Search This Blog

Tuesday, December 14, 2010

Meu vício // Tua boca

dono da minha vontade// fascinante,

portador do meu desejo// percorrendo lentamente

de você.// o paraíso...

Mara Pupin // Marcos Loures
Publicado em: 07/04/2007 12:07:27
Última alteração:28/10/2008 06:05:02


MEU VÍCIO É VOCÊ /

Amando-te demais eu me perdi
Já não mais estar distante
O meu viver girava sobre ti
Queria-te pra mim a todo instante

Já nem ficava mais com meus amigos
Porque não suportava vê-la só
Até que me alertaram dos perigos
Do vício obsessivo como o pó...

Princípio do terrível precipício
Que abria lentamente sob os pés
De quem reconhecendo o Santo Ofício
Não pode ter a vida em tal viés,

Estando o coração em desatino,
Esquece do verdugo. E me alucino...

GONÇALVES REIS
MVML
Publicado em: 21/08/2007 22:41:19
Última alteração:05/11/2008 14:23:00


MEU VÍCIO É VOCÊ

Entorpecido vago por teu corpo,
Teu néctar mavioso me inebria.
Perfume que se exala de teu sexo,
Um ópio em fantasia que vicia.

Ao penetrar a loca que em absinto
Entorna mil prazeres, umidades.
Recebo o teu calor, fomento e brilho,
Sem empecilho adentro enquanto invades

Com língua mais tenaz os meus ouvidos,
Libidos se explodindo na morfina
Que é feita em nossos gozos sem limites,
Fulgor que nos conquista e nos domina...
Publicado em: 22/09/2007 15:59:41
Última alteração:29/10/2008 15:12:28


Meu verso // Em você

busca este canto // agora presente

na primavera // no sabor de encanto

do amor. // pura magia !

Marcos Loures // Mara Pupin
Publicado em: 31/03/2007 09:21:00
Última alteração:28/10/2008 06:08:51


Noite descendo trama nova lua
Novo brilho que envolve a velha Terra...
A sílfide divina vaga nua
Na bela estrela tonta vida roda
Rouba tanta beleza que flutua...

Atua neste palco das estrelas
A bela criatura que sonhei.
No céu tão pontilhado pelas velas
Que belas são das cores que pensara
Artista que em matizes mil revelas...

Contemplo o mago templo que se estende
E visto das estrelas velho manto.
No fundo desta tela a lua acende
Seus vários pirilampos tontos guias.
E beleza divinal tudo recende...

Na bela ninfa encontro minha musa.
Que forja nos meus versos a promessa
Não temo que me trague mais escusa
A lua nesta ronda pede canto.
Morena retirando sua blusa...

E tudo se confunde neste plano,
E tudo se mistura no cenário...
A vida tanto trouxe desengano
Que emana neste sonho, uma vingança;
Deixando-me tão louco, vago, insano...
Publicado em: 17/02/2007 18:18:52
Última alteração:30/10/2008 06:49:01



Eu venho aqui, amor, para falar de uma saudade imensa que vai chegar, agora e para sempre...

Venho me despedir das ilusões que fizeram de mim um sonhador, mas levarei comigo aqueles sonhos, já transformados em saudade, na saudade que vai chegar agora e para sempre...

Nada condeno em ti, pois nosso amor valeu a vida, e valeria mil vidas, se mil vidas tivessem os mortais!

Eu me culpo, porém, por ter te amado tanto assim, como jamais alguém amou na vida... Ouve o canto final de nosso amor:

Para sempre terei uma saudade
Do teu primeiro olhar, há tantos anos,
Quando ruir, ao som dos desenganos,
O meu castelo da felicidade...

Os teus carinhos, quentes e profanos,
Para sempre terei uma saudade,
Quando chegar ao fim, a intensidade
Do amor que torna Deuses, os Humanos.

Como esquecer teus lábios sensuais
Cansados dos meus beijos? Nunca mais...
Olvidar os teus carinhos... Não, não há-de

Meu ser fazê-lo! Amor, dos teus cabelos,
Desses teus olhos meigos e tão belos,
Para sempre terei uma saudade...

Marcos Coutinho Loures
Publicado em: 08/02/2007 15:23:05
Última alteração:30/10/2008 07:53:32


Esse meu triste amor, merece o fogo!
Se não posso ostentar com certo orgulho,
Amor que não mereces, nem por rogo.
Jogado nessa estrada é como entulho.
Quem sabe nas promessas trace o jogo,
Pois vale quanto pesa, é só barulho.
Talvez encontre aqui, ou lá no Togo
Um mar que não prometa só marulho...


Não cabe em mim verter em esperança,
Se nada significa meu amor...
É verme que passeia e já se cansa,
É lua que não brilha, sem luar...
Promessa se desfez, virou vapor.
Do rumo prometido, nem lembrança.
No fundo antecipando tua dor,
Te peço, nunca mais queira me amar!
Publicado em: 14/12/2006 15:00:31
Última alteração:30/10/2008 08:45:39


Tens razão amor! Tens toda razão!

O nosso caso chega ao final, por minha culpa e não posso te magoar mais ainda, procurando em ti, os motivos da nossa separação.

Não sei o que se passa comigo; apenas sei depois de tudo o que te fiz, que não posso mais alimentar a esperança de que voltes para mim, como o sol da primavera, iluminando meus dias de angústia e solidão.

Perdoa-me se te magôo com estas palavras, pois não mereces perder os momentos mais felizes de tua vida em flor ao lado de quem nada mais possui para te oferecer em troca...

És tão meiga e desejada que não te será difícil encontrar alguém que, verdadeiramente te amo e possa te oferecer, em troca os mesmos sonhos de amor.

Ah! Querida!

Não queiras alimentar meu sofrimento com lágrimas tão sentidas... Sabes bem o quanto te quero, mas sabes, também, que não te amo!

E se há alguém culpado, este alguém sou eu, por não ter conseguido arrancar de meu coração as lembranças do único amor de minha vida...

Um amor que se foi deixando comigo a certeza de que, por toda a vida, só se consegue amar verdadeiramente, uma única vez...

Somente uma vez!

Marcos Coutinho Loures



Se meço não convenço nem te peço
Nem quero convencer quem não merece,
Amores que menti, nem desconverso,
As noites que passei, omitem prece,
Meus olhos procurando vou disperso,
Nem tudo que proponho me acontece
Nos versos que te fiz, meu universo,
Se meço nem te peço, me confesse...

O vasto seringal dos meus amores,
As flores imortais que não plantei,
Os cais que enclausuraram nossas dores,
Os olhos da mulher que procurei
Perfumes nessas mãos de raras flores
O medo de saber que nada sei
Nas procissões que fazes, meus andores,
Amar continuamente, minha lei...
Publicado em: 11/12/2006 04:38:48
Última alteração:30/10/2008 09:31:52


MEU QUERIDO AMOR
Moleque traquinas
Esquinas e ruas,
Nas nuas lembranças
Nas danças profanas,
Alcanças nirvanas.
Amor com traquejo
No beijo sacana
Na boca sedenta
No vento que toca,
Recolho teus gozos
E gonzos e guizos
Sorrisos e cios
Criando o incrível.
Moleque safado
Deixando de lado
O tempo passado
Não tem solução.
Quer logo o futuro
Saltando este muro
Caindo no chão.
Amor faz das suas
Sincera aguardente
Cravando seus dentes
Crivando estas garras
Amor sem ter travas
Nas trevas se embrenha
Esquece da senha
E faz tempestade.
Amor na verdade
Sem rumo e sem nexo,
Vagando o teu sexo
Se faz tentação.
Renega o teu não
E nada se cria,
Amor fantasia
E traz solução...
Publicado em: 17/09/2008 18:18:57
Última alteração:17/10/2008 13:56:18


MEU QUERIDO AMOR...

Qual gata borralheira
Meu erro foi você...
Mas príncipe não és
Falaste uma besteira

Jamais vou satisfeita
Preciso de mais mel
É vício, não compreendes?
Prazer que leva ao céu...

Óh! Nada mais direi
Me vejo ré confessa...
Te falo de amor...
Mas sei, nem te interessa!

Querida me desculpe
Se um dia a magoei
Talvez não percebeste,
Porém sempre te amei.

A vida mostra senda
Diversa em cada passo,
Eu sei quanto eu te quero
Comigo em meu abraço.

Espero que repenses
E volte para mim,
Por certo eu estarei
Contigo até o fim...

Meu sonho te buscando
Não vê sequer distância,
Beleza tal, sem par,
Traduz-se em elegância

Meus versos são tão simples
Mas feitos com amor.
Desta roseira nossa
Amor, principal flor...

ANNE MARIE
Marcos Loures
Publicado em: 09/07/2007 20:15:47
Última alteração:05/11/2008 20:10:25



Andamos todos juntos na jornada
Às vezes uns tropeçam pelo chão
Ficando ali naquela escuridão
Deixando uma imagem e mais nada

Então, quando renasce a madrugada
E o sol desponta e aquece desde então
A vida continua - e a ilusão
Esvai-se, torna a vista apurada....

Percebemos assim, meu companheiro
Que toda queda tem maior valia
Se a gente recomeça a caminhar

Mudando toda tinta do tinteiro,
Aprendendo nesta hora em que caía
Esta lição que a vida quer mostrar...

GONÇALVES REIS
MVML
Publicado em: 04/09/2007 06:44:11
Última alteração:05/11/2008 12:40:51


-Meu pai, eu bem que gostaria de sentir saudades suas, mas não consigo... Sabe por que?

-Porque sinto sua presença em todos os momentos, numa vibração mágica, repleta de luminosidade e ternura.

Ao meu olhar no espelho, vejo o SEU sorriso no MEU sorriso, os seus cabelos brancos nos meus e posso descobrir, no MEU olhar, aqueles lampejos de meiguice e de bondade que havia no SEU olhar...

-Meu Pai, tudo isto parece ser mais uma daquelas brincadeiras que VOCÊ fazia, nos doces tempos que não voltam mais... Sim, você anda brincado de “esconde-esconde”, comigo...Contudo, não é muito difícil adivinhar onde você se escondeu, depois de sua partida:

Sim, meu Pai, você se escondeu EM MIM, fazendo-me tomar as suas feições, à medida que o tempo passa. É por isso que, ao me olhar no espelho, encontro o seu sorriso no meu sorriso; os seus cabelos brancos nos meus e aquele seu meigo olhar, repleto de doçura e de bondade, no meu olhar sofrido...

As pessoas incapazes e ver, de ouvir e de sentir, dizem que tudo isto é bobagem, que você se foi para sempre, deixando, como recordação, apenas aquela cadeira vazia, ali, na sala de jantar.

Elas falam de você, meu Pai, como se a sua ausência fosse um fato definitivo e consumado! E quando as ouço falar, sinto você sorrir no meu sorriso, pois elas ignoram que você continua presente, em tudo aquilo que, nesta vida, amou com tanta intensidade...

É nessas ocasiões que passo a compreender melhora as suas palavras, cheias de sabedoria, a respeito da vida e da morte...

Mas, apesar de tudo, apesar desta minha certeza, há momentos em que meu egoísmo não se contenta com esta etérea presença!

E fico a pensar, como seria bom, meu Pai, e eu ainda pudesse sentir o calor de suas mãos, ouvir seus passos e tocar, de leve, o seu rosto e chorar... Chorar muito, em seus ombros!

É nesta hora que tomo consciência de minhas limitações e sinto o quanto preciso ainda crescer, para ser igual a você! É nesta hora que sinto o quanto você me faz falta, meu querido Pai!

Marcos Coutinho Loures
Publicado em: 08/02/2007 18:12:08
Última alteração:27/10/2008 21:17:52



MEU RUMO
MEU RUMO



Não posso e nem devo te seguir

Teu norte opõe-se a minha direção

Meu rumo que antes foi teu coração

Desvia-se, nas mágoas que tenho de ti. jrpalácio



Carpindo toda dor que conheci
Vencido pelo medo, ingratidão,
Não posso mais sentir tal emoção
Que um dia fora tudo o que pedi. marcosloures

Senhora de meus versos, tua ausência,
Não sendo tão somente coincidência
Impede cada passo que hoje eu der. marcosloures



Não mais seguirei os passos do teu pé.

Em caminhos mais seguros me atrevo.

Orgulho!Me impede de seguir teu servo. jrpalácio
Publicado em: 22/10/2008 19:11:48


Meu Sentimento

Meu pensamento
Traçando um dia
Meu sentimento
Que te pediu
Um tal segredo
Que não se fez
Meio de banda
Que nunca mais se viu.
Agora eu vejo
O manso beijo
Que dei no fim
Quase tropeço
No meu desejo.
Como ficar assim?
Se mais desando
Nunca fui tanto
Meio desando
Mas não vou achar.
Sequer a fresta
Do que não resta
Se tanto bem
Irei procurar
Nem mais eu vejo
Se te desejo
Não será meu fim
Ao mesmo tempo
Se me protejo
Vou me perder de mim.
Agora a tarde
Me traz saudade
Vou tão vazio,
Nem conhecia
Quem me beijava
Já não queria,
Senão meus restos, que vão expostos.
Agora eu sonho, aquele sonho
Te afastou de mim.
Era o começo do que não tenho
E me perdi no fim.
O teu amor,
Vago e distante
E tão mutante
Não me deixou saber de mim.
Mas faço o tempo
Viver do tempo
Que tanto tempo
Existiu em mim.
E não mais restos que são propostos
Tramo os risonhos, sei que risonhos,
Encontrei em mim.
O recomeço do que proponho
E vou até meu fim.
No teu amor,
Vago e distante
Que foi mutante
Agora calo, sempre que falo.
Do mesmo tempo
Vivo no tempo
Que sem ter tempo
Resistiu enfim...
Publicado em: 31/12/2006 18:20:03
Última alteração:30/10/2008 09:09:34


MEU SERTÃO - DE OLHOS VERDES E DE ASA BRANCA
Tanta tristreza na terra
Sem chuva no meu sertão
Os bichos solto na serra
Morrendo de insolação
Os home me aprometero
Traze pro nosso rincão
Um cadinho de esperança
Um dias nóis já se cansa
Dessas tanta enganação
De falar pru móde a gente
Votar nus home safado
Que pur engano, serpente
Dexano o povo doente
Sem oiá dispois pru lado
Dispois de nóis ter votado,
A mando dos coroné,
Prometeno prus roçado
Ajuda mode brotar
As semente semeada
Do mío e desse feijão
Nossa gente tá cansada
Já num qué sê inganada;
Já pensei inté parti
Lá pros lado de Sum Paulo
Tenta vê e consegui
Um trabaio mais decente
Que possa faze da gente
Mais que a gente é aqui,
Aqui nóis tudo é sufrido
Nosso povo ta perdido,
Num tem quem ajuda nóis
Meus fío passano fome
No calor a chuva some,
Nem restando a asa branca
Que bateu asa e voou
Lá pra riba da barranca
Nem água o rio restô
Seca matou tudo aqui
Eu já tenho que parti
Pra mode sobrevivê
Vo dexa meu bem querer
Dexá minha pobrezinha
Adeus amor, a Rosinha
Dos óio verde bonito
Esse canto mais aflito
Foi composto pra você
Mas hoje esse sertanejo,
Homem que com muito pejo
Nunca manteve o desejo
De sair do próprio chão
Pois bem sabe e é verdade
Que mesmo na mocidade
“Quem sai da terra natal
Em outros canto não pára”
Fazendo do seu varal
“No último pau de arara”.
Esse homem tão brioso
Vindo do mundo horroroso
De miséria e exploração
Sabe bem que esse seu chão
É a maior das bandeiras
Tem significação
Contra todas bandalheiras
Feitas nesse seu sertão
Com a morte das meninas
Com as vidas severinas
Dessa grande multidão
De brasileiros famintos,
De esperança mais extintos
No sangue pouca tintura
No pele já tão escura
Pelo sol tão ressecado
Quanto mais desesperado
Lutando qual bicho solto
Não adianta o revolto
A luta é pra não morrer
De fome quando criança,
Velhice antes dos trinta,
Miséria no pouco a pouco,
Tentando não ficar louco,
Pedindo a Deus o perdão,
Pelo seu grande pecado
Que foi ser depositado,
No meio desse sertão
Do amor despreparado
Que gera sempre um bocado
A mais do que permitido
Perdão pedindo ao Senhor
Só pru mode ter nascido!
Mas eis que uma coisa vem
Notícias da capital,
Parece que tem alguém
Filho das mesmas paragem
Pernambucano da terra
Severino como a gente
Como Luiz batizado,
Um nordestino arretado,
Cabra de muito valor.
Foi eleito presidente
O maior representante
Do nosso povo carente
Que sonhou com esse instante
E ele não decepcionou
Agora, mesmo na seca,
Essa fome não assusta
Como antes ela assustou
As coisas tão melhorando
Já ta, no povo deixando
Essa nova sensação.
De já não ter tanta fome
Dando pro povo o que come,
Os homens e não os bichos,
Viver já dá, sem caprichos
Mas isso é o começo eu sei
Por isso nele votei
E quero ter já de novo
Para o bem do nosso povo
Esse cabra presidente
Pois bem sei que ele já sente
O quanto a gente quer bem
A quem nos trata por gente
Pra quem nós somos alguém;
Pro nosso povo sofrido
Que julgava ter nascido
Por castigo ou por vingança
Esse nosso povo dança
Nos olhos traz esperança
Nem é preciso asa branca
Aparecer na barranca
Nem carregar na sua anca
Nem procurar por partida
No pau de arara, sofrida
Sua lida vai mudando
Conforme Deus espalhando
Pelo sertão mais inteiro
Um belo e doce janeiro
Invernando o coração.
Olhos de sua Rosinha
Espelhando o meu sertão
Do verde dessa esperança
A espalhar na plantação!
Publicado em: 13/08/2006 19:04:14
Última alteração:30/10/2008 19:59:29


Usando de expressão super-hiper-trans-ultramordenista dos sonetos atuais
Eu tento
Falar pra ti do quanto é gostoso dizer em versos do amor que tenho.
Por ti

O
Grande sonho de ser feliz ao lado de alguém pesava tanto que impedia
A
Caminhada.

Mas ao perceber que também tu gostas de mim, querida
Eu
Dedico a ti este meu soneto vanguardista.

Sem métrica, sem rima, liberdade!!!!!
Que aprendi
Com os poetas mais fantásticos que tenho lido nestes últimos tempos...
Publicado em: 02/01/2009 11:46:31
Última alteração:06/03/2009 13:29:55


MEU QUERIDO AMIGO
Nas ondas do mar
Que, na areia, morrem,
Raios do luar...
Nas águas que correm,
No doce do mel,
Estrelas do céu.
Na felicidade
Na claridade,
Barco de papel.

Numa pipa no ar,
Rosto de criança
Ir ao céu, voar
Toda esperança
Nessa verde mata
Queda da cascata
Riso tão feliz
Todo bom matiz,
O belo arrebata.

Um sonho de infância
Na calma do ninho
Na paz duma estância
Asa, passarinho.
Em tudo na vida
E também no amor.
No doce calor
No abraço fraterno
Carinho tão terno
Que impede uma dor.

Na voz tão serena
Que acalma quem chora
Na luz mais amena
Que a vida decora.
Nos braços da amada
Na bela alvorada,
Nos sonhos risonhos
Nos mais belos sonhos,
No rumo, na estrada...

Não deixa que escuro
Se torne meu mundo
Amor tão maduro
Maior e profundo.
Andando, comigo,
Não vejo perigo,
A vida se acalma
Inunda a minha alma
No amor de um amigo!
Publicado em: 29/09/2008 22:24:58
Última alteração:02/10/2008 14:50:19



Aliás, se felicidade inexiste,
então porque a esperança
no peito insiste.
São as armas da vida,
uma estranha dança
o homem trilha
na corda bamba,
nem sabe onde
o pensamento descamba.
Aliás, nem é bom pensar,
às vezes é difícil compreender
como se deve amar.

Amigo, uma esperança traiçoeira
Por vezes nos maltrata mais que tudo.
Buscando esta ilusão a vida inteira
Sentindo o coração assim, miúdo,

Quem sabe se esta sorte costumeira
Derrame todo o sonho em que me iludo,
Nos mostre uma outra luz mais verdadeira
Que nunca nos pergunte: se, contudo...

Apenas a certeza salvará
Um coração que esvai-se, amor incerto.
Mas veja que outro dia chegará

E a chuva da promessa então nos traga
A solução perene pro deserto
Na mão que nos sacia enquanto afaga...

WALTER BRIOS
Marcos Loures

É com grande orgulho que fiz este dueto com Walter BRios, grande poeta e excelente amigo.
Publicado em: 09/05/2007 13:32:18
Última alteração:06/11/2008 07:49:05


Depois de tanto tempo na jornada
Buscando ser feliz em plena treva,
A sorte se perdendo, noutra estrada

Amor que nos deixou já não se ceva,
De tudo o que passamos, quase nada,
Apenas a saudade inda me neva.

Procuro meu caminho, e nada achei,
Meu verso se perdendo sem sentido.
A solidão, quimera vira a lei,

O mundo se perdendo, dividido,
Porém ao te encontrar, hoje eu bem sei,
Meu passo se tornou mais decidido.

Um canto em teu louvor, hoje eu dedico
E trago teu carinho inda comigo,
Os rumos mais sutis, por certo indico

E hoje eu bem sei das curvas, do perigo.
Quem acha tal tesouro fica rico,
Por isso te agradeço, meu amigo!

Publicado em: 13/03/2007 17:44:12
Última alteração:30/10/2008 06:15:27



Meu porto seguro / O meu cais

Navego errante /Perdido, distante..

buscando aconchego/ aguardo ancoragem

em teus braços. / louco de amor...

Mara Pupin / Marcos Loures

Publicado em: 28/03/2007 21:40:29
Última alteração:28/10/2008 05:47:53



Meu prazer
É ter o gozo
Da donzela
Em noite clara...
Publicado em: 04/12/2007 20:12:56
Última alteração:28/10/2008 06:03:45


Tanta festa vou fazer
Todo dia, minha amada,
Alegria com prazer
Uma esperança açodada.
Vou mandar em versos livres
Ou nas trovas, se quiser.
Você sabe quanto eu quero
Ir do jeito que puder
Pra dizer que eu agradeço
Cada aniversário seu,
Amparando o meu tropeço
Nos seus braços vejo o céu
Mel da boca mais cheirosa
Sua pele encantadora,
Minha moça caprichosa,
O meu peito já lhe adora.
Reboliço todo dia,
E no viço desta flor,
Que quando aniversaria
Dou presente: o meu amor...
Publicado em: 19/09/2008 13:17:35
Última alteração:03/10/2008 13:03:22


Quando te vi, bem menina,
Nunca poderia crer
Destino que desatina
Não tem talvez nem por que
Aprontasse bela sina,
A sina de conhecer
Amor, luz que ilumina
Os olhos, me faz sofrer...

Menina crescida, bela,
Transformada em tal sereia
Tanto brilho que incendeia
No meu céu virou estrela
Nas cordas do violão
Essa estrela verdadeira
Da minha vida, a primeira,
Acordou meu coração!
Publicado em: 10/12/2006 20:49:00
Última alteração:30/10/2008 09:13:38



Há quanto tempo nós não conversamos
É tanta correria meu amigo
Vamos sentar aqui, um drinque vamos
Tomar e relembrar o tempo antigo...

Então me diz alguma novidade
Me diz como esta vida está indo?
Faz tanto tempo faz quanta saudade
No coração, no peito vem surgindo...

Andei caçando estrelas pelas ruas,
Bebendo nos botecos e nos bares.
Olhando em festival, mulheres nuas,

Sonhando com mil luas, noite afora,
Fazendo de ilusões os meus altares,
Mas como estou feliz em ver-te agora...

GONÇALVES REIS
MVML
Publicado em: 27/08/2007 20:34:24
Última alteração:05/11/2008 12:54:24



E o bem da vida posso desfrutar...
Usando e tendo, então, sabedoria
Não me preocupo mais se um dia errar
Pois no escuro que buscamos dia...

Não ficarei aqui só reclamando
Preciso ver, então, que vale a pena
Correr e não ficar titubiando..
Já tenha a imagem em mim já tenho a cena...

Amigo, não podemos permitir
Que a vida se transcorra sem apoio.
Semblante mais ameno a pressentir
Um tempo aonde o trigo mate o joio,

E celebrando a vida com bons vinhos,
Cerzindo uma esperança em verdes linhos.

GONÇALVES REIS
MVML
Publicado em: 30/08/2007 17:18:51
Última alteração:05/11/2008 12:25:44




É humildade e singeleza,
E chega a ter certo humor:
Doze mil textos! Beleza!
Ainda se diz "amador".

Meu amigo, um pescador,
Repentista na verdade,
Sabe que bom trovador
Reconhece uma amizade

Quem me dera se eu pudesse
Ser um poeta de fato,
Mas somente me apetece
Ser pescador de regato,

Tanta alegria e tristeza
Nesta vida eu já vivi,
Sou querido, com certeza
Pescador de lambari...

VITÓRIO SEZABAR
MVML
Publicado em: 05/09/2007 16:38:47
Última alteração:05/11/2008 11:49:56


Amigo venho aqui me aconselhar
A vida, às vezes, dá-nos amargor
Desilusões, tristezas - muita dor
E quer nos imergir - nos afundar...

Amigo me explique o valor
Pra prosseguir em frente - pra lutar
Estou cansado desse longo mar
Me diga uma palavra por favor...

Saber de uma alegria tantas vezes
Deixa-nos decerto mais felizes,
Quem busca a fantasia há tantos meses

Descobre com certeza que amizade
Curando, sem deixar nem cicatrizes,
Premissa de viver em liberdade...

GONÇALVES REIS
MVML
Publicado em: 05/09/2007 20:51:38
Última alteração:05/11/2008 07:39:33



O amor em triste noite a se perder
Nessa escuridão que não tem fim
Procuro aquela luz dentro de mim
Só para enxergar e para poder

A vida que se esvai, então, volver
O vinho, a poesia, e tudo enfim
São sem sabor, estão num gosto assim
De tédio e ao mesmo tempo de querer.

Amigo, sei que às vezes não sabemos
O rumo necessário e mais preciso
A vida jamais mostra algum aviso,

Tampouco nos oferta barco e remos.
Portanto é necessário ter apoio
Que ajude a discernir se é trigo ou joio...

GONÇALVES REIS
MVML
Publicado em: 12/09/2007 11:59:41
Última alteração:04/11/2008 17:42:37



Amigo,entre quartetos e tercetos
Vou-lhe saboreando entre rimas
E de mãos dadas no toque das limas
Afinemos de pé nossos sonetos

Teus versos tão perfeitos e diletos
Merecem; com certeza m’as estimas
Poder acompanhar-te nestas primas
Sabendo-os, na verdade mais completos.

Meu caro companheiro eu te agradeço
O fato de tu leres meus repentes
Num mundo tão complexo, vou do avesso

Cantando em cada verso esta emoção
Que torna nossos dias mais contentes,
Mostrando da amizade a tradução.

AMÉRICO PAZ
ML
Publicado em: 13/12/2007 16:58:50
Última alteração:23/10/2008 08:24:19



MEU QUERIDO AMIGO/


Já tão longe agora estou
E faz tempo que não escrevo
Meus amigos tão distantes
Uma explicação eu devo
Pois recordos os instantes
Do que era, e hoje sou...
Vou fazendo em cada canto
Amizades mais sinceras
Com pessoas que eu admiro,
Renovando primaveras
Mas depois de longo giro
Retornando pro meu canto...


GONÇALVES REIS
MVML
Publicado em: 29/09/2007 09:08:08
Última alteração:04/11/2008 13:08:44




Já repassando a vida nesse instante
Das coisas que aprendi e que já fiz
Das dores de amor, amigo, amante
O quê foi por prazer e o quê não quis...

Do sonho, agora, longe - tão distante -,
E dos momentos que passei feliz
E um dilema sempre segue avante:
Serei ou não serei um aprendiz?

Somando o que pensava que sabia
Eu chego à conclusão que nada sei.
Se a soma se fizesse em harmonia,

Amigo não teria esta certeza
Porém insensatez é nossa lei,
E o resto vai seguindo a correnteza...

GONÇALVES REIS
ML
Publicado em: 04/12/2007 20:09:58
Última alteração:29/10/2008 16:56:35


MEU QUERIDO AMIGO
Amigo, sei que às vezes não sabemos
O rumo necessário e mais preciso
A vida jamais mostra algum aviso,

Tampouco nos oferta barco e remos.
Portanto é necessário ter apoio
Que ajude a discernir se é trigo ou joio...
Publicado em: 08/05/2008 20:18:02
Última alteração:21/10/2008 14:33:36


Quando procuro em sendas mais exóticas
As pernas que comigo vão andar.
Depois de tanta busca sem sucesso,
Encontro uma vontade de falar
Como é difícil; Deus, uma amizade!

Buscando pelos campos mais longínquos
Nas ruas tão mais próximas e nada....
Buscando por montanhas e por vales,
Em sendas tão distintas, pela estrada...
Como é difícil; Deus, uma amizade...

Cansado desta busca sem sucesso,
Vasculho a solidão que me restou.
Pensando que não tenho mais remédio,
A voz do coração me iluminou:
Em Deus eu encontrei essa amizade!
Publicado em: 12/02/2007 20:26:03
Última alteração:30/10/2008 06:44:19


Estavam distantes
Meus olhos dos teus
Te vi por instantes
Não penso em adeus.
Eu quero sonhar
No quarto deserto
Quando te encontrar
Estar, de ti, perto.
Rolando na cama,
Fazendo um carinho.
Incendeia a chama
Aquece teu ninho.
Na sombra e na luz
Teu brilho me aquece
Amor se produz
E nunca fenece.
Vencendo o meu medo
Te quero comigo,
Guardando o segredo
Vencendo o perigo.
Amor que não morre
Trazendo o socorro
Amor que socorre
Contigo, não morro.
E quero o teu sonho
No sonho que invento.
Risonho,risonho...
Amor toma assento
E sinto teu canto
Encanto que tanto
Acaba meu pranto.
Amor, meu encanto...
Publicado em: 08/02/2007 13:33:45
Última alteração:30/10/2008 07:34:44


meu olhar só tem um rumo,
os teus olhos, minha amada,
sem te ver eu perco o prumo,
minha vida não é nada!
Publicado em: 20/12/2009 07:44:34
Última alteração:16/03/2010 08:44:40


Meu olhar vai procurando
Pela estrela vespertina
Teu olhar me deslumbrando
Constelar se descortina.
Publicado em: 01/03/2008 20:21:05
Última alteração:22/10/2008 17:09:00


Vestígios de tristeza em meu olhar
São marcas indeléveis, cicatrizes.
Cansado de pedir e de implorar
Na busca por momentos mais felizes,
Vontade de poder recomeçar
Nos campos mais fecundos que predizes.
Percebo em tua mão um novo alento,
Trazido pala voz de calmo vento...





É bom saber que encontro em Ti, meu Pai,
Ajuda-me a vencer a dor da vida,
Pois mesmo quando a sorte se distrai,
E quando a noite cai, em despedida,
Eu sinto em Tua mão, o doce afago
Que faz com que esta vida valha a pena...
Em toda a mansidão de um calmo lago,
Por vezes uma enchente já se acena.
Pintam-Te vingativo e tão cruel,
Percebo, como pai, que és o perdão,
Tu és sabedoria e coração,
Na Terra desfilaste um azul véu,
De tanta formosura e mansidão,
Se fazem deste amor, a servidão,
Não sabem ou não querem ser Contigo,
Um Pai que faz de todo o mundo irmão,
E mais do que meu PAI, é meu AMIGO...

PAI verdadeiro, e amigo sincero de todos os seus filhos, independente de credo, cor ou raça.
O MAIOR AMIGO DO HOMEM, POIS O FEZ EM AMOR E NUM MOMENTO DE ABSOLUTA GLÓRIA...



Publicado em: 28/02/2007 18:51:35
Última alteração:30/10/2008 06:13:47



Mesmo quando o céu é gris
Eu não ligo meu amor,
Pois pra me fazer feliz,
Já que sou tão sonhador
Bem debaixo do nariz
Viola com cantador
Serenata que eu te fiz,
Com mais fé e tal louvor,
Da tristeza nunca diz,
Esquecendo então a dor,
No meu terninho de giz,
Elegante trovador,
Escapando por um triz
Muita sorte, seu doutor,
O meu sogro não queria,
Nem saber da cantoria,
E por ser um cabra rico
Me jogou mercadoria,
- Tava lotado o penico...
Publicado em: 16/01/2010 19:01:53
Última alteração:14/03/2010 20:41:51


Zarpam sonhos
Vencem mares
Barcos buscam
Mansos cais.
Tendo a luz
Levo os olhos
Quais faróis
Dos sóis que és
Sem revés,
Vejo a trilha
Maravilha
Ilhas? Não mais.
Publicado em: 27/11/2008 16:39:12
Última alteração:06/03/2009 16:33:04


Passas noites acordadas
numa disputa ferrenha.
Cuidado com as bordoadas,
não conheço quem não tenha.

Eu bem sei quanto é que dói
Esta negra solidão,
Todo tempo se destrói
Nas entranhas da paixão.

Mas prossigo pelejando
Por um dia bem melhor,
Contigo vou namorando
O teu beijo sei de cor.

Mas talvez já não me queiras
Talvez queiras, nem percebes,
As tuas flechas certeiras
Invadiram minhas sebes

Tomaram a direção
Que previas, meu amor,
Flechado no coração,
Eu estou a teu dispor...

HLuna
Marcos Loures
Publicado em: 26/04/2007 21:55:38
Última alteração:06/11/2008 08:38:24


Mergulho no sombrio de teus olhos,
Nos mares indecentes de teu corpo.
Na bêbada senzala em que me prendes
Rendido aos teus delírios preguiçosos,
Gozos em cascata, risos francos.
Embalsamado dentro em ti, sou presa
Das tesas coxas belas e vadias...
No balanço das ancas os meus bálsamos.
Engoles cada grão da fina areia
Parindo como pérolas, meus filhos...
Publicado em: 24/11/2007 08:16:34
Última alteração:29/10/2008 14:33:12



Sem desesperação sigo meu rumo
Em busca deste amor que é meu remanso,
Mesmo distante, amada, eu sempre alcanço

A mansa sensação de ter teu sumo.
Não vejo outra saída senão essa,
Meus passos têm que ser, pois, bem medidos

Guardando o meu desejo nos sentidos
Que sempre são além de uma promessa...
Nasceu no coração deste país

A flor que me inebria o coração,
Nos vértices tão loucos da paixão,
Eu tenho a sensação de ser feliz...

Publicado em: 06/03/2007 06:59:16
Última alteração:30/10/2008 06:12:11



O amor que nos dá asas
Não encontra fronteiras,
Nem mesmo
O infinito
Pode contê-lo.
Alma flutua
Ganhando imensidão...
Publicado em: 23/05/2008 17:20:21
Última alteração:21/10/2008 06:41:43


Pensamento tão brejeiro
Faz a gente suspirar
Navegando o mundo inteiro
Na procura de teu mar.

Uma voz que me comanda
Coração faz seu estrago,
O meu peito assim desanda
Procurando o teu afago.

Nos veleiros da esperança
Os meus dias tão sozinhos
Quando o meu olhar alcança
Surge a rosa e seus espinhos.

Mas sou muito cuidadoso,
Jardineiro experiente,
No canteiro mais formoso,
Amor faz expediente.

A colheita vale o frio
Vale a dor que assim passei,
Coração não mais vazio
Faz do amor a sua lei...
Publicado em: 23/09/2008 16:34:58
Última alteração:02/10/2008 19:03:48



Seu moço, tanta saudade,
Foi feita de sofrimento.
Por um único momento,
Vasculhei realidade,
Passei por campo e cidade.
Procurei por meu amor,
Quero seu colo e calor.
Não encontrei nem indício,
Meu amor foi precipício,
Onde afoguei minha dor...

Meu tempo, disso estou certo,
Não teve nem mais valia,
Decerto que não sabia,
Não estava nem por perto...
Sei que viver é correto,
Mas de que vale sem ter,
Sem seu amor vou morrer,
Disso não tenho medo.
Seu amor foi o segredo
Mas que faço sem você?

Nas noites de solidão,
Que são as mais doloridas,
Me lembro das despedidas,
Vou pedindo seu perdão...
Me devolva o coração,
Sem ele, minha querida,
De que vale minha vida,
Nisso é melhor nem pensar,
Não tenho rumo ou lugar,
Não cicatriza a ferida...

Meus versos são bem tristonhos,
Por que ‘inda quero sonhar?
Sem você não há luar,
De que servem os meus sonhos...
Somente sonhos medonhos,
Povoam a madrugada,
Minha vida não é nada,
Sem ter você nada sou,
Minha estrada se acabou,
Cadê você, minha amada?

Nascido em terra distante,
Meu amor foi verdadeiro,
Da minha vida, o primeiro,
Que me deixou radiante.
Achei que eu era importante,
Em sua vida, meu bem.
Hoje sei que fui ninguém,
Nada fui para você,
Mas como posso viver,
A minha vida é um trem...

É tão triste a sina, agora,
A de não ter a mulher,
Que o peito da gente quer,
Por quem a gente só chora.
Saudade vem, me devora,
Engole meu coração,
Vomitando solidão,
Saudade bicha danada,
Acompanhou minha estrada,
Não quer me deixar mais não...

Procurei pelos seus braços,
Por sua boca divina,
Fiz minha alma cristalina,
E nem quis outros abraços,
De você nem vi os traços...
Perdida por outra banda,
Por onde é que você anda,
Me responde, eu lhe peço,
Senão, lhe juro, tropeço,
Nas danças dessa ciranda...

Meu amor trago meu canto,
Nas décimas que lhe faço,
Mas já perdi meu compasso.
Naufragado em seu encanto;
Restando só o meu pranto,
Não consigo meu intento,
Minha voz, perdida ao vento,
Você nunca vai ouvir,
Desde o dia que perdi,
Só conheci sofrimento...

Quem souber dessa morena,
E cujo nome é Ritinha,
Não é alta, é bem baixinha,
Tem uma boca pequena.
É calma, muito serena.
É bem fácil de encontrar,
É só olhar pro luar,
E reparar na beleza,
Assim, com toda certeza,
Fica mais fácil de achar...

Ela não anda, flutua,
A fala dela é de fada,
Por todos é adorada,
Ilumina toda a rua.
Minha vida é toda sua...
Tem os pés mais delicados,
São, por Deus, abençoados.
São provas que Deus amou,
Tudo que dela restou,
No meio dos meus guardados,


São essas fotografias,
Que mostro para vocês,
Repare bem nessa tez...
São repletas de magias,
Obra prima que Deus fez...
Moço, me diga a verdade,
Por minha felicidade,
Me responde, bem ligeiro
Se já viu, no mundo inteiro,
Me diga, por caridade,

Onde encontra essa tal moça,
Em que país ou Estado?
Coração descompassado,
Chorando, pede que ouça,
Meu lamento desgraçado
Já não chora outro chorar,
Não canso de procurar
Quero encontrar a Ritinha
Que num dia já foi minha,
E que não sei onde está...
Publicado em: 24/09/2008 13:43:39
Última alteração:02/10/2008 17:58:14


MEU GRITO DE LIBERDADE
Meu grito de liberdade anda por toda a cidade, percorre guetos e vilas;

Nas favelas e cortiços, nos morros e periferia.

Meu canto de alegria traz o novo embutido.

No novo tempo sentido, em todos os sentidos e tempos. Na atemporal rebeldia, no dia rebelde da fantasia exposta, e posta à mesa.

No meio de tanta incerteza, semeio por precisão, o mais preciso dos sonhos.

Meu mar é de outros tamanhos, de vastos horizontes e fontes, nas frontes e frentes da vida.

A solução da partilha, nunca ninguém mais ser ilha. Todos poderem partir e compartilhar a comida, o sonho igual, repartido.

Repatriar a esperança perdida nessas batalhas, pelos campos e senzalas,

Sem ter vôos sem ter alas, nas velhas cadeias ferozes.

Nos gritos dos condenados, na morte de nossos filhos, no brilho opacificado desse povo amortalhado, acorrentado, neste céu acinzentado, cravejado pelo cristal das lagrimas do povo.

Nossos dias sem futuro, na solidão desse muro, na mansidão do regato, no medo, nosso retrato, exposto qual fora fratura, sangrante, massacre de tantos por tantos por tanto tempo, impune.

No pátio de tantos horrores, na fome e injustiças, abutres perfuram os olhos.

Escarnecem de todos, qual fossem espectros sem rumo.

No meio de tantos, aprumo a carcaça sem sentido e tento olhar para um dia.

Dia em que a melodia não seja vadia ou vazia, nem os olhos vazados e a língua amputada, sobrando somente o silêncio. Sem nexo e sem serventia.

Meu grito procura um eco, tampouco muitas vezes se escuta. A força sempre bruta, abrupta e fera, me traz o tempo da guerra, o grito da selva, a guelra do peixe fora do seu habitat, sem ar, agônico. Afônico , sigo tentando, tateando tatuado, marcado a ferro e fogo, no jogo do forno das almas, da lama até o pescoço, sem viço, meu vício é meu alvoroço, e roço as mãos tão serenas, das justas e mansas morenas que habitam o peito brasilis.

No meio dessa desdita, aflita a mãe grita e pede a quem quer que seja, socorro.

Nos morros e nas favelas, entranhas expostas e podres. Os pobres são mera agonia.

A venda nos olhos de tantos, impede o cheiro da decomposição desse povo.

Perdido no meio das matas, dos velhos e novos cortiços, por onde se esgueira a esperança.

Mas ao renascer da manhã, há luz, fraca, mas viva.

A luz que tantos queriam, que tantos pediram, aparece no final da estrada.

O brilho é frágil, mas vivo. O tempo é ágil e preciso. O mundo precisa disso.

