Excitado por voltas e revoltas,
Sem medo de vender qualquer bobagem,
Nas danações remendos, traquinagem.
O mundo das revoltas tantas voltas.
Escrevi tantos versos, não escoltas
Corações dispersados, sem aragem.
Brancas nuvens mostrando tal roupagem
Consegui perceber reviravoltas...
Ardores e carinhos sensuais,
Piadas de mau gosto, simplesmente.
Os dias que passamos, pontuais,
São satiricamente demonstráveis.
A mente que remete sempre mente,
Os sonhos desse amor: imagináveis...
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Wednesday, November 1, 2006
Caminhante isolado pede trilhos!
Caminhante isolado pede trilhos!
Desconfortos, confrontos impotentes.
Os medos que eu herdei, leguei aos filhos.
Meus olhos que são míopes, só lentes...
Reconheci quaisquer dos andarilhos
Que versejem promessas indecentes.
Amores irrestritos são caudilhos,
Na boca que me morde plenos dentes...
A sonda que lançaste sem resposta,
Radares e sonares sei de cor...
A pele maltratada cria crosta.
Aos dias que não tive, nem saudades...
O pranto que me deste finge dor...
Nos campos hipotéticos, cidades...
Desconfortos, confrontos impotentes.
Os medos que eu herdei, leguei aos filhos.
Meus olhos que são míopes, só lentes...
Reconheci quaisquer dos andarilhos
Que versejem promessas indecentes.
Amores irrestritos são caudilhos,
Na boca que me morde plenos dentes...
A sonda que lançaste sem resposta,
Radares e sonares sei de cor...
A pele maltratada cria crosta.
Aos dias que não tive, nem saudades...
O pranto que me deste finge dor...
Nos campos hipotéticos, cidades...
As lágrimas celestes, gotejando,
As lágrimas celestes, gotejando,
Dessas nuvens escuras, tempestades...
Meus lábios em teus lábios, viajando.
A janela trancada, obscuridades...
O tempo resoluto, vai passando,
Os monstros que tivemos, das saudades,
Aos poucos vão morrendo, exterminando...
Das lágrimas do céu, serenidades...
As luzes embotadas, negros olhos...
O canto que decifra meu tormento...
As flores desencantos, colho em molhos.
As noites que vivemos, nebulosas...
Caindo, a chuva inunda o pensamento,
As lágrimas fecundam terra e rosas...
Dessas nuvens escuras, tempestades...
Meus lábios em teus lábios, viajando.
A janela trancada, obscuridades...
O tempo resoluto, vai passando,
Os monstros que tivemos, das saudades,
Aos poucos vão morrendo, exterminando...
Das lágrimas do céu, serenidades...
As luzes embotadas, negros olhos...
O canto que decifra meu tormento...
As flores desencantos, colho em molhos.
As noites que vivemos, nebulosas...
Caindo, a chuva inunda o pensamento,
As lágrimas fecundam terra e rosas...
Me permitam voar, asas abertas
Me permitam voar, asas abertas
Que sustentam meus sonhos, culminâncias...
Os mundos invisíveis, seus alertas,
Espreitam por conquistas, discrepâncias...
As expressões diversas, incompletas,
Navegam seus primores, as infâncias
Dos sonhos que perdi, as minhas metas...
Não pude resistir a tais ganâncias.
Benditos os que sofrem, regozijam,
As dores que não pecam nem deturpam...
Dos templos, predadores nos alijam;
Nos levam por fantásticos porões.
As mãos mais caridosas nos conspurcam,
As garras aprofundam solidões...
Que sustentam meus sonhos, culminâncias...
Os mundos invisíveis, seus alertas,
Espreitam por conquistas, discrepâncias...
As expressões diversas, incompletas,
Navegam seus primores, as infâncias
Dos sonhos que perdi, as minhas metas...
Não pude resistir a tais ganâncias.
Benditos os que sofrem, regozijam,
As dores que não pecam nem deturpam...
Dos templos, predadores nos alijam;
Nos levam por fantásticos porões.
As mãos mais caridosas nos conspurcam,
As garras aprofundam solidões...
A divina presença da verdade
A divina presença da verdade
Reflete nos meus versos qual navalha...
Um cego procurando claridade,
A morte, num segundo, tudo atalha.
Nas plagas mais distantes, na cidade,
O gesto que maltrata me agasalha.
A fome que sacias, cedo ou tarde,
Um canto universal, o vento espalha...
