Num desejo impudico, tanto quero,
Dessa boca sevícias e carinho,
Ir roçando, bem manso, vagarinho.
Pois, em cada centímetro, te espero...
Quero o romper d’aurora audaz e fero,
Volúpias e delírios, num caminho,
Que possam transformar quem foi sozinho,
Nas múltiplas fornalhas dess’ acero...
Num frêmito voraz, tornar-te nua,
Tentando penetrar a tua rua,
Invadindo, posseiro, tuas lavras...
Transgredir os sentidos e palavras,
Minhas mãos penetrando teus espaços,
Depois, juntarmos, lúbricos cansaços...
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