Do brilho dos olhos do povo. Dos olhos verdes da mulata e dos cabelos louros do menino.

Do sorriso desdentado e cheio de cáries, reflexo da falta de caridade, de claridade, nas crateras e cáries da alma dos dominadores.

Por onde fores, cordilheira sobre flores, esmagas e negas os amanhãs.

Os caminhos teus são vãos, são em vão, sem serventia, sem soluções.

Permita a esse povo que acorda que a corda não arrebente, nem arrebate seus dias.

Permita que a luta aflita e bendita, infinita não se torne somente um vazio a mais neste ciclo de vida, que o cio dê a gravidez e a gravidez o parto, de um rebento forte, parido e bem disposto, com o rosto transbordando um novo amanhecer.

Permita que essa fantasia, seja a mais bela poesia, seja o brilho do amanhã.

Permita enfim, que Deus proteja a quem quer que seja, pois sei que Ele almeja o desejo desse oprimido, comprimido, exasperado, sempre desesperado e desesperançado contingente de um continente, por tempos e tempos, subjugado, despojado, amordaçado e infeliz.

Permita esse novo canto, novo encanto em cada canto e, por encanto, o vôo desse condor.

Pairando livre no espaço, forte e sem embaraço, rumo à liberdade.

Ave de arribação, nave de transformação, transformar em ação, o que sempre fora ilusão.

Aflora-se mais esse rito, nosso mito, nosso aflito grito ecoando pela humanidade; dando toda a dimensão de que, nesse rincão, nesse pedaço de chão, a justiça enfim floresce, vendo o pobre que padece, ouvindo a nossa prece.

Nossa maior benesse é essa, a nova promessa de JUSTIÇA!
Publicado em: 27/08/2006 06:08:47
Última alteração:28/10/2008 06:14:01




Pudesse te falar do meu imenso amor.
A cada novo sonho, um mundo a se propor
Envolto na esperança, um dia mais feliz.
Trazendo para nós o bem maior da vida.
Meu verso enamorado amada, agora diz
Que em teu carinho eu vejo, enfim uma saída...

¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬
Contigo, decerto
Amor mais voraz
Inunda o deserto
E me satisfaz
Te quero na cama
Comigo na mesa,
Depois fogo clama
Vem a sobremesa.
A boca fogosa
O jogo não pára
Mulher saborosa
Delícia tão rara
Sentindo o desejo
De tanto te ter
Começo com beijo
Termina em prazer
Vem logo que quero
De tudo comer
Assim me convence
Com toda a certeza
Meu corpo pertence
À tal fortaleza
Morena cheirosa
Eu te quero já
Minha alma só goza
Lá no Ceará...




Do velho fraque que usara
Nas antigas caminhadas
Buscando por mim mesmo,
Apenas as carcomidas mangas
Devoradas pelas traças
Das desilusões
Sobraram mais ou menos intactas.
Puído, o tecido não resistiu
E foi sendo, aos poucos destruído.
A cada negativa
Uma parte do fraque
Outrora elegante e sofisticado
Era transformado num fino pó.
Interessante perceber
Que as mangas, somente elas
Conseguiram sobreviver
À fúria da vida.
A lapela então fora totalmente
Destroçada nos primeiros desamores
Que colecionei.
Assim, pouco a pouco tudo se acabou.
Apenas as mangas onde as minhas mãos
Expostas ao vento, sem luvas e sem proteção
Ou anseios se entregavam ao aperto de outra mão
Escaparam...
Publicado em: 30/09/2008 16:22:35
Última alteração:02/10/2008 14:54:05



MEU GRANDE AMOR
Vento frio rondando a minha casa.
Num assobio chama por teu nome
A vida sem teus braços não se embasa
E em fria solidão já se consome.
Quem dera se estivesses do meu lado,
O vento não viria, envergonhado...

Mas, de repente, sinto um bom calor
Tomando todo o sonho, em alegria.
Percebo na presença, o teu amor,
Que veio visitar-me. Fantasia.
Isso me faz feliz, ó minha amada,
Estás na minha pele, tatuada...
Publicado em: 01/10/2008 15:40:23
Última alteração:02/10/2008 13:47:54


Bela face
Sem disfarce
Face a face
Alço sonhos.
Grassam lumes
Graça tanta
Puro encanto.
Canto livre
Vence espaços
E ecoa em mim.
Alvo e seta.
Estrelar.
Publicado em: 26/11/2008 21:36:48
Última alteração:06/03/2009 16:36:33


Helena, cada verso que eu preparo
À musa inspiradora, pode crer,
No amor tão delicado sempre amparo
O passo que decerto, vou fazer.
Em ti vejo um carinho doce e raro,
Gostoso de provar e de viver.
Tu és a minha musa inspiradora,
Por isso minha amada, venha agora!
Publicado em: 09/01/2009 18:57:37
Última alteração:06/03/2009 07:34:41


Minha aurora, minha vida
Meu amor quer teu querer
Pois a sorte está perdida
Se não vens aqui me ver,
Tua boca uma bebida
Tão gostosa de beber,
Esta presença querida
É que me ajuda a viver
Na subida ou na descida
Ninguém mais vai me conter.
Se tu vens sem despedida
De nada mais vou saber.
Esquecendo até da lida
Só vivendo pro prazer...
Publicado em: 15/01/2010 17:28:08
Última alteração:14/03/2010 20:58:55



Na casa antiga, de telha,
Rede posta no quintal,
Roupa quara no varal,
Amor traz forte centelha
Trazendo a lua vermelha;
Fazendo brilhar o sol.
Tudo vai agindo em prol
Da felicidade ativa,
Dos meus olhos és cativa,
Nossa vida no arrebol...
Publicado em: 02/01/2008 13:09:07
Última alteração:22/10/2008 19:26:09



Do teu caminho conheci segredo
Dos mansos passos luzes, brilhos, paz...
Penas que foste embora logo cedo,
Deixando apenas a lembrança audaz
De uma guerreira impávida, sem medo.
Tanta tristeza minha noite traz!
Na vida eu merecia um outro enredo.
Será que prosseguir, eu sou capaz?

Pois quando enfim chegar o triste inverno,
O coração vazio, quieto e triste.
Amor que merecia ser eterno;
Jóia entre tantas jóias, a mais rara,
À dor da punhalada não resiste
A ausência deste amor que se foi para
A mais brilhante estrela do universo
E surge, renascendo em cada verso...
Publicado em: 17/04/2008 20:49:53
Última alteração:21/10/2008 13:09:02



Amor que me transcende sem queixume
Buscando em qualquer flor, o seu perfume.
É vaso que transpira uma esperança.

Abraça, carinhoso, minha musa.
É minha melodia mais difusa,
É doce que carrego na lembrança!

Um passageiro busca, de viagem,
Viver felicidade, bela imagem.
Retrata tantos brilhos de criança!

Jamais a solidão será seu fardo,
Em seu caminho, nunca mais um cardo.
A dor, em sua vida não alcança.

Um som que ao longe escuto, cantoria.
É pleno de verdade e fantasia.
Convida-me feliz à nova dança!

Brincando de poeta solto um verso,
Que sempre te procura no universo.
Será que encontrará em plena França?

Um lírico desejo, ser feliz...
Em toda minha vida, sempre quis...
Não temo sofrimento nem vingança!

A moça dos meus sonhos me renova.
É brilho nos meus olhos, nova trova.
É pacto divinal, linda aliança...

Teus olhos desfilando na cidade,
São lumes que me trazem claridade.
Trazendo a toda gente essa bonança!

Meu verso renitente, nunca pára.
A dor não se avizinha, já se apara.
Amor e alegria na balança...

Não tenho nem terei, na vida, medo.
Conheço seus caminhos, seu segredo.
A vida corre plena, na abastança.

A vida passageira sem ter pressa,
Amor venha correndo aqui, depressa.
Senão a poesia já se cansa!
Publicado em: 24/04/2008 18:32:13
Última alteração:21/10/2008 13:27:44



Versos, verbos,
Veios, seios,
Riscos.
Tramas enclaves.
Chaves e segredos
Dramas esquecidos
Lama, grama, trama, chama,
Ocos, focos, bocas, tocas
Locas e loucas profecias...

Fendas, furnas, turnos, noites, dias..
Algas, águas, atos, pratos sobre a mesa
Sobremesas, talheres e fulgores.
Cores, flores alvores e jardins.
Ébrios, brindamos nossos corpos
Nos cálices do amor..
Publicado em: 26/04/2008 17:26:11
Última alteração:21/10/2008 13:36:08


Amor que de tão
Grande
Mesmo em ruínas
Mostra a sua imponência.
Dos escombros de nós
Criei meus castelos...
Publicado em: 23/05/2008 11:52:54
Última alteração:21/10/2008 06:39:17


Errantes quais cometas, lábios, dedos,
Segredos em luxúria descobertos,
Abertos cofres, sangram em prazeres
Do queres e também sinto o querer
Pulsando nos recônditos, fornalhas,
Batalhas entre corpos que se entranham,
Banhados por estrelas e luares.
Nas ondas, explosões em mares, ritos.
Nudez assaz divina, fogo e chama,
Alçando um paraíso, trama a noite,
Acoitas as vontades e os desejos
Nos teus lampejos sinto uma erupção
Tesão inesgotável, louca busca,
Em bruscas tempestades, turbilhões
Bilhões de estrelas bebo no teu gozo...
Publicado em: 25/06/2008 18:42:09
Última alteração:19/10/2008 21:32:24


Não durmo mais de touca
A boca que me beija
Enquanto me deseja
Deixando a gente louca
Sem queixas vou seguindo
Sem tréguas caminheiro,
Descubro quanto é lindo
O amor mais verdadeiro.
Roçando o velho pasto
Afasta esta aridez.
Amor que a gente fez
Bem mais que dar pro gasto
Fez festa tão bacana
Tão gostoso e tão bom
Parece reveillon
Lá em Copacabana.
Publicado em: 30/07/2008 15:37:10
Última alteração:19/10/2008 21:58:56


Falenas
Serenas
Sereias
Seriam
Serão...
Praia
Lacaios
Sonhos
Levedo
E festa
Cedo demais
Pra nunca mais.
O cais
Alcançável
O pedra do porto
O curto-circuito
Circulo
Carrossel.
Raios de sol,
Rios e fozes,
Bocas e nozes
Dentes e garras.
Agarro o cometa
E volto ao começo...
Publicado em: 31/07/2008 14:19:51
Última alteração:19/10/2008 22:04:29


Alado sonho
Que te proponho
Em verso e prosa
Rosa sem espinhos,
Mas saiba do arvoredo
Que arvora no meu peito
E faz a ventania.
Magias são fáceis,
Mas a dor que me toca
Não vem de teus ventos,
Apenas se aloca
Na frágil sonata
Que a vida arremata
E trama decerto.
Desertos cultivo
E os medos cativos,
Da morte que exata
Exala seus cheiros.
Meu tempo é exíguo,
Os olhos já perco,
As pernas amputo,
O campo se esvai.
Nas dores confessas,
Reais tempestades,
As frestas se alargam
Nas chagas finais.
Hoje o vento frio
Do quanto que inverno
Bateu na janela,
E me constipei.
Estou mesmo amargo,
Abarco meus dias
Em últimas frases,
O adeus se aproxima.
Amor...
É tão bom
Ouvir este som.
Que tem sábio dom
De alívio e de paz.
Porém rasgo o peito
E encontro a sangria
Desta ventania
Que a morte me traz.
Perdoe se exalo
O podre diabético
Olor sempre fétido
Dos dedos necróticos.
Publicado em: 17/08/2008 22:02:24
Última alteração:19/10/2008 20:18:40


Amor que ao me ferir, também se fere
E sofre do veneno que envenena.
A sorte de te amar, calma e serena,
Ao mundo, o meu amor, cedo transfere.

E toda a correnteza vai ao rio,
E leva para o mar meu triste canto,
Netuno, apaixonado em tal encanto,
Abraça uma sereia, em desafio.

Perdido nos amores e delírios,
Netuno se entregando ao louco amor.
Em ondas gigantescas, esplendor,
Dos mares revolutos, os martírios.

Amor incendiando todo o mar,
Prepara uma armadilha em duro adeus,
Netuno, majestoso, viu que, amar,
Também traz sofrimento, ao velho deus...
Publicado em: 09/09/2008 19:36:08
Última alteração:17/10/2008 14:36:06



Amor que tão distante, em vão não me compete...
Vestida de saudade, a lua se entristece...
É lagrima que cai, inunda este carpete.
A dor, embevecida, amarga tela tece...
Amor que nunca cura, embalde se repete,
Não adianta crença, esqueça sua prece...
Desfila a solidão, a lua por vedete,
Minha pobre esperança, em lágrimas fenece...

Porém me resta o canto, o meu fiel parceiro...
A benção mais divina inunda o mundo inteiro!
Por tanto tempo quis o brilho da manhã
O sol que me ilumina, enfim por companheiro;
Fazendo, no meu peito, aurora desfilar
O canto abençoado atravessando o mar...
Inunda o sofrimento, acorda o meu luar.
Nas bênçãos deste amor, o meu belo amanhã!
Publicado em: 10/09/2008 18:53:55
Última alteração:17/10/2008 14:38:35



Quando cansado desta noite imensa
Depois de tanto tempo sem ninguém,
A vida se passando sem sentido;
A fria madrugada sempre vem.

Teu vulto está marcado em nossa cama,
Deitado; te procuro, mas não vejo.
A noite vai passando sem sentido...
Apenas me restando esse desejo.

Mas sei que certo tempo tu virás
E todas as tristezas findarão;
A noite deste encontro, maravilha,
A vida renascendo em emoção.

Não quero te roubar um só segundo,
Eu quero mergulhar em nosso fogo.
Amada como é belo o teu futuro,
Espero que retornes logo, logo...

E sinto tantas flores renascendo
Perfumes maviosos, de jasmim.
Por certo nossa vida assim refeita,
Nas flores, nos aromas, meu jardim!
Publicado em: 11/09/2008 11:59:27
Última alteração:17/10/2008 14:52:40



Não posso permitir que me torture
A dor de uma existência sem sentido.
Por mais que a tempestade se perdure,
O dia brilhará, eu não duvido!
Preciso muitas vezes que se cure
A dor da solidão no amargo olvido.
O trilho que me trouxe ao teu regaço
Com minhas mãos sedentas, o desfaço.

Vieste qual penumbra dos meus sonhos,
Nasceste com a marca da pantera.
Os dias que vivemos, vãos, medonhos,
Por certo de se jogaram na cratera
Do esquecimento. Morta essa quimera,
Nascerão com certeza mais risonhos.
O sol que nunca brilha, se esvaindo.
A lua dos amores vem surgindo!

Recebo das manhãs, doce promessa
Da vida que se fez enamorada.
Albor de bela aurora me confessa
Os sonhos que guardei da madrugada.
Querer ser mais feliz, já tenho pressa,
Procuro nos meus sonhos nova fada.
Vestindo claros mantos, mansa lua,
Desfila nos meus édens, toda nua...

Respiro seus momentos de prazer,
No cio que jamais vou confessar.
Penetra feramente todo o ser,
Na calmaria atroz vinda do mar.
Soprando nova brisa, converter
As duras tempestades, calmo ar...
Forjando sua imagem, minha mente,
Encontra teu olhar, puro, envolvente...

Meus versos disfarçados em sementes
Fecundam os teus olhos, mostram lume.
Os gritos que bradara, vãos, dementes,
Perderam intensidade de costume,
A boca que mordia sem os dentes,
Tua flor já me inunda de perfume.
Amor que não soubera paradeiro,
Invade, me tomando por inteiro...

Não quero mais saudades nem tristezas,
A vida se demonstra mais sincera.
Percebo que virão tantas certezas
Matando a solidão, minha quimera.
Os campos se encharcando de belezas,
Nascendo, finalmente, a primavera!
Recebo desta vida, seu pendor,
Na doce mansidão do teu amor!!!!

II


Porém o tal destino, traiçoeiro,
Derruba meus castelos, mata o mundo.
Amor que se mostrara verdadeiro,
As máscaras se quedam num segundo!

Rasgaste nossos sonhos, sequer traço,
As luas que te viram morrem pasmas,
Meu barco desgoverna, perde espaço;
Restam-me tão somente meus fantasmas...

Quem trouxe tanta luz, morre no breu,
Quem fora juventude traz a morte;
Quem fora claridade, escureceu.
Quem fora meu caminho, perco o norte...

Vestígios do que fui, velho retrato,
Jogado na parede, despencou...
Nas noites em que lembro, me debato,
Procuro, não encontro mais quem sou...

Desfaço-me nas dores da saudade,
O rumo que seguia perde prumo.
Ao peso tão cruel da mocidade
Desfeita, me esvaindo como o fumo...

Acordes dissonantes são meu mote,
A dor vem entranhada e traz receio
Meu barco naufragado, sem um bote,
Dos campos que sonhei, morre centeio.

A vida se transcorre, sem abrigo,
O medo de morrer já não assombra.
A tal felicidade, nem persigo,
Nas ruas onde passa, sequer sombra...

Qual noite que perdeu o firmamento,
Qual reino que jamais teve tesouro.
Qual sonho num presságio de tormento,
Destrói as esperanças, mau agouro...

Mendigo pelas ruas, noites frias,
Estrelas que me tragam esperanças.
As luas se gargalham, vãs, vadias,
Restando-me somente estas lembranças...

No cálice do vinho que não bebo,
Amarga solidão encontra cura.
Quem fora, em pensamento, tal qual Febo,
Deforma-se infeliz caricatura.

III

Vestígios deste amor? Nunca mais os terei...
As cordas que rebento, esquecem-se dos nós.
A dor qual vil quimera, erguida, faz a lei...
Meu rio, assoreado esquece-se da foz.
Esboço minha queixa, aguardando meu fim.
Meu canto que brilhava, embalde, sem festim...


IV


Os astros tão distantes, decorando
Todo o céu com seus raios generosos,
Percebem fogo fátuo se emanando
Dos meus olhos vazios, lacrimosos...
Astros! Meus companheiros de desdita!
Desfaçam esta dor, cruel, maldita!


Entretanto, uma estrela mais sensata,
Mostra-me, no seu rastro, meu caminho!
A noite que negara serenata,
Entrega-se num canto, passarinho...
O raio desta estela-viajante,
Explode-se em luz; forte, radiante!

Meus olhos qual procelas disfarçadas
Ressurgem tempestades mais bravias...
Cortantes, tantas trevas; de guardadas
Rebentam num segundo, nas sangrias.
Amar que parecera ser inútil,
Num átimo devora, não é fútil...


Qual vergalhão penetra no meu peito,
Dilacera simplesmente, corta fundo.
Quem fora despedida, novo leito,
Do mar que naufragara, já me inundo!
Respiro, aliviado, essa promessa,
Nas pedras deste cais, vida arremessa!



Estrela luminária, sou falena,
Inebrias meus sonhos, aguardente.
Em tantos turbilhões, em louca cena,
No manto desta estrela, sou demente!
Rasgando minhas dores mostro entranhas,
Feridas terebrantes são tamanhas!

Estrela radiosa, meu destino,
Seus rastros me levaram para o mar...
Do canto que escutei, volvi menino,
Deveras mergulhei, sou constelar.
Cometa que lhe trouxe, minha estrela,
A noite dos amores, revivê-la!

Ao ver a mansidão desse sorriso,
Ao ver a paz que enfim já se aproxima,
Descubro que conheço o paraíso,
A fonte que me trouxe, tanta estima....
Nos olhos tão tranqüilos, calmaria,
Bonança que promete um novo dia...

Amores tão sutis quanto a manhã,
Na aurora sem ter nuvens, dia claro.
Recebo mansamente a guardiã
Que trouxe em minha vida, rumo raro...
Na maciez dos olhos, sem quimera,
O renascer divino, uma nova era...!

Sem guerras, sem desgraças e desmandos...
Sem medos, sem angústias, fim e rota...
As aves calmamente, tantos bandos,
Nascentes tão suaves, vida brota...
Recebo no bafejo desta brisa,
As boas novas que a alegria avisa...

Eflúvios matinais, forte esperança...
Os lagos, placidez, as águas mansas.
Das dores nem sequer triste lembrança.
A noite que virá promete danças...
Recebo seu carinho, estrela amada,
As mãos tão carinhosas duma fada!


V





Nesse amor o meu celeiro.
Promessas de amanhecer,
Vontade de renascer
E vagar o mundo inteiro.
Vivendo sem ter queixume,
Espalhando um bom perfume
Por campos, terras e mares,
Sem temer sequer a luta,
A vida que fora bruta,
Desmaia em belos luares.

Vestígios da solidão
Dormitam, não amanhecem,
São cadáveres que apodrecem.
Fenecem na podridão.
Os vermes já devoraram
No passado, se esgotaram...
O canto do passarinho
Engaiolado d’outrora
Há muito já foi embora,
Não cantarei mais sozinho...

Meus versos procuram rimas
Nos claros desta paisagem
Na brisa mansa, na aragem,
Pomares, laranjas, limas...
Nas flores deste jardim
Perfumes, rosas, jasmim...
A mão macia da vida
Desliza num rosto calmo.
Meu canto, meu manso salmo,
A dor deveras vencida!

Nem as densas tempestades
Que cismam pelos espaços,
Trazendo futuros baços,
Nem as garras das saudades,
Nem a morte que angustia,
Com a mão cortante e fria,
Nem a sombra da mortalha,
Nem sequer o vago medo
Conhecedor do segredo
Do corte desta navalha.

Nem o vento do deserto,
Nem procelas e quimeras
Nem o bafio das feras,
Nada mais anda por perto.
Minha vida se renasce,
Amor me mostra outra face,
A face mansa, serena,
De quem sabe perdoar
Do beijo manso do mar...
A vida renasce plena!

Vestido de paciência,
Rompendo com tristes elos,
Dias se passam tão belos
Refazem-se na clemência.
No perdão, no amor completo
De saber-se predileto,
De saber que é tão feliz,
Do saber-se iluminado,
De saber do belo fado,
De ser tudo o que se quis!

Amor desta estrela guia
Que da noite fez a luz
Abelha que mel produz
Derramando poesia
Nos rumos belos, floridos,
Nos caminhos divididos,
Olhares de mansa delícia,
Sem as trevas, negra noite,
Sem cicatrizes, açoite,
Nas mãos, a plena carícia!


Amor que nunca promete
Não me torna prisioneiro,
É tinta do meu tinteiro.
É brilho que me reflete.
Amor, promessas divinas
Das águas mais cristalinas!
Recebendo manso beijo
Da fantasia mais pura.
Refletindo tal ternura
Que me inunda de desejo!

Amor praieiro destino,
Enfrentando a solidão,
Abençoado perdão.
Meu peito refaz menino.
É brilho, doce manhã,
Esperança temporã
Trazendo-me calmaria
Dedico meus longos versos,
Aos seus belos universos,
À luz clara desse dia!


V

Descortinando toda angústia fera,
O gosto da saudade, amargo vinho,
Deixado, abandonado não impera.
Meu canto que era, outrora, desalinho,
Se esgueira da tocaia da pantera.
Trazendo a mansidão de um passarinho...
Não posso conceber a crueldade,
A vida se refez nesta verdade!

Meus olhos que viviam tão tristonhos,
São provas de que existem esperanças.
No mundo que te trago, puros sonhos,
Persiste essa alegria das crianças.
Os vales que caminho são risonhos,
Refletem tantos cantos, tantas danças.
A casa dos meus sonhos traz o mar.
O verbo que conjugo: pleno amar!

Meus dias vão passando sem tormentos,
A noite que já fora tão escura
Explode de alegria e sentimentos,
Aprendo a cada dia, que a ternura
Destrói, tão mansamente, os sofrimentos...
As dores que vivi tiveram cura,
A vida se renasce em mil momentos...
Estrela que ilumina tristes breus?
Nos braços tão amados de MEU DEUS!


Publicado em: 13/09/2008 21:38:01
Última alteração:17/10/2008 13:28:46



Nunca mais cantar morte, quem me dera.
Esfera que me espera e que me move.
Se nada do que tive, te comove,
O dente que mordeste, sangra a fera.

Se nada mais me cansa que a distância
Que leva meu caminho ao teu caminho.
Prefiro que me deixes mais sozinho,
Amor que não pretendo de inconstância.

Se mostras novidades nos desejos
Em falsas cicatrizes, ressuscito.
E cada vez renovo o mesmo rito
Tentar te convencer: me dê teus beijos!

Não vejo nem as sombras do que quero.
Nos fumos que percebo, nossas almas
Viajam infinitos, não me acalmas,
Pois muito mais de ti, decerto espero!
Publicado em: 17/09/2008 13:15:15
Última alteração:17/10/2008 14:59:37


Tecendo meus tapetes de ilusão,
Transformo meu sorriso num lamento...
Mergulho meu amor em solidão,
Transporto tempestades, beijo o vento...
Quimeras, gargalhadas, solução?
Não vivo sem lamber o sofrimento...
A morte muitas vezes, o meu pão.
Os raios desta angústia, o firmamento...

Não falo das renúncias nem conquista...
Vou tresloucadamente mas tão lúcido...
Meus barcos não me gritam: terra à vista!
Opacos meus destinos, são bem parcos.
Espelho não reflete, pois translúcido...
Não sei nadar, procuro por teus barcos...
Amor, sem teu carinho, perco o cais.
Por isso, não se perca nunca mais!
Publicado em: 18/09/2008 10:24:30
Última alteração:03/10/2008 13:57:46


Não quero mais um inverno
Que me traduza saudade
Meu amor se for eterno
Viverei eternidade;

Mas nada mais que enlouqueça
Que a dança que te propus
Não sai da minha cabeça
Reflete tanto esta luz.

Que espelhando o meu desejo
Tramando nestas areias
Seja meu salgado beijo
Na maciez das sereias.

A noite traz essa lua
Que guarda tantos segredos
Da mulher tão bela e nua
Dançando nos meus enredos.

Gerando os filhos que trago
Saídos da fantasia
Nas horas mansas de afago
Derramando poesia...
Publicado em: 19/09/2008 13:26:22
Última alteração:03/10/2008 13:03:10


Eu quero o teu sabor
De doce cana e mel.
Vivendo em nosso amor,
O sol, a lua, o céu....
A roupa se quarando no quintal
Vontade de brincar, de pular corda.
Amando nossa roupa em festival,
Quarando nosso amor, na mesma corda...

Morena que me guia
O brilho do teu sol,
Em plena fantasia,
Morena meu farol...
A broa que foi feita de melado,
O gosto deste mel na tua boca.
Sabor de quem se encontra apaixonado.
Saudade quando ataca, coisa louca...

O gosto da cachaça,
O cheiro do café.
Amor quando se engraça,
Invade nossa fé.
Menina que me nina, vida minha.
Ávida sensação de ser feliz.
Meu peito no teu peito já se aninha,
A mando, um coração, teu aprendiz...
Publicado em: 20/09/2008 20:00:09
Última alteração:02/10/2008 20:25:36


Nas trevas desta vida, que carregas,
No peito dolorido, sem disfarce.
Por mais que maldigam, não esqueça:
Amar oferecendo uma outra face.

A vida te promete mil delícias
E dores tão terríveis que magoam.
Não tema a solidão nem as doenças
Tens asas escondidas, logo voas...

Perceba quanto amor é importante
Amor a ti, não deixes que isto acabe.
Se queres ser, na vida mais contente
Perceba que no amor sempre se cabe.

És forte, és bela. Saiba desta força
Que sempre te trará uma esperança;
Agora, minha amiga, paciência,
Quem sabe, corre atrás, depressa alcança.

E deixe que um amor vá, te conduza,
As mãos do amor são sábias e macias.
Tua alma transparente se reluz
Na claridade intensa, novos dias!
Publicado em: 21/09/2008 20:05:12
Última alteração:02/10/2008 20:22:26



Do olhar quero teu sorriso
Da mão a certeza do toque
Do abraço o desvelo preciso
Do amor à verdade estoque

Nestas águas te encontrei
Ancoraste meu barco deriva
Lançaste as mãos me afoguei
Na boca sorriso saliva

Na alegria me entrego
No teu jardim planto a flor
Amor regado, prevejo
Teu corpo juntinho amor

Levo-te na nuvem serena
Levo-te em todos os passos
Na emoção sou verbena
És meu lírio meu abraço

Teu sorriso me tomando
Já permite que eu te veja
Nos meus lábios te beijando
Todo o bem que se deseja

Aos poucos nos inundando
Amor quando assim se almeja
Calmo, doce e mesmo brando
Todo o sonho que preveja

A sorte já nos tocando.
Mesmo em noite mais sobeja
Meu castelo decorando.
Tanta força assim lampeja
Publicado em: 22/09/2008 10:52:29
Última alteração:02/10/2008 19:50:44


Dois corpos que se buscam em fogo intenso
Nas fátuas madrugadas memoráveis
Insaciáveis sonhos delirantes,
Na tenra sensação de intensos gozos,
Ardências e demências lanças, metas
A seta te entranhando, tocas, grutas,
Orgásticos caminhos que percorro
Mormaços entre chamas e desejos.
Afãs tão delicados, aconchegos
Nas carnes misturadas as luxúrias
Na lúbrica emoção de ser só teu,
Meu mundo nos teus braços se verteu...





MEU GRANDE AMOR /


Versos te faço
Laços de amor
Um doce abraço
Beijo em ardor...

Um puro afago
Toda a ternura
Nos olhos trago
Doce ventura...

Amor mais puro
Minh´alma gesta
Carinho expresso
Corpo em compressa...

Num doce enleio
Te aperto ao seio
Muito eu te amo
E devaneio...

Sonho nós dois
Num doce exílio
Antes, depois,
Eterno idílio...

Delírio em devaneios, mil prazeres
Rondando nossa cama de manhã
Vertendo o teu perfume, sempre quero
O gosto delicado da maçã;

A cada novo dia, insensatez
Entornam-se delícias, gozo e mel.
Ternuras e carinhos costumeiros,
Um passageiro alado chega ao céu.

ANA MARIA GAZZANEO
ML
Publicado em: 23/11/2007 10:40:21
Última alteração:31/10/2008 12:17:32


Um sonho que revelo em noite imensa,
Sidéreas tempestades, gozos plenos.
Servindo como minha recompensa
Da boca destas serpes os venenos
Na fúria tresloucada, pois imensa,
Irrompem meus prazeres mais serenos.
E vago em catedrais de amor sem fim,
Desejos explodindo dentro em mim...
Publicado em: 10/11/2007 15:28:16
Última alteração:29/10/2008 14:32:30



A vida vai passando tão depressa,
Eu sinto o bafejar do forte vento
Que forja uma certeza num momento

Eu quero ser feliz e isso tem pressa...
As luzes vão passando, mal percebo,
O fim do meu caminho se aproxima,

Meu coração sincero sempre prima;
Embora muitas vezes não percebo;
Por sempre se perder, sonhar demais...

Fugindo de mim mesmo já te vejo
Em cada novo dia que desejo,
Meu barco sempre volta pr’o teu cais...

Publicado em: 27/02/2007 17:37:03
Última alteração:30/10/2008 06:47:35


Bebendo desta fonte gota a gota,
Até que me inebrie totalmente.
Amor que assim concebo não tem cota
Precisa desta entrega plenamente.
Tristeza não vigora e vai remota,
Amar é na verdade mais urgente.
As almas se irmanando em belezas
Caminham sempre juntas, siamesas..






Eu te revejo, no passar do vento
Que o teu perfume exótico me traz;
E quando fica livre o pensamento,
Teu vulto nobre o cérebro refaz!

Eu te revejo na estação das flores,
Entre as mais belas que o jardim floresce;
E na paixão fugaz de outros amores
O coração de ti, jamais esquece...

Eu te revejo, numa nuvem clara
Que corta os céus, na límpida alvorada!
E ao ver, das pedras, a mais nobre e rara,
Nela te vejo, frágil, delicada....

Eu te revejo no bater dos sinos,
Ao fim do dia, em prece angelical;
E nos acordes, leves cristalinos,
Estás presente, etérea e sensual...

Eu te revejo, no passar do rio,
Cortando serras e varando as matas,
Pois teu sussurro, cândido e macio,
Vem das nascentes, tímidas cascatas...

Eu te revejo, na canção do mar
Que aos homens causa medo e causa espanto,
Pois é nas ondas deste olhar
Que, mergulhando, eternizei meu canto!

Mas, se me pedes que, de ti, me afaste,
Hás de uma vez por todas responder:
Por que te amar assim tu me ensinaste,
Sem ensinar-me como te esquecer?


Eu te revejo em sonho, extasiado,
Na luta mais feroz contra a saudade.
Preciso deste amor, apaixonado,
Viver em teu amor é liberdade!

Eu te revejo no canto que te fiz,
A cada dia mais sereno e louco.
Traçando meu futuro mais feliz,
Perdendo todo o tino, pouco a pouco...

Eu te revejo nas luas que não tenho,
Na noite que não veio nem virá.
Se matas mais fechadas sempre embrenho,
Talvez minha esperança reste lá.

E sinto que te quero, não mais nego.
O gosto de teu beijo não esqueço.
No vento que te trouxe, me carrego,
Não me deixe mais, sinto que enlouqueço.

Meus versos foram feitos espelhares
Dos olhos mais divinos que já vi.
Andando em tantas luas, tantos mares,
Revejo tanto amor que tive aqui,

Eu te revejo, querida em cada canto,
Em cada sonho, amor, em tudo enfim.
Minha amada, sou vítima do encanto
Que faz eu te rever dentro de mim!

Marcos Coutinho Loures

Marcos Loures
Publicado em: 04/02/2007 12:09:08
Última alteração:30/10/2008 07:38:03


Bem sabes que feriste cruelmente
Aquele que só quis o teu carinho.
Agora que estou livre e vou sozinho,
Te mostro meu futuro, sorridente...

Nas manhãs deste amor tu foste luz.
Ilusão que cultivo sem malícia,
Julgava-me envolvido por delícia,
Efeito deslumbrante que produz

Amor quando julgamos repartido.
Belo canto de pássaros ouvi
O resto de esperança estava em ti.
E tudo em minha vida, resolvido...

Quem sempre fora só, por um momento,
Pensou na liberdade sem castigo.
O bom da minha vida está contigo
Pensei. Não terei, nunca mais, tormento...

Embevecido pelo teu encanto
Senti-me qual senhor deste universo.
Meu mundo sempre fora tão adverso
E pensei ser feliz. Pr’a meu espanto

A luz desta manhã cedo nublou.
O canto que escutava, em desafino,
O Fado muda o rumo em desatino
E tudo que brilhava se apagou...

Teu amor transformado em vingança,
Um gosto de derrota na garganta...
A tétrica quimera se levanta
E mata feramente, esta esperança...

Os raios e trovões tomando conta
O céu enegrecido pelos nimbos.
Percorro, mesmo em vida, vários limbos
A morte solitária, ao longe aponta!

Vergastas desta sorte que carrego...
Amor nunca me teve como amigo.
O sonho mavioso que persigo,
Embalde, sem ter luz, caminho cego!

As chagas terebrantes que causaste
Em carne viva mostram tuas garras.
Procuro me livrar destas amarras,
As costas corroídas, vil desgaste...

Ao meio dia estava em tal mortalha,
Meu sangue inundando todo o chão
As unhas deste amor no coração,
O corte mais profundo da navalha!

Agonizando em plena tempestade,
A morte se transforma num oásis
Amores que julguei fossem capazes
Açoites que me negam liberdade!

Minha tarde, entretanto, devagar,
Abrindo o negro céu, um raio manso.
O sol revigorante já alcanço,
Promessa tão serena do luar.

Agora que voltaste minha amiga,
As feridas estão cicatrizadas
As marcas dessas garras e dentadas
Não mais impedirão que eu já prossiga.

Na nova estrada vivo a minha lei:
De tudo que causaste, sequer sombra...
A poesia que negaste não se assombra
E procura outros versos. Me curei!
Publicado em: 09/10/2007 19:35:17
Última alteração:29/10/2008 14:45:08



Embora tantas vezes te encontrasse
Em sonhos que tivera no passado,
Olhando num segundo, noutra face
Desejo se mostrava desenhando.
Sem nada que deveras sustentasse
Meu sonho parecia derrocado.
Porém ao ver teu rosto encantador,
Eu encontrei enfim, meu grande amor...
Publicado em: 26/10/2007 19:36:11
Última alteração:29/10/2008 14:29:46



Caminho benfazejo desfrutado
Nos braços da mulher maravilhosa
Um sonho tão querido e desejado,
Espinho vai distante de uma rosa,
Meu canto no teu peito transformado
Em luz que me ilumina, radiosa.
Amor eternamente maravilha
A vida de quem segue a sua trilha...
Publicado em: 27/10/2007 15:57:43
Última alteração:29/10/2008 14:49:44



No meu silêncio, há gritos sufocados,
Tentando dominar-me o corpo e a mente;
Dos demônios, em mim, escuto os brados
E os enfrento, sem medo, frente a frente!

Depois de vê-los todos, derrotados,
Imensa paz, então, minh’alma sente;
Na remissão de todos os meus pecados,
Desta vitória, a Deus, faço um presente!

Tempos depois, esses demônios voltam,
Com mais força, alarido e mais vigor,
Numa noite de insônia e de terror;

E em meio aos gritos que os demônios soltam,
A voz de Deus, mais forte, em mim ressoa
E minh’alma, ao vencê-los, os perdoa!

Lembranças destes tempos mais felizes
Da infância que se perde na memória.
Amores que vieram, aprendizes,
Os dias se passando em plena glória.

O rosto que me vem, de minha amada,
Deitada sobre as pedras, cachoeiras...
A tarde na promessa iluminada,
Das nossas esperanças, verdadeiras...

Mas logo tu te foste, solidão.
A vida se tornou quase que inferno.
As pedras em total revolução
Rolaram, destruíram, duro inverno...

Mas sei que tu virás, minha querida,
Nesse último estertor de minha vida!

Marcos Coutinho Loures
Marcos Loures

Publicado em: 30/12/2007 07:47:12
Última alteração:22/10/2008 21:31:09



Amor vai se elevando sobre a Terra,
Além do que eu pensara; imaginário
Sonho aonde esta glória assim encerra
Um canto mais audaz e necessário.
No amor a solução pra triste guerra,
Vencendo em calmaria um adversário
Que contra a sua força não podia
Entregue sem defesas, fantasia...
Publicado em: 05/01/2008 12:48:53
Última alteração:22/10/2008 19:29:49


Vem logo e não despreze
A força do desejo
Fomento de alegria
Fermento da esperança
A dança prometida
A vida não dispensa
Quem pensa já tropeça
E pode se sangrar.
Abrindo esta dispensa
Encontro a recompensa
Na boca mais molhada
Decerto a mais ousada
E a que sempre sonhei
Sentir sobre meu corpo
Refaça a primavera
Que o porto não espera
E o barco partirá...
Publicado em: 02/04/2008 18:59:08
Última alteração:21/10/2008 16:53:21



Nos teus níveos sorrisos, as promessas...
Sultana que escraviza um coração!
Meu mundo transtornaste e não confessas,
Rastejo te implorando teu perdão!
Tantas vezes, a vida prega peças
É preciso encontrar um guardião.
No meu plácido rumo, não me peças
Que deixe de prestar tanta atenção.

Não posso caminhar sem os teus pés.
Não posso respirar sem o teu ar...
A vida não perdoa: és meu convés!
Tudo que é preciso nessa vida,
De nada mais seria sem te ter.
Saberia que estrada vai perdida
Uma nau sem destino, sem te ver.
Guardiã dos desejos e delírios...
De que vale, sem frutas, meu pomar?
Sem jardim, minha amada, p’ra que lírios?
Publicado em: 12/12/2006 16:40:02
Última alteração:30/10/2008 09:12:50



Nosso amor, conto de fadas,
Nossas noites, madrugadas
Ternuras tão esperadas.
Um carinho que se quis...
Retirando o branco véu
Estrelas passam no céu
Tua boca, doce mel
Amor, estou tão feliz!

Quero o gesto carinhoso,
Deste amor tão ardoroso,
Que me fez esplendoroso
E me trouxe tal prazer...
Vontade de te adorar,
De poder, amor te dar,
E de nunca mais parar
Sem pensar em te esquecer...

Os teus olhos tão azuis
Encharcam mundo de luz
Tanta beleza seduz
O meu velho coração.
Que batendo em desatino
De novo vira menino
Refazendo o meu destino,
Nos braços desta paixão!
Publicado em: 15/02/2007 07:09:52
Última alteração:30/10/2008 06:46:12

Então dançaremos ao som de um fado, meu eterno amor...
Me abrigarei em teu corpo, não veremos o tempo passando;
Seremos Eu e Tu , ninguém mais...
Esqueceremos todos os enganos, e a companhia da solidão;
Apenas nós, nos amando nesta imensidão...
Nosso porto... Nossa paixão!

Enganos esquecidos, nossos portos
Se encontram em total felicidade,
Nas danças que tramamos noite inteira,
Vivendo sem saber da ansiedade
Que fora costumeira em nossas vidas,
Agora já morreu sem dar saudade.

Tu és a minha amada, de corpo, alma,
A luz de uma esperança benfazeja,
Vibrando num segundo todo o tempo
Que a gente mais feliz sempre deseja,
Eu quero te sorver em cada noite,
Por isso minha amada, vem, me beija...


ISABEL NOCETTI
Marcos Loures
Publicado em: 20/04/2007 14:24:48
Última alteração:06/11/2008 08:49:48

Meu Gostar


Meu desejo já se prima
Por querer o teu desejo
Para quê precisa rima?
Mais gostoso é nosso beijo!
Publicado em: 01/03/2008 22:16:51
Última alteração:22/10/2008 13:36:52




Até que tu chegaste, meu amigo..
Naquela hora triste toda escura
Em que havia fel muito perigo
E alma em desespero na procura

De alguém para dar-lhe direção
Pois já cansado de tanta batalha
A mente o corpo todo em exaustão
Salvar alguém... não há nada que mais valha

Às vezes solidão tanto maltrata
Que basta uma palavra mais amiga,
A luz que a poesia já retrata
Permite que esta vida assim prossiga

Ao crer na redenção feita em prazer
Em versos e palavras passo a crer.


