O sorriso é o idioma universal do amor e até as crianças o compreendem. Paul Evdokinov
Mesmo que a dor, quimera em tempestade
Tente-te destruir a cada dia,
Não mate nunca tua fantasia
Não deixe que esse mundo, em crueldade,
Desgrace teu caminho e nem permita
Que a sorte, por pior e por maldita
Trazendo por final uma amargura
Deite-te nos tapetes doloridos
Dos sonhos que julgamos esquecidos
E sempre nos revelam noite escura...
Nos beijos que pretendes, seja manso
O mundo não te deixa outra saída,
O riso que trouxeste em despedida,
O canto que promete sem descanso
Adormece na boca que não beijas.
A dor sempre virá e não desejas...
O mar que te acalenta te naufraga,
O rio em que pescaste já te afoga
A mão que te tortura, em prece roga,
A boca que te lambe roga praga.
Porém ao perceberes com cuidado,
O sorriso não custa e nem destrói.
Uma alma sem sorriso se corrói
E não deixa sobrar ao menos brado,
A quilha do navio se perdida
À deriva esse barco e toda a vida!
Veja que na natura tudo existe,
A força das correntes, a tempesta,
Todo acasalamento traz a festa,
A morte em cada canto já resiste.
O gozo da coruja e da pantera
O bote da serpente e do leão,
Em todo esse universo, coração,
Em tudo a garantia duma fera.
Porém a diferença, o paraíso,
Se encontra na pureza do sorriso!
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