Quaresma, primavera, tudo muda...
Retrato amarelado sempre ri,
Emoldurando tanta dor, senti
Que nada mais terei, sequer ajuda!
Orelha carregando galho, arruda;
Sem resutados. Sorte, já perdi,
Desde o maldito instante que nasci;
Olhando criatura tão miúda,
Um anjo desses tortos, diss’amém,
Antes isso, melhor que ser ninguém!
Desde menino soube essa verdade.
Vou rastejando pelos guetos, cobra;
Comendo o que não serve nem pra sobra,
Só d’útero terei, então, saudade...
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