Nas visões dessa insânia sem resposta,
Andando pedras brasas fogo, inverno...
O medo da verdade queima e tosta,
Esfacela qualquer sombra de paz...
A vida se transforma nesse inferno,
Teus medos te corrompem: Satanás!
Reflete nos meus versos qual navalha...
Um cego procurando claridade,
A morte, num segundo, tudo atalha.
Nas plagas mais distantes, na cidade,
O gesto que maltrata me agasalha.
A fome que sacias, cedo ou tarde,
Um canto universal, o vento espalha...
Nas visões dessa insânia sem resposta,
Andando pedras brasas fogo, inverno...
O medo da verdade queima e tosta,
Esfacela qualquer sombra de paz...
A vida se transforma nesse inferno,
Teus medos te corrompem: Satanás!
A dor é companheira, parceria...
A dor é companheira, parceria...
Meu tesouro guardado nessas grutas.
Não posso descobrir mais alegria,
As luzes que me emanas, formas brutas.
Corcéis, imobilizas, montaria.
As podres maravilhas dessas frutas,
Difícil esquecer com maestria
As noites que perdemos, tantas lutas...
Não penso nas conquistas que não tive
Nem prendo meus olhares no vazio...
Na cama que roçamos, me contive...
Aurora torporosa me alvorece,
A dor que nunca sai permite cio
Amor que nunca veio, me escurece...
Meu tesouro guardado nessas grutas.
Não posso descobrir mais alegria,
As luzes que me emanas, formas brutas.
Corcéis, imobilizas, montaria.
As podres maravilhas dessas frutas,
Difícil esquecer com maestria
As noites que perdemos, tantas lutas...
Não penso nas conquistas que não tive
Nem prendo meus olhares no vazio...
Na cama que roçamos, me contive...
Aurora torporosa me alvorece,
A dor que nunca sai permite cio
Amor que nunca veio, me escurece...
Travamos insensata guerra atroz,
Travamos insensata guerra atroz,
Formamos espetáculos insanos...
Obcecado segredo mais feroz
A vida não continha vagos planos.
No fundo desespero canto e voz,
A trama das mortalhas, sem enganos.
Encharco-me venenos, vidros, pós,
Esqueço dos conselhos dos arcanos...
Preciso de teu sangue, companheira...
Precisas do meu corpo, canibal!
A porta desta entrada é verdadeira
Saída mais temprana, um vendaval...
A forma que degustas beira e eira,
Teu sorriso que é mórbido, imortal!
Formamos espetáculos insanos...
Obcecado segredo mais feroz
A vida não continha vagos planos.
No fundo desespero canto e voz,
A trama das mortalhas, sem enganos.
Encharco-me venenos, vidros, pós,
Esqueço dos conselhos dos arcanos...
Preciso de teu sangue, companheira...
Precisas do meu corpo, canibal!
A porta desta entrada é verdadeira
Saída mais temprana, um vendaval...
A forma que degustas beira e eira,
Teu sorriso que é mórbido, imortal!
Mergulhando em sofismas que me travas,
Mergulhando em sofismas que me travas,
Não pude perceber tuas facetas.
As noites entrevadas velhas cavas,
Nas luas estendidas nas lunetas.
Reparo, indiferente, nossas lavas,
Desculpas que formaram teus planetas.
A roupa apodrecida nunca lavas,
Meus mundos, te entreguei, podres vendetas...
Baldados tantos gritos e perdões
Nas tramas e nas lendas somos arte.
Vasculho teu amor por toda parte,
No fundo me deparo com prisões...
O faro que negaste está, destarte,
Apodrecido em nossos corações!
Não pude perceber tuas facetas.
As noites entrevadas velhas cavas,
Nas luas estendidas nas lunetas.
Reparo, indiferente, nossas lavas,
Desculpas que formaram teus planetas.
A roupa apodrecida nunca lavas,
Meus mundos, te entreguei, podres vendetas...
Baldados tantos gritos e perdões
Nas tramas e nas lendas somos arte.
Vasculho teu amor por toda parte,
No fundo me deparo com prisões...
O faro que negaste está, destarte,
Apodrecido em nossos corações!
Vivos vermes vergões e ventanias...
Vivos vermes vergões e ventanias...
Banquete destas fomes interpostas.
Meu cerebelo estático, agonias...
Meus ossos, minhas carnes, veras postas.
Vencido, num repasto de ambrosias,
As vísceras e cheiros justapostos.
Meus olhos amauróticos, seus guias...
Manjares delicados, decompostos...