GONÇALVES REIS
MVML
Publicado em: 29/08/2007 20:40:35
Última alteração:05/11/2008 12:38:55




Um amor sem amanhã
Pode não ser tão ruim.
Quem sabe, no meu afã,
Não consiga outro pra mim?

Concordo contigo, amigo,
Se um amor já me deixou,
Na verdade eu já nem ligo
Foi outro que me encontrou.

Tudo vale nesta vida,
Quando é feito com paixão.
Se a mulher foi, de saída,
Sobrou o meu coração!

Vitório Sezabar
Marcos Loures
Publicado em: 28/04/2007 15:05:03

Marcando este momento mais feliz
Da vida que sonhei por tanto tempo.
Mar de amor neste bem que sempre quis.
Já ecoando enfim, sem contratempo
No gesto de carinho e de amizade
Agora sei que existe claridade...
Publicado em: 07/04/2007 11:47:22
Última alteração:23/10/2008 15:50:08

Senzalas que carrego e mostro a conta
Não nego cada luz que sempre aponta
Pros olhos do fantasma que me guia
Erijo dos cadáveres que trago
O trago mais amargo a cada dia.
Expondo os meus olhares, lares, bares
Em toda a cercania sou o mesmo
Esmolas vou pedindo em cada beco.
Estercos prum futuro bem melhor.
Maior que todo o sonho que eu tivera
Espera uma pantera já de espreita
Pleiteia meus escombros e se deita
Nos ombros das montanhas, cordilheiras.
Nos óleos e nas bentas cicatrizes
Beatas tão boçais fazem colheitas
Roubando do moleque a sua infância
Falando em mil demônios e capetas.
Escopetas mirando os olhos frágeis
Nas ágeis mãos as frutas são pecados.
Os dedos em cerol esmigalhados
Migrantes esperanças nunca voltam.

Menino, eu quis a morte das beatas
Carpideiras eternas de Jesus.
Mostrando bem unidas suas patas
Bebendo todo o sangue desta cruz.
Depois, o tempo passa e nos acalma,
A sorte talvez minha ou de minha alma
Nas palmas de outras mãos eu conheci.

Pavores que de noite me rondavam
Dos castigos eternos sem remédio.
Mortalha em que se enluta faz assédio
E torna todo o tédio sempre vão.
Em todo imenso credo e sacrilégio
Colegiado exposto em sacristãos
Cristãos entre burgueses, pederastas,
Num pedestal erguendo cada estátua
Estatelando Cristo. Nova chaga
Aberta a cada tombo, ou vil mentira.
Estirando este corpo já tão frágil.
Num ágio que não finda, esta cobrança
Dos trinta que cobrara Iscariotes
Rendendo mil fortunas para alguns.

Ora pro nobis, Senhor, mas deixe os nobres
Que os cobres que os recobre são malditos.
Por Entre as sacristias e os altares
Dourados pedestais cheirando a sangue
Expondo os expoentes sociais
Camadas dominantes, sempre honestas,
Senhores e senhoras da verdade,
Porém do meninote, as calças rotas
Expondo as travessuras libertárias
As mãos tão rapineiras das beatas
Em batas e batons bocas e dentes
Com olhos e com dentes de vampiro
Povoam pesadelos e delírios.

Porém ao ver a foto do menino
Nascido entre cavalos, bois e cabras
Não posso imaginar cruel facínora
Um vingativo ser sem ter limites
Que mata simplesmente quem o negue,
Terrível criatura ensandecida.

Prefiro acreditar no Deus menino
Igual a mim e a tantos que eu conheço,
Correndo pelas ruas, vendo estrelas
Colhendo as frutas todas do quintal.
Distante das beatas e fantasmas,
Amigo, companheiro mais leal,
Que ri das molecagens que fazemos,
Empina também pipas no telhado,
E tem o coração em liberdade.
Publicado em: 16/02/2008 22:26:49
Última alteração:22/10/2008 17:23:12


Sentindo esse teu desdém,

Minha alma, mesmo arrasada

Suplica: queira-me bem,

Pois isto não custa nada...



Eu só quero que tu vejas

Que inda tens um grande amigo,

Muito mais que tu desejas,

Eu desejo estar contigo,



Nas curvas tristes da vida,

Nos perigos desta estrada,

Fica tranqüila querida,

Não estás abandonada...



Marcos Coutinho Loures

Marcos Loures
Publicado em: 04/09/2008 10:50:59
Última alteração:17/10/2008 14:30:03

Amigo tantas vezes se revela
No exato instante duro de um naufrágio.
O barco em que se perde leme e vela,
Em meio à tempestade fica frágil.
A mão de um bom amigo, a sorte sela,
Segurando o timão, com firmeza, ágil,
Não deixa mais o barco soçobrar,
Amigo nos ajuda a navegar...
Publicado em: 25/09/2008 09:24:27
Última alteração:02/10/2008 14:19:30


A terra gira veloz,
Pior que um avestruz,
Se diabo ta contra nós,
Fazei o sinal da cruz.

Miguel Jacó

Meu amigo, eu te confesso
Do diabo? Mais distância
Pois senão quando eu tropeço
Acabou minha elegância,
Mas pra Deus eu sempre peço
Sem nenhuma discrepância
Para o Céu um bom ingresso,
Vou pedindo desde a infância,
Só não passo no Congresso,
Vai por terra a militância...
Publicado em: 15/01/2010 18:48:05
Última alteração:14/03/2010 21:04:26


Peço-te perdão; meu pai,
Tantas vezes eu errei,
Mas o destino que vai
Traz o tempo como lei.

Se na minha mocidade
Eu sempre te achei errado,
Com toda sinceridade,
Esqueça e deixe de lado...

Depois de tanta besteira
Que eu cometi nesta vida,
Há uma coisa verdadeira
Por isso muito sentida.

Cresci, sou pai e hoje sei
E te dou toda razão,
Disse sempre lembrarei
No fundo do coração.

Hoje quem era o correto
Já com filho adolescente,
Na mesma pedra me espeto,
Ele vive descontente

Falando que não sei nada,
Que falo tanta bobagem
Minha opinião? Errada.
Que não precisa de pajem.

Depois do tempo passar,
Visualizar já consigo,
Passei a muito te amar,
Tu és o meu grande amigo!

Publicado em: 20/03/2007 23:25:44
Última alteração:30/10/2008 06:47:11

É companheiro! A vida apronta das boas
Entre as mil e uma mordaças e pirraças
Da sorte.
Malditas as horas que se passaram
Solitariamente sem nada pra dizer.
A não ser o de sempre:
Bom dia, boa tarde; dá licença...
As bocadas do tempo emagrecem
Cada vez o tempo de chegar,
E nada de chegar.
Nem curva nem estrada.
As asas estão quebradas
E o tiro de misericórdia vai ser dado
A qualquer momento.
Amar, amei, levei uma coça e tranquei
Coração tá bem guardado.
Desse mel, as abeinhas não bebe mais não sô.
A viola vai estradeira e lueira
Fazendo serenata, mais pra móde inganar
Os tropeço da saudade.
Senão era revolta e nada mais segura.
Amigo; tantas vezes a gente esquece
E finge que nada vai acontecer.
A não ser a velha estrada entupida
Que toda esburacada inda cisma de seguir.
Puxe a cadeira, vamos conversar.
Sei que o tempo procê também não foi bão não.
Mas pelo menos não deu canseira.
Eu vou liso e leso, sem as fornaia do peito
Atiçando o fogaréu que num pára.
Tome um gole comigo e vamos pelos caminho
Que pode dar um pouco de alento.
A tarde já vai terminando
E vamos embora antes que a lua
Matreira resolva me pegar desprivindo.
Aí, toda essa ladainha perde o valor
E vou de novo nas pegada das morena bonita,
Dos rabo de saia e ...
Adiantô chora mágoa cocê?
Publicado em: 08/10/2007 22:34:24
Última alteração:29/10/2008 14:44:56








MEU GRANDE AMOR/ 06/10


Um moreno enluarado
Que mexe co´a minha cabeça
Me fitando extasiado
Num requebro de Maxixe
Quer a dança da Lambada
Num folguedo que capriche
Fazendo o sangue ferver...
Mas ´noitece, vai s´imbora...


No capricho da morena
O requebro mais sutil
Verso livre, peito aberto,
Céu fogoso e varonil

Azulejos decorando
Em farturas, mel e fogo,
Venha logo, estou te amando,
Venha jogar nosso jogo.

Corrupios, arrepios
Pios cantos, santa fé,
Aquecendo nos estios
Me fazendo um cafuné.

Desta pólvora, o rastilho
Encontrei na sua cama,
Coração vai andarilho
Quer arder na tua chama...

ANA MARIA GAZZANEO
MVML
Publicado em: 06/10/2007 17:41:41
Última alteração:04/11/2008 11:49:17









Amada não dispenso o doce mel
Que emana em tua boca desejada.
Prenúncio em divindade deste céu
Que forma cada passo desta estrada,
Descubro mansamente o belo véu
E vejo-te, uma deusa esculturada.
Beber desta delícia, não me canso,
Mesmo doente, amada; em ti avanço...

Bem sei que como um pobre diabético
Açúcar, se demais, me faz bem mal.
Não é por um problema mais estético,
Nem simplesmente um luxo tão banal;
Foi Deus que com seu dom, assim profético,
Me deu por penitência este caudal.
Senão o que seria amor de mim,
Se já tão guloso, mesmo assim?







Vi meu rosto nesse espelho,
Reflexo revelador,
No outro lado, bem mais velho
Valha-me Nosso Senhor.
Mas o coração safado
Mesmo assim não toma jeito
Achando-se com direito
De pender para o teu lado...
Publicado em: 29/04/2008 21:58:56
Última alteração:21/10/2008 14:28:05



Coração batendo forte
Com vontade de meu bem,
Cicatriza qualquer corte
O carinho que ela tem

Se meu rumo eu já perdi,
Nesta noite sem ninguém,
Coração chama por ti,
Meu amor, depressa. Vem!

Vem pros braços que são teus
Sempre afirmo e nunca nego,
Sem teus olhos, tantos breus,
Coração ficando cego.

Eu te trago no meu peito,
Nos acordes da paixão,
Coração vai satisfeito
Dedilhando esta canção...





Como um déspota sombrio,
Imperando sem descanso,
O meu peito resta frio,
Das algemas, medo e ranço.
Publicado em: 27/08/2008 20:15:25
Última alteração:19/10/2008 20:34:57


Coração faz algazarra,
No meu peito sem juízo
Vai soltando sua amarra
Adentrando o paraíso.

Sou aquele que não cabe
Dentro de mim, meu amor,
Antes que esta noite acabe,
Quero pousar nesta flor.

Colibri em liberdade
Busca a flor mais desejada,
Querendo beijar à vontade
Encontra a moça encantada.

Transformada em rosa rubra,
No jardim das ilusões
Antes que um outro descubra
Vou cobri-la de emoções...
Publicado em: 23/09/2008 17:00:15
Última alteração:02/10/2008 19:03:20



Coração acumulando as dores
Flores olores amores e sonhos
Tem tudo que se quiser
Farta fé e felinas unhas.
Garras e desejos
Dentes dentaduras, armaduras
E carinhos.
Suavidade e ásperas amarguras.
Tem as branduras e ternuras
Que prometem os meus mergulhos
Em mim mesmo,
Sem medo
Sem cismas
Sem imãs,
Sei acidez e doçuras.
Tem muitas saudades
Até do que não veio
Do trem perdido em Minas
E das minas perdidas, lá tem.
Tem o gosto dos rios
O vazio das montanhas
Um monte de bugigangas
Jogadas no porão.
Por anos e anos
Perdão.
E castigo...
Se quiser tem também o vazio
E o frio que nada mais esquenta
A não ser o beijo do meu amor
Que quem sabe virá
Ou já veio
Ou nunca chegou.
Apenas está aqui.
Pronto para ser doado.
Cabe o mar,
Bate mar
Bate amar...
Publicado em: 19/11/2008 20:11:56
Última alteração:06/03/2009 18:49:38



Um tento, tanto tempo sem ter tempo
Tempestades temporais, têmporas e temperos...
As algozes são atrizes, meus deslizes minhas vozes...
As mentiras que me atiras são as tiras que me cortam.
As cordas que acordas são as côdeas do meu pão.
Nasço e faço meu abraço, meu cansaço e solução.
Soluço em vão nos teus braços,
Sou um verso sem canção.
Sou um urso sem disfarce.
Nada fácil vir comigo.
Meu perigo é constate.

Minha estante meu conserto,
Meu cometa perde cauda.
Meu piano nunca teve...
Ando sem saber se sou
O que vou por onde fui,
O mundo todo se rui,
Se ri desta balela,
A cela que me cabe
Não cala nem revela.
Se faca fosse fala
Esfaqueava Maria.
Não se ria, não seria séria sina.
Assas asas assassinas...
As partes que enfartas são fartas e falazes.
São capazes sem ter ases de alçarem altos vôos,
Alçapões e soluções.
Insalubres úberes santas.
As forças que me encantas
Nas fossas que me atiras
As piras que me queimas,
As teimas que me dás.
As hastes que ostentas,
Se tentas são tenazes.
Quero descobrir meu gesto,
Se me empresto ou não presto,
Prestativo pensativo, ativo penso
Nas moendas quero rendas e tendas.
Por favor vê se aprendes
Onde tenho e onde vedes se não vedes não verei...
Verdes olhos da mulata
A cor da mata
Acórdão.
Cardio,
Cordia,
Cordial
Coração!
Publicado em: 21/12/2006 23:17:06
Última alteração:30/10/2008 08:43:56


Olhando longe, praia e gaivotas;
No mar que promete sereia
De areia até o pescoço.
Cotas e recontadas conchas
Nas pegadas deixadas.
Areia e nada mais.
O vento soprando
Coração dispara
Sem leme sem medo sem treino.
Marés são minhas, mares são meus.
Coração?
Muitas vezes esquecido
Entra numa concha e traz o mar.
Rouba o mar...
Depois fica reclamando das pegadas
Perdidas na areia quente e fofa.
Queima e não deixa andar.
Coração moleque, pega carona
Com a primeira sereia que aparece.
E morre afogado.
Nem que seja dentro da conchinha
Que estava esquecida na praia...
Publicado em: 02/01/2007 07:10:25
Última alteração:30/10/2008 08:10:36



A vida não se dá pra quem receia
O brilho que a manhã logo trará,
Um coração em paz decerto anseia
Caminho que esperança trilhará,
Amor vai latejando em minha veia,
E uma esperança nova mostrará
Os rumos em que a luz depressa tece,
O canto feito em paz; divina prece...

Publicado em: 26/10/2007 15:39:28
Última alteração:29/10/2008 14:29:22

Nas istrada do sertão
Incontrei munta sodade,
Revirei o coração
Incontrei tanta maldade
Mai zóiando lá pru chão
Eu achei calaridade...

Nus trombôio que carrego
Tantas coisa qui num acho,
Essas verdade num nego,
Quem qué pisão é capacho,
E coisa que eu arrenego
É o tar do bicho macho...

É bicho fei, isquisito,
Tem cara di mijacão,
Fedendo mai qui cabrito
Nessa barba de bodão,
Se colá dá logo atrito,
Meto logo um pescoção!

Mas, porém eu li garanto,
Coisa estranha, pode crer,
O meu cunhado, entretanto
Quando esse bicho ele vê,
Amua logo num canto,
Faiz biquim assim procê.

Minha muié num repara,
Falano que eu tô errado.
A verdade tá na cara,
Na cara do meu cunhado,
Cum muié ele num para,
Prus bichim fica assanhado...

Eu aqui ficano quieto
Num vô mexê im vespêro.
Se o cabra qué dá afeto,
Ou qué se dá pur intêro
Qué se dá é pur compreto
Dessas tinta faiz tintêreo...

Minha sogra coitadinha,
Nem repara nu bichano
Quano chega, de noitinha
O cabôco fais seus prano,
Vai botano uma sainha
Daquelas qui fárta pano...

Dispois coloca batão,
Prá boca ficá vermeia.
Dórme di camisolão,
As iscova qui penteia,
Tem forma di coração,
Um tempão pra botá meia...

Eu já falei pra muié,
É perciso sê isperto,
Mas seja u qui Deus quizé
Eu é qui num fico perto,
O meu negócio é muié;
O resto é procê, Gilberto!
Publicado em: 11/11/2006 12:28:43
Última alteração:30/10/2008 19:03:25

Lá do céu caiu um cravo,
na mesa da ralação;
quando o cravo foi ralado,
Que dirá meu coração?

Meu coração sofredor
Procurando o teu carinho,
Quê que faço sem amor,
Eu não quero estar sozinho...

Vivendo sem ter calor
Tão triste no meu cantinho,
Te carrego aonde eu for
Qualquer que seja o caminho.

O botão da laranjeira
Tá abertinho todo branco.
Meu amor, a vida inteira,

Eu plantei neste jardim,
Teu sorriso, todo franco,
Traz perfume de jasmim...

A trova mote é da região Norte de Minas Gerais

Publicado em: 06/12/2007 04:54:09
Última alteração:10/10/2008 14:49:31



Vagamundo, vagabundo
Coração sem serventia,
Rasgando rasgo profundo
Morrendo um pouco por dia
Cada dia sem Maria
Sem magia e sem valor
Trazendo tanta folia
Transbordando esse calor
Coração, bem que podia,
Traduzir taquicardia
Noutra palavra, amor...
Publicado em: 03/12/2006 19:59:48
Última alteração:30/10/2008 19:10:09



Rondando meu coração
Com medo de perguntar
Por que falar de paixão
Pode tanto incomodar?

Poesia é sentimento
Traduzindo uma emoção
Ou será um simples vento
Que não trama o coração?

Meus versos são minha faca
Minha fada e meu enfado.
Se prender vira uma estaca
Se soltar, anda de lado.

Baqueia e nunca sossega
Serenando a tempestade
Em qualquer sonho se apega
Lambuzando de verdade.

Coração meio sem jeito
Preferiu nada falar,
Não me dei por satisfeito,
Que fazer? Continuar!
Publicado em: 26/01/2007 12:50:19
Última alteração:30/10/2008 07:55:16

De tanto que já sonhei
Tanto tempo em minha vida
De tanto que já te amei
Tanto que te quis querida
Tanto que me encantei...

Na beira do calmo rio
Descansando sob a lua
Meu coração vai vadio
A minha alma já flutua
O vento batendo frio...

Esperança de voltar
De novo, matar desejo.
Desejo tanto te amar
Tanto desejo teu beijo
Mas só me resta sonhar...

As águas mansas que correm
Embalam meu leve sono
Essas águas me socorrem
Me tiram desse abandono
As esperanças já morrem...

Minha amada que seria
Da vida sem ter amor?
Tanto amor que se queria
Da maneira que se for.
Em tanto amor, alegria...

Mas te vejo no reflexo
Da lua sobre essas águas
Embora não tenha nexo
É fruto das minhas mágoas?
Ou um sonho mais complexo?

Só sei que estás por aqui
Na beleza desse sonho.
De tanto amor que senti.
Meu barco no rio ponho
Em meus sonhos me perdi...
Publicado em: 25/03/2007 21:47:40
Última alteração:29/10/2008 17:40:21


MEU CORAÇÃO


Meu coração nos guizos da alegria
Se esbalda em tanto amor que te queria,
E mostras com sorriso toda a festa

que gesta um coração apaixonado,
num êxtase tão puro e delicado,
Entrando sutilmente pela fresta

Aberta por Cupido no meu peito.
Assim eu passo a vida, satisfeito,
Por ter o teu amor aqui comigo.

Não temo mais o frio desta noite
Nem sei de uma tristeza, vil açoite
Que corta e nos infesta e traz perigo...

Amor reinando sempre em nosso caso,
Impede que ressurja num ocaso
A dor que fora minha companheira.

Cupido com seu arco em boa mira
Me vendo tão sozinho cedo atira
A seta mais veloz e tão certeira...

Entraste pela fenda, de mansinho,
Com beijos tão gostosos, com carinho
Aos poucos me entornaste amor demais...

E vejo como é bom tal sentimento,
Não quero te deixar um só momento,
Não deixe de me amar, amor; jamais
Publicado em: 30/08/2007 06:40:20
Última alteração:29/10/2008 15:34:43



Caminheiro pensamento
Ganha espaços, vai liberto,
Expressando o sentimento
Deste peito que em deserto,
Na loucura de um momento,
Percebeu que estava abeto.
Caminheiro sem destino,
Coração feito menino.

Nos abraços das paixões
E nas sendas mais escuras
Permitindo as emoções,
Relembrando tais ternuras,
Amores em redenções
São prenúncios de loucuras.
Coração em descompasso,
Procurando o teu abraço.

Meu amor já não sabia
De tanto amor que encontrava,
Vai vivendo em rebeldia,
Embarcando em quente lava,
Nas asas da fantasia,
Meu amor sempre se lava
Coração não tem juízo,
Quer do inferno, um paraíso...
Publicado em: 03/10/2007 21:33:41
Última alteração:29/10/2008 15:08:50



Verdugos de nós mesmos, asco e gozo,
Volúpias e mentiras desfraldadas
Banquete que profano é mavioso,
Resquícios de palavras malfadadas
Semeiam tempestade e, caprichoso
Encontro meus destinos, tais estradas,
O mar tão revoltoso em que mergulho
Revela o coração, reles entulho...
Publicado em: 15/11/2007 18:48:12
Última alteração:29/10/2008 12:36:23

Se sou por vezes, louco e tão guloso,
A culpa é deste pobre coração.
Prefere se entregar ao doce gozo
A ter que chafurdar na solidão.
O rumo que se faz maravilhoso,
Encontra nos teus braços, direção.
Por mais que seja assim, alucinante,
Querida, já dispenso o adoçante...
Publicado em: 07/12/2007 18:44:06
Última alteração:27/10/2008 17:39:34


Vinte dedos
Olhos dois
Amores vários
Haja coração!
Devia ter uma dúzia deles pelo menos.
Resistente e teimoso
Não pára de sonhar,
Bebe, come e nunca se farta.
Também se um dia fartar
É infarto na certa!
Publicado em: 08/12/2007 16:58:12
Última alteração:27/10/2008 18:06:12


Meu coração que outrora fora frio,
Agora se aquecendo do teu lado,
Permite o meu viver menos sombrio,
Trazendo um sonho novo, iluminado,
O peito que se fora tão vazio,
Renasce em novo encanto, apaixonado.
Amor que me transborde, mais sincero,
É tudo nesta vida o que eu bem quero...
Publicado em: 02/01/2008 17:28:39
Última alteração:22/10/2008 21:28:43


Coração perambulando
Por estrelas e luar
No meu peito descansando
Aprendendo o bem de amar...
Publicado em: 01/03/2008 20:40:51
Última alteração:22/10/2008 17:12:5

Meu coração nos guizos da alegria

Se esbalda em tanto amor que te queria,

E mostras com sorriso toda a festa



que gesta um coração apaixonado,

num êxtase tão puro e delicado,

Entrando sutilmente pela fresta



Aberta por Cupido no meu peito.

Assim eu passo a vida, satisfeito,

Por ter o teu amor aqui comigo.



Não temo mais o frio desta noite

Nem sei de uma tristeza, vil açoite

Que corta e nos infesta e traz perigo...



Amor reinando sempre em nosso caso,

Impede que ressurja num ocaso

A dor que fora minha companheira.



Cupido com seu arco em boa mira

Me vendo tão sozinho cedo atira

A seta mais veloz e tão certeira...
Publicado em: 14/06/2007 08:28:32
Última alteração:15/10/2008 01:08:52







Meu coração nos guizos da alegria

Se esbalda em tanto amor que te queria,

E mostras com sorriso toda a festa



que gesta um coração apaixonado,

num êxtase tão puro e delicado,

Entrando sutilmente pela fresta



Aberta por Cupido no meu peito.

Assim eu passo a vida, satisfeito,

Por ter o teu amor aqui comigo.



Não temo mais o frio desta noite

Nem sei de uma tristeza, vil açoite

Que corta e nos infesta e traz perigo...



Amor reinando sempre em nosso caso,

Impede que ressurja num ocaso

A dor que fora minha companheira.



Cupido com seu arco em boa mira

Me vendo tão sozinho cedo atira

A seta mais veloz e tão certeira...



Entraste pela fenda, de mansinho,

Com beijos tão gostosos, com carinho

Aos poucos me entornaste amor demais...



E vejo como é bom tal sentimento,

Não quero te deixar um só momento,

Não deixe de me amar,amor, jamais...
Publicado em: 01/09/2007 11:47:24
Última alteração:13/10/2008 23:14:34



Eu perdi o meu coração no empoeirado caminho deste mundo;
Mas tu o tomaste em tuas mãos.
Eu buscava alegria e apenas colhi tristezas;
Mas a tristeza que me enviaste tornou-se alegria em minha vida.
Os meus desejos se espalharam em mil pedaços;
Mas tu os recolheste e os reuniste em teu amor.
E enquanto eu vagava de porta em porta,
Cada passo meu estava me conduzindo ao teu portal.

Meu Coração

RABINDRANATH TAGORE


Meu coração perdido na poeira
Ao ser tomado amor, em tuas mãos,
Quem teve só tristeza; companheira,
Quem teve tantos dias sempre vãos

Verteu tua tristeza em alegria.
Espalhei meus desejos pelo mundo
Enquanto o teu amor os recolhia;
Dando um sentido mais profundo

À vida que eu tivera sem destino
Vagando porta em porta, descaminho
Agora ao perceber, quando me atino
Já vejo que não sou mais tão sozinho.

Pois cada passo, vagando pelo astral
Levava – doce amor – ao teu portal...

Obs Fantasia feita em soneto sobre obra de Rabindranath Tagore
Publicado em: 30/07/2007 21:02:18
Última alteração:14/10/2008 14:39:44



Meu coração não se cansa

De querer o teu carinho,

Eu te dou uma aliança

Já não vamos ser sozinho...
Publicado em: 23/10/2008 11:27:05

Meu coração não se cansa
De buscar amor sincero,
Vive um sonho de esperança
Na mulher que tanto eu quero..
Publicado em: 01/10/2008 20:29:43
Última alteração:02/10/2008 13:44:20


Meu coração abastecido de amor
Encontra-se feliz e completo.
Agora busco consolar a dor
De quem sofre e chora quieto.

Você que de sofrimento padece,
De-me uma chance de te falar.
Meu coração de antemão agradece,
Tenho muito amor pra te dar!

E sangro esta paixão em verso ardente,
Vagando por teu corpo noite e dia,
Viver é na verdade mais premente
Do que qualquer cantiga ou poesia.

Amar é ser sublime a cada intento,
E ter um mundo imenso que eu invento...

LEON DEL BARGO
MVML
Publicado em: 08/11/2007 20:54:22
Última alteração:31/10/2008 16:13:08




Meu coração abastecido de amor.
Encontra-se feliz e completo.
Agora busco consolar a dor
De quem sofre e chora quieto.

Você que de sofrimento padece,
De-me uma chance de te falar.
Meu coração de antemão agradece,
Tenho muito amor pra te dar!

E sangro esta paixão em verso ardente,
Vagando por teu corpo noite e dia,
Viver é na verdade mais premente

Do que qualquer cantiga ou poesia.
Amar é ser sublime a cada intento,
E ter um mundo imenso que eu invento...


LEON DEL BARGO
MVML
Publicado em: 16/11/2007 06:49:56
Última alteração:31/10/2008 13:41:51

Vagando pela noite um vaga-lume
Se esconde no meu peito e quer brilhar
Percebo uma falena a me buscar

Na fúria desejosa de costume...
Não sei se poderei mais te conter
Meu verso que se explode de paixão,

Rebenta toda a casa, o coração,
Sozinho este meu verso quer viver...
E cato meus pedaços pela rua,

Neste quebra cabeças, nada sobra,
O pirilampo preso já me cobra
E quando abro meus olhos, estás nua...

Publicado em: 28/02/2007 00:08:25


(Marcos Coutinho Loures e Maria Feijó)


Em plena festa, o coração, em dor,
Finge alegria prá acalmar o pranto,
Pois se eu perdi o teu sonhado amor,
Ninguém tem culpa deste desencanto...

Como abelha perdida, em campo em flor,
Não deixa de voar, solto o meu canto
E mascarando assim, meu dissabor,
Do sofrimento eu faço um acalanto.

Mas se a abelha desiste da procura
E volta à colméia, ao fim da tarde,
A dor que, no meu peito, em chama arde,

É mal que, infelizmente, não tem cura,
Pois ao voltar à tarde, para o ninho,
Descobre o coração que está sozinho...
Publicado em: 29/06/2007 17:32:13
Última alteração:05/11/2008 20:43:11

Meu coração cantarola
A divina melodia
Quando perna em perna embola,
Ninguém controla a alegria...
Publicado em: 04/03/2008 22:41:49
Última alteração:22/10/2008 15:18:19

Meu coração não se cansa
Meu coração não se cansa
De buscar amor sincero,
Vive um sonho de esperança
Na mulher que tanto eu quero..
Publicado em: 01/10/2008 20:29:43
Última alteração:02/10/2008 13:44:20



Meu coração abastecido de amor
Encontra-se feliz e completo.
Agora busco consolar a dor
De quem sofre e chora quieto.

Você que de sofrimento padece,
De-me uma chance de te falar.
Meu coração de antemão agradece,
Tenho muito amor pra te dar!

E sangro esta paixão em verso ardente,
Vagando por teu corpo noite e dia,
Viver é na verdade mais premente
Do que qualquer cantiga ou poesia.

Amar é ser sublime a cada intento,
E ter um mundo imenso que eu invento...

LEON DEL BARGO
MVML
Publicado em: 08/11/2007 20:54:22
Última alteração:31/10/2008 16:13:08


Meu coração abastecido de amor.
Encontra-se feliz e completo.
Agora busco consolar a dor
De quem sofre e chora quieto.

Você que de sofrimento padece,
De-me uma chance de te falar.
Meu coração de antemão agradece,
Tenho muito amor pra te dar!

E sangro esta paixão em verso ardente,
Vagando por teu corpo noite e dia,
Viver é na verdade mais premente

Do que qualquer cantiga ou poesia.
Amar é ser sublime a cada intento,
E ter um mundo imenso que eu invento...


LEON DEL BARGO
MVML
Publicado em: 16/11/2007 06:49:56
Última alteração:31/10/2008 13:41:51



Vagando pela noite um vaga-lume
Se esconde no meu peito e quer brilhar
Percebo uma falena a me buscar

Na fúria desejosa de costume...
Não sei se poderei mais te conter
Meu verso que se explode de paixão,

Rebenta toda a casa, o coração,
Sozinho este meu verso quer viver...
E cato meus pedaços pela rua,

Neste quebra cabeças, nada sobra,
O pirilampo preso já me cobra
E quando abro meus olhos, estás nua...

Publicado em: 28/02/2007 00:08:25
Última alteração:30/10/2008 06:10:27


Meu coração cantarola
A divina melodia
Quando perna em perna embola,
Ninguém controla a alegria...
Publicado em: 04/03/2008 22:41:49
Última alteração:22/10/2008 15:18:19


Meu compadre essa barriga
Em formato de tonel
Tá causando muita intriga
Já te chamam de Noel...
Publicado em: 20/08/2008 19:22:27
Última alteração:19/10/2008 20:25:02



Punhais que aprofundei
Nos medos e temores,
Sentindo além as flores
Ausência em minha grei,
Agora que entranhei
Na vida seus horrores,
E tento sem pudores
Vencer o torpe rei,
Encontro finalmente
Na luz que se apresente
A força incomparável
E sei meu caro amigo,
Que em ti encontro abrigo
No tempo deplorável.
Publicado em: 17/06/2010 14:10:02


Amigo, meu canto, que canto pra ti
É tanto sincero que posso dizer
Procuro esse encanto que encontrei aqui
Amigo, eu espero, que possa saber,
A vida traz sorte, depois se gargalha
Na ponta da morte, fio de navalha.

Saudade machuca depois cicatriza
Primeiro maltrata depois, curativa,
Assim foi comigo, com meu grande amor.
Escute-me amigo, te peço o favor
Encontrei a mata de extremo prazer
Depois, quase nada, me pus a sofrer.

A moça que fora, rainha primeira,
Depois foi embora, nunca mais voltou
Pensei, companheiro, ser muito feliz,
Penei tempo inteiro, não tive o que quis.
Saudades de agora, meu tempo passou.
Por isso te digo, tu és bom amigo,
Nas noites de frio, me deste um abrigo.
Quando mais preciso, contarei contigo!
Publicado em: 02/02/2007 05:06:44
Última alteração:30/10/2008 07:38:26




Meu coração não se cansa
De buscar amor sincero,
Vive um sonho de esperança
Na mulher que tanto eu quero...



MEU CORAÇÃO /

Mote – Mais perigosas que as curvas das estradas, são as das mulheres...

Eu toco, enquanto puder,
Por estradas sinuosas;
Mas são mesmo as da mulher,
As curvas mais perigosas!

Pois nas curvas da princesa
Eu perdi a direção,
Em meio a tanta beleza,
Capotei meu coração...

MARCOS COUTINHO LOURES
MVML
Publicado em: 17/10/2007 22:58:36
Última alteração:03/11/2008 20:31:19


Agora, nessa noite
Depois do desalento
O encanto que ora tento
E nele já me acoite,
Vencer qualquer procela
E ter esta certeza
Do prato sobre a mesa,
O barco abrindo a vela,
Meu canto se inebria
Na fonte mais constante
E assim e doravante
A vida não seria
Jamais o que se fora,
Atroz e sonhadora.
Publicado em: 06/07/2010 18:22:05




Quem teve um dia belo percorrendo
As fontes e as nascentes deste rio,
Percebe quanto é triste, amargo, horrendo,
A seca que o tomou e o fez sombrio.
Do brilho da manhã, raro estupendo,
Apenas me restou triste vazio.
Momento que já fora triunfante,
Termina em solidão mais degradante.

Semente que se aborta em duro solo,
Palavras tão ferinas que se tecem,
Espinhos espalhados no teu colo,
As ervas mais daninhas logo crescem,
Vento tempestuoso onde me assolo,
Apenas as tristezas resplandecem.
As nuvens vão surgindo no horizonte,
E o rio vai secando em sua fonte.

As urzes se espalhando em quantidade,
Vazio no meu peito já se encerra,
Não posso mais saber felicidade,
O mundo se transforma em dura guerra,
A dor da solidão, cedo me invade,
Minha alma sem destino vagando, erra,
Manhã que prometia ser tão clara,
Secando o meu pomar em fruta amara.

Tristeza vai tomando a minha veia,
Deixando a minha estrada, suja e cega,
Nem mesmo uma esperança inda refreia,
Pois nela uma alegria já se nega,
Mortalha que recobre me incendeia,
O mar de uma tristeza se navega,
Naufrágio prometido se aproxima
Amor encontra em dor, perfeita rima.

Eu sinto que não tenho mais saída,
Entrego-me sem lutas, afinal.
Se nada mais encontro nesta vida,
Aguardo a paz bendita do final.
Até que a morte venha e se decida,
O coração sangrante em abissal
Tormento, vai brincando de bater,
Teimoso só aumenta o meu sofrer.

Beijar a tua boca, ser só teu...
Uma ilusão perdida no passado,
Restando tão somente a treva, o breu.
Amargo a sensação do duro fado,
Meu barco nos teus braços se perdeu,
Há tempos, sem ter porto, naufragado.
A tarde vai passando, e nada vejo.
Sequer um brilho claro, um relampejo.

Amar é ser feliz! Leda mentira.
Apodrecendo aos poucos. Nada tenho.
Meu sol já não rebrilha, negra pira.
Apenas o vazio mostra empenho,
Vida sem timoneiro, vaga, gira,
Distante da ilusão já não retenho
O gosto da alegria nem lembrança.
Apenas a tristeza inda me alcança.

Mulher que se mostrara redentora,
Estrela fugidia. Desistiu.
Mariposa noturna foi embora
Tão logo uma alvorada, enfim surgiu.
Deixando uma saudade que se aflora
No coração sem leme, triste e vil
Quem dera se pudesses ver a luz
Seria bem mais leve a minha cruz.

Amigos? Não os tive nem conheço,
Nos bares da cidade, o meu abrigo.
No espelho deformado eu reconheço
Meu rosto. Mas, mirá-lo, eu não consigo,
Medonha garatuja, qual gracejo;
As dores nestas rugas tatuadas,
Marcando as mais diversas derrocadas.

Meu canto mais tristonho e mais leal,
Aborto de esperanças; nada levo,
Apenas a agonia, essa é real,
Um resto de alegria? Não me atrevo.
Das lágrimas um mar imerso em sal,
Nem mesmo a fantasia; inda conservo.
Nos rincões de minha alma, a solidão.
Meus olhos vão perdidos na amplidão...

Cegueira dentro da alma. Resta o quê?
As mãos que me tocaram já se foram,
No nada em me crio, o fim se vê.
As horas mais ingratas me decoram,
O peito vai exposto e já se lê
As dores que teimosas se demoram
E restam como emblema, cicatriz.
Jamais eu poderia ser feliz.

Cravadas tuas garras, asfixia;
Dilacerando fundo, sem defesas.
Ausência de uma luz, estrela guia,
Sentindo bem profundas, firmes presas,
A vida vai passando mais sombria
Nas horas sem carinho, frias, tesas.
Fragilizado busco na aguardente
Um doce lenitivo simplesmente.

A chuva vem caindo, devagar,
Minha janela aberta, sinto o vento
Roçando os meus cabelos. Navegar
Por mares mais felizes, num momento,
Mas nada, com certeza vai livrar
O coração do enorme sofrimento
Causado pela dor de tua ausência,
Ferindo mais profundo em inclemência.

Paixões que conheci, apenas sonhos.
As flores do jardim, apodrecidas.
Os cantos que me tocam, são medonhos,
Apenas traduzindo as despedidas.
Meus olhos encharcados, tão tristonhos,
As esperanças morrem, vão perdidas.
Levaste quando foste; o coração.
A vida se perdeu num simples não...
Publicado em: 22/10/2007 10:16:38
Última alteração:29/10/2008 14:51:08



Eu desejo em nosso amor
Muito mais que eternidade
Começou a se compor
Antes da maternidade...
Publicado em: 07/08/2008 16:45:59
Última alteração:19/10/2008 19:39:38



De mãos dadas com a vida
E a esperança entre nós
Caminhamos pela lida
E o amor seguiu após

E ao final - na despedida
Um espectro algoz
Busca um corte - uma ferida
Pra deixar a marca atroz...

Porém a nossa amizade
Vencerá qualquer problema,
Por isso, amigo não tema,

No final toda a verdade
Curará qualquer ferida
Que nos mostre a dura vida..

GONÇALVES REIS
MVML
Publicado em: 01/10/2007 15:43:10
Última alteração:04/11/2008 12:58:14




Amigo, um buscapé solto na festa
Buscando uma canela promissora
Do quanto que fui nada, sempre resta
O medo de chegar já sem demora
Decoro meu cabelo em tuas mãos
Revelo o verso triste da canção
O peito se envolvendo nas paixões
Maltratos para um bobo coração
Que bate sem ter tempo nem juízo,
Na conta do que tive prejuízo
Morena economiza no sorriso
E o vento vai embora sem aviso.
Sorteios de mentiras e de prendas
As rendas esquecidas no passado.
Botecos que nas roças viram vendas,
Vendendo o sal da terra disfarçado
Nas esquinas, nos becos e senzalas
Nos trâmites legais, mentiras tantas.
As magas redenções, velhas cabalas
Estrelas, ilusões, mulheres santas.
Amigo sou espinho na garganta
Espelho esta cangalha em minhas costas,
O verso descoberto desencanta
Vencendo no final outras apostas.
Se tive o que mereço, pago as contas,
Meu débito se encerra no final,
As luas de meus olhos andam tontas
Ao ver essa morena sensual.
Porém desta amizade que desfruto
A proteção decerto eu encontrei,
Se às vezes sou macio ou mesmo bruto
Reflito em dura senda antiga lei
Aonde o vale tudo é mesmo assim,
O tapa que me derem eu revido
E mesmo que não chegue mais ao fim,
Não tenho mais meu mundo dividido,
Apenas sou reverso e nisso sigo
Trafego pela vida qual trombolho,
Entenda então meu caro e bom amigo,
Janela escancarada sem ferrolho...
Publicado em: 07/01/2008 21:16:08
Última alteração:22/10/2008 19:36:39



É feita em luz
Que já se apaga
E traz a dor
Em dura paga,

Assim amigo
Caminhos traço
Sem ter temores,
Buscando o laço

Que me assegure
Um passo forte
Perene e firme
Que nos suporte...
Publicado em: 07/08/2008 08:48:17
Última alteração:19/10/2008 22:16:53



Truão, vero canalha,
O mundo não se cala
E quando adentro a sala
Ao ver torpe batalha
Na fúria que se espalha,
A vida se avassala
E nada mais embala
Apenas tal mortalha.
Eu quis acreditar
Na luz deste luar
E nela me entregando
Vivendo plenamente
Amigo, a gente sente
Um tempo calmo e brando.
Publicado em: 17/06/2010 14:09:40



Meu cavalo vai sem sela
Galopando pelo Céu,
Este amor que se revela
Era feito de papel...
Publicado em: 19/01/2009 17:58:44
Última alteração:06/03/2009 07:15:41



Meu céu se iluminou
Ao ver este farol
Mais forte que este sol
E nele se tomou
A fúria desejada
Reinando em plena luz
No olhar quando produz
A sorte em rara estada,
Desenho de uma vida
Porquanto fosse assim,
Restando dentro em mim
A glória presumida
E vejo enfim em ti
O amor que pressenti.
Publicado em: 06/07/2010 18:29:40




Quanto quer meu bem querer
Bem querer quanto me quer
Tanto quero te querer,
Será que ela inda me quer?

