De tudo que na vida sempre quis,
A paciência mesmo que num triz
Num ato que o amor sempre eterniza.
Na mansidão vencendo o vencedor,
Na placidez, vitória deste amor
Que guarda em si, o brilho da esperança.
Meu verso, enamorando já procura
Nos olhos de Raquel a sua cura.
Exemplo de total perseverança!
Raquel a quem Camões imortaliza
Em magistral momento mais feliz.
Demonstra sua face num matiz
Da calma necessária e mais precisa
Da forma tão sutil e mais concisa
De tudo que na vida sempre quis,
A paciência mesmo que num triz
Num ato que o amor sempre eterniza.
Na mansidão vencendo o vencedor,
Na placidez, vitória deste amor
Que guarda em si, o brilho da esperança.
Meu verso, enamorando já procura
Nos olhos de Raquel a sua cura.
Exemplo de total perseverança!
Raissa: Crente, pensador
Raissa: Crente, pensador
O meu contentamento está ao teu cuidado.
És dona do meu Fado e minha fantasia;
A vida que pretendo, em tua companhia!
Por tantas vezes tive a dor de ter errado
Mas mesmo assim, jamais, me deixaste de lado,
Solitário, tristonho... Um canto de alegria,
Hino à felicidade, a bela melodia
Que traz o teu perdão; ao meu pior pecado.
Traze-me em toda angústia, o dom desta ventura,
Saber que te terei, mesmo na dor obscura.
Saber que estás comigo enfrentando as tempestas.
Desculpe-me se trago a marca da lembrança
Do tempo que sofria em busca da esperança.
Raissa, teu amor traduz todas as festas!
O meu contentamento está ao teu cuidado.
És dona do meu Fado e minha fantasia;
A vida que pretendo, em tua companhia!
Por tantas vezes tive a dor de ter errado
Mas mesmo assim, jamais, me deixaste de lado,
Solitário, tristonho... Um canto de alegria,
Hino à felicidade, a bela melodia
Que traz o teu perdão; ao meu pior pecado.
Traze-me em toda angústia, o dom desta ventura,
Saber que te terei, mesmo na dor obscura.
Saber que estás comigo enfrentando as tempestas.
Desculpe-me se trago a marca da lembrança
Do tempo que sofria em busca da esperança.
Raissa, teu amor traduz todas as festas!
Raimunda: Sábia poderosa, protetora
Não posso nem sequer, senhora da beleza,
Saber donde roubaste o brilho que incendeia,
O teu olhar sem par! É como a lua cheia,
Altar de tanto sonho, amada fortaleza!
Em tal encantamento, a vida; com certeza,
Trouxe-nos seu encanto, um canto da sereia,
Que busco no meu mar, deitada em plena areia.
De tudo que já tive, a mais bela princesa...
Embora tenhas ido em busca de teu Fado,
Deixaste uma saudade imersa no passado
De quem se fez feliz por ter te conhecido.
Distante deste amor, eu abençôo a vida
Por ter me dado a sorte , embora já perdida,
De ter Raimunda amado, um sonho enlouquecido!
Saber donde roubaste o brilho que incendeia,
O teu olhar sem par! É como a lua cheia,
Altar de tanto sonho, amada fortaleza!
Em tal encantamento, a vida; com certeza,
Trouxe-nos seu encanto, um canto da sereia,
Que busco no meu mar, deitada em plena areia.
De tudo que já tive, a mais bela princesa...
Embora tenhas ido em busca de teu Fado,
Deixaste uma saudade imersa no passado
De quem se fez feliz por ter te conhecido.
Distante deste amor, eu abençôo a vida
Por ter me dado a sorte , embora já perdida,
De ter Raimunda amado, um sonho enlouquecido!
Saudade
Vieste me falar de saudades...
Interessante, saudade tem o poder de atrair e afastar, de amargar e adocicar.
Neste agridoce a saudade morde e assopra.
Fere e cicatriza.
É, no fundo, o pagamento de uma dívida com o passado. Ou, muitas vezes, uma maneira de nos acharmos eternos, ou de tentarmos eternizar o que fomos.
Mas há um tipo de saudade que é terrível e altamente dolorosa.
Posso dizer que é DEVASTADORA.
A saudade do que não houve.
É como o aborto, a perda do que poderia e do que não foi.
Frustração.
Absoluta frustração.
Esse tipo de saudade maltrata ferozmente.
Pois morde e não assopra
Fere e nunca cicatriza
Demonstra nossa total impotência e incapacidade.
É o gosto do não.
Da ausência.
Do quem sabe
E do talvez...
Contra esse tipo de saudade
Só há um remédio.
A morte.
Por isso viva o que tenha de viver.
Sem medo
De ser, pelo menos, em um segundo.
Feliz!
Interessante, saudade tem o poder de atrair e afastar, de amargar e adocicar.
Neste agridoce a saudade morde e assopra.
Fere e cicatriza.
É, no fundo, o pagamento de uma dívida com o passado. Ou, muitas vezes, uma maneira de nos acharmos eternos, ou de tentarmos eternizar o que fomos.
Mas há um tipo de saudade que é terrível e altamente dolorosa.
Posso dizer que é DEVASTADORA.