A larva companheira, beijo santo...
Relembra-me de amores que passamos...
Ouvidos perfurados, lindo canto,
Nas sinfonias torpes que inventavas..
Recordo das mentiras que travamos
Nas noites maviosas. Me adoravas!
Banquete destas fomes interpostas.
Meu cerebelo estático, agonias...
Meus ossos, minhas carnes, veras postas.
Vencido, num repasto de ambrosias,
As vísceras e cheiros justapostos.
Meus olhos amauróticos, seus guias...
Manjares delicados, decompostos...
A larva companheira, beijo santo...
Relembra-me de amores que passamos...
Ouvidos perfurados, lindo canto,
Nas sinfonias torpes que inventavas..
Recordo das mentiras que travamos
Nas noites maviosas. Me adoravas!
Nasci em meio a crises mais febris,
Nasci em meio a crises mais febris,
Meus olhos vasculhando esse planeta.
No rosto transfiguras formas vis,
Vadia a vida vivo qual cometa...
Não pude conviver, as mães gentis,
Nem pude conhecer vida dileta.
Na boca que me beija já cuspis,
Nos templos que me matas, sou poeta...
Descido pelas cordas abastadas,
Meus restos espalhados nas searas...
As mães que me negaram são bastardas,
Um verme vasculhando sua loca.
Perdido sem saber sequer da toca,
Ganhei minhas heranças, tais escaras...
Meus olhos vasculhando esse planeta.
No rosto transfiguras formas vis,
Vadia a vida vivo qual cometa...
Não pude conviver, as mães gentis,
Nem pude conhecer vida dileta.
Na boca que me beija já cuspis,
Nos templos que me matas, sou poeta...
Descido pelas cordas abastadas,
Meus restos espalhados nas searas...
As mães que me negaram são bastardas,
Um verme vasculhando sua loca.
Perdido sem saber sequer da toca,
Ganhei minhas heranças, tais escaras...
O céu que se esfumaça, nebuloso,
O céu que se esfumaça, nebuloso,
Me traz velhos abismos temerários...
O vento tempestuoso, tão raivoso,
Convida meus temores vãos, contrários...
No templo insofismável, estertoroso,
Relâmpagos trovejam, tantos, vários...
Nimbos acinzentando, fabuloso,
Meus olhos faiscantes, lampadários...
As brumas e os ventos, companheiros.
Rugidos bronzeantes me alucinam...
Os dias mais fantásticos da vida
As loucas tempestades determinam...
Viver na maciez do teu regaço,
É como não me perder, luta vencida...
Pois quando o céu bronzeia reflito aço...
Me traz velhos abismos temerários...
O vento tempestuoso, tão raivoso,
Convida meus temores vãos, contrários...
No templo insofismável, estertoroso,
Relâmpagos trovejam, tantos, vários...
Nimbos acinzentando, fabuloso,
Meus olhos faiscantes, lampadários...
As brumas e os ventos, companheiros.
Rugidos bronzeantes me alucinam...
Os dias mais fantásticos da vida
As loucas tempestades determinam...
Viver na maciez do teu regaço,
É como não me perder, luta vencida...
Pois quando o céu bronzeia reflito aço...
Nas ondas deste imenso mar, brancura...
Nas ondas deste imenso mar, brancura...
Jogado pelas águas, pelo vento...
Nos abismos, cratera negra, escura.
Mergulho meu desejo e pensamento...
Nessa morte submersa, minha cura,
Nas tempestades todas, meu tormento
Minha esperança navegar alvura
Morrer na areia dessa praia, tento...
A cândida ternura da fragata,
Calmaria silente, num golfinho...
Num instante feroz já me arrebata.
A leve maciez revolta a espuma...
Os olhos de quem fora passarinho,
Num momento voraz me destrói, puma...
Jogado pelas águas, pelo vento...
Nos abismos, cratera negra, escura.
Mergulho meu desejo e pensamento...
Nessa morte submersa, minha cura,
Nas tempestades todas, meu tormento
Minha esperança navegar alvura
Morrer na areia dessa praia, tento...
A cândida ternura da fragata,
Calmaria silente, num golfinho...
Num instante feroz já me arrebata.
A leve maciez revolta a espuma...
Os olhos de quem fora passarinho,
Num momento voraz me destrói, puma...
Somos metades vãs sem coerência...
Somos metades vãs sem coerência...
Amo-te e me negaste, beijo e morte...
Vivemos justaposta convivência
Nos medos de rancores e da sorte.