Tanto tempo que te quis
Se me queres já não sei
Só sei que tanto te fiz
Tanto fiz que nada sei.

Só sei que te quero bem
Bem querer, eu sou feliz,
De tanto quero meu bem,
Tanto tempo teu bem quis.

Querendo o que tanto quero
Te quero como te quis.
No canto do quero-quero
Meu querer fazendo bis.

Não mais quero quem não quer,
Bem querer que sempre quis.
Meu querer tanto te quer,
Sem querer, não sou feliz...

Quero o gosto do querer
No querer quero teu bem
Meu amor, meu bem querer.
Agora, comigo, vem...
Publicado em: 14/01/2007 08:21:27
Última alteração:30/10/2008 08:05:02



Na solidão do meu verso,
Na imensidão do universo;
Vou cantar meu bem querer...
Que me faz ter alegria
Quando solta a fantasia
E me mata de prazer...

Estou por ti encantado,
Todo o meu canto fadado
A viver apaixonado
Por quem sempre, amor, eu quis.
No teu brilho de esperança
Vamos dançar nossa dança
Que representa a bonança
De me fazer tão feliz...

Morena, mel e garapa,
Teu amor já não me escapa,
Eu sou feito pra te ter;
Na broa boa de milho
No teu olhar maravilho
Todo bem que posso ver.

Morena cravo e canela,
A minha alma se revela
Apaixonada por ti.
Eu quero toda a certeza
Deste amor, uma beleza
A maior que já vivi!
Publicado em: 11/02/2007 17:02:14
Última alteração:30/10/2008 07:30:44



Você diz que me quer bem,
eu também quero a você;
onde há fogo há fumaça,
quem quer bem logo se vê.
Meu amor, te quero tanto
Tanto quanto tu me quer
Por isso mesmo te canto
Venha ser minha mulher...

Toda noite no meu quarto
Minha flor vem perfumar,
Tanto perfume não farto
Não me canso de te amar...

Quando a gente não se gosta
O que resta disso é mágoa,
Pulo que nem vira-bosta
Incendeio a caixa d’água.

Depois disso sem cansaço
De novo quero a morena,
Deitadinha no meu braço,
Outra vez? Não tenha pena!

Minha cama é na varanda,
A lua é minha mulher
Quando o meu amor desanda
Faço como Deus quiser.

Moreninha, minha flor,
Quero ser teu namorado,
Deixa o ser o teu amor,
O resto? Deixa de lado!

A Primeira trova é da região de Santa Maria do Suaçuí, Minas Gerais

Publicado em: 10/03/2007 14:15:31
Última alteração:30/10/2008 06:11:47



Espero o que não vem
Aguardo o que não tive.
Saudade desse bem
Que sei que nunca vem
E sei que nunca tive...

Por mais que seja grande
Saudade tão escura.
Procuro pelo bem
Na noite tão escura.
Saudade que é tão grande...

Não sei se deste lado
Ou do outro lado vem
O meu amado bem
Que sei que nunca vem
E me deixou de lado...

De tudo que já tive
A minha sorte grande
Está nas mãos do bem
Que sei que foi tão grande
E que contigo, tive...
Publicado em: 28/01/2007 08:38:53
Última alteração:30/10/2008 07:54:14



Alegria é coisa boa,
afasta a dor da saudade.
Mas não fico rindo à toa.
Quando rio é de verdade.

Um sorriso sempre agrada
Traz pra vida uma alegria,
Eu te quero minha amada,
Vou cantar-te todo dia.

O meu verso já se encanta
Quando vê tua chegada,
O meu peito se agiganta,
Minha doce namorada.

Eu te fiz uma modinha
Prá mostrar meu bem querer,
Eu te quero toda minha,
Em você tenho o prazer.

O amor que você tem
É mais quente que este sol,
Venha logo ser meu bem,
Debaixo deste lençol...

HLuna
Marcos Loures
Publicado em: 20/05/2007 20:38:35
Última alteração:05/11/2008 23:07:09



Meu calor aplaca o frio
Traz conforto, meu amor,
Preencher este vazio.
Debaixo do cobertor...
Publicado em: 20/08/2008 19:41:50
Última alteração:19/10/2008 20:26:01


Os lanhos deste açoite
O corte se aprofunda
E tanto quanto imunda
A mão percorre a noite,
Ainda que se acoite
A força onde se inunda
E gera a moribunda
Verdade em tal pernoite,
Ao ter um braço amigo,
Vencer qualquer perigo
Constante ou mesmo vão
Permite outra verdade,
Na força da amizade,
Enfim a solução.
Publicado em: 17/06/2010 14:08:21


Meu coração fazendo um alarido
Tentando comover quem já pressente
Depois de tanto tempo dividido
Agora enfim retorna e lentamente
Percebe o quanto fora permitido
O sonho que se fez tão simplesmente.
As vozes tão iguais decerto ecoam,
Os cantos da amizade já ressoam...
Publicado em: 15/11/2007 21:59:26
Última alteração:29/10/2008 12:36:28


Meu canto de amor
Minha alma tão inquieta anda por essas ruas
Em busca de uma lira onde se encante a musa.
Por vezes tão sofrida e mesmo assim, confusa,
Espera nesta esquina o brilho de outras luas...

Por mais que siga só, minha alma é de poeta
E sendo assim, espera um minuto de paz
Mas sabe que, por isso a saudade é mordaz.
Amor quando se engana esquece a linha reta...

Quem sabe inda terei a paz mais verdadeira
Que nunca mais deixou o mais leve perfume.
A noite sempre vem escura, esquece o lume
Como se enfim pudesse amar a vida inteira.

Não quero o sentimento exposto a tanta mágoa;
O que resta da vida, a paz não encontrava
Senão um seco rio escorre um fio d’água
Nos olhos que pensei mas nunca imaginava...

Agora que te vejo aguardo tais sementes
Da muda que me deste esqueço a mansa rosa
Os olhos no futuro, a vida gloriosa
Quem sabe no meu sonho, os gozos diferentes...

Do gosto do carinho, a tal felicidade
Virá sem perceber que cala meus soluços
Amores que não vejo em volta são avulsos
E trazem sem querer o gozo da saudade...

Não quero mais levar o peso desta vida
Nas costas, me machuca e nega, sempre o colo.
Quem sabe plantarei semente em novo solo
E minha mocidade em calma, resolvida...

Não quero mais saber do teu e do meu pranto
Quem sabe então a lua em cantos não fulgura.
A noite deixará de ser assim escura,
O mar que me levou trará o teu encanto!

As estrelas virão, trarão todo universo
Total felicidade espalha-se na terra.
No vale, na planície enfim por sobre a serra
E também, finalmente, em todo esse meu verso!
Publicado em: 24/11/2006 21:19:19
Última alteração:30/10/2008 19:27:41



Nossa noite, sem tristeza,
Na nossa cama, querida
No teu leito de princesa,
A vida mais colorida...

Sabendo de nossa sorte
Sabendo que sou feliz,
Coração batendo forte
Do jeito que sempre quis.

Minha vida em tal destino,
Minha sorte no caminho.
Amor diamante tão fino,
Não me deixas mais sozinho...

Eu tenho a felicidade
A vida que procurei.
Eu já conheço a verdade,
Mundo que sempre sonhei!

Nessas quadras que te faço,
Com desejo e muito amor,
Em cada verso um abraço,
Em cada estrofe uma flor.

Os medos que já senti,
Esquecidos pela estrada
Desde que cheguei aqui.
Nos braços de minha amada.

Amor que tanto comove
E me deixa emocionado
Todas as pedras remove,
Coração pesa de um lado.

Escute minha canção
Que te faço com carinho,
Em feitio de oração
Um canto de passarinho
Que vibra em meu coração.
Publicado em: 03/12/2006 18:28:33
Última alteração:30/10/2008 10:19:46



No teu canto apaixonado
eu encontro só ternura.
A tristeza pus de lado,
pus, também, a amargura.

Eu bendigo esta ventura,
meu amigo, meu amado.
No teu canto apaixonado
eu encontro só ternura.

Acredito em tua jura,
no teu carinho extremado.
Ó, amor, doce figura
sempre em versos celebrado.
No teu canto apaixonado...
Meu amor nunca se esqueça
Que este amor jamais acaba,
Toda a saudade desaba
Se amor não existe mais
Sem amor todas as flores
Perdem todos os perfumes,
Amor esqueça os ciúmes.
Eu te quero. Amor demais!

Meu amor todos os dias
Quero contar meus segredos,
Acabar com esses medos
Antes que eles nos destruam.
Quero amar amor sereno,
No meu canto apaixonado
O resto deixa de lado,
Nossas vidas continuam...

Na lua que te desejo,
No brilho que este mar banha
No vento que te assanha
Cabelos soltos, querida;
Eu quero ternura, encanto,
Deste sonho que Deus deu,
Este amor que é teu e meu,
A razão de nossas vidas!

HLuna
Marcos Loures
Publicado em: 17/02/2007 07:39:04
Última alteração:06/11/2008 12:08:05




Cantei do amor, as formas inconstantes e dele fiz a língua universal; inspirei-me no embalo dos-amantes
que se entregam, num leito de percal...

Busquei o amor, nos sonhos mais distantes
que são do amor, talvez, o essencial...
dele falei, como falaram, antes, os que o verso tornaram imortal!


Cada canção que fiz tem a lembrança de uma ilusão, há muito adormecida, no recesso outonal de minha vida...


Marcos Coutinho Loures
Publicado em: 07/03/2007 06:42:51
Última alteração:27/10/2008 19:09:28


Sentimentos tão diversos
Povoando estes meus versos
Como fossem universos
Que se encontraram em mim.
Vão e voltam as tristezas
Trazem ou não incertezas
Ora vêm tantas belezas
Incrustadas pela dor...

Publicado em: 17/02/2007 07:21:28
Última alteração:30/10/2008 06:49:07



Meu Canto Derradeiro
A noite me trará teu canto numa prece
Que me revelará um profundo amargor;
Pois quem sempre mentiu não me trará amor.
Mas mesmo assim, querida, a vida te agradece.

Nas vezes que busquei no céu, no firmamento,
Teu riso se mostrava um rio venenoso
Por onde destilava um ar tão vaporoso
Que sempre me matara a cada vão tormento...

A noite ouve meu canto, um canto de partida,
Que traz o sentimento esparso e violento
Da vida que caminha um rumo manso e lento
E perecendo um pouco a cada dor sofrida.

Embora não deseje, eu sinto que vou tarde,
O gosto da saudade, o cheiro deste incenso,
O mar sem claridade, o meu amor imenso...
A vida me maltrata e corta fundo, me arde.

Bem sei do meu destino, aqui estão as chaves.
Depois de tanta treva aguardo, enfim, a luz
Que sei que não virá, pois nada mais reluz
E nem nestes meus céus, o revôo das aves...

Nas hordas sou falena em busca do luzeiro
Mas nada mais me resta, os olhos tristes nevam...
Aos céus em pouco tempo os braços já me levam
E não ouvirás jamais, meu canto derradeiro...
Publicado em: 24/11/2006 21:50:40
Última alteração:30/10/2008 19:16:45



Estás aqui
Dentro de mim.
Espelhas
O que de melhor
A vida me deu.
Risos
Rimas
Romãs
Riscos
Rumos.
Rotas
Rituais
Cais
Algas
Águas
Fontes
Pontes
Montes
E mergulhos...
Publicado em: 19/06/2008 17:13:15
Última alteração:19/10/2008 21:05:51


Exauridos
Alaridos
Gemas
E gemidos.
Algemas
Emblemas
Nossa
Piracema.
Venenos
Delicados
Deliciados
Comparsas.
Camas
E lençóis
Sombras,
Girassóis,
Catavento,
Pirilampos,
Fartos lumes.
Convulsões...
Gêiseres
Publicado em: 26/11/2008 22:01:31
Última alteração:06/03/2009 16:36:20



Salve esta noite, onde busco
As bruscas e vadias sensações
Do nada, das horas passadas.
Em busca do coração
Tão solitário como o meu.
Que me queira então
Nem que seja para nada
Juntos neste nada...
Respirando o nada
Amor e janela
Salto e mergulho..
Camas, pernas, cheiros
Mas depois o nada, simplesmente vazio.
O cio passado,
A roupa no chão
Janela aberta
Convidativamente
Nada faço,,
Nem disfarço...

Retorno depois ao vazio
Do vazio que ao vazio
Prometera.
E penso na tua boca salvadora
E passo a te amar.. Amar, amar
No desespero atroz
Da noite vazia
Em busca do nada.
Publicado em: 05/12/2008 11:10:29
Última alteração:06/03/2009 16:01:15



Sem demora
Andanças
Entre trevas
E luares
Chegando
Devagar
A lua
A me guiar
Aonde encontrarei
Paragem?
Paisagens
Telas
Selas e
Corcéis.
Sem adeus
Sem escadas
Nem esquinas...
Publicado em: 08/01/2009 11:09:43
Última alteração:06/03/2009 11:47:05


Quando pegava essa viola
Feita de pirilampos.
Sabia que não mais teria
O gosto da noite na boca.
Saibam que nada mais farei
Senão tentar tocar o meu próprio mundo
Com todas as virtudes e defeitos.

Ostentei o meu medo,
Sempre escondido
Sob as asas que não poderiam voar;
O céu se perdeu, caiu,
Capotou... Não mais vou
Se não for por ir,
Por sentir e me integrar.

Não mais farei os meus versos
Sob a luz que te prometo.
São coisas diversas,
Até por que, no caso,
A realidade superaria a fantasia.
Sou protótipo de mim mesmo
No futuro,
Envelhecido por amar
O mar que não me comporta
De tamanho coração.
Engasgado e tartamudo.

Coração que às expensas do resto
Simplesmente sufoca
E suga.
Rugas do coração.
Orações da alma.
Alma que apenas pena
E vive empenada.
Emplumada com ligas de cera.
O abismo é inevitável.
É infindável
E intransponível.
Mergulho e não sobre vivo,
Sobrevivo
E sei que a curva feita
Pela asa quebrada
Não pode ser mais perfeita.
Apenas ser feita.

Mas te amo, não se esqueça disso.
Agonicamente e antagonicamente
Te grito e não chamo.
Te chamo e não sei
Onde te encontrar dentro de mim.
Só sei que te escondeste por lá,
Por aqui ou, mais certo,
Tomaste parte de cada célula
Cada ponto.
Todo o pote.
Todos os portos.
Meus olhos.

Como farei agora meu amor?
Publicado em: 02/01/2007 18:09:32

Vírgulas da minha vida,
Ponto final da paixão,
Dois pontos: a despedida.
Meu amor; exclamação!
Publicado em: 28/04/2007 08:02:32
Última alteração:28/10/2008 01:04:39



Meu amor; um cutelinho,
Vai beijando flor em flor,
Coração deste mineiro
Vive sofrendo de amor...
Publicado em: 01/10/2008 13:39:29
Última alteração:02/10/2008 13:49:06



Meu ancinho colhe estrelas
Que esparramas pelo chão
Quem me dera enfim contê-las
Cevaria esta ilusão...
Publicado em: 18/08/2008 21:45:58
Última alteração:19/10/2008 20:19:08




Quando nasceste, as Musas do Parnaso
Vieram todas para alimentar-te
Assim desenvolveu-se então na arte
Do verso que germina em cada caso...

Numa facilidade - a curto prazo
Escreves sem frescura ou estandarte -
Só admiração de minha parte -
Parabenlizo mestre Loures! O acaso

Aqui te colocou para brilhar
Esse soneto estou a lhe ofertar
Desejo-lhe Feliz Aniversário!

De luz que seja pleno e de alegria
Aceite essa singela poesia
Que em verso se transborde multivário!....

GONÇALVES REIS,
muito obrigado meu querido amigo
Publicado em: 08/04/2008 21:26:12
Última alteração:21/10/2008 18:14:32



Amor veio de longe
Um anjo lá do céu
Trazendo tanta luz
Aos pobres olhos meus...
Que buscam as estrelas
Esperam as estrelas
Dos doces olhos teus.

A vida vai passando
Sem nada mais dizer
Espero que tu venhas
Nos anjos, mas cadê?
Pressinto essa chegada
Chegada desta estrela
Chegada nesta estrela
Preciso te saber...

Escuto uma canção
Que fala de teu nome
Trazendo a mansa brisa
Quero ser teu homem...
E sinto que chegaste
De noite, nesta estrela.
Mas és a própria estrela
Teu brilho me consome...

Estrela que desejo
Que é anjo e me domina
Sempre que te vejo...
Sempre que te tenho
Sempre que me tomas
Nos braços, me alucina...
Estrela pequenina
Tu és a minha sina...
Publicado em: 04/01/2007 14:50:08
Última alteração:30/10/2008 08:05:50

Um anjo amigo eleva suas asas
E toca-me com carinho e maciez.
Percebo todo o bem que ela me fez

Aplacando essa dor formada em brasas...
Seu vôo me indicando o bom caminho
Numa dedicação tão admirável

Fazendo a minha vida mais estável,
Dizendo: - Meu amor não é sozinho...
Que bom que estás aqui, meu anjo amigo,

Te espero após a curva e o ressalto,
No vento que soprava no planalto,
Meu anjo; eu quero estar sempre contigo...

Publicado em: 27/02/2007 08:17:41
Última alteração:30/10/2008 06:47:41


meu anzol voltou sem peixe
minha rede já furou.
Por favor, meu amor deixe
Fazer o que Deus mandou.
Publicado em: 02/03/2008 18:20:43
Última alteração:22/10/2008 13:59:00



Meu barco no mar
No mar um amor
Amor que no mar
Meu barco levou
Se levo um amor
Ao barco que vou
Não quero outro mar
Só quero um amor.
Que mar não me leve
Amor nem o barco...
Publicado em: 25/01/2007 23:14:52
Última alteração:30/10/2008 07:55:55

Bares e bordéis, bordas sem aparas,
Em meus dedos, falanges e fraturas.
Tento tragar tentáculos e taras.
Nas mãos cansadas, noites escuras...
Vadeio vagamente, envergo varas
Iscadas em tais margens. Armaduras
São as minhas defesas, indefeso.
Crustáceo ameaçado no defeso...

Fracassei, quis demais, nada resume.
Não quero saber sempre, nem talvez.
Restou um gesto amargo; vou, estrume,
Onde pensara um dia, na altivez.
Procuro mansidão por onde aprume,
As mais diversas formas, tanto fez...
Não virgulo, decifro ângulos retos,
Por mais que se queira, são incompletos...

Vendi alma, nos verdes campos postos...
São clamores senis, são veros vagos,
Nervos e dentes, quebro-os. Impostos
Colocados sobre velhos estragos,
Não trazem nem sequer tosto-os;
Meus medos nadarão nos outros lagos.
Por certo, caridade nem demérito,
Demovem quem sonhou seu próprio féretro...

Nasci do mais decrépito dos medos,
Busquei nas madrugadas, meu sustento.
Não fui completo, simples arremedos,
De quem tentara tanto fosse tento...
Enganos, meus engodos, sempre ledos,
Palavras vão mais soltas, neste vento..
Sangrei cada momento sem desculpas,
Procuro por amores, tenho lupas...

Cimitarras; usei nestas batalhas,
Conta qualquer que fosse esse inimigo.
Vivendo, sobre lâminas-navalhas,
Carrego os meus delírios cá comigo...
Quando estou decidido; tudo talhas,
Entalhados na brasa do perigo...
Não quero nem machados e nem sândalo,
Amores me fizeram, enfim, vândalo...

Cusparadas no rosto são promessas,
Hemorragias, vertem no meu ventre,
E vens, tão calmamente, com compressas.
Dane-se, nada quero que m’adentre...
Se são meros deslizes, são conversas.
Meus portais são marcados por: Não entre!
Não quero e nem permito que me ceifes.
O que me trazes cabe nos esquifes...

Víbora e cascavel, conheço bem...
Não trazes outra marca bem o sei.
No breu das velhas tocas, sem ninguém,
Conheço teu passado e tua lei.
Fingindo caridade, cadê? Sem...
Nas tuas ladainhas me acabei.
Prato escarrado, cuspo em quem cuspiu.
Mordaz, irei mordendo. Me esculpiu...

Retrato a realidade em que me deixas,
No basta, bastaria meus embates,
Não quero nem saber de tuas queixas,
Nem quero mais ouvir tais disparates.
Me finges ser esfinges, talvez gueixas.
Prometes novo canto, mas combates
Quem poderia, límpido, caber.
Me deixas; assim, lívido, porque?

Me enojo quando beijo tua boca,
O gosto podre emana quando ris.
Te fazes de sutil, mas te sei louca,
Não queres e nem deixas ser feliz.
Vomitas impropérios, és tão pouca,
Muito menos que pensas; nenhum triz.
Recebo o sopetão que não assusta,
És maquinal vergonha, mas vetusta...

Sofrível sentimento são teus gestos,
Na verdade, pareces bem comigo.
De malícias, delícias, já infestos.
Por isso reconheço tal perigo,
Nós dois, juntos, daremos aos incestos,
Um novo paladar e qualidade,
Seríamos espelhos, na verdade...
Publicado em: 29/12/2007 13:25:37
Última alteração:22/10/2008 21:21:40


Meu amor nunca se esqueça
Deste amor que quero tanto.
Nunca me sai da cabeça
A beleza deste encanto.

Tanto quanto amor te dei,
Tanto quanto recebi.
Nos teus braços eu fui rei
Nos teus braços, me perdi.

Minha amada como brilha
Os raios deste teu sol.
Tanto amor, que maravilha,
Sou teu louco girassol.

Neste mel de tua boca,
Me lambuzo, sem descanso.
Nos teus rios, cada loca,
Devagarinho, eu alcanço.

Meu amor quando me trouxe
A doçura duma cana,
O meu amor que é tão doce,
A delícia soberana.

A manhã tem seus primores,
A tarde tem seu encanto,
A noite me traz amores,
Deitadinho, aqui, no canto...

Esse amor que é puro e terno,
Tanto amor eu sei, me espera,
Terminando o duro inverno,
Vem a flor na primavera...

Duma abelha quero o mel,
Deste rio quero o peixe,
Meu amor, anjo do céu,
Por favor, nunca me deixe...

Cai balão na minha mão,
Estrelinha também cai,
Dentro do meu coração,
Tanto amor, amor atrai.

Beijo a boca de quem amo,
Tantas vezes se quiser.
Toda noite assim, te chamo,
Meu amor, minha mulher!
Publicado em: 07/02/2007 20:24:31
Última alteração:30/10/2008 07:34:26


Na brisa da manhã tão docemente
Mostrando; para os sonhos, nova trilha,
Que formam nossos passos de repente

Na luz que se irradia em maravilha...
Amor que tanto quero não se engana
Contigo, minha amada, nunca é ilha...

Palavras com que a vida tanto explana
Gerando nosso amor em mansa imagem.
Que traz uma certeza que me ufana

De ter nos belos olhos a miragem
Do corpo da mulher que mais desejo
E faz com que de amor venha a coragem

Pedir de tua boca, mais um beijo,
Carinho em nossa cama, meu amor...
A brisa da manhã onde antevejo

As ondas mais gostosas de calor.
Imerso, com certeza no desejo.
Desejo de viver sem saber dor...
Publicado em: 12/02/2007 12:28:23
Última alteração:30/10/2008 07:30:28



Olha só que tô chegando,
passos leves, ansiosa.
Vou ficar te namorando
com o perfume da rosa.

Minha rosa preferida,
Meu perfume de mulher
Eu te dou a minha vida,
E tudo o mais que quiser.

Toda noite em minha cama,
Eu já sonho com você,
Venha acender essa chama,
Nosso fogo do prazer.

Espero tua chegada,
E com isso festejar
Um beijo da minha amada,
Faz a vida melhorar.

Meu olhar nunca se cansa
Nas estrelas procurar,
Pois tu és minha esperança,
Venha logo namorar.

Na varanda dos meus sonhos,
Eu plantei um bem querer,
Os meus dias mais risonhos,
Quando passo com você!

Dos jardins, sou jardineiro,
Dessa rosa um colibri,
Te namoro o tempo inteiro,
Amor maior nunca vi!

HLuna
Marcos Loures
Publicado em: 14/04/2007 11:43:54
Última alteração:06/11/2008 09:58:03



Minha amada eu sei que errei,
Tantas vezes, nunca nego,
Mas também não procurei
Esta culpa que carrego,

Sei que sou um pecador,
Como todos que conheço,
Mas se tenho tanto amor,
Por favor: eu não mereço

O desprezo é dolorido,
A saudade me maltrata
Sem te ter: rumo perdido,
O teu desprezo me mata...

Mas, porém, eu vou dizer
Ninguém no mundo é perfeito,
Mas se quiser me esquecer
Tá dentro do teu direito.

Só vou te dizer querida,
Uma verdade, de fato,
Aprendi na minha vida,
E nisso; amor, me retrato

Não sou perfeito, eu sou falho,
Tudo chega e tudo passa,
Mas é melhor ser cascalho
Do que ser sempre vidraça...
Publicado em: 07/05/2007 22:46:02
Última alteração:29/10/2008 17:44:33



Amor tão sensual, lua desnuda,
Rolando em minha cama, pela fresta
Penetra e com seu brilho já me ajuda
A ter como certeza gozo e festa.
A sorte de te ter, bela e miúda
Fornalha em que alegria sempre gesta
Orgástica loucura que inebria
Na lua doce, insana e tão vadia...
Publicado em: 20/11/2007 14:40:37
Última alteração:29/10/2008 12:37:07




Rolamos na noite
Lençóis de cetim
A boca um açoite
Prazeres sem fim.
Os lábios audazes
A língua feroz,
Desejos que trazes,
Invadindo a foz
De um rio tão quente,
Vertentes e margens,
Amor que se sente,
Delícias, viagens,
Orgasmo e navalha,
Cortante gemido,
Calor agasalha,
Um mar invadido.
Em tendas profanas,
As águas rebentam,
Manhãs sobre humanas,
Poeiras se assentam
Vibrando em conjuntos,
Os corpos que falam
Estremecendo juntos.
Nos gozos que entalham
Em pele e sorriso,
Sem termos deslizes,
Nesse paraíso
Nós somos felizes...
Publicado em: 08/09/2007 10:03:47
Última alteração:29/10/2008 15:32:02




Não quero falar de amores tontos,
Nem quero perceber quais foram os sonhos...
As madrugadas parecem mais risonhas,
Os meus dias são pétreos abandonos...
Queria navegar teu horizonte.
Da fonte dos desejos, uma moeda;
A mordaça cansaços e delírios.
As crisálidas que fomos não vingaram...
Quero o defeito de não ter solução,
Quero o direito de não ter mais meu fracasso.
Aço fraco, frascos, ascos e escusas...
As blusas abertas, o blues que tocas..
As tocas onde deixo meus degredos e segredos...
Meus medos, sutis medos, temerário...
Meu salário que recebo, um passo sem estrada...
Uma escada sem degraus. Um mar sem ter naus...
O caos absoluto...
Me enluto e não te esqueço. Tropeço, vou do avesso...
Me arremesso, não peço nem prossigo.
Se persigo não consigo consistência. A ciência
Da consciência esparsa, farsa...Belas taças
Jogadas num vago espaço...
Trago o aço da batalha, navalha, falhas e pecados...
Quero o acero da alma, a chama, acalma e tramas sem nexo...
Quero o frio gosto do rosto exposto sem rugas...
As rusgas as tropas e as trôpegas pegadas...
As pegas, os rogos, os lagos e barcos.
Arcos, areia, marcos, penteia a sereia os cabelos...
A morte não traíra nem traria uma traição.
Ação e coragem, aragem e sertão.
As serralhas e as fornalhas, acendidas.
As mãos descansadas, o peito aberto.
Meu medo completo, a nau, o sol...
Quero teu prazer e tua lei.
Quero poder ser teu rei
Quero o que não sei,
O seio, o veio,
O meio
Um mar
Distante mar,
Luz e luar, plenilúnio
Quero saber teu infortúnio.
Quero nada mais que minha sina.
Um frágil delírio, um vício, um principio.
Um banal gesto trazendo um desencontro louco,
As tarde sem Marina. Saudades fúteis e inúteis, fétidas...
Se ainda me quisesses não poderias dizer adeus...
Quem sabe os sonhos meus te trariam de novo.
O gosto amargo da saudade... Olhos tristes,
A vida resiste e não insiste, existe. Exige!
A face da esfinge se finge ágil e frágil.
As horas não passam, nem peço.
Meus passos, tropeço.
Me apresso
E não
Vou....
Publicado em: 27/09/2007 16:45:57
Última alteração:29/10/2008 15:11:29


Coração quando te chama
Não se cansa de chamar,
Acendendo a velha chama
Vem depressa incendiar.

Taca fogo no coreto,
Incendeia o quarteirão,
Meu amor eu te prometo
Vou viver nossa paixão.

Feita de calor e brasa,
De carinho e de confete,
Minha casa é tua casa,
Se gostou, venha e repete.

Nossas tramas enredadas
Com vontade e com desejo,
Nas noites enluaradas,
Cada estrela vale um beijo.

Mergulhando nos teus braços,
Vejo as braças deste rio,
Vamos estreitar os laços,
Desfrutando deste cio.

Sou teu homem, minha bela,
Tu és minha, com certeza,
Meu amor quando revela,
Fortalece a correnteza!
Publicado em: 02/10/2007 17:54:08
Última alteração:29/10/2008 15:09:57



Meu amor traz em seus olhos
Alegrias e desejos,
Tantas flores, belos molhos,
E promessas de mil beijos.

Vou seguindo o seu olhar,
Encontrando estrela guia,
Que vem logo me mostrar,
Todo amor que eu bem queria.

Os seus olhos, um farol,
Que ilumina em noite escura,
Com calor de imenso sol,
Espalhando uma ternura.

Recebendo tanto brilho
Deste olhar que me ilumina,
Caminhando em manso trilho,
Bel futuro descortina.

Eu sou seu, nunca neguei,
Venha ser minha mulher,
Do castelo em que fui rei,
Será o que bem quiser..
Publicado em: 03/10/2007 16:24:11
Última alteração:29/10/2008 15:09:29


Amor, em nossa vida, forte viga
Aonde os meus desejos se afirmaram,
Permita seja eterno e que prossiga,
Distante dos problemas que encontraram
Meus sonhos na ternura em que se abriga
Os dias em que livres, procuraram,
A paz num bom caminho, cristalino,
Na ceva deste amor, que sei divino...
Publicado em: 26/10/2007 18:23:34
Última alteração:29/10/2008 14:29:31


As dores no meu peito, tão antigas,
Resquícios de momentos do passado,
Quem sabe com carinho tu consigas
Mudar este destino malfadado
Esqueça as discussões, as velhas brigas
E venha mais depressa pro meu lado,
Pois quem teve um passado tão nefando
Merece ser feliz de vez em quando...
Publicado em: 10/11/2007 07:15:36
Última alteração:29/10/2008 14:47:56



Sabia ser sabiá
Que cantava na tardinha
Meu amor, vou te encontrar,
Nessa vida, tão sozinha....
Publicado em: 18/04/2007 20:00:36
Última alteração:28/10/2008 01:02:53


Meu Amor..

Meu amor...
Quem sabe a fantasia trará de novo o dia
E quem sabe possa amar?

Meu amor...
Trazendo no peito tal força que não cessa
Possa me amar?

Meu amor...
Viver sem critério, amor mais ilusório,
Vontade de te amar...


Meu amor...
A tal felicidade, em plena liberdade;
Irá chegar...

Meu Amor...

Meu Amor...
Vivendo essa esperança, que em tudo já me alcança
Nos fará, por fim, brilhar...

Meu amor...
De novo renascer, a vida se ressurge
Eu vou te amar...

Meu amor...
Mesmo que sofrendo
Amor, irei vivendo,
A vida a te esperar...

Meu amor...
Minha sina e fado
É por ti ser amado.
Te espero...
Amanhã!
Publicado em: 30/12/2006 11:44:43
Última alteração:30/10/2008 08:41:38


Meu amor foi batizado
Neste samba bem marcado
Coração apaixonado
Agora quer forrozar.
Meu amor vai bem cuidado
Em cada passo bem dado
O resto deixa de lado,
Meu amor venha dançar.

Vou dançando este baião
Que nasce no coração
Que batendo, faz refrão,
Nas cordas desta saudade.
Te levo pro barracão
Te jogo logo no chão,
Te encharcando de paixão,
Eu faço amor com vontade.

Meu coração é festeiro,
Tem alma de sanfoneiro,
Vou dançar o baile inteiro
Juntinho com meu amor.
O meu amar verdadeiro
Dançando neste terreiro,
Já deu bicho carpinteiro
Na minha morena flor.

Neste dançar, alegria,
Tanto amor que não sabia
Quentando este noite fria
Na cama que procurei.
Fazendo amor todo dia,
Tanto bem que eu te queria,
No reino da fantasia,
O meu amor me fez rei!

Publicado em: 02/03/2007 17:29:23
Última alteração:30/10/2008 06:47:30

Vou em busca de teu beijo
Percorrendo essa cidade,
Espreitando meu desejo,
Conhecer felicidade.

Meu amor, estou sozinho,
Por favor venha comigo,
Passarinho quer o ninho,
O meu peito pede abrigo...
Publicado em: 18/04/2007 18:47:37
Última alteração:29/10/2008 17:43:02



Cansaço de tantos medos
Segredos destes cansaços,
Quero saber teus segredos,
Me prendendo nos teus braços...


Meu amor, quando estás mais sozinha,
Sei que pensas nas ondas do mar.
O meu peito, em teu peito se aninha,
Dá vontade, meu bem de te amar...

Quero o gosto da boca divina,
Se espalhando bem dentro de mim.
Tua voz, mansa e tão cristalina,
Me acalmando, me faz ser assim.

O teu rio, tão calmo, querida,
Sem cascatas, nem pedras, sereno.
Traz a minha esperança, perdida,
De viver, um amor, manso... Pleno...

Viver felicidade num insante,
no amor que se mostrou tão fascinte
Publicado em: 09/02/2007 07:10:05
Última alteração:30/10/2008 07:34:07



É minha rosa amarela,
A rainha feita em flor,
De todas rosas, mais bela,
Com perfume sem igual
Eu te quero minha rosa,
Desse jeito, toda prosa,
Comandando este rosal.




Quero tanto teu desejo
Do meu céu, o azulejo
Dessa vida, o realejo
Que tanta sorte me deu.
Quero essa pele morena
Tua boca tão pequena
Nessa noite tão serena
Meu amor por ti nasceu...

Quero o cheiro mais gostoso
Deste amor delicioso
Que me faz tão vaidoso
E deveras tão feliz...
Quero o teu gosto de festa
No meu peito, aberta a fresta
Toda a alegria que resta
Todo amor que sempre quis...

Quero teu jeito menina,
Na delícia cristalina
Que toda noite me nina
E me faz sonhar em paz...
Quero o vento do destino,
Neste canto, me alucino,
Meu amor eu não domino,
Tem gosto de quero mais!
Publicado em: 12/02/2007 22:57:10
Última alteração:30/10/2008 06:44:33




Por saber o quanto te amei
Gotas de orvalho na manhã
Sabendo que sem amanhã
Meus versos serão de amargura.

Mas posso dizer que sonhei
Na boca do amor, hortelã,
No meu lutar, a tarde vã,
Buscando, assim, uma ventura...

Tantas vezes bem sei, errei,
Mas acertar foi meu afã
Não quero vida tão vilã
Preciso ter amor, brandura...

Agora; meu amor, voltei;
Noite com ciúmes espiã;
Pele maciez de avelã
A vida se refaz, ternura...
Publicado em: 02/01/2007 00:58:38
Última alteração:30/10/2008 08:10:58



Meu amor é tão gostoso.
Tão formoso
Como quero a minha amada.
U’a mulher maravilhosa
Uma rosa
No meu jardim, orvalhada...

Cada vez que penso nela
Ela é bela
O meu coração dispara.
Esta mulher tão bonita
Que me agita
É pedra divinal, rara...

Todo vez que sonho assim,
Não tem fim.
Amor que sempre desejo.
Traz tanta felicidade
E saudade
Da delícia deste beijo...

Meu amor é meu encanto
É meu canto
Que me dominou inteiro.
Teu carinho tanto quero
Te venero
O meu amor verdadeiro...

Toda vez que nela falo,
Não me calo.
Vivo sempre a repetir.
Tem o perfume das flores
Tantas cores
Estrela sempre a luzir.

Minha amada estou aqui,
Sempre aqui.
Esperando o teu carinho.
Tanto beijo que te dei,
Eu sonhei.
Já não sonho mais sozinho!
Publicado em: 19/01/2007 19:33:29
Última alteração:30/10/2008 07:58:03



Meu amor traz a verdade
De viver felicidade,
Amando com liberdade,
Deste amor eu quero mais.
Te busquei no pensamento
Vivendo a cada momento
Sem temer o sofrimento,
Nesse amor encontro paz...

O meu verso vai fluindo
No teu corpo decidindo
Sabendo que amor é lindo,
Vivo sempre a te buscar.
Quero o gosto do desejo
Marcado pelo teu beijo
Do macarrão, o meu queijo,
Neste tempero de amar.

Venha logo minha musa,
Desta vida tão confusa,
A saudade não se abusa
Se te tenho; junto assim,
Vamos dançar a ciranda,
Nosso amor não se desanda
Coração pesa de banda,
Tanto amor eu tenho, enfim...

Publicado em: 02/03/2007 00:02:43
Última alteração:30/10/2008 06:13:10


Meu amor, olha eu aqui,
abre os olhos para ver.
De repente percebi
que és todo o meu querer

Já tô indo rapidinho,
Vou chegar em Fortaleza,
Vou te dar muito carinho,
Meu amor, minha princesa.

Todo o canto que eu já fiz,
Todo canto que eu fizer,
Meu amor sou tão feliz,
Venha ser minha mulher...

Bem querer é bom demais,
Querer bem melhor ainda
Eu te quero sempre mais,
Uma alegria bem vinda.

Agradeço a Deus do céu,
Que me trouxe até você
Tua boca escorre mel,
Teu amor me dá prazer.

Vou correndo pros teus braços,
Esse é todo o meu desejo,
Vou seguindo passo a passo,
Procurando por teu beijo...

HLuna
Marcos Loures
Publicado em: 15/04/2007 05:03:50
Última alteração:06/11/2008 09:32:09


Viver...
Saber do gosto
Do agosto
Da vida.
No outono
Do tempo
Que não volta
Revolta
E revoa.
Vida boa
Seios fartos...

Atos, matos, marcas
Marés
E mares.

Ladainhas
Rainhas
E velhas cismas.

Climas e
Cataclismos.

Abismos preenchidos
Vencidos
Medos
E segredos...

Vamos logo
No jogo
Que rogo
Onde me apego
Te pego
E não nego
Afogo...
Publicado em: 11/05/2007 20:58:49
Última alteração:29/10/2008 17:44:46



Quando é noite em lua cheia
Em me deito em fina areia
Na paixão que me incendeia
Procuro pela sereia,
Minha cela, minha teia
No coração, fogo ateia
Nenhuma dor se receia
O teu cabelo meneia
Amor entrando na veia
Sereia, minha sereia...

Quero em teu corpo, cristal
No trejeito sensual
Acima do bem, do mal,
Reflete meu carnaval
Deusa do mar e do astral
Sereia, minha sereia...

Trazida pelas marés,
No meu mundo, de viés
No meu barco em meu convés
Sereia, minha sereia...

Só quero neste momento
Dar vazão ao sentimento
Que não quer nenhum tormento
Que não traz ressentimento
Neste eterno movimento
Do mar quebrando na areia...

E antes que a noite caia,
Te procuro pela praia
Sereia, minha sereia...
Publicado em: 16/08/2007 04:51:00
Última alteração:29/10/2008 17:20:39



Alma em alamedas
Medos escondidos
Guias disfarçados
Dias percebidos
Bebo de teus sonhos
Olhos radiantes
Vejo por instantes
Deusas e muralhas.
Versos e batalhas
Cortes em navalhas
Amealhas gozos
Ouço o teu cantar
Ares percorrendo
Mares vou sabendo
Bênçãos recebendo
Nada nos contendo
Sendo o que queremos
Temos o que somos
Ímãs, irmãs almas.
Publicado em: 13/05/2008 20:22:24
Última alteração:21/10/2008 14:37:26



Meu amor, a culpa é minha
Se tem culpa o bem querer,
Minha sorte já se aninha
No teu colo, podes crer
Conhecendo o teu carinho
Já não vivo mais sozinho...
Publicado em: 25/09/2008 12:50:09
Última alteração:02/10/2008 14:28:36



Amor em tatuagem, cicatriz;
Marcando minha pele eternamente,
Mudando de uma vez velho matiz
Rondando, dominando minha mente.
Sou teu e só por isso eu sou feliz,
A vida está completa, totalmente.
Nesta declaração de amor, sinceridade
Ao traduzir enfim, felicidade...
Publicado em: 20/06/2008 17:39:02
Última alteração:19/10/2008 21:23:00



Meu amor eu não me canso
De cantar o bem querer
Eu só quero este remanso
Onde encanto eu posso ver.