A saudade do que não houve.
É como o aborto, a perda do que poderia e do que não foi.
Frustração.
Absoluta frustração.
Esse tipo de saudade maltrata ferozmente.
Pois morde e não assopra
Fere e nunca cicatriza
Demonstra nossa total impotência e incapacidade.
É o gosto do não.
Da ausência.
Do quem sabe
E do talvez...
Contra esse tipo de saudade
Só há um remédio.
A morte.
Por isso viva o que tenha de viver.
Sem medo
De ser, pelo menos, em um segundo.
Feliz!
Amor em pedaços
A vida te ofereço minha amada
Do mal de amor que em lágrimas padeço,
Esqueço que não posso, mas te peço
Que sempre que chegar a madrugada
Estejas esperando meu cansaço.
Em tudo que tiveres sou pedaço.
Pedaço de saudade que comove,
Pedaço do poente que entristece
Pedaço desse canto que enlouquece
Pedaço desta vida que te move.
Movido por pedaços que carrego,
Espero ter inteira a quem desejo.
Nas linhas que recebes meu versejo
Pedaços de oceanos que navego.
Minha alma espedaçada nos espaços
Nos paços e nas praças da cidade.
Buscando por pedaços, claridade,
Espaços que pressinto, meus pedaços.
Em pedaços percebo que, afinal,
Ao menos em pedaços, foste minha.
Cansaço de viver uma avezinha
Espera por teu ninho, no final.
Do mal de amor que em lágrimas padeço,
Esqueço que não posso, mas te peço
Que sempre que chegar a madrugada
Estejas esperando meu cansaço.
Em tudo que tiveres sou pedaço.
Pedaço de saudade que comove,
Pedaço do poente que entristece
Pedaço desse canto que enlouquece
Pedaço desta vida que te move.
Movido por pedaços que carrego,
Espero ter inteira a quem desejo.
Nas linhas que recebes meu versejo
Pedaços de oceanos que navego.
Minha alma espedaçada nos espaços
Nos paços e nas praças da cidade.
Buscando por pedaços, claridade,
Espaços que pressinto, meus pedaços.
Em pedaços percebo que, afinal,
Ao menos em pedaços, foste minha.
Cansaço de viver uma avezinha
Espera por teu ninho, no final.
Nas tramas do amor
Amando quem não ama-me, mas ama
Amado por amada a quem amei.
Atento que jamais eu a terei
Na cama que reclama uma outra chama.
Rejeitas meus defeitos, isso sinto,
Consentes nos defeitos de quem amas.
As teias que faziam nossas tramas,
Não queimam pois é tal vulcão extinto...
Um dia se quiseres quem te queira
Talvez possa escutar meu coração.
Não posso mas irei pedir perdão,
Por nunca permitires uma beira.
Qual cego apaixonado vou amando
A mando de quem sabe que não és.
Trocando, e merecendo, mãos por pés,
Vou vendo que não segues meu comando.
Esperança faz trama assaz constante
E brinca como quem não me obedece
Na teia que esperança tanto tece,
Talvez, um dia, eu seja teu amante!
Amado por amada a quem amei.
Atento que jamais eu a terei
Na cama que reclama uma outra chama.
Rejeitas meus defeitos, isso sinto,
Consentes nos defeitos de quem amas.
As teias que faziam nossas tramas,
Não queimam pois é tal vulcão extinto...
Um dia se quiseres quem te queira
Talvez possa escutar meu coração.
Não posso mas irei pedir perdão,
Por nunca permitires uma beira.
Qual cego apaixonado vou amando
A mando de quem sabe que não és.
Trocando, e merecendo, mãos por pés,
Vou vendo que não segues meu comando.
Esperança faz trama assaz constante
E brinca como quem não me obedece
Na teia que esperança tanto tece,
Talvez, um dia, eu seja teu amante!
Abandonado pela sorte
A sorte abandonando meu caminho
Não deixa-me saber por onde irei.
Deveras nas estradas que passei,
Amores esquecidos, velho ninho.
Perdido procurando as esperanças
Não vejo um horizonte que me caiba
Não sei se saberei o que se saiba
Nas curvas mais fechadas das lembranças.
No meu destino mel não se percebe
O mal o fel o bem não se misturam
Porventura serei o que procuram
Aqueles que a ventura não concebe.
Do tédio meu remédio, uma migalha
Que o mal, em meu caminho, sempre espalha.
Um mal nunca se cura noutro mal
Assim como com mel não se mistura
O fel que recebi da criatura,
Que sempre produziu só fel e mal!
Não deixa-me saber por onde irei.
Deveras nas estradas que passei,
Amores esquecidos, velho ninho.
Perdido procurando as esperanças
Não vejo um horizonte que me caiba
Não sei se saberei o que se saiba
Nas curvas mais fechadas das lembranças.
No meu destino mel não se percebe
O mal o fel o bem não se misturam
Porventura serei o que procuram
Aqueles que a ventura não concebe.
Do tédio meu remédio, uma migalha
Que o mal, em meu caminho, sempre espalha.
Um mal nunca se cura noutro mal
Assim como com mel não se mistura
O fel que recebi da criatura,
Que sempre produziu só fel e mal!
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