Metralhas os meus passos sem clemência
No fundo desvairado incenso e corte
Antropófago amor trava em latência
Sorrisos e dentadas, dor e esporte...
Eu sei que juramentos não resistem,
Percebo tais contrastes definidos...
Amores que não matam não desistem
O beijo da serpente me apaixona...
Os termos deste trato confundidos.
A víbora feroz, mansa ressona...
Amo-te e me negaste, beijo e morte...
Vivemos justaposta convivência
Nos medos de rancores e da sorte.
Metralhas os meus passos sem clemência
No fundo desvairado incenso e corte
Antropófago amor trava em latência
Sorrisos e dentadas, dor e esporte...
Eu sei que juramentos não resistem,
Percebo tais contrastes definidos...
Amores que não matam não desistem
O beijo da serpente me apaixona...
Os termos deste trato confundidos.
A víbora feroz, mansa ressona...
orgulho
Meu orgulho exporei no meu desejo...
Vaso quebrado nega seu valor.
Meu ardoroso sonho que cravejo
Não precisa brilhantes a compor...
Nos olhos orgulhosos tudo vejo,
Não sinto teu sabor, doce licor...
A morte degenera meu vicejo,
A boca apodrecida dá pavor...
Já tenho consciência: disparate!
Meus restos escondidos no bornal...
A degeneração dum simples vate
Sonhador, demonstrando o que é a vida.
Os olhos despedaçam na partida,
Orgulho se desfaz no funeral...
Vaso quebrado nega seu valor.
Meu ardoroso sonho que cravejo
Não precisa brilhantes a compor...
Nos olhos orgulhosos tudo vejo,
Não sinto teu sabor, doce licor...
A morte degenera meu vicejo,
A boca apodrecida dá pavor...
Já tenho consciência: disparate!
Meus restos escondidos no bornal...
A degeneração dum simples vate
Sonhador, demonstrando o que é a vida.
Os olhos despedaçam na partida,
Orgulho se desfaz no funeral...
Nas entranhas da Terra
Nas entranhas da Terra eviscerada
Estranhas criaturas emergindo...
O gosto da manhã despedaçada
Seu sangue e suas linfas aspergindo...
Astutas esperanças dão em nada,
Amor que não constrói morre fingindo...
Sou matéria, inexisto, polvilhada...
Do centro desta esfera irei fugindo.
Pirâmides, elipses, cubos, retas...
Nas formas e desejos mais brilhantes.
Nas vísceras expostas dos poetas,
Nesta hiperestesia que é patética...
Fâneros e fornalhas latejantes,
Nas veias que exporei, resta a poética...
Estranhas criaturas emergindo...
O gosto da manhã despedaçada
Seu sangue e suas linfas aspergindo...
Astutas esperanças dão em nada,
Amor que não constrói morre fingindo...
Sou matéria, inexisto, polvilhada...
Do centro desta esfera irei fugindo.
Pirâmides, elipses, cubos, retas...
Nas formas e desejos mais brilhantes.
Nas vísceras expostas dos poetas,
Nesta hiperestesia que é patética...
Fâneros e fornalhas latejantes,
Nas veias que exporei, resta a poética...
Tuesday, October 31, 2006
Paranóia
Concebo frios versos sem sentido...
Esmerando-me, atroz, procuro cismas...
No mar que sem tormentas nunca abismas,
Olhar tenso, pretende estar perdido...
Houvesse tanta voz, vaso partido.
Meu mar sempre teria cataclismas,
Nos pântanos permeio convertido,
As vozes intercalam mil sofismas...
Nos pares e patentes, vou pendente,
Esquizofrenicamente desejo.
Clavículas quebradas, absorvente
Famélicas dentadas pedem beijo...
Não falo me consolo e nem versejo...
Se tento me detenho e vou doente...
Esmerando-me, atroz, procuro cismas...
No mar que sem tormentas nunca abismas,
Olhar tenso, pretende estar perdido...
Houvesse tanta voz, vaso partido.
Meu mar sempre teria cataclismas,
Nos pântanos permeio convertido,
As vozes intercalam mil sofismas...
Nos pares e patentes, vou pendente,
Esquizofrenicamente desejo.
Clavículas quebradas, absorvente
Famélicas dentadas pedem beijo...
Não falo me consolo e nem versejo...
Se tento me detenho e vou doente...
Augustos Anjos
Todo caos, precedendo meus arranjos,
Me traz as esperanças do conserto.