Coladinho junto a ti
Vou chegando ao infinito
Te encontrando eu me perdi,
Neste sonho tão bonito...
Publicado em: 26/09/2008 17:00:49
Última alteração:02/10/2008 14:43:30



Meu amor, minha morena

Como eu gosto de você,

Mas por favor tenha pena

Eu já cansei de sofrer...
Publicado em: 23/10/2008 11:28:13


Meu amor, mulher bonita,
Dessa vida é o meu mote,
Você já quer que eu repita
A fungada em teu cangote?
Publicado em: 15/08/2008 13:35:22
Última alteração:19/10/2008 20:12:55



Meu amor, no teu veneno
Encontrei tanto feitiço
Se o amor se faz pequeno,
Eu não quero compromisso...
Publicado em: 13/08/2008 14:01:57
Última alteração:19/10/2008 19:55:51



Meu amor, o rouxinol,
Ao cantar espanta o dia,
mas, no amor, o girassol
encanta uma cotovia...
Publicado em: 03/03/2008 19:37:37
Última alteração:22/10/2008 14:05:15


Caminho à noite pela longa estrada
Ornamentada pela luz da lua
Que, solta, na amplidão, leve, flutua,
Deixando a terra toda iluminada!

Ao ver tão bela praça e bela a rua,
Fica minha alma, logo, apaixonada,
Pois és, como esta lua, a minha fada,
Que lá do céu se mostra, ardente e nua!

És como a lua, tímida e brilhante
Que ao se mostrar no céu, naquele instante,
Para bem longe manda a escuridão!

E sendo assim, tranqüila e generosa,
És como a flor mais bela, és como a rosa,
Rainha dos jardins do coração!


MARCOS COUTINHO LOURES
Publicado em: 28/08/2008 09:27:36
Última alteração:17/10/2008 14:21:30



Quando eu fiz minha colheita
Encontrei tantos abrolhos,
Se o meu amor me aceita,
Alegrias vêm aos molhos...
Publicado em: 28/08/2008 16:27:31
Última alteração:17/10/2008 14:24:21



Quando o meu amor levaste
Para estradas tão distantes,
O meu sonho carregaste
Entre nuvens degradantes...
Publicado em: 01/09/2008 19:54:06
Última alteração:08/09/2008 19:02:45


Nesta reza que hoje faço
Agradeço a Deus do Céu,
Teu amor e teu abraço,
O teu beijo feito em mel...
Publicado em: 02/09/2008 12:48:57
Última alteração:08/09/2008 05:00:08


Espelhando no olhar o sentimento
Que move minha vida, em verso e sonho.
Querendo o teu amor, todo momento,
O paraíso em vida, eu te proponho.
Que os sinos, campanários, rebimbando
Tragam-nos alegrias sempre em bando.
Publicado em: 03/09/2008 13:35:46
Última alteração:08/09/2008 04:47:22



Meu amor, passageiro de minha alma,
Desliza entre fornalhas e braseiros...
Meu destino se prende à sua palma
Em sentimentos crus, mas verdadeiros...

Nos delírios, defeitos e recados,
Contrafeitos sentidos, se polvilha,
Buscando encontrar novos fados,
Amantissimamente, uma novilha.

Sai vagabundeante pelo astral
Deslizando entre estrelas e luares...
Tantas vezes proscrito e tão banal,
Esperançosamente traz olhares...

Mendigando carinhos e perdões,
Nos desérticos astros do universo;
Procura por temáticas versões,
Maltrata e dilacera cada verso....

Meu amor caçador pede tocaia,
Espreita pelos passos, minha amada...
Derrama-se solar, plena praia,
Amanhece tal gado na invernada...

Vem sorrateiramente, uma serpente,
Preparando finalmente seu bote.
Me cura e tantas vezes cai doente.
Repetindo fielmente seu mote.

Amor moleque, cais e tempestade,
Previne e tantas vezes vaticina.
Nas horas mais difíceis, na saudade,
Nunca se encontrará sequer vacina...

Nas lutas mais homéricas, refém...
Nas procelas, remédio e calmaria...
Maldito muitas vezes traz o bem,
É noite que amanhece em belo dia...

Tantas vezes pilantra, outras é santo,
Aguardente que mata, refresco que ajuda,
Mordida que alivia e traz encanto.
Passarinho sofrendo a dor da muda...

Na dor, prazer, perfeito equilibrista.
No medo e gozo, brinca qual funâmbulo.
Nos arados, natura, um vero artista.
Nas noites, vaga quarto é um sonâmbulo!

No plantio é semente fecundada,
Garapa desta cana adocicada.
Abelhas e zangões resultam mel,
Delícias gordurosas pedem fel...

Imortal sensação de desamparo,
Reflete escuridão trazendo o sol.
Na doçura promete ser amaro,
É ilha em arquipélago, um atol!

Fortaleza traduz fragilidade,
Infinito, termina num adeus...
Mentira que me trouxe essa verdade.
Demônio disfarçado, imita Deus!

Publicado em: 04/09/2008 12:02:06
Última alteração:17/10/2008 14:30:25


Amor que não se rege na razão,
Em tudo que pretendo, desconcerta,
Nem sempre me indicando qual a certa
E a mais segura e calma direção.

Se perco, ao mesmo tempo, uma esperança
Amor se prevalece e não me deixa
Embora meu ciúme, tua queixa,
Difícil conviver com tal mudança.

Amor quando não trai, nada consente
Ao mesmo tempo corta em carne viva
Minha alma deste amor, qual fugitiva,
Procura voar solta, livremente.

Porém ao mesmo tempo não deseja
Voar, em liberdade pelos céus.
A noite quando envolve nos seus véus,
Não deixa nem sequer que amor me veja.

Fugindo deste amor, sou seu cativo.
Deveras tresloucado, me divide.
Exige tantas vezes que eu decide,
Se morrer de amor ou ficar vivo!
Publicado em: 14/09/2008 06:28:39
Última alteração:17/10/2008 13:29:47



Meu amor se escondendo faz doer,
O que jamais senti por essa luz.
Amor só, sem amores, não seduz,
Nem mesmo me dá forças p’ra viver...

Num barco se navego, sou distante;
Na vida sem ciúmes tenho medo.
Quem sabe do meu parto, meu degredo,
É quem me permitiu ser inconstante...

Na mata tem palmeiras, tem Palmares,
No campo tenho flores impossíveis.
Amores são deveras insensíveis,
Procuro por amor, noutros lugares...

Setembro já me trouxe primavera;
As flores que brotaram nessa mata,
Misturam-se no belo da cascata.
Amores de verdade, quem me dera!

Tenho mudanças nessa minha vida;
Que não consigo máximo nem tédio,
A vida transbordou esse remédio,
Amor é uma cantiga despedida...

No beijo de Maria sei Dolores,
Nem quero pressentir tanta mudança;
Quem me dissera lúdica esperança,
Murchou num triste vaso sem ter flores...

Num momento de glória quis Jesus,
Que o perdão fosse enfim, uma verdade,
Por isso meu amor, por caridade.
Perdão te peço, em nome dessa Cruz...

De tantas valentias que menti,
Não peço nem pergunto por que queres,
Pois sabes, Tiradentes, foi alferes,
Esferas são as feras só por ti...
Publicado em: 15/09/2008 21:48:52
Última alteração:17/10/2008 13:46:19



Minha amada é tão formosa
Como a lua fascinante
Em teu perfume de rosa
Teu brilho mais faiscante
Minha vida anda orgulhosa
Dessa mulher deslumbrante
Com justiça tão vaidosa
Da beleza cintilante
Vivendo tão melindrosa
A minha rosa elegante...

Que nasceu no jardim do pensamento
Domina meu amor, meu sentimento...

Domina meu amor...
Em toda esta certeza sem temor.
Nascida no jardim
Eu quero teu amor só para mim...

E danço em nossa dança
E sonho em nosso sonho
A noite que se avança
Meu sonho mais risonho
E ponho meu desejo
Montado em teu corcel
Vivendo cada beijo
Entregue no teu céu.

E danço em nossa dança, meu amor...
E sonho em nosso sonho, sem temor...
A noite que se avança em sentimento.
Meu sonho mais risonho, pensamento.

E ponho meu desejo em pensamento
Montado em teu corcel, vou sem temor.
Vivendo cada beijo, um sentimento
Entregue no teu céu, ah! Meu amor!
Publicado em: 18/09/2008 17:29:06
Última alteração:03/10/2008 13:07:44



Meu amor nunca se esqueça
Que este amor jamais acaba,
Toda a saudade desaba
Se amor não existe mais
Sem amor todas as flores
Perdem todos os perfumes,
Amor esqueça os ciúmes.
Eu te quero. Amor demais!

Meu amor todos os dias
Quero contar meus segredos,
Acabar com esses medos
Antes que eles nos destruam.
Quero amar amor sereno,
No meu canto apaixonado
O resto deixa de lado,
Nossas vidas continuam...

Na lua que te desejo,
No brilho que este mar banha
No vento que te assanha
Cabelos soltos, querida;
Eu quero ternura, encanto,
Deste sonho que Deus deu,
Este amor que é teu e meu,
A razão de nossas vidas!
Publicado em: 21/09/2008 21:11:55
Última alteração:02/10/2008 20:21:40



Minha querida, a alegria
É um bem que nos domina
Ajudando a fantasia
Pena que, cedo, termina...

Mas não anda assim sozinha
Essa alegria danada,
Senão fica miudinha
Pois quer ser compartilhada!

Alegria logo encanta
E nos faz, amor, tão bem,
Mas se alegria se espanta,
Não nada sobra ou ninguém.

Se comemoro, querida
Uma alegria sem fim,
Venha comigo e decida,
Dobrará, amor, enfim...

Porém se nada sentir
Do que sinto com certeza,
Nada mais vai impedir
De chegar uma tristeza...
Publicado em: 29/09/2008 20:57:02
Última alteração:02/10/2008 14:48:52



Eu já fiz minha varanda
Olhando pra lua cheia
Meu amor, louca ciranda.
Que decerto me incendeia

Coração quando desanda
Morre na praia, na areia,
Mas, pesado, anda de banda,
Isso é culpa da sereia

Que na varanda surgiu,
Como a lua iluminando,
Roseiral então se abriu,
Tanto amor chegando em bando

Já não sei o que fazer
Da sereia tão bonita
Que matando de prazer,
Todo amor já ressuscita...
Publicado em: 01/10/2008 22:55:30
Última alteração:02/10/2008 13:43:48



Deitando no meu colo
Sereia.
Serei bem mais feliz.
Meu canto, teu encanto
Num misto de prazer
E de euforia plena
Vontade de viver.
Vencer qualquer problema,
Sentir que o paraíso
Aos poucos se aproxima
E mostra o raro dom:
Felicidade plena!
Publicado em: 19/11/2008 12:31:29
Última alteração:06/03/2009 19:02:11



Nos teus braços sigo
Passarinho voa,
Pela noite afora,
Coração à toa

Bate sem juízo
Não quer mais parar,
Encontrei a paz,
Que fora buscar

Nos braços serenos
Da moça morena
Na boca gostosa
A vida se acena

Feliz e mais pura,
Audaz sensação
De viver em glória
Inverno e verão

Sabendo que um dia
Talvez seja logo,
Nos braços queridos,
Meu amor afogo

E guardo o sorriso
Perfeito e formoso
De um beijo trocado,
Cabelo sedoso

Da moça morena
Menina bonita
Coração dispara
E louco se agita.
Publicado em: 25/11/2008 08:17:43
Última alteração:06/03/2009 16:45:37




Quanto tempo na saudade
Quanto tempo sem te ter.
Viver é ter liberdade
Liberdade de querer...

Quero o gosto da morena
De canela cravo e mel.
Na tua boca pequena
Morena, encontrei o céu.

Quero o cheiro de capim
Nosso amor, terra molhada,
Quero o teu amor em mim,
Meu bem querer, minha amada...

Meu amor quero viver
Sempre, sempre ao lado teu.
Numa casa de sapê
Nosso amor sempre se deu.

Recebi o teu recado
Nas asas do passarinho,
Eu estou apaixonado,
Já não vivo mais sozinho...
Publicado em: 10/12/2008 15:47:34
Última alteração:06/03/2009 15:40:17



Amor é nosso mote
A sorte que nos toma,
Seguindo rumo ao Norte
Encontrando esta soma
Que faz amor mais forte
Na fome que se coma,
No peito sem ter corte
Vontade não se doma
E vem em tal loucura
O sonho de fazer
Na cama com tal fúria
Que nada vai deter
Tramando na mistura
De corpos, o prazer
Amor assim perdura
É dar e receber.
Carinho em profusão
Desejos sem dar tréguas
Caminho em turbilhão
Andando muitas léguas
Voar em pleno chão
Da forma que navegas
Navego sem senão
Numa explosão de entregas.
Morena no teu beijo
Teu corpo sedutor
Sacio o meu desejo
Vicio em teu amor.
A sorte que prevejo
Se dá sem tirar/por.
Apenas te propor
Um gozo exuberante
Que se faz delirante
Repete a cada instante
Sem nunca nos cansar.
É sonho pra sonhar
É gosto pra gozar
É noite e é luar
Imensidão do mar
Aonde naufragar
Quereres mais audazes.
Na sede que me trazes
Beber da louca fonte
Pintando um horizonte
Em cores mais diversas
Mas chega de conversas
Que a noite vem chegando
E o fogo me tomando
Chamando pra te ter...
Publicado em: 05/01/2009 11:23:09
Última alteração:06/03/2009 12:35:18




Tanto tempo procurando
Tanto amor para te dar.
A vida então se passando,
Tempo depressa a passar.
Lua quase desmaiando,
Eu desmaiando ao luar...

Se não fosse essa distância,
Moça bonita e faceira,
Não havendo discordância
A nossa noite primeira,
Com amor, com elegância,
Beleza mais verdadeira...

Eu te quero amanhã cedo,
Antes do galo cantar.
Meu amor, o meu segredo,
Vem prá cá que vou contar,
É te amar sem nenhum medo,
Desde cedo te adorar...

Recebi o teu recado,
Nessa caixa, nesse e-mail,
Tô ficando apaixonado,
Amando sem ter receio,
O resto deixa de lado,
Deixa amor, todo no meio...

Se não fosse por amor,
Como essa vida seria?
Nossa vida tem valor
Tem verdadeira alegria
Se pudermos, sem temor,
Amar, assim, todo dia!
Publicado em: 07/01/2009 13:11:04
Última alteração:06/03/2009 12:03:52



Sem demora
E sem juízo
Sem pecado
E sem perdão,
Venha agora
Que esta hora
Sem sandália
Dálias folhas
Flores raras
Cores várias
Fartos gozos
Risos frouxos
Coxas, pernas...
Noites ternas
Tenra carne.
Tez macia
Vez é nossa
Adoça
A boca
E como louca
Recomeça...
Publicado em: 08/01/2009 18:56:27
Última alteração:06/03/2009 11:43:32


Caminhando
Sem perguntas
Sem lendas
Ou mentiras
Caso a noite venha
Já sei das suas manhas
E verei nas manhãs
As maçãs
E as notícias
Novas
Boas ou más
Mas virão
Verões e versões
Diversas.
Bebo vento
Beijo luas
Morro e tento
Intentos tantos
Teimas e torrões
Terras e montes.
Horizontes.
Bocas e ritos
Risos e climas
Átimos
Túneis
E naus...
Publicado em: 23/01/2009 12:12:15
Última alteração:06/03/2009 07:04:52


Maricota
Cotas prêmios
Fêmea arisca
Arrisca um riso
Quase gargalha.
Fogo de palha
Que se espalha
E vira fogaréu,
Queima o céu
Pobre corcel
Desaba sobre as abas do sonho.

Abençoadamente
Minto e a mente
Pinta um verdadeiro
Dilúvio de cores.
Andores e penhores.
Senhorias e serpentes.

Se eu fico
Ou me desfaço
Espaços obstruídos
Ruas sem saída.
Labirintos entre as pernas.
Arreganhadas e mentirosas...
Publicado em: 12/05/2009 19:17:38
Última alteração:17/03/2010 19:34:45



Que vontade de voltar
Pro sertão onde nasci
Desde quando bacurinho
Me lembrei de Mirai
E não fico mais sozinho
Meu amor estava ali
Deitadinha com carinho,
Uma flor ofereci,
Veio logo dar beijinho
Desde então eu percebi
Que mulher é descaminho
O melhor que percorri,
Coração de um passarinho
Sem gaiola canta aqui
Vem chegando de mansinho
Bobeou eu me perdi,
No seu colo fiz meu ninho,
E depois nasceu guri,
Meu amor devagarzinho
Com cuidado é por aí,
Não vou machucar benzinho
Quem provar quer sempre ali,
De noitinha a lua cheia
A viola sertaneja
Meu amor quando rodeia
Com certeza ela deseja
Apagando esta candeia
Aqui é que dentro relampeja
Quando tive na cadeia
A mulher demais andeja
Companheiro não bobeia
A cabeça se lateja
Na bichinha já deu teia?
Senta o pau que ela mareja
Molhadinha e te incendeia...
Publicado em: 15/01/2010 14:46:13
Última alteração:14/03/2010 21:00:29



Meu amor jamais desprezo
Coração de quem me quer,
O carinho sempre prezo
Da maneira que vier,
Na tempesta saio ileso,
Havendo o tempo que houver
Toda noite, amada eu rezo,
E seja o que Deus quiser
Mas se às vezes mão eu peso,
Me perdoe se puder,
Publicado em: 16/01/2010 15:29:33
Última alteração:14/03/2010 20:43:1



Meu amor servido à mesa
De quem tanto quis outrora
Sem saber já de demora
E não vendo a correnteza
Onde sonho ser a presa
Quando amor enfim devora
A saudade assim descora
Renegando uma leveza.
Sigo alheio em noite fria
E se tanto mais queria
Nada quero neste instante
O mergulho noutro colo,
Sem terror, temor ou dolo,
Deve ser mais fascinante.
Publicado em: 09/06/2010 16:26:43


Meu amor, eu aprendi,
Falo tudo e não espero
Se de dois eu dividi,
Sobrou um, valendo zero...
Publicado em: 07/08/2008 14:55:59
Última alteração:19/10/2008 22:18:39


Vim do quem sabe
Do que jamais teria
Entre ondas vazias
Que sepultam meus medos...

Entrei em meus pânicos
Com medo do que não fui
Esperança do que seria
E a verdade do nunca ser...

Ao mesmo tempo, quero o gozo
Eterno dos sonhos mais mágicos
Com gosto de liberdade
E temperado de esperanças...
Fazer o quê?

Vejo uma criança correndo pela sala.
Nada fala, nada fala.
Apenas ri.
A bem da verdade, gargalha
E mostra a porta semiaberta
Esquecida num canto da sala.

Acordo e te vejo,
Com o mesmo sorriso
A mesma face da criança na sala.

Deito no teu colo
E encontro a porta semiaberta
Cadê a chave?
Publicado em: 02/01/2007 14:47:43
Última alteração:30/10/2008 08:08:19



Cobertos pelo manto das estrelas
A bela lua, eterna testemunha
Noturnos pirilampos comemoram
Amor que nós fazemos noite afora.
Corujas, bacuraus, sapos e rãs,
Deste romance, o fundo musical.
Cometas e planetas, fundo claro
Na tela que imagino; rara cena.
E dentre estas fantásticas imagens
Tu reinas absoluta. Sou feliz...
Publicado em: 07/07/2008 07:54:20
Última alteração:19/10/2008 21:44:49


Sem carro que me leve,
O sonho se distou
E tudo o que eu queria,
Querida desabou
A noite segue fria,
Quem sabe algum mecânico?
Não posso mais fugir
Mas se eu entrar em pânico
Resolverá?

Há tanto por dizer
Vontade de prazer...
Saudade de você
Porém sem carruagem
Amor vira miragem
Como seguir viagem?
Responda por favor.
Eu quero o teu amor,
No amor que tanto quero
Noutro momento espero
Viver tanto desejo
Na boca dar-te um beijo
E penetrar teu céu.
Publicado em: 30/07/2008 17:23:34
Última alteração:19/10/2008 21:59:37



Na beleza desta flor
Tanto amor encontro aqui
Coração qual beija-flor
Vai ouvindo o bem te vi,
Na procura do calor,
Quero ser teu colibri
E viver assim contente,
Nesse amor todo da gente...
Publicado em: 14/08/2008 14:06:13
Última alteração:19/10/2008 20:11:32




Tanto tempo procurando
Tanto amor para te dar.
A vida então se passando,
Tempo depressa a passar.
Lua quase desmaiando,
Eu desmaiando ao luar...

Se não fosse essa distância,
Moça bonita e faceira,
Não havendo discordância
A nossa noite primeira,
Com amor, com elegância,
Beleza mais verdadeira...

Eu te quero amanhã cedo,
Antes do galo cantar.
Meu amor, o meu segredo,
Vem prá cá que vou contar,
É te amar sem nenhum medo,
Desde cedo te adorar...

Recebi o teu recado,
Nessa caixa, nesse e-mail,
Tô ficando apaixonado,
Amando sem ter receio,
O resto deixa de lado,
Deixa amor, todo no meio...

Se não fosse por amor,
Como essa vida seria?
Nossa vida tem valor
Tem verdadeira alegria
Se pudermos, sem temor,
Amar, assim, todo dia!
Publicado em: 12/08/2007 06:28:12
Última alteração:29/10/2008 17:20:01




Se tu queres despedida,
Meu amor, não deixo não.
De minha vida a razão
Sem te ter, minha querida,
Tão vazia sensação,
A minha alma vai perdida,
Sem ter sequer o seu rumo,
Que farei da minha vida?

Meu destino é teu regaço,
Meu consolo é teu prazer,
Eu não sei como viver
Se não tenho teu abraço.
Teu amor. como perder?
É cortar meu próprio braço
É viver quase sem rumo.
Afrouxando um firme laço.

Não consigo nem pensar
Se não tenho teu carinho.
Meu coração pobrezinho
Desse jeito vai parar,
Como pode um passarinho
Sem um ninho pra aportar
Voando sem ter nem rumo.
Onde é que ele vai parar?

Não me deixe, por favor,
Eu te peço doce mel,
Vou contigo pelo céu,
De mãos dadas meu amor.
Vou deitar no teu dossel,
Te cobrir de tanta flor,
Sem teu calor perco rumo.
Não quero morrer de amor!
Publicado em: 13/08/2007 15:08:04
Última alteração:29/10/2008 17:11:11



Vem logo minha gueixa
Que a queixa não procede
Enquanto se concede
Amor que se concebe
A sebe preferida
Se faz em nossa cama,
Subindo cada rama
Num gozo violento,
O vento bate lento
Depois é tempestade.

Defloro a flor do sonho
Do medo de quem ponho
E assim, amor; proponho
Qual fosse carrossel,
Bebendo de teu céu,
Adentro méis afora,
Vem logo, pois agora
A lua se arreganha
Menina, a nossa sanha
Se assanha e vem tamanha
Sem manha, só manhã.
No gozo da maçã
Jamais será malsã
Aquela que no amasso
Cedendo cada espaço,
De noite no regaço,
Atando cada laço
Deixando-me então lasso
À beira do cansaço
Deitado no teu braço.
Remanso predileto...
Publicado em: 21/08/2007 18:56:40
Última alteração:29/10/2008 15:36:03



Meu amor, apaixonado
Coração só quer saber
De ter benzim do lado,
Numa casa de sapê;


Toda noite bem quietim,
Morena vou procurar,
Venha cá pro meu ladim,
Hoje vâmo namorar.

Minha boca tem secura
Da tua boca saber
Minha sede só se cura,
Meu amorzim, em vancê.

Vancê tem gosto de mel,
Abeinha quer pousar.
Te levar amor, pro céu,
De tanto beijo te dar.

Tua pele tão cheirosa
Perfumada de jasmim,
Venha ser a minha rosa,
Eu ranco todos espim.

Namorando na varanda
Na solera ou no quartim,
Venha cá moreninha anda,
Vem viver só para mim!
Publicado em: 28/08/2007 20:19:49
Última alteração:29/10/2008 15:35:35



Meu amor, eu vou embora,
Vou nas asas deste vento,
A minha alma triste chora,
Não te esquece um só momento,
Solidão já não demora,
Traz consigo este lamento,
Quando amor é de verdade,
Se transforma na saudade.

Do meu reino sem castelo,
Minha casa é de sapê,
Minha espada é meu rastelo,
A princesa é só você,
Meu amor eu te revelo,
Tem nas asas do tiê
O vermelho da paixão,
Maltratando o coração...
Publicado em: 29/08/2007 10:29:50
Última alteração:29/10/2008 15:35:24




Tanto amor assim, eu topo,
Senão eu fico maluco,
Mas não quero só um copo
Vou beber todo esse suco,

Toda noite, de mansinho,
Meu amor vem me ninar,
Como um pobre passarinho,
Vou, no teu colo, aninhar.

Bebo toda essa laranja
E também o laranjal,
Inda depois tomo a canja
Nesse amor sensacional!
Publicado em: 30/08/2007 14:37:06
Última alteração:29/10/2008 15:34:27



Espero o teu amor eternamente,
Tu sabes que em teus rastros me encontrei.
Amor que sendo intenso me domina,
Nos olhos da menina mais bonita,
Menina dos meus olhos se encantou.
Amenas as lembranças deste beijo
Que nunca nem ao menos recebi.
Agora que tu vens a festa é tanta
Que encanta o coração que se acelera,
Outono refazendo a primavera
Na espera do que entanto não floriu
Jardim iluminado ganha a flor
Eternamente viva em meu amor...
Publicado em: 04/09/2007 18:14:55
Última alteração:29/10/2008 15:33:48



Minha rosa preferida,
Meu perfume de mulher
Eu te dou a minha vida,
E tudo o mais que quiser.

Toda noite em minha cama,
Eu já sonho com você,
Venha acender essa chama,
Nosso fogo do prazer.

Espero tua chegada,
E com isso festejar
Um beijo da minha amada,
Faz a vida melhorar.

Meu olhar nunca se cansa
Nas estrelas procurar,
Pois tu és minha esperança,
Venha logo namorar.

Na varanda dos meus sonhos,
Eu plantei um bem querer,
Os meus dias mais risonhos,
Quando passo com você!

Dos jardins, sou jardineiro,
Dessa rosa um colibri,
Te namoro o tempo inteiro,
Amor maior nunca vi!
Publicado em: 12/09/2007 09:20:45
Última alteração:29/10/2008 15:31:21



Mergulho
em abissais promessas
de saber de mim mesmo.
Esmo e sem sentido
vou à procura do que fui
e jamais soube.
A cólera inerente
o medo adquirido
o riso distraído
e o nada superposto.
Meu amor...
Restos de mim
escancarados em seu rosto.
Ferida não cicatriza,
nem avisa
vira brisa e vai-se embora.
Nas profundezas do que fui
apenas maremotos esporádicos.
Paixões e riscos,
ariscos sonhos
emoldurados na parede
do quarto de dormir
e de sonhar.
Nas fronhas, travesseiros
a última lembrança
de quem já foi
e me carregou com ela...
Publicado em: 12/09/2007 10:35:56
Última alteração:04/11/2008 17:44:16


Querida, se eu pudesse transformar
Vontades e palavras em um gesto,
O resto dos meus dias, tempo afora
Na glória de sentir teu corpo imerso
Nos universos todos que imagino,
Em manso desatino engoliria
Teus beijos em faminta redenção;
E a gula de sentir prazer e gozo,
Ao adentrar teus vales e montanhas,
As sanhas delicadas cumpriria
Nos ritos mais atrozes e sutis.
E o bis que perseguia na nudez
Da ninfa/musa/sílfide, delícia,
Salgada pelo sêmen da esperança...
Publicado em: 18/09/2007 16:20:04
Última alteração:29/10/2008 17:21:26

Meus olhos se perdendo no horizonte
Ao ver uma cortina de fumaça
Parece que se encontram bem defronte
Do amor que imaginei. Imagem passa,
Miragem deste pobre sonhador
Refém de uma ilusão pura de amor...
Publicado em: 28/12/2007 15:47:06
Última alteração:01/01/2008 12:18:59



Meus olhos de teus olhos revestidos,
Trazendo dias mansos, demarcados
De todos os temores já despidos
Vencendo mares loucos, sobraçados,
Tocando mais profundo os meus sentidos,
Meus versos de teus olhos namorados.
Em sonhos vou teu corpo navegando
De luzes magistrais me decorando.
Publicado em: 02/01/2008 10:28:28
Última alteração:22/10/2008 19:25:42



Rainha desejada
Não deves ter mais medo,
Eu quero sempre estar
Contigo. Desde cedo

A vida se mostrara
Um canto que não cessa
No amor que me emoldura
Qual fosse uma promessa

De um dia mais feliz
Porém audacioso,
Eu quero estar contigo,
Bebendo do teu gozo.

A vida que desejo
Também se faz cigana
Meu coração se guia
Em mão mais soberana

Da moça delicada
Que assim doce, me chama
Que vem toda manhã
Deitar em minha cama,

Fazendo bem gostoso
Carinho que produz
Um relampejo louco
Imerso em tanta luz.

Vem logo, não demore,
Que a vida logo passa
Deixa-me ser a presa,
Da moça, ser a caça.

Vasculhe devagar
O corpo que te quer,
Neste prazer insano,
Vem ser minha mulher!

Mesmo que isto não venha,
Eu não te deixarei,
Se tu és a rainha,
Permita ser teu rei...
Publicado em: 03/02/2008 20:27:33
Última alteração:22/10/2008 16:46:05


Fizemos festa
A noite inteira
Amor se empresta

Luz verdadeira
A sorte gesta
Alvissareira...





Publicado em: 05/02/2008 10:13:52
Última alteração:22/10/2008 17:42:51


Meu amor jamais se cansa
De querer o meu amor,
Tanto amor que nos alcança
Mostra ao mundo o seu valor.
Publicado em: 06/02/2008 21:19:12
Última alteração:22/10/2008 16:38:46



Meu amor um cutelinho
Vai beijando flor em flor,
Coração de um mineiro
Vive sofrendo de amor...


¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬



A tela
Em que se atrela
Desejos
Aguçados
Açudes
De esperança...
Publicado em: 05/03/2008 19:23:31
Última alteração:22/10/2008 15:20:48



Cada momento que passa
Mais aumenta o meu querer
A saudade quando abraça
Eu me lembro de você.
Não me deixa um só momento
Pajeando o pensamento.
Publicado em: 15/03/2008 20:49:40
Última alteração:22/10/2008 14:37:41



Meu amor, minha morena

Como eu gosto de você,

Mas por favor tenha pena

Eu já cansei de sofrer...



De tanto amor que te tenho,

Moreninha minha flor,

Toda noite amor, eu venho,

Procurar o teu calor.



Eu te dou minha varanda

Eu te dou minha emoção

Vem logo meu amor, anda;

Pois é teu meu coração...



Meu coração não se cansa

De querer o teu carinho,

Eu te dou uma aliança

Já não vamos ser sozinho...



Sei que um dia vou morrer

Mas te peço por favor,

Não precisa nem sofrer,

Eu não quero sua dor.



Mas me enterre bem ligeiro

Nem espere o sol raiar,

Sem teu amor verdadeiro,

Como é que eu vou ficar?
Publicado em: 22/04/2008 13:54:26
Última alteração:21/10/2008 13:20:29



Meu amor se escondendo faz doer,
O que jamais senti por essa luz.
Amor só, sem amores, não seduz,
Nem mesmo me dá forças p’ra viver...

Num barco se navego, sou distante;
Na vida sem ciúmes tenho medo.
Quem sabe do meu parto, meu degredo,
É quem me permitiu ser inconstante...

Na mata tem palmeiras, tem Palmares,
No campo tenho flores impossíveis.
Amores são deveras insensíveis,
Procuro por amor, noutros lugares...

Setembro já me trouxe primavera;
As flores que brotaram nessa mata,
Misturam-se no belo da cascata.
Amores de verdade, quem me dera!

Tenho mudanças nessa minha vida;
Que não consigo máximo nem tédio,
A vida transbordou esse remédio,
Amor é uma cantiga despedida...

No beijo de Maria sei Dolores,
Nem quero pressentir tanta mudança;
Quem me dissera lúdica esperança,
Murchou num triste vaso sem ter flores...

Num momento de glória quis Jesus,
Que o perdão fosse enfim, uma verdade,
Por isso meu amor, por caridade.
Perdão te peço, em nome dessa Cruz...

De tantas valentias que menti,
Não peço nem pergunto por que queres,
Se sabe Tiradentes, foi alferes,
Esferas são as feras só por ti...
Publicado em: 26/04/2008 10:22:25
Última alteração:21/10/2008 13:31:52



Mergulho
em abissais promessas
de saber de mim mesmo.
Esmo e sem sentido
vou à procura do que fui
e jamais soube.
A cólera inerente
o medo adquirido
o riso distraído
e o nada superposto.
Meu amor...
Restos de mim
escancarados em seu rosto.
Ferida não cicatriza,
nem avisa
vira brisa e vai-se embora.
Nas profundezas do que fui
apenas maremotos esporádicos.
Paixões e riscos,
ariscos sonhos
emoldurados na parede
do quarto de dormir
e de sonhar.
Nas fronhas, travesseiros
a última lembrança
de quem já foi
e me carregou com ela...
Publicado em: 08/05/2008 19:49:36
Última alteração:21/10/2008 14:33:17



É tanto amor que tenho que não sei
Como um dia, sem tê-lo viverei.
És a razão maior do meu sonhar,
Por isso é que tanto, minha amada,
Rumamos, neste amor a mesma estrada
Que faz o nosso sonho despertar.

Loucuras deste amor no dia-a-dia
São portadoras vivas da alegria,
Eu quero ser cativo deste sonho,
Que toma e me domina por inteiro
Vivendo nosso amor tão verdadeiro
Eu prevejo um futuro mais risonho.

Meu coração te entrego sem temer
Pois sei que teu sinônimo é prazer.
A cada novo canto que fizer
Tu saibas que pensei no nosso amor,
Que ajuda minha sina recompor
Em teus braços gentis, minha mulher





Contido no meu peito
Um grito que não solto,
Andando pelas ruas
Te vendo nas calçadas
Eu sinto que jamais
Talvez tenha a coragem
De dizer o quanto
Desejo-te demais...
Meu coração viaja
E sonha com teus beijos,
Seixos que rolam juntos
Na correnteza da vida...



Meu amor rola na esteira
Em mil beijos decorada,
A paixão se é verdadeira
Já não teme enfim, mais nada...
Publicado em: 03/03/2008 21:38:34
Última alteração:22/10/2008 14:17:19



Meu amor sempre procura
Tua estrela que me guia
O mal encontra cura
Nos teus beijos, todo dia...
Publicado em: 03/03/2008 19:33:41
Última alteração:22/10/2008 14:04:50

Meu amor tanta beleza
Meu coração tocará
Ao chegar em Fortaleza
Capital do Ceará...
Publicado em: 01/03/2008 21:45:53
Última alteração:22/10/2008 17:10:35

Meu amor tanto maltrata
Quanto cura de repente,
Qual luar que é feito em prata
Vou fazendo o meu repente.
Publicado em: 01/03/2008 20:16:54
Última alteração:22/10/2008 17:08:55


Meu amor tanto queria
Que jamais te disse adeus,
Vou vivendo a fantasia
Olhando nos olhos teus...
Publicado em: 17/01/2010 13:31:19
Última alteração:14/03/2010 20:21:17



Meu amor traz completa sensação
De universos vagando sem sentido.
Perdendo-se renasce na amplidão,
Inteiro é que se encontra dividido...

Imerso nos teu mares, convulsão,
No meios das estrelas vai perdido
Amor que não dispara coração,
É luz e treva, segue sem ter sido...

(Nas horas mais tristes
Amor que não sei
No mundo encontrei
Saudades e risos,
Tormentas e praias,
Verdades e saias,
Nos céus, paraísos...)

Meu amor traz cantigas infantis,
Cantinflas, Mazaropi, cines boates.
Todos sonhos medonhos, pueris.

(É canto que encanta
Trazendo esperança
Olhar de criança
Verdades e lendas,
Heróis e fantasmas
Suspiros e asmas.
Desertos e tendas..)

Esse amor minha seiva, rum e mel,
Serenatas, manhãs, ruas, mascates...
Nas ilhas dos seus sonhos, sou ilhéu...
Publicado em: 10/01/2007 22:58:51
Última alteração:16/10/2008 15:58:34


Meu amor traz fortaleza
Em sua voz encantada
Meu amor tem a beleza
Do mar em bela jangada

Vai cruzando o mar imenso,
Verdes mares desta terra,
Onde amor que sempre penso,
Coração feliz encerra.

Tua presença, querida
É certeza de uma festa,
O bem maior desta vida,
Alegria que me resta

Serestas e serenatas
Madrigais em alvoradas,
Destas mineiras cascatas
Das noites enluaradas

Faço um verso, num repente,
Pra falar do nosso amor,
Que me faz ser tão contente
E tem tanto a te propor...
Publicado em: 09/10/2008 10:19:29

Meu amor um cutelinho
Vai beijando flor em flor,
Coração de um mineiro
Vive sofrendo de amor...
Publicado em: 02/03/2008 18:03:49
Última alteração:22/10/2008 13:58:01



Meu amor vem e me aquece
Eu te peço, em caridade,
Tanto amor já não se esquece
Ele traz felicidade..
Publicado em: 02/03/2008 18:54:40
Última alteração:22/10/2008 14:01:32


Nas voltas que demos
Não nos demos bem...
Amor que tivemos,
Sem paz, sem ninguém!

Dançamos sem medo
Sem medo da dor
Da dor sei segredo,
Segredos do amor.

Amor sem ter dor
Não sei se é amor.

As rosas que exalas
Perfumes que falas
Nessa alma que tens
Abertas as salas,
Na noite que vens
A porta escancaro
Pressinto teu faro
É caro o meu bem
É claro que tem
Amor que é tão raro,
Sem ele, ninguém.

Dançávamos valsas
Nas danças da noite
Açoites os ventos
Valsávamos tanto
Da valsa, esse encanto
Que encanta meu bem.
Sem ter o teu canto,
Meu pranto já vem...
Na dança que danço
Não canso da dança
Amor sempre alcanço
E nunca mais canso
No manso dançar.
Que mostra esta rua
E se continua
Estás toda nua
Tua alma flutua
Na alma que é tua
A minha se avança
E dança, tão mansa,
Nos braços da lua!
Publicado em: 04/12/2006 23:47:51
Última alteração:30/10/2008 10:18:28



Sonhar um verso imerso nos desejos
De ser o que quiseste, minha amada.
Poder seguir por todos os caminhos
Que levam ao final da tua estrada...

Sonhar um manso canto de esperança
Na forma mais intensa que puder,
Viver em cada noite um novo enredo
E, cedo, te fazer minha mulher.

Vestir de pura seda t’a nudez,
Despir-te em cada noite, sem temor...
Rolando em nossa cama em cada verso,
Destinos que se encontram. Meu amor!
Publicado em: 15/02/2007 19:03:32
Última alteração:30/10/2008 06:46:20



Noite se abrindo , mágicos pendores...
Nas esperas, cansaços e canções...
Vestida de ilusão, trazendo flores,
Destroça, mansamente, corações....
Noite, testemunhando meus amores,
Retrata nos seus brilhos, os perdões...
Quem pensa na beleza dos albores
Desconsidera o rumo das paixões...

Imagino um deserto, lua plena.
O vento acaricia um belo rosto.
A vida que sonhamos, tão serena...
Em tudo nosso amor em mansa lua
Que trama essa beleza, pura e nua...
Nos olhos dessa amada, fino gosto,
Os nervos, as entranhas, tudo exposto...
Imagino a ternura desta cena...
Publicado em: 13/12/2006 00:02:35
Última alteração:30/10/2008 09:12:28


De tanta primavera
Que amor maior me deu
Do gozo desta espera
Sem medo, se esqueceu
De quanto a mansa fera
Enxerga em pleno breu.

Amor; não quero ter
O gosto da amargura.
Penetra no meu ser
Tragando a noite escura
E faz todo o viver
Num rio de ternura...

Ternura que se sabe
Que nunca mais termina
Se tanto amor me cabe
Amor, profunda mina,
Que nunca mais se acabe,
Na boca da menina.

Amor é doce mimo
Que quero junto a mim,
Amor tanto te estimo,
Amor te quero assim.
É fonte e meu arrimo,
Princípio, meio e fim...
Publicado em: 28/01/2007 22:50:06
Última alteração:30/10/2008 07:39:00


Meu amor quando encontrei
As flores do bem querer,
Ser feliz é minha lei,
Sem tristeza, florescer.

Os meus versos que te faço,
Esquecidos da saudade,
Vão seguindo esse compasso,
Rumo à felicidade...

Não te esqueças, minha amada,
Da luz que tanto ilumina,
Vamos seguir esta estrada
Conhecer, do amor, a mina...

Menina que tanto quero
Menina que tanto quis
Teu amor, menina, espero,
Venha me fazer feliz!

Se te canto amor em trovas
Tantas trovas vou fazer.
Nosso amor não quer mais provas
Nos teus braços, vou morrer!
Publicado em: 01/02/2007 11:20:01
Última alteração:30/10/2008 07:38:54


Na vida, colhendo amores,
Vou cumprindo o meu papel,
Do mesmo jeito que as flores
Também preciso de mel...

Quero o mel do teu prazer
Quero amor que não tem fim,
Minha abelha; vou viver
Nosso amor que é sempre assim

Um gosto que a vida trouxe
Do jeito que sempre quis
Calmo, manso, quieto e doce
Pronto pra fazer feliz...

Morena que bom que veio,
Fica deitada comigo,
Não precisa ter receio
Te juro, não tem perigo,

Tanto amor tenho por ti,
Moreninha, minha vida,
Nesse amor já me perdi,
Vamos viver nossa vida.

Eu te preparei a cama
Perfumada de alecrim,
Meu amor sempre te chama,
Vem moreninha... Pra mim...

Marcos Coutinho Loures
Marcos Loures

Publicado em: 07/03/2007 15:24:14
Última alteração:06/11/2008 12:02:11


Carne e unha sim senhora;
Minha amada, sou assim.
Se meu peito inda te implora,
Não demora, vem pra mim...

Eu te quero todo dia,
Todo dia vou querer.
Meu amor quanta alegria,
Meu amor tanto prazer...

