Sonego o que inda resta dentro em mim
Bebendo as maravilhas que não creio.
Seria muito bom, mas o receio
Desdiz este caminho de onde vim.
Percorro a solidão e vejo enfim
O peso com que a sorte trama o veio
Nefastos os desejos; meu anseio
Matando esta alegria, sendo assim
Espúrios os momentos que inda tenho
Cerrando com angústia logo o cenho,
As senhas necessárias esquecidas.
Apreços; não conheço e nem recebo
Das glebas e das sendas que concebo
As vias espalhadas e perdidas...
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