Nas vozes, nos ouvidos, versos, banjos.
Orquestras desafinam meu concerto...
Os olhos minhas asas, velhos anjos,
Pressinto que não posso descoberto.
Os prazos e memórias, desarranjos.
O céu que se nublava vai coberto...
Augustos, vários anjos e pecados...
Ao gosto de fiel caricatura...
Agostos e setembros versos, fados...
Meus desejos espelham criatura.
Quem me dera, segredos finos, brados,
Nos augustos arcanjos, alma pura...
Me traz as esperanças do conserto.
Nas vozes, nos ouvidos, versos, banjos.
Orquestras desafinam meu concerto...
Os olhos minhas asas, velhos anjos,
Pressinto que não posso descoberto.
Os prazos e memórias, desarranjos.
O céu que se nublava vai coberto...
Augustos, vários anjos e pecados...
Ao gosto de fiel caricatura...
Agostos e setembros versos, fados...
Meus desejos espelham criatura.
Quem me dera, segredos finos, brados,
Nos augustos arcanjos, alma pura...
Tanto tempo
Tanto tempo procuro por paragens,
Onde encontre descanso sepulcral...
Depois das ancestrais, torpes viagens,
Buscando meus caminhos neste astral,
Meus rios e meus mares, ondas, margens,
Espreitam por penhascos... Espectral
Reflexo desvirtua tais aragens
Que vagaram deserto magistral...
Criança sepultada no meu peito,
Olores putrefatos exalados...
Meu próprio funeral será perfeito.
Das ondas emanadas esotéricas...
Mulheres que deixei, virão histéricas
Amores que não foram bem cuidados...
Onde encontre descanso sepulcral...
Depois das ancestrais, torpes viagens,
Buscando meus caminhos neste astral,
Meus rios e meus mares, ondas, margens,
Espreitam por penhascos... Espectral
Reflexo desvirtua tais aragens
Que vagaram deserto magistral...
Criança sepultada no meu peito,
Olores putrefatos exalados...
Meu próprio funeral será perfeito.
Das ondas emanadas esotéricas...
Mulheres que deixei, virão histéricas
Amores que não foram bem cuidados...
Meus olhos venalmente esfumaçados...
Meus olhos venalmente esfumaçados...
No quarto que decifro minhas lendas.
Febrilmente, revelo os embaçados
Amores que mortalhas sem ter prendas...
Não permitindo tempos disfarçados
Nem os templos que abrigam tais contendas.
Nossos braços, num mar, entrelaçados,
Bocas que nos cuspiram, nunca ofendas...
As febres delirantes paralíticas...
As rochas que tombamos, monolíticas,
Os medos tatuados nossas almas...
As mortes que vivemos por lazer
No fundo não nos trazem ermos traumas,
Deveras, confundimos com prazer...
No quarto que decifro minhas lendas.
Febrilmente, revelo os embaçados
Amores que mortalhas sem ter prendas...
Não permitindo tempos disfarçados
Nem os templos que abrigam tais contendas.
Nossos braços, num mar, entrelaçados,
Bocas que nos cuspiram, nunca ofendas...
As febres delirantes paralíticas...
As rochas que tombamos, monolíticas,
Os medos tatuados nossas almas...
As mortes que vivemos por lazer
No fundo não nos trazem ermos traumas,
Deveras, confundimos com prazer...
Aurora terminando, a vida passa...
Aurora terminando, a vida passa...
A morte desafia e me persegue...
Quem fora caçador, se encontra caça,
Na fonte que se seca, vou entregue...
A vida se cansando, sangra, lassa...
Não haverá ninguém que me carregue,
Nos templos divinais, já se esfumaça
Qualquer que seja o sonho que se apegue...
Aurora derradeira, vislumbrada,
Não deixe meus retalhos no caminho...
A vida que passei, tão deslumbrada,
Sem lume vai secando meu jardim...
O tempo que tempera seca o vinho...
O mundo que remando, morre em mim...
A morte desafia e me persegue...
Quem fora caçador, se encontra caça,
Na fonte que se seca, vou entregue...
A vida se cansando, sangra, lassa...
Não haverá ninguém que me carregue,
Nos templos divinais, já se esfumaça
Qualquer que seja o sonho que se apegue...
Aurora derradeira, vislumbrada,
Não deixe meus retalhos no caminho...
A vida que passei, tão deslumbrada,
Sem lume vai secando meu jardim...
O tempo que tempera seca o vinho...
O mundo que remando, morre em mim...
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