Eu sou pobre, pobre, pobre
Mas te quero aqui comigo,
Se virar não cai um cobre,
Se descobre? Que perigo!

Incendeio uma fogueira
Enxugo gelo, afinal.
Meu amor já deu bobeira,
Acabou meu carnaval...
Publicado em: 07/02/2007 21:28:57
Última alteração:30/10/2008 07:34:30


Vou em busca de teu beijo
Percorrendo essa cidade,
Espreitando meu desejo,
Conhecer felicidade.

Meu amor, estou sozinho,
Por favor venha comigo,
Passarinho quer o ninho,
O meu peito pede abrigo...
Publicado em: 18/04/2007 18:47:37
Última alteração:29/10/2008 17:43:02

Eu não queria apenas que viesses,

Queria que estivesses sempre aqui.

De tanto que eu te amei já me perdi,

Se for preciso, faço novas preces...


Aceite os meus conselhos, venha logo...

Em cada novo dia, uma esperança

De ter a companhia nesta dança

Daquela em quem nos braços, já me jogo...


Eu sei que poderei acreditar

Que tu virás depressa, minha amada,

Bem antes que chegar a madrugada,

Eu quero no teu colo, descansar...


Publicado em: 01/03/2007 08:31:01
Última alteração:30/10/2008 07:10:31






Namorado encantado
Já provei do teu amor!
Por isso em jardim florido
Encontraste, surpreendido
Roseira em flor, florida...
E encantos desta vida
Se transformaram,bem vês
Em simples simbologia...
Nesta rosa amarela
Que entrego prá você
Como prova de amor!

Quis você pra meu amor,
É minha rosa amarela,
A rainha feita em flor,
De todas rosas, mais bela,
Com perfume sem igual
Eu te quero minha rosa,
Desse jeito, toda prosa,
Comandando este rosal.

ANNE MARIE
Marcos Loures

Publicado em: 24/03/2007 22:50:59
Última alteração:06/11/2008 10:20:44


Meu amor, te procurei
Nestes versos que te fiz.
Só má sorte eu encontrei.
Não serei jamais feliz.

Tanto tempo que passei;
Da ferida à cicatriz.
Teu amor já virou lei,
Nele encontrei o que eu quis

Mas a vida é sorrateira
E já te levou; meu bem.
Amor tem flecha certeira

Quem diria; um caçador,
Foi caçado por alguém,
Envenenado de amor!
Publicado em: 12/08/2008 17:44:15
Última alteração:06/10/2008 06:45:20


Quero tanto teu desejo
Do meu céu, o azulejo
Dessa vida, o realejo
Que tanta sorte me deu.
Quero essa pele morena
Tua boca tão pequena
Nessa noite tão serena
Meu amor por ti nasceu...

Quero o cheiro mais gostoso
Deste amor delicioso
Que me faz tão vaidoso
E deveras tão feliz...
Quero o teu gosto de festa
No meu peito, aberta a fresta
Toda a alegria que resta
Todo amor que sempre quis...

Quero teu jeito menina,
Na delícia cristalina
Que toda noite me nina
E me faz sonhar em paz...
Quero o vento do destino,
Neste canto, me alucino,
Meu amor eu não domino,
Tem gosto de quero mais!
Publicado em: 12/02/2007 22:57:10
Última alteração:30/10/2008 06:44:33

Por saber o quanto te amei
Gotas de orvalho na manhã
Sabendo que sem amanhã
Meus versos serão de amargura.

Mas posso dizer que sonhei
Na boca do amor, hortelã,
No meu lutar, a tarde vã,
Buscando, assim, uma ventura...

Tantas vezes bem sei, errei,
Mas acertar foi meu afã
Não quero vida tão vilã
Preciso ter amor, brandura...

Agora; meu amor, voltei;
Noite com ciúmes espiã;
Pele maciez de avelã
A vida se refaz, ternura...
Publicado em: 02/01/2007 00:58:38
Última alteração:30/10/2008 08:10:58

Meu amor é tão gostoso.
Tão formoso
Como quero a minha amada.
U’a mulher maravilhosa
Uma rosa
No meu jardim, orvalhada...

Cada vez que penso nela
Ela é bela
O meu coração dispara.
Esta mulher tão bonita
Que me agita
É pedra divinal, rara...

Todo vez que sonho assim,
Não tem fim.
Amor que sempre desejo.
Traz tanta felicidade
E saudade
Da delícia deste beijo...

Meu amor é meu encanto
É meu canto
Que me dominou inteiro.
Teu carinho tanto quero
Te venero
O meu amor verdadeiro...

Toda vez que nela falo,
Não me calo.
Vivo sempre a repetir.
Tem o perfume das flores
Tantas cores
Estrela sempre a luzir.

Minha amada estou aqui,
Sempre aqui.
Esperando o teu carinho.
Tanto beijo que te dei,
Eu sonhei.
Já não sonho mais sozinho!
Publicado em: 19/01/2007 19:33:29
Última alteração:30/10/2008 07:58:03


Amor nunca negado e bem cuidado
Uma beleza rara em lindo prado
Das flores em botão da poesia.

Amor que foi cerzido com carinho
É mais que simples colcha, forra o ninho
E aquece quem sonhou amor demais.

Não temo mais inverno rigoroso,
Vivendo este cantar vou orgulhoso
Pois sei que sempre tenho e quero mais...

Estrelas espalhadas neste céu,
Aguadas com garapa e tanto mel
São flores dos espaços siderais.

Eu quero neste amor tanto matiz
Que sei que me fará bem mais feliz
Do que eu imaginei fosse jamais.

Afagos tão ardentes que trocamos
Nos versos delicados, nos amamos,
Em busca da esperança: amar em paz.

O gosto delicado desta boca
Que tanto me domina doce e rouca,
Com gosto do desejo que me traz

A moça que sonhei na poesia,
Invade minha vida de alegria
No canto que me encanta manso, audaz.

Agora que te vejo bem mais perto,
Oásis que brilhou no meu deserto
Te falo: teu amor me satisfaz!




Meu amor traz a verdade
De viver felicidade,
Amando com liberdade,
Deste amor eu quero mais.
Te busquei no pensamento
Vivendo a cada momento
Sem temer o sofrimento,
Nesse amor encontro paz...

O meu verso vai fluindo
No teu corpo decidindo
Sabendo que amor é lindo,
Vivo sempre a te buscar.
Quero o gosto do desejo
Marcado pelo teu beijo
Do macarrão, o meu queijo,
Neste tempero de amar.

Venha logo minha musa,
Desta vida tão confusa,
A saudade não se abusa
Se te tenho; junto assim,
Vamos dançar a ciranda,
Nosso amor não se desanda
Coração pesa de banda,
Tanto amor eu tenho, enfim...

Publicado em: 02/03/2007 00:02:43



Meu amor, olha eu aqui,
abre os olhos para ver.
De repente percebi
que és todo o meu querer

Já tô indo rapidinho,
Vou chegar em Fortaleza,
Vou te dar muito carinho,
Meu amor, minha princesa.

Todo o canto que eu já fiz,
Todo canto que eu fizer,
Meu amor sou tão feliz,
Venha ser minha mulher...

Bem querer é bom demais,
Querer bem melhor ainda
Eu te quero sempre mais,
Uma alegria bem vinda.

Agradeço a Deus do céu,
Que me trouxe até você
Tua boca escorre mel,
Teu amor me dá prazer.

Vou correndo pros teus braços,
Esse é todo o meu desejo,
Vou seguindo passo a passo,
Procurando por teu beijo...

HLuna
Marcos Loures
Publicado em: 15/04/2007 05:03:50
Última alteração:06/11/2008 09:32:09

Viver...
Saber do gosto
Do agosto
Da vida.
No outono
Do tempo
Que não volta
Revolta
E revoa.
Vida boa
Seios fartos...

Atos, matos, marcas
Marés
E mares.

Ladainhas
Rainhas
E velhas cismas.

Climas e
Cataclismos.

Abismos preenchidos
Vencidos
Medos
E segredos...

Vamos logo
No jogo
Que rogo
Onde me apego
Te pego
E não nego
Afogo...
Publicado em: 11/05/2007 20:58:49


MEU AMOR.

Quando é noite em lua cheia
Em me deito em fina areia
Na paixão que me incendeia
Procuro pela sereia,
Minha cela, minha teia
No coração, fogo ateia
Nenhuma dor se receia
O teu cabelo meneia
Amor entrando na veia
Sereia, minha sereia...

Quero em teu corpo, cristal
No trejeito sensual
Acima do bem, do mal,
Reflete meu carnaval
Deusa do mar e do astral
Sereia, minha sereia...

Trazida pelas marés,
No meu mundo, de viés
No meu barco em meu convés
Sereia, minha sereia...

Só quero neste momento
Dar vazão ao sentimento
Que não quer nenhum tormento
Que não traz ressentimento
Neste eterno movimento
Do mar quebrando na areia...

E antes que a noite caia,
Te procuro pela praia
Sereia, minha sereia...
Publicado em: 16/08/2007 04:51:00
Última alteração:29/10/2008 17:20:39


É
com os olhos
do meu coração
que vejo
tua alma
carente,
amada ...
(ivi)

Alma em alamedas
Medos escondidos
Guias disfarçados
Dias percebidos
Bebo de teus sonhos
Olhos radiantes
Vejo por instantes
Deusas e muralhas.
Versos e batalhas
Cortes em navalhas
Amealhas gozos
Ouço o teu cantar
Ares percorrendo
Mares vou sabendo
Bênçãos recebendo
Nada nos contendo
Sendo o que queremos
Temos o que somos
Ímãs, irmãs almas.
Publicado em: 13/05/2008 20:22:24


Amor em tatuagem, cicatriz;
Marcando minha pele eternamente,
Mudando de uma vez velho matiz
Rondando, dominando minha mente.
Sou teu e só por isso eu sou feliz,
A vida está completa, totalmente.
Nesta declaração de amor, sinceridade
Ao traduzir enfim, felicidade...
Publicado em: 20/06/2008 17:39:02
Última alteração:19/10/2008 21:23:00



Meu amor, a culpa é minha
Se tem culpa o bem querer,
Minha sorte já se aninha
No teu colo, podes crer
Conhecendo o teu carinho
Já não vivo mais sozinho...
Publicado em: 25/09/2008 12:50:09
Última alteração:02/10/2008 14:28:36



Meu amor eu não me canso
De cantar o bem querer
Eu só quero este remanso
Onde encanto eu posso ver.

Coladinho junto a ti
Vou chegando ao infinito
Te encontrando eu me perdi,
Neste sonho tão bonito...
Publicado em: 26/09/2008 17:00:49
Última alteração:02/10/2008 14:43:30

Bailando em noite clara em regozijo
Palavras, sentimentos, risos, bocas,
Se um totem ao amor contigo erijo
Percebo que as manhãs quando deslocas
As bocas mais audazes, vagas, sendas.
Segredos que, tu sabes e desvendas
Em êxtase profana rumo certo.
O peito se sentindo descoberto
Desfaz-se da aridez, chove vontade.
E vibro nesta insânia que fascina,
Ao descobrir a fonte, a furna, a mina...




Um beijo que insensato me salvou
Das velhas ojerizas pela vida,
Arcaicas ilusões que adormeci
Agora são refeitas em teus lábios.
Audazes, sábios quentes carmesins,
Num frenesi que toma já de assalto
E faz a noite ser de gozo e riso.
Perfumes exalados, véus desnudos.
E tudo leva ao sonho onde creio
Ter conhecido um Éden, lisonjeiro
Adentro por florestas sendas sonhos,
E vejo-me querida, dentro em ti...


Nos aços dos meus olhos
Antigos cosmonautas
Distante dos abrolhos,
Das noites mais incautas
Em refeições divinas,
Em mesas ricas, lautas.
Percebo o teu perfume,
Escrevendo outras pautas
Preciso de teu lume,
Do amor que sei que brotas,
Nos ramos dos desejos,
Além de tantas cotas,
Tocando-te em mil beijos,
Em noites tão febris,
Anseios e carinhos,
Fazendo-me feliz...



Meu amor já não se cansa
De viver e de sonhar
Vem comigo nesta dança
Vamos logo namorar...
Publicado em: 02/03/2008 11:22:55
Última alteração:22/10/2008 13:48:22

Meu amor jamais descanso
Nem no dia de domingo,
Se o amor eu não alcanço
Da saudade eu já me vingo.
Publicado em: 02/03/2008 08:19:58
Última alteração:22/10/2008 13:43:19


Meu amor jamais se cansa
De encantar meu coração
Tem os olhos da esperança
E o perfume da paixão...
Publicado em: 19/01/2009 17:33:29
Última alteração:06/03/2009 07:17:00



Meu amor jamais se engana
E bem sabe o mais quer
Uma estrela soberana
Toma a forma de mulher...
Publicado em: 19/01/2009 17:30:42
Última alteração:06/03/2009 07:17:19


Meu amor não me maltrate

Eu só quero o teu carinho...

Passei a vida a adorar-te

Agora estou tão sozinho...


Minha amada, é minha flor

Que perfuma o bem querer,

Eu só quero o teu calor,

Sem ele não vou viver...


Tanta tristeza me traz

Um amor que não deu certo,

Vou perdendo a minha paz

Meu coração tá deserto...


Tantas vezes eu chorei

Esperando a tua volta,

Por estrelas procurei

Meu pensamento se solta,


Não achei nem o teu cheiro

Nem teu rastro, nada teu...

O meu amor verdadeiro

Nos teus braços; se perdeu...

Amei! Fui cego, fui louco
amando como te amei.
Dei-te amor. Fizeste pouco
de todo amor que eu te dei...


Observação: a última trova é de domínio público
Publicado em: 17/09/2008 22:50:57
Última alteração:03/10/2008 13:58:56



Meu amor não quero o dote,
Se bem que mal nunca faz,
Quero o mel e quero o pote,
A caçamba a corda traz...
Publicado em: 20/08/2008 20:05:48
Última alteração:19/10/2008 20:27:42


Meu amor não vá se embora
Fique aqui mais um pouquinho
Se você for, peito chora
Sente a falta de carinho.
Publicado em: 01/03/2008 21:53:33
Última alteração:22/10/2008 13:33:19


Meu amor não vá se embora
Fique aqui por mais um dia,
De saudade o peito chora,
Aumentando esta agonia...
Publicado em: 19/12/2009 19:09:43
Última alteração:16/03/2010 09:57:22


Amor é nosso mote
A sorte que nos toma,
Seguindo rumo ao Norte
Encontrando esta soma
Que faz amor mais forte
Na fome que se coma,
No peito sem ter corte
Vontade não se doma
E vem em tal loucura
O sonho de fazer
Na cama com tal fúria
Que nada vai deter
Tramando na mistura
De corpos, o prazer
Amor assim perdura
É dar e receber.
Carinho em profusão
Desejos sem dar tréguas
Caminho em turbilhão
Andando muitas léguas
Voar em pleno chão
Da forma que navegas
Navego sem senão
Numa explosão de entregas.
Morena no teu beijo
Teu corpo sedutor
Sacio o meu desejo
Vicio em teu amor.
A sorte que prevejo
Se dá sem tirar/por.
Apenas te propor
Um gozo exuberante
Que se faz delirante
Repete a cada instante
Sem nunca nos cansar.
É sonho pra sonhar
É gosto pra gozar
É noite e é luar
Imensidão do mar
Aonde naufragar
Quereres mais audazes.
Na sede que me trazes
Beber da louca fonte
Pintando um horizonte
Em cores mais diversas
Mas chega de conversas
Que a noite vem chegando
E o fogo me tomando
Chamando pra te ter...



Rosa tenho tanto medo
De perder o teu perfume
Conhecendo teu segredo,
Sentindo tanto ciúme

Das rosas que conheci,
Nenhuma é assim tão bela,
Meu amor guardei pra ti
Rosa branca e amarela...
Publicado em: 26/04/2007 11:27:00
Última alteração:29/10/2008 17:44:08



Passarinho vai voando
Procurando pela flor
Adorando desde quando
Descobriu em ti, amor.

Beija flor não tem juízo,
Bate as asas, mas deseja
Desfrutar do paraíso
Tua boca benfazeja.

Quando eu bem te vi cantando,
Me encantei, esteja certa,
Coração vai disparando
Procurando em linha reta

A mulher mais generosa,
Milhas distantes daqui,
Mas o perfume da rosa,
Nos teus lábios conheci.

Sou escravo dos teus passos,
Sou cativo do teu mel,
Me entregando aos teus abraços
Vou em busca deste céu.

Verdejantes meus caminhos
Quando escuto tua voz,
Deixa pra lá tais espinhos,
Solidão é bicho algoz.

Muitas vezes me deixaste,
Mas por favor, pense um pouco,
Sem te ter, duro desgaste,
Vou ficar, querida, louco.

Tome em tuas mãos meus versos,
O meu beijo te procura.
Não andemos mais dispersos,
E sejamos só ternura...







A vida esse filme sem roteiro
Em que o destino brinca à toda hora
Mas o amor precisa vir primeiro
Deixar lembrança após ter qu'ir embora...

Capítulos finais deste romance
no epílogo, talvez voltes pra mim.
Eu sinto neste caso, num nuance
que tudo que começa, tem um fim.

Mas tenho uma certeza que valeu,
pois tenho cada cena bem guardada
num coração que ainda é todo teu.

Talvez quem sabe um dia, num replay,
encontre novamente, apaixonada,
mulher que se perdeu quando encontrei...

GONÇALVES REIS
MVML
Publicado em: 24/08/2007 17:14:07
Última alteração:05/11/2008 14:19:33

Meu amor eu tenho sede
Da paixão mais verdadeira
Carinhando numa rede
Deitadinha nessa esteira...
Publicado em: 03/03/2008 21:16:34
Última alteração:22/10/2008 14:15:32



Dementes os desejos incabíveis
Hedônicos caminhos, mais secretos,
Meus olhos te devoram, impassíveis
E sangram sem limites teus afetos
Teus gozos divinais, incoercíveis
Momentos que eu percebo prediletos.
Nas lutas e batalhas mais ferozes
Prazeres nos invadem tão atrozes...
Publicado em: 10/11/2007 13:29:21
Última alteração:29/10/2008 12:35:34


Meu amor já não se cansa
De querer o teu amor,
Vem comigo nesta dança
Neste ritmo encantador...
Publicado em: 01/03/2008 21:01:52
Última alteração:22/10/2008 13:27:05



Descendo pelo rio
Encontro o belo mar,
De pronto vou sentindo
Vontade de ficar

Depois destas cascatas
Das curvas corredeiras
Encontro nos teus braços
Emoções verdadeiras

A calma nos tomando
Transmitindo esta paz.
Amar-te a vida inteira
Querida, eu sou capaz.

Sem medo do futuro
Encaro a tempestade,
Pois sei que a calmaria
Que trazes, de verdade.

Não quero mais saber
Das secas que virão
O rio em que navego
Deságua na paixão...








Meu amor - com estrambotes
Meu amor traz completa sensação
De universos vagando sem sentido.
Perdendo-se renasce na amplidão,
Inteiro é que se encontra dividido...

Imerso nos teu mares, convulsão,
No meios das estrelas vai perdido
Amor que não dispara coração,
É luz e treva, segue sem ter sido...

(Nas horas mais tristes
Amor que não sei
No mundo encontrei
Saudades e risos,
Tormentas e praias,
Verdades e saias,
Nos céus, paraísos...)

Meu amor traz cantigas infantis,
Cantinflas, Mazaropi, cines boates.
Todos sonhos medonhos, pueris.

(É canto que encanta
Trazendo esperança
Olhar de criança
Verdades e lendas,
Heróis e fantasmas
Suspiros e asmas.
Desertos e tendas..)

Esse amor minha seiva, rum e mel,
Serenatas, manhãs, ruas, mascates...
Nas ilhas dos seus sonhos, sou ilhéu...
Publicado em: 07/11/2006 15:54:59
Última alteração:10/01/2007 22:56:02



Não sei se sou inesquecível...
Mas sempre que escuto...
Nat King Cole....
Sinto-me a mulher mais sedutora
e seduzida do mundo...
Se fechar os olhos, sinto que
deslizo nos teus braços...
E nos tornamos inesquecíveis............


Tocado pelo sonho em sedução
A voz do nosso amor,querida escuto,
O tempo vai mudando esta estação,
Passado vai morrendo sem ter luto,
Envolto nas loucuras da paixão,
O vento se mostrando mais astuto
Percebe em teu carinho acolhedor,
Sinônimo perfeito para amor...

MARTA TEIXEIRA
MVML
Publicado em: 20/10/2007 14:03:42
Última alteração:29/10/2008 14:51:18

As rosas vaporosas
São rosas amarelas
As luas mais sestrosas
Por certo foram elas
Que pintaram as rosas
As brancas, amarelas.

Rosas tão olorosas
Rosas do meu jardim
São perfeitas as rosas
Que nasceram assim,
As amarelas rosas
São rosas tão vaidosas
De tão lindas são, enfim...

Desfilando essas rosas
Jardim que cultivei
Todas são orgulhosas,
Reina, não sou seu rei.
Rosas maravilhosas
Nunca os sonhos podei.
Poderei ser da rosa
O que rosa quiser
Será rosa vaidosa
Que rosa inda me quer?
Publicado em: 26/01/2007 21:04:57
Última alteração:12/05/2007 16:20:57



Meu amor decerto trama
A vontade de te ter,
Acendendo logo a chama
Me incendeia de prazer...
Publicado em: 01/03/2008 22:06:03
Última alteração:22/10/2008 13:35:26



Meu amor bateu as asas,
Foi-se embora do sertão.
Os meus pés queimando brasas
Incendeia o coração!
Publicado em: 20/09/2006 21:10:36
Última alteração:30/10/2008 11:05:3


meu amor é canarinho
canta, canta sem cansaço,
coração é passarinho
vai voando pro seu braço
Publicado em: 17/01/2010 11:12:25
Última alteração:14/03/2010 20:33:21


Tua boca carmesim
Tem as cores do tiê
Seu amor é só pra mim
Meu amor só pra você
Publicado em: 02/03/2008 17:45:25
Última alteração:22/10/2008 13:48:58


Eu tento ver aqui
Aquilo que não via
Se teu amor pedi
É por que amor havia.

Meu amor é gigante
Tanto quanto quiser
Não é amor de instante
Nem é amor qualquer

Amor é recompensa
Que pensa ser feliz
Na minha noite imensa
Imenso amor eu quis

Se quero lhe sentir
Sinto tanto lhe querer
Se não quer existir
Meu amor irá morrer.

Meus versos em desamor,
Não aprendi; cadê?
Sem segredo ou pavor,
Meu amor é você!
Publicado em: 26/01/2007 18:17:32
Última alteração:30/10/2008 07:55:11


Vencendo as tempestades
Sem medo de chegar
Salgando teus venenos
Servindo meu desejo
Em cálices dourados
E medos cristalinos

Eu sei deste deserto
Num coração sombrio
Retalhos do que fui
Em busca dos atalhos
Que levem ao teu leito
Teu canto e teu remanso
Não canso e nem tanto
Se tento teu deleite...

O traço que nos une
Sem números marcados
Nem rumos produzidos
Nem vagas incertezas
É simples, natural...
Publicado em: 25/01/2007 22:48:42
Última alteração:30/10/2008 07:55:59



Não quero tais espinhos da saudade
Marcando minha pele em cicatriz.
Quero o sorriso franco
Com quem imaginei
Um dia ser feliz.

Não quero mais tristeza
Nem dor que tanto corta.
Seguindo a correnteza
Não quero mais saudade,
Nem dor que me maltrate
Quero felicidade...

Na leveza deste verso
No universo que pretendo
Sigo tendo amor diverso
Tanto amor, amor retendo.
Não me deixe mais sozinho
Meu ninho é do bem querer;
Toda rosa traz espinho,
Mesmo o espinho quero ter.

Minha amada; se soubesses,
Como é bom saber de ti.
Ouvirias minhas preces;
Tanta dor que já senti.
E te quero aqui, comigo,
Deitadinha no meu colo;
Te deitarei, por certo, abrigo.
Tanto amor que me consolo.

Eu plantei nosso jardim,
Adubei com tanto amor,
Plantei rosas e jasmim,
Nessas noites de calor,
Teu amor vivendo em mim,
Não permite nem temor,
Como é bom viver assim!
Publicado em: 01/02/2007 11:34:37



Amor sem preconceitos e segredos
Fazendo dos conceitos meras lendas,
Deitando nosso amor em tantas tendas

Formando de esperanças os enredos
Que fazem nosso rumo e nossa meta
Vivenciaremos juntos cada sonho,

Nos prometemos mundo mais risonho
Numa atitude límpida e correta.
Meus olhos só te buscam; nada mais,

Tu és a juventude onde renasço
Unimos nossos pés a cada passo
Felicidade plena é nosso cais...

Publicado em: 01/03/2007 21:58:07




Meu amor em cada canto
Tanto encanto desfrutei,
Do teu corpo fiz meu manto
Neste manto eu mergulhei...
Publicado em: 20/08/2008 19:53:14
Última alteração:19/10/2008 20:26:46


Já cansado de buscar,
Meu amor em liberdade,
Passarinho quis voar,
Encontrou gaiola e grade...
Publicado em: 27/08/2008 21:32:35
Última alteração:19/10/2008 20:37:10



Meu amor estou aqui
Não te deixo mais carente
Vou depressa chego a ti
Num instante de repente.
Publicado em: 01/03/2008 21:35:55
Última alteração:22/10/2008 13:31:24




Meu amor eu não me canso
De cantar o bem querer
Eu só quero este remanso
Onde encanto eu posso ver.


Publicado em: 01/03/2008 21:43:40
Última alteração:22/10/2008 13:32:41

Meu amor eu não me engano
Minha sorte enfim chegou,
Neste sonho soberano
Coração já mergulhou.
Publicado em: 01/03/2008 20:36:31
Última alteração:22/10/2008 17:13:05

Meu amor eu sou tão feio,
Coisa triste e violenta,
Minha mãe negando o seio
Não deu leite pra placenta..
Publicado em: 16/01/2010 15:09:02
Última alteração:14/03/2010 20:43:22



Ao ver-te, num relance aqui passando,
Vestida para a festa, em maravilha,
O meu olhar faminto acompanhando
Os passos que tu davas- estrela brilha-
Sozinho, sem ninguém, imaginando,
Pudesse eternamente, em tua trilha
Seguir e ter teu corpo junto a mim,
Felicidade então; teria enfim...





MEU AMOR /
Ás vezes, falamos os dois
ao mesmo tempo...
Coisas sem nexo...
Acabamos por nos rir...
Ficamos cansados...
E relaxamos, deitados na relva...
A olhar para o céu...
A fazer confidências à lua...
A selar segredos com beijos
profundos...........


falando deste amor
que é nossa redenção
um simples trovador
abrindo o coração
percebe ser possível
um mundo mais incrível

tu és a minha luz
a sorte que eu busquei
teu verso me conduz
ao tempo em que sonhei
pudesse, na verdade
saber felicidade!

MARTA TEIXEIRA
MVML
Publicado em: 04/11/2007 20:42:23
Última alteração:31/10/2008 17:41:16



Nos pomos de teus seios, as romãs
Que colho com desejos e prazeres.
Iluminando em paz minhas manhãs,
Banquetes desfrutados, mil talheres,
Amor em sedução, um louco afã,
Aonde te darei o que quiseres,
O beijo mais gostoso, o meu carinho,
O gosto de hortelã, maçã e vinho...





MEU AMIGO
A vida, meu camarada,
Tantas vezes nos permite
Falar de sonhos terríveis
Mesmo que não se acredite.

Têm meus versos, mil defeitos;
Meu direito de sonhar
Não interfere, garanto,
Com meu jeito de cantar.

Eu sou livre passarinho
Que não gosta de prisão,
Tantas vezes o meu ninho
Decora teu coração.

Não sei medo nem disfarce,
Não sei dor que me enlouqueça
Te oferece uma outra face,
Se não gosta, já me esqueça!

Meu cantar, ultrapassado,
Procura dar fantasia,
Vou vivendo, sei, de lado,
Brincando de poesia.

Porém não gosto do cheiro
De cadáver que se emana,
De quem vive o tempo inteiro
Crendo ter voz soberana.

Meu amigo me desculpe;
Se não te trago oferenda,
Se meu verso já se esculpe
Em velha seda, de renda...

Poderia te contar
Da dor intensa que trago,
Da vontade de cantar
A dor que me fez estrago.

Ou falar sem ter sentido
O sem sentir o que falo,
Um canto mais distraído
Que não sei, logo me entalo.

Tantas vezes fui escravo,
Amarrado na senzala
Cativo de rosa e cravo,
Ferido por dura bala.

Mas agora, mil perdões,
Esqueci como se faz
Respirar podres porões,
Prefiro cantar a paz!
Publicado em: 18/09/2008 15:05:21
Última alteração:03/10/2008 13:54:23

Meu amigo, eu vou dizer
Da alegria e do prazer
De seguir em nossa andança
Nesta busca pelo sol,
Carregando uma esperança
Amizade por farol.

Vamos juntos companheiro
Enfrentando um espinheiro
Sem temores nem receio,
Saber da felicidade,
Amizade por esteio
Permitindo a liberdade!
Publicado em: 22/09/2008 13:35:36
Última alteração:02/10/2008 19:36:30



É amigo,
Mananciais secos
Alamedas
Em carvão...
Sementeiras abortadas
Vãos tenebrosos
Árido chão.
Rios secos
Dias secos
Amas secas
Mortas de frio...
Resguardos quebrados
Sonhos partidos.
Amigos...
Caracóis entre feras
Febril natureza
Caçada diz presa
Amor que despreza
Expressa perdão?
Esqueço os pecados
Ardendo de febre
A lebre se expondo,
O salto não salva?
Ressalvas à parte
Ao menos lutei...
Publicado em: 30/09/2008 17:39:43
Última alteração:02/10/2008 14:56:09

Peço-te perdão; meu pai,
Tantas vezes eu errei,
Mas o destino que vai
Traz o tempo como lei.

Se na minha mocidade
Eu sempre te achei errado,
Com toda sinceridade,
Esqueça e deixe de lado...

Depois de tanta besteira
Que eu cometi nesta vida,
Há uma coisa verdadeira
Por isso muito sentida.

Cresci, sou pai e hoje sei
E te dou toda razão,
Disse sempre lembrarei
No fundo do coração.

Hoje quem era o correto
Já com filho adolescente,
Na mesma pedra me espeto,
Ele vive descontente

Falando que não sei nada,
Que falo tanta bobagem
Minha opinião? Errada.
Que não precisa de pajem.

Depois do tempo passar,
Visualizar já consigo,
Passei a muito te amar,
Tu és o meu grande amigo
Publicado em: 20/11/2008 19:24:34
Última alteração:06/03/2009 17:04:38


O caos prometido
O medo sentido
As curvas do tempo
Não param jamais.
Os olhos procuram
Encontram vazios
Os fios, os nervos,
Os medos, os cios
Os rios e os mares
Quintais e pomares
Os mares, marés.
Os pés e as pegadas,
Os riscos, as estradas
E o nada que levo,
Pesando demais...

Amigo, quem dera
Se o tempo, esta fera
Ainda pudesse
Trazer primavera,
Mas nada se espera
De quem degenera
E jamais retorna.
Em torno dos olhos
As rugas, o tempo,
Vencendo a esperança
Apenas mostrando
Que o tempo girando
Jamais voltará.
Repito os meus erros
Os berros, os cerros
Desterros desta alma
Sem calma, sem paz.
Amigo, somente
Gorou a semente
E nada brotou
Senão velhos tédios,
Assédios da morte
Chegando mais fortes
Rondando, risonhos.

Por isso preciso
Do tempo preciso
Do vento conciso
Distante sorriso
De um dia vencido
Sem nada a repor,
Apenas propor
O fim que virá
Depois desta curva
Sem nada a fazer
Senão receber
O ponto final.
Publicado em: 02/12/2008 12:07:42
Última alteração:06/03/2009 16:25:07


Não tema a tempestade, caro amigo,
A vida nos ensina dia a dia,
Por mais que haja mil pedras no caminho,
O sol rebrilhará em alegria.

Depois desta borrasca, a calmaria.
Calamidades nunca são eternas.
As águas que nasceram lá fonte
Lambendo mansamente tuas pernas

Depois de tantas curvas, cachoeiras,
Depois de tantas chuvas, vão passar
E assim, no seu destino já traçado,
Irão parar decerto, lá no mar...
Publicado em: 04/12/2008 10:39:02
Última alteração:06/03/2009 16:05:23

Meu amigo, aprenda a perdoar.

A arte de conviver é uma das mais difíceis, devido aos desencontros, provocados pelos choques de interesses.

Contudo, se tivermos uma atitude positiva diante dos acontecimentos, poderíamos evitar muitos dissabores.

Em primeiro lugar, de nada vale ficarmos só nos lamentando, pois é muito comum ao ser humano, lançar sobre terceiros a culpa dos próprios erros.

Lembre-se de que, se alguém nos ofende, a culpa pode ser nossa. Assim, devemos estar sempre prontos a perdoar, por maior que seja a ofensa.

É um grande equívoco permitir que nossas certezas e nossos orgulhos nos ceguem. Aprendamos a pensar e, acima de tudo, saibamos que o mérito consiste em amar nossos inimigos e, não somente aqueles que nos amam.

Esta a mais importante lição na difícil arte de conviver;

Marcos Coutinho Loures
Publicado em: 08/02/2007 19:17:09
Última alteração:27/10/2008 21:17:45

Amigo o que farei da minha vida
Se o tempo que se chega é de partida,
Não deixe que ela siga seu caminho,
Te peço, não permita essa desgraça.
O tempo que chegou, de ser sozinho,
Detém todo relógio, nunca passa.
Publicado em: 15/04/2007 18:11:39
Última alteração:29/10/2008 17:42:58



É, companheiro...
Por tantas vezes fomos surpreendidos
Ou pela conta inesperada
Nos botecos da vida,
Sem dinheiro
E com o cartão de descrédito,
Ou pelo sorriso enganador
Da moça
Que prometeu
E não foi
Perdida entre outros braços
Nas madrugadas da vida...

Pelo rio vazio, sem peixes,
Fim de noite vazio sem nem as meninas
Dos cabarés, nem sequer no BECO DOS AFLITOS
Ou nas FLORES DO ASFALTO pela vida afora.

Mas nada mais surpreendente
Que a distância...
Do sorriso moleque na fotografia amarelada
Jogada num álbum esquecido numa gaveta
Qualquer.
( a bem da verdade, tenho que fazer uma
Faxina nas gavetas. Melhor tomar cuidado
Senão... )

Mas fazer o quê?
O dia nasce,
O tempo urge
E a morte não pode esperar...
Publicado em: 02/06/2007 11:43:18
Última alteração:29/10/2008 17:16:59




Falcão, meu companheiro e camarada
Uma amizade é sempre benfazeja,
Ao lado de um amor na caminhada,
Permite que um futuro bom preveja
A gente que deveras vai cansada
Da batalha sofrida, da peleja.
Por mais que seja duro o que há de vir,
Jamais, nós deveremos desistir!
Publicado em: 05/11/2007 22:11:53
Última alteração:29/10/2008 14:49:2



Eu amo a vida com seu braço amigo
Que sempre me amparou a cada queda...
Em todos os tormentos, meu abrigo.
O meu companheiro.

Eu tenho essa certeza aqui comigo,
A de que por pior que seja a queda;
Sempre amenizarás qualquer perigo.
É meu companheiro.

Nas lutas mais difíceis que persigo,
Amparas com teus braços, minha queda.
Eu sempre contarei assim contigo.
Meu bom companheiro...

Eu tenho essa certeza, e assim prossigo,
Sem temer nas montanhas, dura queda.
Nas noites mais geladas, meu abrigo.
É bom companheiro...

Mesmo nas tempestades, eu não ligo,
Por maior e mais triste seja a queda,
Eu tenho essa certeza, de um amigo.
Sempre companheiro!
Publicado em: 19/01/2007 16:48:02
Última alteração:30/10/2008 07:58:56

Quantos versos já fiz! Ah! Quantos, quantos!
Versos informes, feios e sem brilhos,
Pois encontrei milhares de empecilhos
No coração banhado por meus prantos!

Quantos sonetos fiz! São todos filhos
Da amargura de um sonho sem encantos
Dos dias de tristeza, tantos, tantos,
Que retratar não pude, em estribilhos....

Por isso, ao me pedires que te desse
Mais um soneto meu que te dissesse
Do amor que sinto aqui, dentro do peito,

Estes versos te fiz e, satisfeito,
Por teu pedido, agora te prometo
Que este será meu último soneto!

Amigo, eu te proponho novos versos
Que falem de esperança e de alegria.
Por mais que sejam tristes e diversos
Os dias se renovam, fantasia...

Passando pelos astros, universos
Se mostram encantados, poesia.
Se os medos se perderam, tão dispersos,
Um novo mundo, a sorte prometia...

Palavras que vão soltas, liberdade.
Nas asas dos sonetos que tu fazes,
O sonho se mistura à realidade.

Por isso, companheiro se permita,
Que a vida te trará em outras faces
A vida na verdade, mais bonita...

MARCOS COUTINHO LOURES
Marcos Loures
Publicado em: 19/05/2007 12:11:02

Muitas vezes, sozinho, eu me apavoro
Ao ver que as ilusões de minha vida,
Como a flor do deserto, fenecida,
Se perderam na estrada... Então eu choro!

Minh’alma fria, trôpega e ferida,
Busca em meu verso autêntico, que adoro,
Consolação e, às vezes, eu deploro
Que vejam minha dor desconcebida!

Poderia entender o que acontece
Com meu sonhar que, devagar fenece,
Se fossem meus anseios irreais!

Mas me entristeço quando sinto e vejo
Que meu único sonho é este desejo
De ser feliz na vida, nada mais....

Amigo, tantas vezes ilusões
Nos tomam e transtornam nossos passos.
Roubando a sensação destes abraços
Perdidos em antigas emoções...

Marcados pelos crivos das paixões,
Sequer sobraram sonhos nem mais laços,
Os olhos fugidios, tristes, baços,
Na seca que nos toca os corações.

Mas vejo uma esperança além do cais,
De um dia renascermos bem mais fortes.
Amores que se foram sem ter nortes

Talvez ressurgirão no fim do dia.
Não reconheço a dor do nunca mais,
Restando dentro em mim, a fantasia...

MARCOS COUTINHO LOURES
Marcos Loures
Publicado em: 21/05/2007 12:30:07
Última alteração:06/11/2008 07:30:28

Se por acaso erraste na medida
Da sorte, forte gozo em despedida
Da vida que não veio,
Da morena
Distante
Do resto de esperança
Que escarraste em vaso escuro.
Se acaso mastigaste
Do amargo do abandono
E te entranhaste disto.
Se acaso não vieste
À festa.
Amigo, eu te peço
Que imagines o riso
O gozo
O cheiro da mulher bonita
O paraíso mesmo.
Embora seja difícil para ti
Eu te peço: imagina só!

Talvez tires
Disto a lição
Que precisas aprender:
Abaixo a eructação mental!

Nada mais gostoso que um beijo bem dado!
Parece que isto morreu, passado,
Sobrando um terno amarrotado
Guardado embolorado
No que sobrou
De teu coração....
Publicado em: 24/05/2007 14:49:01


MEU AMIGO...

Não quero comentar sobre o que fiz.
A vergonha me toma por inteiro,
Quem fere seu amigo verdadeiro,
Merece, neste mundo ser feliz?

Desculpas não invento pois não tenho,
Os erros cometidos não mais voltam,
As mãos que acariciam se revoltam
A dor não posso dar como um empenho.

Bem sei quanto quiseste esta mulher
As noites que passaste sem dormir.
Não posso e nem pretendo te ferir
Mas faças neste instante o que quiser.

Às vezes escondidos sob um manto
De placidez serena e tão tranqüila,
A boca que nos beija já destila
A lágrima que fará o nosso pranto.

Só posso te dizer que está comigo
Aquela por quem, tolo, definhaste.
Se corto tuas pernas, tiro a haste,
Perdoe mas eu tento e não consigo

Me afastar.Se sou lume ela é falena
Depois do amanhecer; sol –helianto
As notas musicais de nosso canto
Confundem-se na mesma bela cena.

Eu amo, nos amamos, somos uno.
Nas noites que dormimos, mesmo sonho.
No mar que freqüentamos, sol risonho,
Sereia que se deu a deus Netuno...

Porém eu já percebo tanta dor
Trazida pelo vento dolorido
Do remorso de termos te traído
Na face, essa vergonha, esse rubor!
Publicado em: 14/08/2007 20:18:10
Última alteração:29/10/2008 17:20:34

Amigo. Como é bom poder saber
Da luz que me irradias, mansamente.
Permite que eu procure enfim viver
A vida feita em paz, tranquilamente.
Distante da amargura do sofrer,
Bebendo desta fonte; claramente
Percebo que outro dia, assim virá,
E o sol em dia calmo, brilhará...
Publicado em: 25/10/2007 16:59:45
Última alteração:29/10/2008 14:29:11


Amigo, tua luz neste horizonte
Permite que eu conceba novos prados,
Quem tem uma amizade como fonte
Percebe a vida inteira sem pecados,
Eleva mais sublime a sua fronte
E mostra nos sorrisos delicados
O quanto ser feliz é tão possível
Vivendo na amizade um sonho incrível...
Publicado em: 08/11/2007 15:33:36
Última alteração:29/10/2008 14:32:07


Amigos não se encontram por aí,
É necessário haver a confiança
Deixando o meu caminho que perdi,
Apenas procurando a temperança
De todos os que, poucos, conheci,
Apenas nos teus braços a aliança
Perfeita entre dois seres que já sabem
Do quanto de amizade já lhes cabem...
Publicado em: 22/11/2007 15:43:11
Última alteração:29/10/2008 12:37:26



MEU AMIGO...

