Corro a te encontrar, triste como o vento...
As tortas caminhadas, céu de prata.
Perfazem meu telúrico lamento...
As flores se perderam, minha mata...
O pranto perseguindo novo invento,
As várias compleições dessa cascata.
Não quero saber pátria, me apascento...
Não tenho mais sustento nem bravata...
Todo meu canto, faca, enxada e foice,
Perdido navegante sem ter praia.
As hóstias engolidas, tudo foi-se,
Restou tal solidão que já se espraia...
Venha depressa ouvir o trem chegando...
Corro a te encontrar, vou procurando...
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