Não quero comentar sobre o que fiz.
A vergonha me toma por inteiro,
Quem fere seu amigo verdadeiro,
Merece, neste mundo ser feliz?

Desculpas não invento pois não tenho,
Os erros cometidos não mais voltam,
As mãos que acariciam se revoltam
A dor não posso dar como um empenho.

Bem sei quanto quiseste esta mulher
As noites que passaste sem dormir.
Não posso e nem pretendo te ferir
Mas faças neste instante o que quiser.

Às vezes escondidos sob um manto
De placidez serena e tão tranqüila,
A boca que nos beija já destila
A lágrima que fará o nosso pranto.

Só posso te dizer que está comigo
Aquela por quem, tolo, definhaste.
Se corto tuas pernas, tiro a haste,
Perdoe mas eu tento e não consigo

Me afastar.Se sou lume ela é falena
Depois do amanhecer; sol –helianto
As notas musicais de nosso canto
Confundem-se na mesma bela cena.

Eu amo, nos amamos, somos uno.
Nas noites que dormimos, mesmo sonho.
No mar que freqüentamos, sol risonho,
Sereia que se deu a deus Netuno...

Porém eu já percebo tanta dor
Trazida pelo vento dolorido
Do remorso de termos te traído
Na face, essa vergonha, esse rubor!
Publicado em: 30/11/2008 19:16:31
Última alteração:06/03/2009 16:29:15


Eu quero te dizer em poucos versos
O quanto é necessário para nós
Distante de momentos tão perversos
Num mundo que se mostra mais atroz,
Poder dizer da luz desta amizade
Dizendo em teu olhar: tranqüilidade...
Publicado em: 25/11/2007 13:35:39
Última alteração:26/10/2008 20:56:43



Vem logo com teu raio
Aqueça-me querida
Que o frio que me invade
Só tem a solução
No corpo da morena
Gostosa e sensual
Delícia em tentação.
Ateie então teu fogo
Balance toda a casa
Que a gente não disfarça
E mostra com clareza
Que amor já põe a mesa
Depois balança a cama
Traduzindo a beleza
Da noite que se espera
Imensa primavera
Sem chuva e sem garoa.
Depois, café com broa
Biscoito de polvilho
Seguimos mesmo trilho
Que a vida é muito boa
E a gente não sossega...




Na ronda deste amor
Beijos te proponho
No sonho que procuro,
A cura inevitável.
Amor nos seduzindo
Num lindo vendaval
Que assola o pensamento,
No toque sensual
Dos lábios e palavras
Nas lavras que cultivas,
Tu és a paz que eu quero
Bendita serenata,
Mulher que me maltrata
E ao mesmo tempo alenta,
A vida passa lenta
Distante se não vens.
Nos versos que fazemos,
Os remos deste sonho,
Aonde a sorte eu ponho,
O leme que eu queria.
No barco/fantasia
Que leva-nos distante...
Na fortaleza imensa
A doce recompensa
Do mel que colho agora
Na boca mais gostosa
Da morena fogosa,
Que tanto desejei...



MEU AMOR /


Mote – Mulher é como pipoca : quanto mais pula, mais está na boca do povo...



Mulher é como pipoca:
Vou comparando, de novo!
Quanto mais pula, a “dondoca”,
Mais tá na boca do povo!


Se Maria é tão falada,
Não me importo não senhor,
Ela é minha namorada,
É só dela o meu amor...

MARCOS COUTINHO LOURES
MVML
Publicado em: 15/10/2007 09:27:41
Última alteração:03/11/2008 21:17:52


Vontade de poder te dar um beijo,
Saudade de teu colo, minha amada,
Toda noite aumentando o meu desejo,
Aguardo ansiosamente uma alvorada
Que traga teu carinho em que prevejo,
Tua presença em luz, ensolarada.
Numa explosão de fogos de artifício,
Não posso mais viver sem este vício...




Encaro com carinho essa amizade
Que traz um sentimento de verdade
Iluminando a vida e dando paz.

O canto da promessa de um carinho
Não vale se for feito assim sozinho,
Juntando-se com outro, a vida traz.

Eu quero ser amigo e companheiro
De todo que souber ser verdadeiro
O sonho de este mundo ser melhor.

Meu verso não se cansa de chamar
A todos que puderem se somar
Fazendo o nosso grito bem maior.

Eu sinto que talvez a vida traga
A flor que substitui a triste chaga,
Promessa de real ressurreição.

E torço que este vento venha logo,
A Ti meu Pai, clemência sempre rogo
Espalhe Teu amor, Tua emoção!
Publicado em: 19/04/2008 22:17:10
Última alteração:21/10/2008 13:13:52



Não deixe que esta vida te maltrate
Pois ela passará e não mais volta
Não deixe que essa dor nem a revolta
Que sempre insistirá, aos poucos mate
Os sonhos que inda restam no teu peito
Assim o mundo não dará nenhum direito

E sempre, com certeza irás sofrer...
Por isso companheiro, não permita
Que a dor que sempre traz e nos habita
Te faça sem querer entorpecer

Amigo os meus segredos não disponho
Meu barco nunca posso naufragar
Sem cais sem mar amar somente amar
E depois disso tudo, estar tristonho...

Vista a saudade louca e não disfarce
A praça, a massa remanso e certidão
O campo, o monte livres sem paixão
Demonstram cada dia nova face...

Tua vida, esperança
Alcança e dança
A dança da esperança;
Que nunca cansa
Apenas avança
E na trança da menina
O mundo não termina
Determina
Se faz
E não mais...
Além de tudo o barco vira
Se estira e se fira
Se não tiver
Safira
Nem esfirra.
Apenas saiba que te amo
E basta
Já me machuca muito
Saber disso!
Publicado em: 27/04/2008 19:15:34
Última alteração:21/10/2008 13:37:32



Amigo já nem ligo
Se corro algum perigo
Se entrei neste postigo
Pocilgas encontrei.
A barca perde o rumo
Na boca o supra sumo
Assumo que eu desejo
O beijo que não vem.
Mas saiba companheiro
Ressabiado peito
Vivendo insatisfeito
No jogo outrora feito
Eu bebo e quero mais
Vermutes, aguardentes
A faca entre meus dentes
No fio da navalha
O amor quando avacalha
Não calha solução
Soluço sem dar tréguas
Distante muitas léguas
Nas éguas montarias;
Sem ter mais honrarias.
Esqueço os velhos dias
Em novas alegrias
Vivendo as fantasias
Nas divinais orgias
Eternas bacanais...
Publicado em: 30/07/2008 13:03:15


Amigo, os desencontros desta vida
Nos trazem tanta dor, disso eu bem sei.
Na morte, que julgamos a saída,
Também, eu muitas vezes já pensei.
Porém um sentimento bem mais forte,
Transforma, de repente, o nosso norte.

Andando do teu lado, par em par,
Eu sempre procurei ser teu amigo.
Tu podes com meu braço, enfim, contar,
Em toda a caminhada estou contigo.
Mas, não perca de vista a claridade
Que emana, com certeza, da amizade...
Publicado em: 06/08/2008 13:18:47
Última alteração:19/10/2008 22:15:18



Encontro na poesia um bom abrigo.
Coloco minhas lágrimas contritas
Os meus desejos todo sem perigo
E outras sensações mais esquisitas...

Às vezes os meus medos e ironias
Reflexões que o tempo leva avante
E todas as miragens luzidias
Que nascem de repente - num instante...

Parecem me envolver em noite densa,
Mas vem logo o teu braço companheiro
E tudo recomeça devagar.

A vida que já fora dura e tensa
Depois de perceber-te alvissareiro,
Enfim eu posso, livre caminhar...


GONÇALVES REIS
MVML
Publicado em: 29/08/2007 22:10:10
Última alteração:05/11/2008 12:39:16



A minha grande alegria
É poder ser teu amigo
Nesta amizade sadia
Reconheço um bom abrigo.

Por mais que siga sozinho
Meu caminho pelo mundo,
No teu peito encontro ninho
Deste carinho profundo.

Alegria de encontrar
Apoio que precisava
Certeza de navegar
Onde sonho naufragava.

Fazendo minha ancoragem
Neste braço benfazejo
Criando tanta coragem
Sem temer da dor bafejo

Em tantas horas festivas
Como nos momentos maus,
Trazendo as forças tão vivas
Organizando meu caos.

Amigo te canto loas
E te faço tantos versos.
Amigo das horas boas
Dos momentos mais diversos...

Trazendo risada franca
Admoestando também
No breu ou na lua branca
Meu amigo sempre vem.

Meu amado camarada
Teu sorriso radiante
Me ajudando nesta estrada
Prosseguir, vou adiante!
Publicado em: 25/01/2007 13:16:41
Última alteração:30/10/2008 07:56:05

Meu Amigo

Meu amigo; quero a sorte,
Que trama nos véus
A felicidade
Para os olhos meus...
Vivendo os luares
Esses meus luares
Tão alvos luares.
Meus olhos ateus
Percebem a vida
Que vai mais cansada
Tanta dor da vida
Dando em quase nada.
Simplesmente nada
Amor que decida
Meu amigo, quero a sorte
Sem temer a morte
Sem medo de vida
Sem saber do porte
Da minha ferida
E que seja consorte
Na boda da vida...
Publicado em: 02/01/2007 13:59:11
Última alteração:30/10/2008 08:08:24




Aos amores me entreguei,
Tive paixões muito loucas.
Quanto às bocas que beijei
Te juro, não foram poucas.

Das mulheres que encontrei
Pelos caminhos da vida,
Em algumas procurei
Minha sorte tão querida,

Mas amor foi traiçoeiro
No final, eu fiquei só,
Mas te falo companheiro,
Não precisa ter mais dó,

Cada curva do caminho,
Coração, um aprendiz,
Valeu por tanto carinho
Posso me dizer feliz.

Meu amigo, a vida passa,
A velhice se aproxima,
Meu coração não disfarça.
Já valeu por tanta estima...

Vitório Sezabar
Marcos Loures
Publicado em: 25/04/2007 14:23:18
Última alteração:06/11/2008 08:41:18

Embora tu conheças meus defeitos
E saibas quanto errei durante a vida.
Dos sonhos que se foram, já desfeitos,
Desta esperança tola enfim perdida.
De todas as promessas não cumpridas,
Das portas que deixei sem ter saídas...

Embora nada eu tenha de mim mesmo
Senão uma vontade de acertar.
Eu sei que em meu caminho, sempre a esmo,
Ao nada, eternamente irei chegar.
Apesar disso tudo estás comigo
Tu és um verdadeiro e grande amigo!
Publicado em: 08/06/2007 11:59:24
Última alteração:29/10/2008 17:17:31

Caboclo que nasceu
Nas horas em que aperto
Se faz em nascimento
De cabra pobre e só.
Vencendo a dura lida
De quem sabe cumprida
A sina que virá
Em seca e em discórdia
Acorde que ponteio
Clarão onde incendeio
O sol que irá queimar.
Meu mote é sempre o mesmo
Talvez para esconder
O frio em que meu peito
Cismado quer bater.
Melindres das mentiras
Que dão estrias na alma
E fazem do meu verso
Cerzido com meu sangue
Exposto em podre mangue
Na caça da esperança.

Patrões e paradeiros
Tomando o pó da estrada
Esperando uma rede
Que leve para o nada.
Às vezes de tocaia,
Às vezes noutra praia
Vazia e sem remédio
Jogado pelas ruas
Sarjetas e botecos,
Em mendicância pura
Jamais algum me atura,
Apenas desconfia.

Ao ver a porta aberta
De um templo ou de igreja
Durante muito tempo
Que é coisa que deseja
Quem teve contratempo
Pois falam que um sofrido
Ali tem a guarida
E pode desfrutar
Um pouco de alegria.

Batismo, sei de pia,
Porém tempo fazia
Que assim não julgaria
Ser casa do Senhor
A casa sempre aberta
Porém vive fechada
A quem não trouxer nada
E nada puder ter
Somente nos meus olhos
A roupa maltrapilha
Eu sei que tanto humilha
Mas a miséria dói.

Seu Padre, ou bom Pastor
Te digo esta verdade,
Pobreza contagia?
Parece que algum dia
Um cabra no deserto
Mostrando que amizade
Tornando forte um laço
Permite que no caso
Doente possa entrar
Sem carta de alforria.
Mas eu percebo bem
O nojo em seu olhar.
Por isso, nada falo
E nada falaria
Deixando que esta pia
Que um dia me molhou
Menino sertanejo
Agora um ser sem rumo
Fedendo a cana, a fumo
Não possa mais entrar.

É meu amigo velho,
Faz tempo que eu pensava
Que a casa que deixaste
Valia alguma coisa...
Mas nada disso importa
Batendo noutra porta
Quem sabe possa ter
A sorte de saber
Dos olhos deste amigo.

Mais fácil num puteiro
Ou mesmo em cabaré
Aonde talvez seja
Um templo mais de fé
Pois soube que Você
Procurava essa gente
Distante dos doutores.
E sacerdotes tolos.
Ali, pois, de repente
Talvez encontrarei
Nos olhos de uma quenga
Na boca de um pinguço
Carinhos e palavras
Que sejam um remédio
A um pobre sofredor...
Publicado em: 25/07/2007 11:48:44
Última alteração:29/10/2008 17:18:31


Não adianta ter pressa,
Pode ir bem devagarinho,
Todo homem que se apressa
Quando volta perde o ninho,

A pressa é tua inimiga,
Quem tem pressa se desgraça,
A minha voz é amiga,
Conselho te dou de graça.

Repara no que te digo,
Amigo presta atenção,
Quem tem pressa. Que perigo!
Encontra com Ricardão.

É melhor ir devagar
Pra dar tempo pro disfarce,
Não precisa se agitar
Bem antes se preocupasse.

Quem não dá nenhum carinho,
Amigo, não vá reclamar,
Se outro canto no teu ninho,
Começar a se escutar.

Companheiro, bem te falo,
Com toda sabedoria,
Eu também cantei de galo,
Lá na tua freguesia...
Publicado em: 23/08/2007 15:46:25

Meu amigo não se esqueça
Da alegria de viver,
Ao coração obedeça
Ele é fonte de prazer.

Nossa vida é bem sagrado,
Encharcado de magia,
Coração apaixonado,
Rindo, sofre todo dia.

Meu amigo uma tristeza
Dívidas não vai pagar,
Veja o mundo. Que beleza,
Nas estrelas, sol e mar.

Porém se a noite vem fria
Em vadia solidão,
Vista logo a fantasia,
E se encharque de ilusão....
Publicado em: 06/09/2007 07:51:48


Amigo
Verso
Sonhos
Em comum,
Do clean,
Do calmo
Riso
Em mesmo
Zoom.

Eu quase
Não sou
Apenas tento,
E neste intento
Levo ao vento
Uma esperança
Moleca,
Sem juízo,
Vício ou medo.
Apenas o segredo
Que não conto.
Apenas a verdade
Que te escondo
Não mais que um só momento.
Lento e cáustico.

Mas tenho
A segurança
Necessária
De ter
Uma aliança
Que me ampare.
No braço
Tão amigo
Que ofereces.
Benesses
Da amizade
Usufruídas
São lumes
Que perfumam
Nossas vidas...
Publicado em: 08/09/2007 09:54:54


O caos prometido
O medo sentido
As curvas do tempo
Não param jamais.
Os olhos procuram
Encontram vazios
Os fios, os nervos,
Os medos, os cios
Os rios e os mares
Quintais e pomares
Os mares, marés.
Os pés e as pegadas,
Os riscos, as estradas
E o nada que levo,
Pesando demais...

Amigo, quem dera
Se o tempo, esta fera
Ainda pudesse
Trazer primavera,
Mas nada se espera
De quem degenera
E jamais retorna.
Em torno dos olhos
As rugas, o tempo,
Vencendo a esperança
Apenas mostrando
Que o tempo girando
Jamais voltará.
Repito os meus erros
Os berros, os cerros
Desterros desta alma
Sem calma, sem paz.
Amigo, somente
Gorou a semente
E nada brotou
Senão velhos tédios,
Assédios da morte
Chegando mais fortes
Rondando, risonhos.

Por isso preciso
Do tempo preciso
Do vento conciso
Distante sorriso
De um dia vencido
Sem nada a repor,
Apenas propor
O fim que virá
Depois desta curva
Sem nada a fazer
Senão receber
O ponto final.
Publicado em: 13/09/2007 12:37:04




Não tema a tempestade, caro amigo,
A vida nos ensina dia a dia,
Por mais que haja mil pedras no caminho,
O sol rebrilhará em alegria.

Depois desta borrasca, a calmaria.
Calamidades nunca são eternas.
As águas que nasceram lá fonte
Lambendo mansamente tuas pernas

Depois de tantas curvas, cachoeiras,
Depois de tantas chuvas, vão passar
E assim, no seu destino já traçado,
Irão parar decerto, lá no mar...
Publicado em: 29/09/2007 16:28:47
Última alteração:29/10/2008 15:10:41


Meu amigo; quero a sorte,
Que trama nos véus
A felicidade
Para os olhos meus...
Vivendo os luares
Esses meus luares
Tão alvos luares.
Meus olhos ateus
Percebem a vida
Que vai mais cansada
Tanta dor da vida
Dando em quase nada.
Simplesmente nada
Amor que decida
Meu amigo, quero a sorte
Sem temer a morte
Sem medo de vida
Sem saber do porte
Da minha ferida
E que seja consorte
Na boda da vida...
Publicado em: 09/10/2007 14:38:50
Última alteração:29/10/2008 14:44:59



Amigo, tantas vezes é difícil
Erguermos a cabeça, se caímos.
Parece tantas vezes impossível
Desta cilada toda, nós sairmos...

Mas tente perceber quanto podemos
Com força e com vital intensidade
Se enfim recomeçarmos sem ter medo,
Encare assim qualquer adversidade...

Resolva seus problemas sem demora,
Amanhã com certeza outros virão...
Não tema se cair, meu companheiro.
Os pés apoiarás no mesmo chão...

A dor que se promete não virá
Se tudo tenazmente resolver.
Nem sempre conseguimos, mas escute.
Querer, em tantas vezes, é poder!
Publicado em: 10/10/2007 18:13:24
Última alteração:29/10/2008 14:45:37

Na fria madrugada que passamos
Às voltas com fracassos e mentiras
Rumamos para o nada e sem ninguém
Nas farpas que encontramos, riso farto.
Fechados os caminhos, nada vem,
Somente o vento frio persistente.
Porém ao porem sonhos entre os dentes
Meus olhos imaginam as saídas
Dos duros labirintos da existência
Nos braços tão leais dum raro amigo...
Publicado em: 14/11/2007 15:27:42
Última alteração:29/10/2008 12:36:08



Amigo, persigo o tempo
Nem sempre consigo
O tempo perdido
Jamais se retorna.
Entorna a saudade
De tudo que tive
Da terra onde estive
Saudade que vive
No peito que chora.
A dor se decora
Das cores do nada
As dores sem nada
A cada momento
Tormento e termômetro
Da falta de amor.

Amores que sabes
Não cabem na vida
Que tanto curtida
Não sabe amar
Nem pode esperar
O tempo que passa
Esvai em fumaça
E traça um destino
Em meu desatino
Diz tino e não tato
O fato é que quero
Há tanto que espero
E nada de amor.
Somente o não
Sementes no chão
Morrendo em grão,
Aborto de sonho
Ao qual me propus
Meu barco, onde pus
Um cais abortado.

Bem sei que essas queixas
Por faltar madeixas
Não deixas florir.
Em braços mais fortes
Amigo, essas sortes
Não vão resistir.

Agradeço,querido
Se trazes sentido
E rumo a meu rumo
Que sem seu aprumo
Desaba em tristeza
E sempre me assombro
Poder de teu ombro
Sem nada querer
Ajuda a vencer
As curvas da vida
Nas turvas ribeiras
Que formam esteiras
Onde costumo deitar.
Amigo, agora
A vida lá fora
A dor evapora
Agora é nossa hora
De novo sair.
Publicado em: 28/11/2007 07:28:01
Última alteração:29/10/2008 12:38:21


Amigo eu te conheço há vários meses, anos
E sei o quanto eu quero o viço da amizade
Nos dias em que a dor em braços soberanos
Invade o pensamento, algoz da liberdade,
Talvez até pareça em atos mais insanos
Que tresloucado eu sigo; embora, na verdade
A força que me dás permite o peito aberto
Tornando o meu caminho; eu sei, enfim liberto!
Publicado em: 01/12/2007 16:27:57
Última alteração:29/10/2008 12:38:46


Amigo, eu quero tanto te dizer
Da luz que se perdeu há tanto tempo.
A vida prosseguindo sem prazer
Envolta em tempestade e contratempo.
A busca por um novo bem querer
Talvez nunca passou de um passatempo...
Na ausência do que penso ser amor,
Apenas na amizade algum calor...
Publicado em: 07/12/2007 11:44:07
Última alteração:27/10/2008 17:36:47



Procuro quem ouviu falar
Do meu unicórnio esverdeado.
Fugiu juntamente com um basilisco
Azulado.
A última notícia que tive
Dava conta dos dois terem sido
Raptados por um gnomo
De pés tortos e sorriso enigmático.
Não serve outro, pois esse apesar
De ser impetuoso como todo unicórnio
Estava acostumado comigo,
Com meus ataques de ranzinzice e teimosia.
Algumas vezes até me ajudava com seus conselhos.
Ouso dizer que era meu único amigo.
Capaz de suportar minhas manias.
E olha que são várias...
Coisas tipo não agüentar a luz da lua quando fica violácea.
E mesmo a sanguínea manhã quando teima
Em mandar eflúvios de matiz duvidoso.
Procuro desesperadamente o meu unicórnio esverdeado.
Pago bem a quem me trouxer notícias.
Avisa que quem procura é um velho estúpido,
Amargo e solitário.
Um unicórnio pode não ter muito valor,
Realmente é fraco para o arado e
Não agüenta carregar nenhuma carga,
Principalmente os esverdeados.
Mas esse agüenta tão somente o peso
Gigantesco do nada fui, nada consegui e nada terei
A não ser um unicórnio esverdeado...
Publicado em: 09/12/2007 14:43:17
Última alteração:23/10/2008 09:28:16


Amigo, no balanço destas ondas
A vida vai passando devagar.
Remotas esperanças que persistem
Imitam na verdade o velho mar.
Escuto em tais marulhos o chamado
De uma sereia bela a se encontrar.
Depois volto sozinho para a casa,
Distante de quem sempre quis amar...
Publicado em: 11/12/2007 18:46:55
Última alteração:23/10/2008 09:47:44



Meu querido companheiro,
Também eu assino embaixo,
Um amigo verdadeiro,
Tesouro que enfim eu acho.

Homem rico neste mundo,
Eu te falo e isso é verdade,
Muito mais que amor profundo,
O que tem viva amizade.
Publicado em: 13/12/2007 13:27:18
Última alteração:23/10/2008 07:54:11




Meu velho companheiro, nossa luta
Por termos um destino mais tranqüilo
Depois de tanto tempo sem vacilo
Te digo que a saudade é força bruta

Vencidos por batalhas nos amores,
As vidas separadas, mas amigos.
Depois de reviver tantos perigos,
Os campos reproduzem velhas cores.

Mulheres e caminhos que seguimos
Os casamentos dores, risos filhos,
Vertidos por diversos belos trilhos.
Os sonhos que lutamos prosseguimos.

Rever-te bem depois de tantos dias.
É bom, refaz minha alma em alegria.
Trazendo velhos tempos que eu queria
Não fossem mais deixados, velharias...

Amigo como é bom saber-te bem
E forte como sempre te encontrava
Minha alma neste encontro já se lava
Pois sabe que em tua alma sempre tem
Uma alma que distância não levou
Refletindo um bocado do que sou
Matando a sensação de ser ninguém!
Publicado em: 29/12/2007 08:39:05
Última alteração:22/10/2008 21:23:24



Se alguém disser, um dia: “Sê discreto,
Não ostentes a dor que te consome,
Pensa na angústia de um amor secreto
E, então a todos, tu dirás o nome

De quem merece o teu profundo afeto!
Depois, se a dor, o luto, o tédio e a fome
Se abrigarem debaixo do mesmo teto
Fica em paz, a esperar que o tempo dome

A fúria sanguinária da tristeza!
O sofrimento é gêmeo da beleza!
Talvez então aí, se abrisse a porta

Do cárcere de dor que assim te prende,
E a voz de Deus se ouvisse- que se entende-
Iluminado uma esperança morta...

Quem sabe, assim, talvez a dor te traga
O gosto tão amargo da saudade.
A boca que te beija, que te afaga,
A mesma que te cospe, na verdade...

Amigo, não discuta com a morte,
A sorte de quem vai, a de quem vem,
Dependem desta fúria, deste corte,
Da vida que levamos, sem ninguém...

Mas saiba que te resta uma ventura.
A noite sem estrelas trama o sol.
Depois desta doença, morte ou cura,
A louca desventura, teu farol...

Amigo, uma esperança que morreu,
Do amor que dentro em ti, já se escondeu...

Marcos Coutinho Loures
Antonio Viçoso Magalhães
Marcos Loures
Publicado em: 29/12/2007 15:57:58
Última alteração:22/10/2008 21:20:56




Mas uma coisa eu garanto,

No momento mais preciso

Assim que se seca o pranto

Aprendemos o sorriso.


A festa que a vida traz

Todo dia, nova dança,

É preciso ter a paz

Amiga de uma esperança.


Não se deve relembrar,

Deixe a tristeza de lado,

De que vale se chorar

Sobre o leite derramado?


Meu amigo, nessa vida,

Temos dor, temos prazer.

Uma sina a ser cumprida,

É bom aprender viver.


Toda dor que nos atina,

Às vezes é solução,

Somente ela nos ensina,

É só prestar atenção.


E partir depois da festa

Deixando muita saudade,

Viver o tempo que resta

Plantando felicidade!
Publicado em: 03/01/2008 12:09:20



Meu amigo, um pescador,
Repentista na verdade,
Sabe que bom trovador
Reconhece uma amizade

Quem me dera se eu pudesse
Ser um poeta de fato,
Mas somente me apetece
Ser pescador de regato,

Tanta alegria e tristeza
Nesta vida eu já vivi,
Sou querido, com certeza
Pescador de lambari...
Publicado em: 05/02/2008 13:55:35
Última alteração:22/10/2008 17:45:29


Bom dia, companheiro, o sol nascendo
Mostrando o claro céu; desanuvia
Os olhos de quem sabe quanto dói
A vida se expressando em solidão.
Há tempos que eu tentara ser feliz.
Perdendo logo o rumo, fui a pique.
Eu sei que me conheces muito bem,
Mas nada impedirá que eu te relembre
Os erros cometidos no passado.
Amores que talvez não merecesse,
Sabores tão diversos, riso e dor.
Nascemos deste mesmo útero vago
Expresso em noites frias sem descanso.
Remansos e riachos já perdidos,
Vencendo a cada dia um embaraço
Da sorte tantas vezes mais ingrata.

As marcas das batalhas trago em mim,
No olhar sempre distante, a voz cansada.
Descrevo em desabafo o quanto a vida
Prepara tais ciladas e emboscadas.

A mãe que me pariu e abandonou
À própria sorte estúpido rebento,
Ao mesmo tempo em passos inconstantes
Deixou a vida, simples passageira.
Criado entre as amantes e os facínoras
Há muito eu conheci a face amarga
Da vida dos inválidos, descrentes,
Marcada a ferro e fogo, em cicatriz.
Lanhada pela fome e desespero,
Das jogatinas, mestres e aprendizes
Ciladas entre bares e bordéis.

Nas sobras e remendos, cultivado,
Esboço de um retrato descorado,
Crescendo entre tonéis, bares, barris,
Recendendo ao desengano inevitável,
Furtando entre carteiras, a esperança.

A escola mais perfeita é a da vida,
Ensina o que se quer e o que não pode,
A boca da piranha revestida
De desejos; carícias: faltam dentes.
Apenas os postiços como as unhas,
Apenas os remendos novamente.
Mentiras, subterfúgios e ilusões
Trazidas pela noite, nas calçadas.

Entre as serventias que eu tivera,
Moleque de recado abrindo portas
Entrando em vasculhantes e janelas –
A miudeza tem suas vantagens-
O tráfico, no tráfego, nos carros,
Na venda de maconha e cocaína
As balas vão negando os tais balões.
Bastões entre outras balas nas esquinas,
A mãe que nunca tive, traz no colo
Olhares desprezados de meninas
Seminuas expostas quais troféus.

Os roubos, as encrencas, os enganos,
Os tiros de escopeta e de fuzil,
Relógios e carteiras são de brinde.
O tempo de crescer já não concebe
As pipas e as peladas, futebol.

Lição que se aprendendo a cada dia
Fortalecendo assim o molecote
Na fortaleza a boca que sustenta
Os vícios, ilusões, delícia e sexo.


Que se foda quem pensa que isto dói.
A roupa mais transada, a gata exposta
Pelada em meu barraco, sangue bom.
De luxo e de luxúria quem não gosta?
A bosta é ter a vida sem ter nada.

De vez em quando ouvia algum babaca
Tentando me levar na maciota.
Em troca, a vida estúpida e panaca
Pra ganhar um salário de idiota?

Marcado pra morrer, e que se dane!
A vida sem prazer é uma merda.
Usando o meu pisante descolado
Fumando o mais gostoso baseado,
Comendo as menininhas do pedaço.

Não quero tua calça remendada
Nem mesmo esta esperança de aluguel.
Tu tens nas tuas mãos bem pouca coisa.
A roupa de porteiro ou de gari
E uma fêmea sem graça e barriguda
Depois uns catarrentos pra criar
E vem aqui dizer que isso é legal?

Na merda que tu vives, eu tô fora.
Não quero a fantasia meia boca
Nem mesmo a carne pouca que tu comes,
A mesma e repetida jararaca
Com sogra, com cunhado e com parentes.

Eu sei que te fizeram a cabeça,
Agora vai escravo de um burguês.

Bom dia companheiro, novamente
Contente com salário em fim de mês.

Não quero este presente que tu trazes
Tentando me enganar com tais promessas
De vida após a vida sem ter vida
Esqueça. Não preciso de conselhos
Tampouco destas míseras migalhas.

Por mais que te pareça insensatez
Eu sou feliz garanto e até repito.
Do quanto que esta vida já me deu
Eu morro satisfeito, pois gozei
Da carne mais gostosa e mais cheirosa,
Do gozo da festança e da bebida
Do fumo e da brizola bem mais pura
Viagens em caminhos de néon.

Enquanto na verdade, meu amigo,
Tu nadas entre esgotos de ilusão.

Desculpe, mas eu tenho o que fazer
E já que tu conheces o pedaço,
Agora, sem defesas vai morrer.
Espero que tu leves a tua alma
Contigo para o Deus que tu criaste
E creia que te gosto de verdade,
A lei aqui se faz mais soberana.

Minha alma é caridosa, eu te garanto,
E farei um favor inesquecível.
Te dando este descanso merecido
Depois de tanto tempo trabalhando,
Verás a cara deste teu bom Deus,
E tua alma, mais leve neste instante
Libertada, a mim, agradecerá.
Publicado em: 16/02/2008 21:54:33
Última alteração:22/10/2008 17:23:09


É amigo,
Mananciais secos
Alamedas
Em carvão...
Sementeiras abortadas
Vãos tenebrosos
Árido chão.
Rios secos
Dias secos
Amas secas
Mortas de frio...
Resguardos quebrados
Sonhos partidos.
Amigos...
Caracóis entre feras
Febril natureza
Caçada diz presa
Amor que despreza
Expressa perdão?
Esqueço os pecados
Ardendo de febre
A lebre se expondo,
O salto não salva?
Ressalvas à parte
Ao menos lutei...
Publicado em: 15/03/2008 16:42:53
Última alteração:22/10/2008 14:36:47


Raiando uma esperança em cada gesto,
Amigos são irmãos, isso eu bem sei.
À sorte benfazeja, amigo empresto
O sentimento pleno que sonhei.
Por isso este meu canto verdadeiro
Pois sei de meu amigo e companheiro
Publicado em: 02/04/2008 12:19:48
Última alteração:21/10/2008 16:49:40

Meu amor foi batizado
Neste samba bem marcado
Coração apaixonado
Agora quer forrozar.
Meu amor vai bem cuidado
Em cada passo bem dado
O resto deixa de lado,
Meu amor venha dançar.

Vou dançando este baião
Que nasce no coração
Que batendo, faz refrão,
Nas cordas desta saudade.
Te levo pro barracão
Te jogo logo no chão,
Te encharcando de paixão,
Eu faço amor com vontade.

Meu coração é festeiro,
Tem alma de sanfoneiro,
Vou dançar o baile inteiro
Juntinho com meu amor.
O meu amar verdadeiro
Dançando neste terreiro,
Já deu bicho carpinteiro
Na minha morena flor.

Neste dançar, alegria,
Tanto amor que não sabia
Quentando este noite fria
Na cama que procurei.
Fazendo amor todo dia,
Tanto bem que eu te queria,
No reino da fantasia,
O meu amor me fez rei!

Publicado em: 02/03/2007 17:29:23
Última alteração:30/10/2008 06:47:30


Meu Amor..

Meu amor...
Quem sabe a fantasia trará de novo o dia
E quem sabe possa amar?

Meu amor...
Trazendo no peito tal força que não cessa
Possa me amar?

Meu amor...
Viver sem critério, amor mais ilusório,
Vontade de te amar...


Meu amor...
A tal felicidade, em plena liberdade;
Irá chegar...

Meu Amor...

Meu Amor...
Vivendo essa esperança, que em tudo já me alcança
Nos fará, por fim, brilhar...

Meu amor...
De novo renascer, a vida se ressurge
Eu vou te amar...

Meu amor...
Mesmo que sofrendo
Amor, irei vivendo,
A vida a te esperar...

Meu amor...
Minha sina e fado
É por ti ser amado.
Te espero...
Amanhã!
Publicado em: 30/12/2006 11:44:43
Última alteração:30/10/2008 08:41:38



Um verso violento em mar bravio
Perpetuando a dor que me legaste,
A porta que deveras tu trancaste
E em loucas sensações já desafio,
Mergulho no passado em que desfio
Rasgando qualquer sonho. Sou desgaste
Do tempo que se deu algum contraste
Descrevo tão somente o medo e o frio
Aonde não pudera ter preciso
O mundo que devoras, fera escracha,
Minha alma se desmancha e não mai acha
O rumo entre tempestas e procelas,
Mesquinharias são muito freqüentes
E sabes quão mordazes os dementes
Momentos em que nua te revelas...
Publicado em: 27/01/2010 15:00:03
Última alteração:14/03/2010 16:58:07



Mestizagem poética (para Marcos Loures)

PENSANDO EM VOCÊ de MARCOS LOURES [glossa minha]

Nas águas cristalinas deste rio
Os cios se misturam no regato.
Resgato nosso caso tão sombrio
No fio da meada me desato.

No fio de Maio
luminoso, não sombrio
foi que apareci

No ato que constatei nosso perfume
Ciúme tal centelha que incendeia
Candeia que de noite traz o lume
Costume desse amar anda na veia.

Faísca me chamo
e sou filha da Galiza
onde vaga o lume.

Na teia que se trama nessa cama
A chama que te chama também veio.
Receio desse amor que se reclama
Mas ama, descobrindo o belo seio...

Depois da centelha
a Fumaça comparece
chamada do mar:

Se veio nosso amor flor dessas águas
Anáguas suspendidas cessam mágoas...

Harmonia nova
Amizade no Recanto
Ágil e fecunda.
FAÍSCA
Publicado em: 31/05/2008 10:59:03



Metades
Nos meus olhos cansados de viver,
A morte se demonstra solução.
Não posso nem consigo te esquecer...
Quem sabe me darias o perdão!

Mas nada que passei demonstra tanto,
Pranteio com saudades meu passado,
Há quanto não consigo ouvir teu canto.
O pranto que rolei, desesperado...

Nas pontas do lençol onde me agarro,
Rastejo pela sala e te procuro.
Na fumaça que sobe, do cigarro,
Nas espirais encontro meu futuro...

O câncer que cultivo me amedronta,
Mas atrai penetrante sentimento...
A vida que julguei tanto me apronta,
Palavras se perdendo com o vento...

Nos campos que plantei sequer espinhos,
As urzes proliferam e me espantam...
Nas árvores maus tratos, pobres ninhos,
Cadáveres sedentos se levantam...

O manto não me cobre nem aquece,
Resumo minha dor neste poema...
Esperança não resta, e já fenece,
Viver sem poder ser virou meu lema...

Mentiste teus propósitos escusos,
Na sombra de teus passos me eclipsei,
Meus versos se tornaram mais obtusos,
Nas lendas esquecidas não fui rei...

Recebo teus recados sem sentido,
Concebo meus pecados, fantasias...
No livro que jamais houvera lido ,
As vozes nos corais, nas melodias...

Vestido de cruel maledicência,
Desnudo o meu âmago sem cortes...
Não pude conhecer as tais clemências,
Disponho tão somente dessas mortes...

A sorte me lancei nestas batalhas,
Não pude conhecer senão reveses,
Na ponta do punhal, corte e navalhas.
Me deste tão somente urina e fezes...

Crocitas palavrões que não conheço,
Vestida de vestal tanto me enganas...
Da vida conheci queda e tropeço,
Me mordes e depois mansa, me abanas...

Fingiste maciez, doce recato,
Não pude te entender, me deste bote...
Cuspiste tão risonha no meu prato,
Abriste venalmente o teu decote...

Os seios antevistos me enfeitiçam,
A boca mais carnuda já me engole.
Meus olhos catatônicos cobiçam,
Me embriagando assim de gole em gole...

Braseiro que incendeia corpo e alma,
Não deixas de tentar me seduzir,
A noite que me embota pede calma,
A lua de teus olhos a luzir...

Mergulho cegamente em teu delírio,
Não deixo de viver belo delito,
As marcas que me mordes, meu martírio,
Me enlouqueço demente, em tal conflito...

Se me queres, me dês mais atenção,
Mas foges tão somente surge o dia...
Espalhas e semeias tanto grão,
No fundo me transformas fantasia...

No mundo que me guias, um abismo...
No resto que percebo sem ter rumo.
Um dia, tarde ou cedo, me acostumo,
Por hora vou morrendo, fanatismo...

Não deixo de viver e não me farto,
A mão direita mostra uma roseira,
No peito a sensação dura do infarto,

Amar-te é ser assim a vida inteira.
Na mão esquerda trazes um punhal,
Que não respeita nunca uma armadura,
Espalha teu olhar no milharal,

Não me permite lume, a noite escura...
Que faço deste mar que não habito,
Que faço desta lua que me queima...
Os versos que te endeuso não repito,

Viver sem poder ter é simples teima...
Nos olhos verdadeira e louca chama,
Na boca uma ironia mais fantástica
Prometes diamante e me dás lama,

Me mobiliza inteiro e estás estática...
No ramo deste fruto traz espinho,
Na barca que navego, meu naufrágio,
Venenos espalhaste pelo ninho.

Meus versos que inventei, tu viste plágio...
Agora que te tenho nunca tive,
Agora que te foste és toda minha...
A morte que me deste é donde vive

A boca que me salva e é daninha...
Perfumes que me espalhas, afugenta,
Metade do que tenho não és nada...
A corda que prendeste me arrebenta,

Degraus que nunca subo desta escada...
Versículos componho em tua glória,
Canais que construímos nada servem,
Princípio e final de toda história,

Enigma que meus olhos não se atrevem...
Desculpa se te fiz este poema,
A noite não me impede de sonhar,
És clara enquanto vivo desta gema,
(És ria que me impede um grande mar...)

Não sei se te persigo pelos bosques,
Nem sei se te encontrei nas cordilheiras,
Vencidas as quermesses nos quiosques,
Mergulho por alturas altaneiras...

Bastardos os meus dias sem te ter,
Disparo meus canhões, atiro a esmo...
Nas páginas dos medos não sei ler,
Nas dores meus amores, sou o mesmo...

Não posso e concretizo um velho tema,
Metade do que sou tanto te quer,
Metade do que resta vive extrema
Vontade de esganar essa mulher...
Publicado em: 15/10/2006 22:39:04
Última alteração:30/10/2008 19:29:22






A minha grande alegria
É poder ser teu amigo
Nesta amizade sadia
Reconheço um bom abrigo.

Por mais que siga sozinho
Meu caminho pelo mundo,
No teu peito encontro ninho
Deste carinho profundo.

Alegria de encontrar
Apoio que precisava
Certeza de navegar
Onde sonho naufragava.

Fazendo minha ancoragem
Neste braço benfazejo
Criando tanta coragem
Sem temer da dor bafejo

Em tantas horas festivas
Como nos momentos maus,
Trazendo as forças tão vivas
Organizando meu caos.

Amigo te canto loas
E te faço tantos versos.
Amigo das horas boas
Dos momentos mais diversos...

Trazendo risada franca
Admoestando também
No breu ou na lua branca
Meu amigo sempre vem.

Meu amado camarada
Teu sorriso radiante
Me ajudando nesta estrada
Prosseguir, vou adiante!
Publicado em: 10/10/2007 20:28:10
Última alteração:29/10/2008 14:45:43



Mesmo distante de mim,
Todo sentimento enfim,
Clareando o mundo, assim,
Ajudando no perigo.
Sei que tenho o teu carinho,
Sei que não estou sozinho.
Andamos mesmo caminho,
Buscamos o mesmo abrigo.

Na distância que parece
Nosso peito encontra a prece
O pensamento obedece
E vai sempre estar contigo.
Tens a força que preciso
Tens a certeza do siso,
Teu sentimento diviso
Quando a dor está comigo...

Tens o canto mais divino,
No teu peito cristalino
Protege do desatino.
Mesmo distante, te digo:
Nesta nossa vida, dura.
Nesta mata tão escura,
Conto sempre com ternura
Que sei que tens, meu amigo!
Publicado em: 10/02/2007 18:05:00
Última alteração:30/10/2008 07:31:48


Está lançada a ti esta proposta:
Aceitas escrever esse soneto
Contigo agora já me comprometo
A parceria de quem tanto gosta

De escrever também e não desgosta
Tão fácil terminar mais um quarteto
Pois este hobby é meu predileto
Então vamos fazer essa aposta?

Um repentista segue um belo mote
Fazendo das palavras, sentimento.
Cavalo dos meus sonhos segue a trote

Num movimento calmo e quase lento.
Poeta, tu és mago. Eu, sem magia,
Jamais, contigo amigo apostaria...

GONÇALVES REIS
Marcos Valério Mannarino Loures
Publicado em: 03/08/2007 20:49:18
Última alteração:05/11/2008 17:13:41


Quem sabe, novamente encontre a paz
Você que é tão amargo e s'acha certo
Que só vantagens quer e diz-s'esperto
Falando que ninguém o passa atrás...

Do que adianta à noite em seus umbrais
Seu coração naquele grande aperto
O bem e o mal, então, num só concerto
Qual sinfonia o ouvido ouve mais?...

Amigo eu não me esqueço de dizer
Que o tempo corroendo sem descanso
Deforma, destruindo todo o ser.

E em rugas que demonstro se pressente
Sonho que com ela – penso – alcanço
Vivendo a juventude novamente...

GONÇALVES REIS
MVML
Publicado em: 08/08/2007 21:51:22
Última alteração:05/11/2008 16:52:04



Então amigo vamos nessa barca
Bem sei que já conheces este mar
Me leve para a ilha - e até a arca
Das letras para que eu possa provar...

Fazer como Camões como Caetano,
Quem sabe ainda um eco não ressoa?
Resquícios e rascunhos. Eu te chamo
Para escrever, então, mais uma loa

Tecida com destreza e com perícia
Falando da amizade e do carinho,
Mostrando em resultado esta delícia
De não cantar , amigo, e ser sozinho.

Nas sendas percorridas lado a lado,
O sonho da amizade desfraldado...

GONÇALVES REIS
MVML
Publicado em: 23/08/2007 18:03:44
Última alteração:05/11/2008 13:09:49

Estava já cansado de escrever
Então ao te encontrar eu revivi
E quem, diria, hoje estou aqui
Você trouxe de volta meu prazer.

Brincar nas letras quanta alegria
E ter um mestre assim tão bem disposto
Um mestre em prosa um mestre em poesia,
Um gênio na palavra - grande é o gosto -,

Amigo, na verdade eu te admiro;
Pois sinto em ti a verve de um poeta.
O mundo ao completar um novo giro
Aponta a direção que se completa

Meu verso se perdera em desabrigo,
Até que tu chegaste, meu amigo..

GONÇALVES REIS
MVML
Publicado em: 29/08/2007 18:26:15
Última alteração:05/11/2008 12:36:20

A dor me dilacera - corta forte
Procuro entender e não consigo
Aspiro uma ajuda um amigo
Mas não consigo achar nenhum suporte

E mesmo assim eu quero - eu persigo
Essa alegria tola - esse bom porte
Não quero mais essa sombra da morte
Que entristece tanto - mas, nem ligo...

Quem dera se tivesse uma amizade
Que me trouxesse, ao menos lenitivo,
A liberdade é sonho pro cativo

Que busca em plena cela, a claridade.
Pudesse, nestes versos ser capaz
De mostrar amizade feita em paz...

GONÇALVES REIS
MVML
Publicado em: 04/09/2007 14:18:25
Última alteração:05/11/2008 11:58:26


Peguei então meu gato e abracei-o
Ele tremia muito por demais
E perguntei que aconteceu rapaz?
Olhar arregalado - estava meio

Estranho e um recado a mim me veio
Você amigo - agora, o que me traz?
Mensagem de saudade ou de paz?
Pois sabe já estou de saco cheio,

e a quenga, sirigaita nem aí.
Recados me mandou, pra mais de cem,
mal bate a porta, atendo: e o quê que vem?

Mulher que eu encontrei em Miraí,
mineirinha arretada e fugidia,
aonde foi parar esta vadia?

GONÇALVES REIS
MVML
Publicado em: 31/08/2007 20:47:34
Última alteração:05/11/2008 12:25:00



Marcos, caro poeta e chará
Gostei do soneto AMIZADE
Sei também que melhor fará
Se poetizar a felicidade

A felicidade existe
Nos braços de uma amizade,
Sem amigos sigo triste,
Não encontro claridade.

Companheiro, nossa lida
É difícil, podes crer,
Mas se a sina dividida
Bem mais fácil de vencer

As pedras, urzes, espinhos
Que são tantas, nunca nego.
Amizade molda os ninhos,
Pelos mares que navego.

Te agradeço, meu amigo,
Camarada em força e fé.
Caminhando assim, contigo,
Essa vida já dá pé.

Portanto em tanta alegria,
Coração aberto diz,
Tendo o bem que eu bem queria,
Na verdade, eu sou feliz...

MARCOS BARBOSA
MVML
Publicado em: 03/10/2007 14:40:04
Última alteração:29/10/2008 15:09:41

Quem sabe, co'este sol brilhando forte,
Humanidade tão perdida, hipocrisia...
Encontre no amor, toda a verdade.
E viva a paz, gozando da alegria!

E juntos celebrando a amizade
Daremos mel agora e ambrosia
Exortação, palavra que conforte
Pois sempre nascerá um novo dia!

Façamos logo um brinde, meu amigo
Ao mundo que queremos para nós.
Enfrentaremos; juntos, o perigo,
Atando em amizade os fortes nós

Que nos permitirão um sonho a mais
De um tempo benfazejo em pura paz...

GONÇALVES REIS
MVML
Publicado em: 20/09/2007 15:57:14
Última alteração:04/11/2008 15:08:41

Caminhos eu trilhei que tinham flores
Mas percebi depois sendas da mal
Pensei voltar atrás buscando cores
Mas logo vi: seria tudo igual

E mesmo tendo um monte de bolores
Amigo, tu chegavas afinal
E disse-me assim: "Para onde fores
Seguir-te-ei ao peito - até o final...

Escarpas enfrentadas, estertores
Recende a podridão, torpes olores,
Apenas da mortalha, triste aval.

Na força da amizade, em seus pendores,
A volta soberana e triunfal
Jogando sobre a dor a pá de cal...

GONÇALVES REIS
ML
Publicado em: 28/11/2007 11:10:53
Última alteração:29/10/2008 21:56:28

Eu já falei da saudade
Deste amor com amizade
Que traz toda a claridade
Que ilumina o coração.
Eu já falei da alegria
De quem amor pro dia
Vivendo esta sintonia
Que se encontra no perdão.

Eu já cantei o remanso
Deste coração mais manso
Na paz que procuro, alcanço
Num troviscar tão amigo.
Eu já falei da tristeza
Que mata toda a beleza
Que transtorna esta princesa
Que condena ao desabrigo.

Eu já falei por demais
De tanta guerra e de paz
Deste amor que a gente faz
Toda noite; noite e dia...
Eu já falei do meu erro
Já te contei do desterro,
Chorando feito bezerro
Da vida sem poesia.

Agora venho falar
De toda certeza de amar
No meu canto a divagar
Sem dizer mais triste adeus.
Venho te dizer do amigo,
Que é certeza dum abrigo,
Maior amor traz consigo,
Venho falar de meu Deus!

Publicado em: 02/03/2007 17:39:38


Mergulho meu desejo // Invado seu espaço
No cálice divino; // Sacro anseio
a boca sensual // puro delírio
mato a sede. // de prazer

Marcos Loures // Mara Pupin

Publicado em: 26/03/2007 12:29:14
Última alteração:28/10/2008 05:46:50




Desejo
Dança
Beijo
Galgo espaços...
Vago à toa
Chego à tona
E novamente
Mergulho
Nos teus braços...
Publicado em: 03/08/2008 20:00:38
Última alteração:19/10/2008 22:10:36


Eu não sou nenhum pivete,
Mas sou muito mentiroso,
Dos amores, marionete
Narcisista e caprichoso...
Publicado em: 13/08/2008 19:51:05
Última alteração:19/10/2008 20:02:28

Mergulhando no vazio
Entre estrelas me perdi,
Quem me dera num novo estio,
Mas inverna tudo aqui...
Publicado em: 19/01/2009 13:48:47
Última alteração:06/03/2009 07:18:07


Nos lábios desta sereia
Eu queria mergulhar
Na escaldante praia, areia
Em delírios me afogar...
Publicado em: 15/08/2008 13:10:07
Última alteração:19/10/2008 20:12:31
Mente sem ocupação é oficina do capeta.
119

Mote

Mente sem ocupação é oficina do capeta.

Se, acaso, não fazes nada,
Ouve bem este ditado,
A mente desocupada,
É oficina do diabo.

Marcos Coutinho Loures

Quem não tem o que fazer,
Cria sempre confusão,
Vai causando o desprazer
Aprendiz do capetão...
Publicado em: 21/11/2008 10:23:16
Última alteração:06/03/2009 17:03:07

Mentir é grande pecado,
Disso eu tenho uma certeza,
A dor eu deixei de lado,
Esperando a sobremesa...
Publicado em: 13/10/2006 18:55:27
Última alteração:30/10/2008 10:33:35



Na verdade tu não sabes
Como um velho fingidor
Dos meus versos faço sabres
Enganando até a dor...

Publicado em: 13/08/2008 20:15:31
Última alteração:19/10/2008 20:03:3


Quero o teu colo, morena
Em teu corpo me afogar
Desfrutar deste pecado
Sem ter tempo de pensar

Escondido em tua saia
Vou fugindo deste mundo,
Mas tomara que ela caia
Nem que seja um só segundo

Vou beijar a tua boca
E depois... bem devagar...
Uma viagem tão louca
Não sei onde vai parar...

Eu só sei que quero agora,
Sem demora e sem perdão,
Vou chegando de mansinho,
Vou roubar teu coração



Menina tão sapeca
Fazendo um coração
Parece adolescente
Na primeira paixão...

Amar é bem gostoso,
Isso eu nunca neguei
É fogo que acendendo
E nele me queimei...

Beijar a tua boca,
Carinhos nos teus seios...
Cuidado.... vem alguém...
Não tenha mais receios...

Quietinhos, no arvoredo,
Depois no matagal...
Um toque audacioso
Sem medo e sensual...

Depois veio teu pai
De manso, de repente....
Varada de marmelo
Deixando amor ardente


Minhanossassinhorinha,
desceu tudo redondinho,
fazendo cosquinha aqui,
na palma dos meus dedinhos...

o pensamento rebola,
mando a peraltice imbora,
amarro os braços na hora
que a insensatez explode!

E então pacientemente
gatafunho inocente
versos insonsos, descrendo
que assim sejam para sempre!
Publicado em: 13/08/2006 15:46:54
Última alteração:30/10/2008 19:59:42

Menina, me dê licença,
D”eu contar a minha história ,
Enquanto a cabeça pensa,
Vou falando de memória.
Nasci nas terras do Juca,
Lá pras bandas do Meião.
Saudade quando cutuca,
Maltrata meu coração.
Minha mãe foi benzedeira,
A melhor que havia lá,
Curava qualquer besteira,
Qualquer doença que há.
Com a fé de quem rezava,
Dia inteiro, se preciso,
Tanto mal ela curava,
E tá lá, no Paraíso.
Foi embora, a dor é tanta,
Mas, bonita sua cruz,
Morreu sexta feira santa,
Mesmo dia que Jesus.
Lá no Céu teve festança,
Movida a muito forró,
Teve prenda e teve dança.
Teve tudo o de melhor.
Meu pai, foi sertanejo,
Lavrador com muito orgulho,
Lutando com tanto pejo,
Viveu sem fazer barulho,
A morte também, destino,
Levou meu querido pai,
Deixando, tal desatino,
Que, da lembrança, não sai.
Fiquei sozinho na lida,
Sem mulher ou companheira,
Tudo que tenho na vida,
É a viola, estradeira.
Tenho o sol como meu guia,
A lua por namorada,
Vou cantando todo dia,
Canto só, sem ter parada.
Não quero cantar tristeza,
Nem tampouco solidão,
Vou cantando essa beleza,
A beleza do sertão.
A vida deu regalia
E tomou, sem perguntar,
Se era isso o que eu queria,
Mas não posso reclamar.
Foi Deus quem me deu o dom,
Dessa viola tocar,
Quando dela, tiro um som,
Canto sem pestanejar.
Não quero amar a ninguém,
Nem me prender a Maria,
Preciso de ter um bem,
Que a mim, não pertencia.
Pois somente assim, menina,
Não tendo amor que se implora,
Nem tendo vida que atina,
A minha viola chora...
Publicado em: 13/08/2006 11:36:38
Última alteração:30/10/2008 19:59:46

Menina batucaste o coração

De um velho marinheiro quase morto.

Agora procurando a sensação

De poder conhecer um novo porto...


Menina assim que a tarde começar

Te levo no meu barco, ganho o mar

E vamos pro futuro sem parada,

Sem temer conhecer outra alvorada


Nos toques, teu carinho sensual,

No sal que nos tempera toda a vida,

Meu barco a resistir ao temporal

Na cama, essa missão, a ser cumprida...


Publicado em: 02/03/2007 09:13:57




Inrola a manivela
Que eu carco devagar
Eu ranco da fivela,
É só num reclamar
Garanto que a pinguela
Nóis dois vai suportar.

Nas água desta mina,
Num poço tão moiado,
A gente se alucina
Ficano arrupiado,
Vem logo aqui menina
Juro. Num é pecado...




Doce menina

Ao ver você passar, imagino quantas coisas inocentes andam povoando seu mundo, repleto de ilusões e de sonhos que desabrocham de um botão em flor.

Seu rosto ingênuo de menina saudosa das brincadeiras de boneca enfeitam um corpo quase de mulher, torneado pelas mãos do Criador, leva-me a pensar na irreverência da areia da praia e na espuma que beija seus pés, nas manhãs ensolaradas de verão.

Olhares insistentes fazem brotar de seus lábios um leve sorriso.. você finge não gosta, escondendo o rosto com doce malícia entre os cabelos.

Quando a tarde cai, seu corpo bronzeado despede-se da areia e, leve como o vento corre pela paia até desaparecer no horizonte.

Na chegada da noite, invadindo a janela do seu quarto, raios da lua acariciam seu corpo com ciúmes do sol que, pela manhã, o cobriu de beijos.

E para espantar o sono, você pena no dia que se foi, nos olhares teimosos, nas palavras indiscretas, nos elogios à sua beleza e nas confissões de amor, deliciosas mentiras, pairando no ar!

Com um sorriso nos lábios, único prazer a que se permitiu, você dorme... dorme e sonha.

Sonha que tem asas, que pode voar pelos céus, em direção a um castelo onde um príncipe espera por você.

Um príncipe que vai chegar um dia, se você, menina-moça aprender que na harmonia universal tudo tem seu tempo certo!

E enquanto passo a pensar nos seus sonhos, você dorme, parecendo adivinhar meus pensamentos, na canção de amor feita pela vida, especialmente para você, doce menina moça...

Marcos Coutinho Loures
Publicado em: 04/04/2007 17:30:08
Última alteração:27/10/2008 19:00:45



MENOSPREZO E TRAIÇÃO
O dia estava lindo, um sol maravilhoso num céu de brigadeiro.
O rio convidava a nadar e, como sempre fazia desde menina, ela resolveu ir até a prainha que se formava numa curva do rio, em sua fazenda.
Colocou seu biquíni e foi, aproveitando as férias escolares que se iniciavam naquele dezembro abrasador.
Sabia que, naquela hora, os meeiros e campeiros estavam trabalhando e, filha de coronel, ninguém ousaria perturbar o seu banho de sol.
Bastava uma palavra para que o pai resolvesse o problema do bisbilhoteiro.
Deliciosamente deitada, com aquela preguiça salutar e reconfortante, olhava a esmo, como que namorando a interminável corrente que trazia e levava as águas do rio, nesse suave escoar...
Lembrara-se de seu aniversário, maioridade atingida, agora era dona do nariz.
Aliás, sempre fora. Amazona aos doze anos, cavalgava maravilhosamente bem, com os lindos cabelos louros soltos, montada a pelo sobre o seu cavalo manga-larga. Bela cena que a memória do vilarejo fez questão de registrar no único foto da vila.
Dezoito anos, faculdade próxima, ano que vem vestibular. Medicina era o sonho, poderia fazer, o pai garantiria tudo.
Vida boa, liberdade.
Quando, ao longe, na estradinha de lavoura que cortava o morro mais próximo, sentiu um movimento estranho no bambuzal.
Reparando bem, percebeu que o movimento se repetira algumas vezes.
Pegou o binóculo e, para sua surpresa, reparara nos vultos de uns meninos, adolescentes e quase crianças lá no alto.
Pensou logo que estavam observando-a, presa da curiosidade e da sensualidade que aflora na adolescência.
Isso era o cúmulo. Ia dar o flagra nos meninos e entregá-los ao pai e que se danassem estes pestinhas.
Silenciosamente, se levantou e como se fora nadar, mergulhou no rio.
Exímia nadadora, sabia como fazer para surpreender os moleques.
Após ter nadado uns cem metros e sumido do campo visual dos meninos, voltou à margem e, subindo célere o morro, se preparava para repreender os safados.
Qual o quê, para sua surpresa não era nada do que imaginava.
Parada, quieta submissa, uma mulinha estava na estradinha.
Passiva, recebia os “carinhos” de um moleque de mais ou menos treze anos.
E, depois dele, uma fila se formara.
Cada um aguardando a sua vez...
Ao ver tal cena, sua ira redobrou e, tomando um pedaço de pau na mão, começou a espancar a esmo, todos os meninos, aleatoriamente.
Pior do que ser observada e desejada pelo bando dos moleques, era isso.
Quando viu os meninos desejando a mulinha, sentiu um enorme vazio no peito e uma terrível sensação de menosprezo e de traição!
Publicado em: 20/08/2006 06:33:40
Última alteração:26/10/2008 22:34:11




Menina, sê ardente,
Mas prudente,
Se sentires calores
Sedutores
Embaixo do teu ventre,
Que não entre
Tua flor de donzela
Uma vela,
Pois logo o castiçal
– Por teu mal –
Lhe iria atrás, matreiro,
Quase inteiro.
Em templo tão estreito,
Vá com jeito
Teu dedo em sua gana,
E a membrana
Só rompa, do hímen teu,
O himeneu

Théophile Gautier


Menina que se faz de pura e santa,
Na hora mais gostosa fecha as pernas,
A sede de te ter; querida, é tanta,
As tuas carnes todas, belas, ternas.

As mãos que se passeiam, bocas idem,
Encontro em tua fenda uma porteira.
Aqueles que não sabem; que duvidem,
Pois sei que ela não dá mesmo bandeira...

Mas sorve, engole tudo e quer de novo,
Atrás já me permite um bom carinho.
Esqueça o que disser o tolo povo,
Não vamos só ficar neste sarrinho.

Menina se faz pura donzela,
A fera em nosso caso: claro que é ela.
Publicado em: 16/08/2007 07:33:51
Última alteração:14/10/2008 13:33:00



MENINA

Menina o quê que eu fiz?
Responda por favor
Quem fora tão feliz
Matar o nosso amor?
Quem dera um aprendiz
Pudesse sonhador
Pensar noutro matiz
Que aflora em nova cor
Rever este teu céu
Com asas libertárias
Mas logo arranca o véu
Estraga as flores todas
Regadas com cuidado
Aguadas no jardim
Podando uma esperança
Guardada dentro em mim.

Menina o que fizeste
Com todo o sentimento
Que por algum momento
Acreditei que havia
Um balde de água fria
Jogado na fogueira
Afoga esta ilusão
Que foi minha bandeira
Destroça o coração
No fundo uma besteira
Soltada num balão...
Publicado em: 24/07/2007 21:35:48
Última alteração:29/10/2008 17:47:31



No mormaço de minha alma
Encontrei esta menina
Foi roubando toda a calma
Coração chora e neblina...
Recebendo um vão cortejo
Tempestade, assim prevejo...
Publicado em: 15/03/2008 21:12:22
Última alteração:22/10/2008 14:38:30

Menina me deu certeza
Agora trago saudade;
Quem sonhou com realeza,
Vive sem liberdade...
Publicado em: 13/10/2006 18:54:19
Última alteração:30/10/2008 10:35:51


Dormindo seminua me provocas
A sensação ruidosa em pororocas
No coração que bate tresloucado...

Sentindo cada parte do que vejo
Pressinto meu delírio no desejo
De ter teu corpo todo aqui do lado...

As coxas bem morenas, camisola
Transparente, um olhar nunca descola
E fixo, não pretende nem piscar...

E quando eu sinto o arfar destes teus seios,
Aumentam as vontades e os anseios,
Dormindo, nem percebe o meu olhar...

Ao ver a morenice sensual,
Viajo pra janela e no beiral
Quem dera se pudesse ser o vento,

Iria com certeza te afagar,
Despindo tua roupa devagar,
Ah! Pena que isso é só um pensamento...

Publicado em: 28/02/2007 18:08:40

MENINA MULHER

MENINA MULHER

Menina que cresceu, hoje está bela
Pra quem era magrinha, que violão!
Hoje, fada rainha da favela.
Sapateias, pisando meu coração. jrpalácio

Dança e samba domina toda gente
Batuca o coração, ronca a cuíca,
Bailando de esperança, de repente,
Amor com puro amor se comunica. marcosloures

A noite entre as estrelas tem mais uma,
Rainha pantaneira minha Juma,
A deusa requebrando os seus quadris. marcosloures



Já tenho o que te faltava, pra ser feliz

Agora, o morro, tu descerás comigo.

Comprei em Ipanema, nosso abrigo. jrpalácio

Publicado em: 28/10/2008 20:55:57

Bate coração depressa
Esperando por você
Meu amor tem tanta pressa
Que não posso mais conter.

Como é gostoso teu mel,
Teu fogo e tua centelha,
Só não faça esse papel
Esconde o ferrão, abelha!

Eu te quero bem mansinha
Sou mansinho, amor, também.
Teu amor no peito aninha
Tanto amor no peito tem.

Tempo sabe que não paro
De querer o teu amor.
Que é gostoso e que é tão raro,
Sentimento de valor!

Visto a manta da alegria
No carnaval que passou,
Vou cantando a fantasia
Deste amor que desfilou.

Veio o gosto do cerrado
Na morena mais bonita.
Meu amor, desesperado,
Coração amando, grita!
Publicado em: 13/02/2007 22:00:52
Última alteração:30/10/2008 06:45:09


Menina me dê teu beijo,
Vamos ficar bem juntinhos...
Tu és todo o meu desejo...
Um ninho para os pombinhos...
Publicado em: 13/10/2006 15:47:10
Última alteração:30/10/2008 10:36:51

Melancolia
. - "Ele vinha sem muita conversa..."

No cais do porto, esperando pelo nada, os olhos vazios mirando o ontem, na desesperança de um amanhã, tão sombrio quanto o hoje.
O vestido curto, as pernas marcadas pelas cicatrizes e pelas varizes, celulites até e, principalmente, na alma...
O menino, mal coberto pelos farrapos, último e único troféu que sobrou.
Menino macilento, olhos fundos, mas com aquela força inerente da luta feroz pela sobrevivência.
Uma sobrevivência sem futuro, sem esperança, um ocaso ao amanhecer.
Amores, foram mais de mil, amores de uma noite, de um momento, de uma semana, as brasas ardendo entre as pernas abertas por ofício e automáticas, sem prazer, sem sentido, somente abertas.
Amor um só, o marinheiro forte e violento, responsável por muitas das marcas, feitas a brasa de cigarro e ponta de facão.
Marcas no rosto, nas coxas, nas costas, na vida. Cicatrizes eternas, território marcado, gado marcado, sofrimento.
Mas o prazer, esse não dava para esquecer, prazer violento, doloroso, doce...
As ondas levavam e traziam, o mar revolto anunciava a tempestade, que era bem vinda, mantendo no cais do porto, o navio. E na casa humilde, o marinheiro.
Bem que sabia que não era dela, era do mar, de tantas sereias quantos portos houvesse. Não adiantavam nem as preces que, escondida, fazia.
Os Santos não poderiam ajudá-la e ela bem sabia disso.
Da última vez, ele fora embora mas ficara, ficara dentro dela, nas entranhas, trazendo náuseas e alegrias, dores e esperanças.
Um restinho do que fora, um troféu, um eterno troféu pela vida afora.
A gravidez trouxe a miséria, diminuíam os fregueses, a porta vivia aberta a espera de um cliente, de um real, de um almoço...
Mas, se não fosse a solidariedade de uns poucos...
Entre trancos e barrancos, nascera o menino.
Menino magro e guloso, querendo as mesmas tetas onde o pai mamara tanto, tanto...
Os peitos fartos, agora flácidos eram devorados pelo faminto, mas a sensação de prazer que ficara na memória, teimava em arder e, por isso, nunca negava o leite àquela criança.
O cais do porto, os olhos parados, a desesperança.
E Jesus, olhando para o ontem, assim como a mãe, sem saber por que, repetindo os mesmos gestos e a desesperança a descorarem os olhos azuis...
Marcos Loures
Publicado em: 30/09/2008 14:29:43
Última alteração:02/10/2008 14:56:49


Memórias
As memórias, companheiras,
Sempre trago no meu peito.
Nas horas mais derradeiras
Quando não tiver mais jeito,

Quando só restar saudade
Quando a vida for-se embora
Se não houver claridade
Na minha derradeira hora

Quando só restar o frio
Batendo na minha porta
Quando um coração vazio
Quando a esperança for morta

Quando nada mais sobrar,
A morte vindo sem bis
Quando não houver luar
No palco, essa velha atriz

Destino de todo ser
Nada mais posso esperar
Quando estiver a morrer
E nada poder achar

Tanta verdade esquecida,
Nossas montanhas sem cume.
Quando enfim a minha vida
Não encontrar mais seu lume

Quando meu peito calado,
Amor é simples palavra
A dor trazendo por fado
Em terra seca se lavra

Nada mais me fará falta
Nem o gosto da vitória
A morte que sempre assalta
Me redimindo com glória.

Um gosto amargo na boca
De vinho, sangue e de sal.
A voz quedando-se rouca,
Não resta nada afinal!

A não ser esta mortalha
Que levarei sem segredo.
No final desta batalha,
Só me restará degredo...

Memórias do que vivi,
Lembranças do que passei.
É tudo que trago aqui,
É, na verdade, o que sei.

A boca que não beijei
O medo da tempestade,
Amores que não amei,
O brilho desta cidade...

O verso que não consigo,
Os olhos que nunca brilham.
Amores que sempre sigo
Nas ruas que não se trilham...

O tempo que não se conta,
O verbo que não conjugo
A roupa que não se apronta
A mão do carrasco, o jugo...

A mãe que sempre me amou,
Mulheres que a vida trouxe
O filho que me deixou
Acabando o que era doce...

Os pés atados, correntes,
Olhos libertos, futuro.
A noite rangendo os dentes.
O salto, a vida, esse muro...

O frio da madrugada,
O calor deste deserto
A vida que foi passada,
Dia que sempre desperto...

Nada mais me restará
Nem meus versos nem meus sonhos,
Nem aqui nem acolá,
Nem os mares medonhos...

Nem procelas nem tempestas,
Nem meus barcos e saveiros...
Nem alegrias e festas,
Nem calor de fevereiros...

Nada mais levo, por certo,
No final de minha história...
A morte, final deserto,
Só me deixará memória...
Publicado em: 28/10/2006 15:14:54
Última alteração:30/10/2008 19:28:39


Culpa de todos
Lodos e riscos
Ariscos
Fugimos
E somos os mesmos
Desde sempre
Desde quando
Desabando
Bando em fuga.
Fugazes, as notícias
Eternos sofrimentos...
Publicado em: 16/01/2010 09:06:08



A menina resolveu procurar a esteticista e fazer uma consulta geral.

Voltando da mesma, o namoradinho quis saber o que a médica havia dito.

-Ela falou de seus lábios?

-Falou e disse que são perfeitos.

-Ela comentou sobre as suas pernas?

-Sim e elogiou muito..

-E de seus seios, ela acha que deve fazer implante de silicone?

-Não! Ela garante que são proporcionais.

-E do bundão? Ela disse alguma coisa?

-Como você queria que ela dissesse? Ela nem conhece você!

Publicado em: 04/04/2007 20:33:13
Última alteração:29/10/2008 18:07:01

Medo de Partir

Tristeza de partir deixando o amor
Nas mãos desta saudade traiçoeira.
Os olhos embotados de poeira
No rumo da saudade, traidor.

Onde a dor se retrata mais tratante.
Destrata todo trato que tramamos
Momento em que por vezes nos amamos,
Ficando, nesta estrada, tão distante.

Os danos da saudade e da distância
Se podem destruir o sentimento,
Ao mesmo tempo trazem sofrimento
Que tento disfarçar com inconstância.

Fingindo que não quero quem eu amo
Esqueço que não posso te esquecer
Pois vivo meu viver em teu viver
E amo nosso amor, chama que chamo.

Pretendo que se fores, flores nego.
Beijando as flores belas do caminho,
Sabendo que se fores, o espinho
Em todas essas flores já carrego,

Mas medo de perder faz meu degredo
Na estrada que saudade me deixou.
Por isso meu amor eu tenho medo,
E não irei partir, aqui estou.
Publicado em: 02/12/2006 16:57:40

Medo e liberdade
Vencido pelo medo de perder
Quem por toda a vida sempre quis
Espero viajar no ser feliz
E, enfim rever vontade de viver...

Negro cavaleiro sem corcel
Em plena madrugada me perdi
Estrelas dos amores que vivi
Espreitam nas escadas lá do céu.

Mas deixe estar, a lua voltará
E me trará nos raios que perdeste;
Dos medos que te trouxe, conheceste
A luz que para sempre brilhará.

A mansa vastidão deste universo
Diverso do que sempre imaginastes,
Por mais que liberdade desejastes
Não sabes como é livre esse meu verso!
Publicado em: 30/11/2006 20:48:18
Última alteração:30/10/2008 10:22:13


Medo trago na bagagem,
Na barragem do segredo,
De enredo sei a coragem,
Na aragem do meu degredo...

Ostra traz na sua dor,
A riqueza delirante,
Tanto quanto meu amor,
Traz a dor a cada instante...

Nas cercanias da vida,
Encontrei a minha sorte;
Se não sei da despedida,
Como irei saber da morte?

Recebi tantas propostas
Para conhecer a lua.
Se não me deres resposta,
Minha vida será tua...

Meus velhos penduricalhos,
Carrego sem ter mais dó;
Dessas árvores, seus galhos,
Vão me deixando tão só...

Fiz meu ninho na mortalha,
Das dores fiz o meu mar.
Meu amor não me atrapalha,
Senão falha esse cantar...

Minha lábia foi pro brejo,
Meu olhar fugiu de ti;
Meu amor morreu no Tejo,
Desde o dia em que nasci...

Tenho cais, quero navio,
Tenho luta, quero guerra,
Tenho luz, quero pavio,
Quem tem seu amor não berra!

Vida traz tal saliência,
Que revela o bem querer;
Não vem me falar clemência,
O meu amor é você!

As teias vou ateando,
No campo das azaléias;
Nessas atas vou atando,
As asas dessas atéias...

A beleza que não salta,
Nem revolta quem não é;
A tristeza quando assalta,
Acaba com toda fé...

Na metade do caminho,
Cama dei para Luzia,
Ninho para meu benzinho,
O resto deixei pra Lia...

Mar trazendo maresia,
Vida trazendo vingança.
Desse pó a poesia,
Da minha espera, esperança...

Não temo trem nem tremor,
Nem quero vintém, tostão...
Nem amoras nem amor,
Violência e violão...
Publicado em: 31/08/2006 21:23:47
Última alteração:30/10/2008 11:05:03


Mel dos Teus Beijos

Minha vida é tão dolorida
Mesmo assim seguirei em frente.
Sem ter tempo ou despedida
Amar demais é tão urgente...

Diante desta paisagem
A desta flor em teus cabelos.
Preparando a minha viagem
Deste amor pra ter a coragem
De me embrenhar nos teus novelos.

Cada vez que penso demais
Neste amor que é tão manso e puro
Neste gosto de quero mais
Na certeza de toda paz
Acendendo o mar tão escuro.

Com os brilhos desta lua
E das estrelas pirilampos.
Palavra solta já flutua
O meu sonho continua
Por todos os divinos campos...

Que me levam sem perceber
Aos teus braços tão delicados
Meu amor é tão bom viver
Sabendo que irei sempre ter
O mel destes beijos amados...
Publicado em: 02/01/2007 00:32:56
Última alteração:30/10/2008 08:40:40


Mel


Rita, quando conheci,
Encontrei nos olhos teus
A luz que ilumina os meus
Em teus olhos me perdi.
Minha vida tão tristonha,
Tão sem rumo, de saudade.
Sem saber felicidade,
Seguia mais enfadonha...
Minha trilha, meu caminho,
Sem destino, me deixava,
Toda noite assim pensava,
Como é duro ser sozinho
Até o mel me amargava.

Já trazia tanto medo
Que não pude ser feliz,
Pois tudo que sempre quis
Acabava num degredo.
Nos descasos alheios,
Meu coração se perdia,
Eu não tinha poesia,
Minha vida em mil receios.
Minha trilha, meu caminho,
Sem destino, me deixava,
Toda vida assim pensava
Como é duro ser sozinho,
Até a fé me amargava.

Mas depois tu chegaste
Minha vida, então mudou,
Meu caminho iluminou
Na noite que enluaraste.
Agora estou satisfeito
E feliz como se vê
Agora tenho um por que,
Ser feliz é meu direito!
Minha trilha, meu caminho,
Tua luz iluminando
Toda vida assim passando,
Já não sigo mais sozinho.
Até o fel me adoçando!
Publicado em: 03/12/2006 11:27:20


Mel

Abelha que precisa desta flor,
A flor que necessita desta abelha,
Amores que vivemos por amor,
São flores que iluminam qual centelha!
Do pólen produzido sonhador,
Das cores que vivemos, a vermelha!
A chuva que refresca esse calor,
Batendo, levemente em cada telha!!!

Te quero, tanto quanto te preciso.
Não sei viver; somente sobrevivo
Nas horas onde estou, de ti, distante!
Amor um sentimento tão altivo
Que leva sem sentir ao paraíso
Não vás, te necessito a cada instante....
Se fores, não terei sequer o siso!
Prisioneiro da abelha, sou cativo!
Publicado em: 10/12/2006 19:58:47
Última alteração:30/10/2008 09:35:19



Me perdendo em teu caminho...

Eu quero me perder em teu caminho
Em meio a tantas trilhas tão diversas,
As minhas, muito tempo mais dispersas
Tanto, que não conhecem mais carinho...

Amar talvez permita a salvação
De quem já se perdeu sem ter valia,
Morrendo o belo amor que se fazia
Do medo e duma espera de perdão.

Mulher que maltratando, quase mata,
Em busca dos seus olhos me perdi.
Agora que percebo, estando aqui,
Que tanto amor assim sempre retrata

Esperanças passadas e deixadas
Por rondas e por noites sem destino.
Amor que me causando desatino,
Espreita a fantasia em emboscadas...

Mas deixe que eu me encontre em me perder
Nos braços e nas sendas penetrantes
Que fazem dos amados dois amantes,
E brinda o meu encontro com viver!
Publicado em: 08/12/2006 18:49:01
Última alteração:30/10/2008 09:15:51



Me recordo, criança temerária;
Acácias no jardim da minha casa...
A dor dessa saudade; vem, arrasa
Quem fora, um dia, vida libertária.

A saudade voando, procelária,
Me traz a sensação cruel da brasa;
O trem da juventude, já s’atrasa,
Deixando tão somente essa cor vária.

Nas flores tão singelas dessa acácia,
Seus cachos amarelos, na fáscia
Dos sentimentos, cortam, fundo talho...

Quem soube de meus dias, já se vai.
A tarde d’existência, triste, cai...
Sobrando do meu mundo, um só retalho...

(Saudades das acácias que perdi,
Quando era tão feliz, por ser criança,
As acácias não saem da lembrança;
São marcas desse tempo que vivi!)
Publicado em: 01/09/2007 11:05:51
Última alteração:13/10/2008 23:16:36


Me dá teu beijo

Saudade do que se foi
Nas barcas dessa ilusão
Vivendo com tanto medo
Dentro do meu coração.
Como pesa aqui do lado!

Quando se foi meu amor
Deixando essa solidão
Nada mais eu poderia
Senão tamanha emoção
Nas barcas desta saudade.

Me dá teu beijo querida
Viver, morrer de paixão...

Deitado na rede, no colo
Sabendo me carinhar,
Depois de tanto que vinha
Jamais querer voltar
Nas barcas desta saudade

Alicerce dos meus sonhos
Que nada mais me impedirá
De seguir assim meu canto,
Beleza maior não há
Nas barcas desta saudade...

Morrendo de tanta paixão.
Saudade não volta não...

Eu te trago essa vontade
De viver sem ter segredo
Nesta total liberdade
Que faz o gosto da gente
Perder o nosso medo
Sabendo como é urgente
Estar neste teu mar de amor...
Sem barcas e sem saudades
Apenas te navegar
Querendo me naufragar...
Publicado em: 02/01/2007 15:01:41
Última alteração:30/10/2008 08:07:43

Me deixaste uma saudade
Machucada pra valer,
Com toda sinceridade;
Deu vontade de morrer!
Publicado em: 17/10/2008 13:54:08


Me Engana que Eu Gosto
Nos últimos dias tem ocorrido uma tentativa espúria de transformação de um vegetal em um animal.
Havia um legume, sem paladar, que habitava o interior paulista. Essa leguminosa, durante muitos anos aprendeu a conviver com os outros vegetais da feirinha.
Porém, a partir do contato desse legume com uma matilha de lobos velhos e pilantras, começaram a perceber que esse vegetal não iria muito longe com sua insossa atuação.
Haveria necessidade de “apimentar” o legume para ser mais tragável.
Mas, como todos sabem, lobo não come lobo e os velhos caninos convidaram essa leguminosa para tentar aprender alguns macetes como criar e mostrar os dentes.
Antes que houvesse essa tentativa de transformação, a matilha teve que se reunir para definir qual seria o lobo que acompanharia o legume na viagem.
Obviamente, esse encontro foi marcado por muitos latidos e uivado, com mordidas desferidas a esmo, até que se escolheu um lobo velho, aparentemente sem dentes, mas com a inerente agressividade da espécie.
Os lobos daquela floresta eram especialmente agressivos e tinham como característica principal o de pilharem qualquer outra espécie animal que aparecesse por perto, inclusive outros lobos de matilhas que não aquela.
Durante muito tempo se associaram aos Gorilas da Floresta para poderem obter benefícios e facilidades.
Após a expulsão dos gorilas, os lobos se uniram a outros tipos de espécies tanto animais quanto vegetais para manterem o poder sobre a floresta.
Pois bem, após terem quase que entregues toda a floresta para animais de outras bandas, perderam o poder.
Mas, agora, tentavam de todas as formas voltarem a mandar e desmandar.
Um lobo, pilantra antigo de guerra, de índole bisbilhoteira e entreguista, ameaçou convidar os Gorilas da Floresta, entregando os filhotes dos outros animais e as pequenas plantas indefesas de novo às garras dos Gorilas sob os auspícios dos Lobos.
A tentativa de transfundir ao legume as características principais desta matilha, fez com que, o antes inofensivo legume, passasse a ladrar a esmo.
Latia e latia, mas todos sabiam que ele, no fundo, continuava a ser o legume de sempre.
O lobo velho, a cada latido da leguminosa semitonava junto, dando o aspecto híbrido que não convencia mais ninguém.
Acreditando que estava fazendo sucesso, o pobre vegetal se orgulhava a cada latido mais alto, até chegou a aprender a uivar, mas o sotaque não enganava ninguém.
Quem nasceu para legume nunca vai chegar a lobo, o máximo que vai conseguir é emitir um “uivado” ridículo e a esmo.
A claque aplaude o pobre vegetal mas isso parece muito com aquela máxima: “Me engana que eu gosto”...
Publicado em: 20/08/2006 06:50:45
Última alteração:26/10/2008 22:34:54



Me matizo em tuas cores, Com certeza isto traz brilho, Rendendo-me aos teus amores, Minha amada, maravilho,
Me matizo em tuas cores,
Com certeza isto traz brilho,
Rendendo-me aos teus amores,
Minha amada, maravilho,

Coração em disparada
Ponteando um violão
Namorar na madrugada,
E mostra minha paixão

Nos versos que faço a ti,
Minha moça tão bonita,
Se o meu medo eu já perdi,
Meu amor intenso grita

E te chama sem descanso,
Te convida para a festa,
Alegria logo alcanço,
Dançando nesta seresta

Feita à luz da lua cheia,
Do sertão do Ceará,
Felicidade incendeia
Tanto aqui quanto acolá...

Cavaleiro enluarado
Na procura de teus beijos,
Tanto amor nunca é pecado,
Tu sacias meus desejos.

Não vejo distância alguma
Que possa nos separar,
Duas almas viram uma,
Debaixo deste luar.

Venha logo que eu te aguardo,
No momento que quiser,
Nosso amor nunca foi fardo,
Venha ser minha mulher,

Na doçura de teus lábios
Tanto mel que nunca vi,
Os meus sonhos, astrolábios
Quero, ser teu colibri...
Publicado em: 15/10/2008 20:00:19




Me nina // No teu aconchego

a noite inteira // com todo encanto

menina // um sonho esperado

desejada...// de puro carinho...

Marcos Loures // Mara Pupin
Publicado em: 04/04/2007 19:05:33
Última alteração:28/10/2008 06:05:53

No comments:

Post a Comment